90 resultados para Bacaba-de-azeite
Resumo:
Oenocarpus distichus Mart., conhecida por bacaba-de-leque e bacaba-de-azeite é uma palmeira arbórea e monocaule nativa da Amazônia de forte ocorrência na parte Oriental abrangendo os estados do Pará e Maranhão. Tem como característica marcante a distribuição das folhas em forma de leque. Estudos fenológicos sobre esta espécie são escassos. Na Embrapa há um Banco de Germoplasma com vários acessos em plena fase reprodutiva. Objetivou-se avaliar a fenologia em acessos de bacaba-de-leque nas condições de Belém, PA. Foram acompanhados, mensalmente, de setembro/2014 a dezembro/2015, três eventos fenológicos de floração e quatro de frutificação em 101 plantas representantes de acessos no BAG ? Bacabas da Embrapa Amazônia Oriental. Os dados foram digitados e organizados em planilha do Excel para a obtenção da taxa de ocorrência de cada fenofase. Os eventos de floração foram registrados em todos os meses, sendo que a maior emissão de espata ocorreu no mês de Abril em 86% das plantas. Desse total, apenas 24% chegou ao estágio de inflorescências em plena floração. As fenofases de frutificação também ocorreram em todo o período, com a presença de cachos com frutos verdes em até 64% das plantas, nos meses de setembro e outubro. Alguns acessos exibiram até três cachos com frutos imaturos sendo característica desejável. Cachos com frutos maduros ocorreram nos meses de outubro e novembro, em até 12,1% das plantas. De um modo geral as fenofases de floração e de frutificação nos acessos de O. distichus são coincidentes, mas existe acessos com frutificação fora da safra considerados acessos temporões.
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Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, Perfil Sanitária
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Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia do Ambiente - Perfil de Engenharia Sanitária
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Foi estudada a variabilidade genética em progênies de bacabi (Oenocarpus mapora Karsten) e bacaba (Oenocarpus distichus Mart.) para caracteres de emergência e crescimento inicial de mudas. Foram coletados frutos maduros de 47 matrizes em quintais de produtores rurais e no Banco de Germoplasma da Embrapa Amazônia Oriental, envolvendo análise de 47 progênies de polinização aberta delineadas em blocos ao acaso, com quatro repetições e parcelas de 24 sementes. As variáveis avaliadas foram: a percentagem de emergência (PE), tempo médio de emergência (TME), taxa de crescimento absoluto da altura de plântulas (TCAA) e taxa de crescimento absoluto do diâmetro de plântulas (TCAD). As progênies apresentaram diferenças significativas (p≤0,01) para todos os caracteres da análise das duas espécies, com boa precisão experimental. Para a herdabilidade no sentido amplo foi verificado que no conjunto total de progênies e no conjunto de progênies de bacabi todos os caracteres estudados apresentaram estimativas de herdabilidade acima de 50%. As exceções foram para TME e TCAD, no conjunto de progênies de bacaba, com estimativas de herdabilidade abaixo de 50%. Os coeficientes "b" apresentaram a mesma tendência observada na herdabilidade, e suas magnitudes expressam também a variabilidade genética. Os ganhos de seleção estimados a partir das porcentagens de seleção pré-determinados mostraram valores altos para todos os caracteres, favorecidos pela pressão de seleção com uma intensidade de 10% para o total de progênies e apenas bacabi e 20% para as progênies somente de bacaba.
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O objetivo do presente trabalho foi adequar o teste de envelhecimento acelerado para avaliar a qualidade fisiológica de diásporos de Oenocarpus bacaba Mart. (bacaba). Inicialmente, os diásporos foram expostos às temperaturas de 41; 43 e 45 ºC, durante 3; 6; 12; 24; 36; 48 e 72 h, com cerca de 100% de umidade relativa do ar. Foram considerados dois critérios de germinação: emissão da primeira bainha igual ou superior a 1cm e plântula normal. o teste de germinação foi realizado com 6 repetições de 20 diásporos, em temperatura de 30 ºC e fotoperíodo de 12 h. Pelos resultados preliminares, observou-se que os lotes de diásporos de bacaba podem ser separados em níveis de vigor por meio do envelhecimento acelerado, em 43ºC e com cerca de 100% de umidade relativa do ar, por 48 h. os quatro lotes de diásporos foram então submetidos, num segundo experimento, a 43 ºC por 24; 48 e 72 h, sendo adotada como critério de germinação a emissão de primeira bainha. Em 45 ºC, a porcentagem de germinação foi drasticamente reduzida após 12 h. Não houve diferenças significativas entre os critérios de germinação utilizados. Os lotes de diásporos foram separados em diferentes níveis de vigor após 48 e 72 h de exposição a 43 ºC. De acordo com os resultados obtidos, sugere-se o uso de primeira bainha como critério de germinação e período de envelhecimento de 48 h a 43 ºC, para a avaliação da qualidade fisiológica de diásporos de bacaba.
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RESUMO Os frutos do açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) e da bacabeira ( MOenocarpus bacabaart), duas palmeiras tropicais nativas e socioeconomicamente importantes para os estados Amazônicos, são utilizados na produção de polpas processadas em sistemas agrofamiliares. Nesse sentido, o presente estudo objetivou a avaliação da qualidade físico-química e funcional de polpas de açaí e bacaba processadas artesanalmente. Os frutos foram coletados em propriedades rurais do município do Cantá/Roraima (bacaba) e Boa Vista/ Roraima (açaí). Para a constituição do experimento, as polpas processadas foram armazenadas em pequenas embalagens de politereftalato de etileno (PET) transparente e com tampa (mesmo material), com capacidade de 145 mL e refrigeradas a 3 ± 0,2°C e 45% de U.R., durante 5 dias. Foram analisados os seguintes parâmetros: pH, acidez titulável (AT), sólidos solúveis (SS), relação SS/AT, açúcares totais e redutores, pectinas totais e solúveis, teor de antocianinas e fenólicos totais. Ao final, para as polpas de açaí, levando-se em consideração os limites estabelecidos pelo Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ), apenas o parâmetro AT apresentou-se fora da instrução normativa. Entretanto, a inexistência de padrões para bacaba inviabilizou tal comparação. Quanto ao teor das pectinas totais, pode-se concluir que ambas as polpas apresentam baixas concentrações desse componente, não sendo indicadas para produção de doces e geleias sem adição de agentes geleificantes. Os teores de compostos fenólicos e de antocianinas, em ambas as polpas, apesar de diminuir com o período de armazenamento refrigerado, apresentam altas concentrações quando em comparação a outros alimentos com apelo funcional.
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Foram descritos o processo germinativo e o desenvolvimento plantular de Oenocarpus bacaba, com observações diárias e semanais para caracterização da germinação das sementes até a formação das plântulas. A germinação teve início após sete dias de semeadura, com o aparecimento do botão germinativo, e terminou aos 35 dias após a completa formação da primeira bainha. O desenvolvimento das plântulas completou-se aos 125 dias, com a emergência do primeiro eófilo e o esgotamento das reservas do haustório, apresentando limbo de coloração verde-escura e base arroxeada. O processo de obtenção de plântulas apresentado neste trabalho constitui indicador para que a referida espécie seja implantada em sistemas agroflorestais.
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Este estudo, realizado na Mata de Galeria do córrego Bacaba (14º41'S e 52º20'W), em Nova Xavantina, MT, avaliou as mudanças na estrutura da vegetação no período de 1999 a 2006. Em 1999, foram demarcadas 141 parcelas permanentes em três porções da mata (alto, meio e baixo), em um gradiente topográfico, e medidos os indivíduos com CAP ≥ 15 cm. No inventário de 2006, os indivíduos foram remedidos e os recrutas, computados. Em 2006, amostraram-se 135 espécies, 113 gêneros e 49 famílias. A posição hierárquica das espécies apresentou mudanças expressivas em relação a 1999. Na porção do alto, as espécies com maior valor de importância (VI) foram: Astrocaryum vulgare, Diospyros guianensis e Calophyllum brasiliense. Essa porção pode ter sido a mais afetada pelo fogo que atingiu a área em 2001, visto que uma espécie típica de ambientes antropizados passou a ocupar a primeira posição de VI. No meio, as espécies mais importantes em 2006 foram: Aspidosperma subincanum, Tetragastris altissima e Hymenaea courbaril. No baixo, apenas Mauritia flexuosa manteve a mesma posição do inventário anterior, e a maior alteração hierárquica foi apresentada pelas espécies pioneiras, sugerindo um fechamento da vegetação. Entre as 10 espécies de maior VI em 2006, nenhuma foi comum às três porções da mata. Características estruturais distintas da vegetação entre áreas geograficamente tão próximas podem estar relacionadas à heterogeneidade do ambiente. As mudanças no VI registradas nas espécies das três porções de mata reforçam a ideia de que esta apresenta elevada dinâmica.
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O estudo foi realizado na floresta de galeria do Córrego Bacaba, no Parque Municipal do Bacaba (14º43'12,2S e 52º21'36,7"W), em Nova Xavantina, MT. A dispersão de sementes foi analisada e comparada entre três porções da floresta (alto, meio e baixo), distantes cerca de 200 m entre si, em um gradiente topográfico. Foram distribuídos, aleatoriamente, 20 coletores circulares de 0,3 m² em cada porção de floresta, sendo as coletas de sementes realizadas quinzenalmente, entre junho de 2007 e maio de 2008. O material foi submetido à secagem em estufa até peso constante e as sementes, separadas em duas categorias, baseando-se na presença de estruturas de voo (V) e na ausência dessas estruturas (NV). O número de morfoespécies e de sementes e a biomassa foram comparados entre as porções de floresta e entre os períodos seco e chuvoso. Coletaram-se 20.965 sementes em 24 quinzenas, sendo 777 do tipo V e 20.188 do tipo NV. Na porção do alto ocorreram 52 morfoespécies de sementes, no meio 55 e no baixo 49. A diversidade de morfoespécies de sementes foi inferior à diversidade de espécies de plantas lenhosas na mesma área. Considerando o padrão sazonal de dispersão de sementes, tanto para as V (número, morfoespécies e biomassa) quanto para as NV (biomassa), recomenda-se um controle no fluxo de visitantes no Parque do Bacaba, especialmente nos meses de pico de dispersão de sementes, no final do período seco e início do chuvoso (setembro-dezembro). Medidas de excursionismo de mínimo impacto poderão trazer benefícios para o estabelecimento de sementes e plântulas e garantir a sustentabilidade da floresta.
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O objetivo do trabalho foi avaliar os principais índices de qualidade e identidade do azeite de oliva e compara-los com a Resolução no 22/77/MS, Codex Alimentarius e União Européia. Foram analisadas vinte amostras divididas em duas épocas, provenientes de dez marcas diferentes. Foram avaliados a rotulagem, acidez, absortividade, iodo, composição em esteróis e em ácidos graxos, teores de ácido elaídico e esqualeno. Das marcas nacionais, somente uma apresentou rotulagem correta; a acidez variou de 0,15 a 0,75% em C18:1; a absortividade a 232 e 270 nm foi compatível para mistura de azeite virgem com refinado ou de virgem com extração refinado; o índice de iodo variou de 85,88-127,46 gI2/100g, com 66,6% das amostras reprovadas. Todas as amostras nacionais apresentaram a composição em esteróis fora dos padrões internacionais. A composição em ácidos graxos mostrou provável adulteração com óleo de soja. Todas as amostras nacionais também apresentaram elevado teor de transoleico (6,6-15,5), indicativo de adulteração com óleos hidrogenados. O teor de esqualeno variou de 14-344 mg/100g. Quanto às importadas, todas apresentaram rotulagem compatível com as normas internacionais; acidez e absortividade indicaram que as amostras eram mistura de azeite virgem com refinado. O índice de iodo variou de 76,43-85,31 gI2/100g, dentro dos padrões. Todas as amostras importadas apresentaram a composição em esteróis e em ácidos graxos compatíveis com os padrões internacionais. Somente uma amostra apresentou teor de transoleico (6,6%) acima dos padrões. O teor de esqualeno variou de 183-476 mg/100g. Faz-se necessário a compatibilização da Resolução no 22/77/MS com as normas internacionais.
Resumo:
A Bacaba (Oenocarpus bacaba) é uma palmeira típica da região amazônica, muito utilizada para alimentação pela população local, na região norte do Brasil. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar o efeito de diferentes temperaturas e substratos na germinação das sementes de bacaba e fazer a classificação fisiológica das sementes quanto à secagem e ao armazenamento. Os frutos foram coletados em Caseara, Tocantins, Brasil. A germinação foi realizada em diferentes temperaturas e substratos após o beneficiamento. A viabilidade também foi avaliada após a secagem a diferentes conteúdos de água para classificação fisiológica quanto à secagem e ao armazenamento. O melhor substrato para a germinação de sementes de bacaba foi sobre areia. Não foi verificado efeito da temperatura na germinação das sementes, exceto quando as sementes foram incubadas a 35 °C, temperatura que não foi observada germinação. Apesar de não haver efeito da maioria das temperaturas testadas sobre a porcentagem final de germinação, quando as sementes foram incubadas nas temperaturas de 30 °C e 25 - 35 °C observou-se maior velocidade de germinação. As sementes de bacaba não toleram a secagem abaixo de 0,36 g H2O g-1 peso seco, sendo portanto classificadas como recalcitrantes.
Resumo:
Objetivou-se com este estudo determinar a influência dos fatores relação superfície/volume (S/V) e tempo de fritura sobre a alteração da mistura azeite de dendê-óleo de soja em frituras descontínuas de batatas chips.Foram realizados dois procedimentos de fritura com relações S/V de 0,5 e 1,0 cm-1 e temperatura média de 180°C. O óleo foi aquecido por um período de 7,25 horas. As amostras obtidas durante o processo de fritura foram analisadas pelas determinações de índice de peróxidos, compostos polares totais, ácidos graxos livres e índice de refração. Todas as determinações analíticas foram influenciadas pelo tempo de fritura, verificando-se aumentos significativos destes parâmetros ao longo do processo de fritura. O fator relação S/V apresentou influência sobre os valores dos índices de peróxidos e de refração. A mistura azeite de dendê-óleo de soja apresentou alteração acima do limite recomendado para óleos de fritura (compostos polares totais > 25%) a partir de 6,25 horas de fritura.
Resumo:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)