1000 resultados para lesão visual
Resumo:
O efeito do agente causal do crestamento bacteriano comum na eficiência fotossintética e na produção do feijoeiro (Phaseolus vulgaris) foi quantificado. Dois experimentos de campo foram conduzidos durante a safra das águas de 1997, em Piracicaba-SP, com duas cultivares, IAC-Carioca e Rosinha. Diferentes níveis de severidade foram obtidos variando-se o número de inoculações com o patógeno. A severidade da doença, avaliada com auxílio de escala diagramática, não apresentou relação linear significativa (P>0,01) com a produção, enquanto a duração da área foliar sadia (HAD) relacionou-se linearmente de forma significativa (P<=0,01) com a produção nos dois experimentos (R² entre 0,66 e 0,78). A fotossíntese foi relacionada com área foliar doente por meio da equação Px/P0=(1-x )beta, onde Px é a fotossíntese líqüida da folha com severidade x, P0 é a fotossíntese líquida média das folhas sadias, x é a severidade da doença e beta expressa a relação entre lesão virtual e lesão visual. Os valores de beta, determinados por regressão não-linear, foram de 3,19±0,14 e 3,08±0,18 para as cultivares IAC-Carioca e Rosinha, respectivamente. A incorporação de beta ao cálculo de HAD, de modo geral, não melhorou significativamente o ajuste dos dados.
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O efeito da mancha foliar de Phaeosphaeria, causada por Phaeosphaeria maydis, na taxa líquida de fotossíntese e na transpiração de folhas de milho (Zea mays) foi avaliado no campo em três híbridos e uma linhagem de milho. A taxa líquida de fotossíntese foi relacionada à severidade da doença por meio do modelo Px/Po=(1-x )beta, onde Px representa a taxa fotossintética líquida de folhas com severidade de doença x (em proporção), Po representa a taxa fotossintética líquida média de folhas sadias e beta representa a relação entre a lesão virtual (área foliar com fotossíntese nula) e a lesão visual (área foliar coberta por sintomas). O parâmetro beta caracteriza o efeito do patógeno em toda a gama de severidade de doença. Os valores de beta determinados por regressão não-linear (R² de 0,73 a 0,85 para os diferentes materiais) variaram entre 2,46 e 2,69. Esses valores indicam que houve redução da eficiência fotossintética não apenas no tecido lesionado, mas também em parte do tecido verde remanescente de folhas infetadas. Folhas com severidade de doença no intervalo de 10-20% mostraram reduções de 40% na taxa líquida de fotossíntese. A taxa de redução da transpiração foi proporcional à redução do tecido sadio. Houve relação linear negativa significativa (R² de 0,59 a 0,75 para os diferentes materiais) entre a taxa de transpiração e a severidade da doença.
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OBJETIVOS: desenvolvimento de modelo experimental de endometriose em coelhas avaliando a evolução temporal da doença macro e microscopicamente. MÉTODOS: foram utilizadas 30 coelhas nas quais induziu-se lesão de endometriose por fixação de fragmento do corno uterino no peritônio da parede pélvica. Após 4 ou 8 semanas verificou-se a viabilidade da lesão por laparoscopia. Foi documentado o aspecto visual endoscópico e feita avaliação anatomopatológica. Os grupos foram comparados quanto à presença de lesão visual à laparoscopia, seu maior diâmetro, presença de aderências e histologia da mesma. Na análise estatística foram utilizados os testes t de Student e de Mann-Whitney, com significância estatística de 5%. RESULTADOS: em todos os casos foi identificada a presença de lesão visual à laparoscopia após 4 semanas, sendo 64% císticas, e em 80% dos casos após 8 semanas, 66% císticas. As aderências estavam presentes em 71% das coelhas após 4 semanas (sendo ausentes nos implantes) e em 80% das coelhas após 8 semanas (13% nos implantes). O diâmetro das lesões após 8 semanas de implante foi maior que após 4 semanas (p<0,0001). A análise histológica mostrou 100% de tecido endometrial (glândula e estroma) em atividade nos 2 grupos. CONCLUSÃO: a utilização desse modelo experimental de endometriose em coelhas mostrou ser possível reproduzir a doença nesse animal, sendo viável e de fácil execução. Permitiu documentar as características e a progressão dos implantes, o crescimento e o desenvolvimento histopatológico. Embora com mesmo aspecto histológico, as lesões após oito semanas foram maiores que após 4 semanas da implantação.
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Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Educação Física
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OBJETIVO: estimar a validade da inspeção visual após aplicação de ácido acético (IVA) no rastreamento das neoplasias intra-epiteliais cervicais (NIC) e lesões induzidas por HPV, comparando seu desempenho com o da colpocitologia e da colposcopia. MÉTODOS: estudo de validação de teste diagnóstico realizado em 893 mulheres de 18 a 65 anos, rastreadas simultaneamente com colpocitologia, IVA e colposcopia, em unidade de saúde pública de Recife, PE. A IVA foi realizada por embrocação do colo com ácido acético a 5% e observação a olho nu, com auxílio de foco clínico comum. Considerou-se como positividade o achado de qualquer lesão aceto-branca no colo. O padrão-ouro foi o histopatológico de biópsia cervical, realizado sempre que qualquer um dos três testes resultasse anormal. Foram estimados e comparados os indicadores de validade de cada teste, com os respectivos intervalos de confiança a 95%. A concordância entre os resultados dos testes foi avaliada pelo coeficiente kappa (k). RESULTADOS: das 303 mulheres biopsiadas, o estudo histopatológico foi anormal em 24. Deste total, a IVA foi positiva em 22, conferindo-lhe sensibilidade estimada de 91,7%, especificidade de 68,9%, valor preditivo positivo de 7,5% e valor preditivo negativo de 99,7%. Comparando-se os intervalos de confiança a 95%, a IVA mostrou maior sensibilidade que a colpocitologia, mas com menores especificidade e valor preditivo positivo. Houve fraca concordância entre os resultados da IVA e da colpocitologia (k=0,02) e excelente concordância com os da colposcopia (k=0,93). CONCLUSÃO: a IVA foi muito mais sensível que a colpocitologia no rastreamento das NIC e lesões HPV-induzidas e teve o mesmo desempenho da colposcopia. Sua baixa especificidade foi responsável por um elevado número de resultados falso-positivos.
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Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo
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O presente trabalho, objetivou avaliar comparativamente o diagnóstico clínico, radiógráfico e histológico de molares permanentes humanos sem ou com lesão de cárie na superfície oclusa!. Vinte e quatro dentes que estavam armazenados em formalina a 10% foram selecionados e em seguida submetidos a um exame clínico, através da inspeção visual, onde foram separados em 3 grupos: grupo 1 (G1), formado por dentes hígidos; grupo 2(G2), por dentes com pigmento na superfície oclusal e grupo 3(G3), aqueles com lesão de cárie na oclusal. Este exame foi realizado com auxílio de luz artificial proveniente de um refletor odontológico, sem qualquer manipulação da superfície. Para cada dente foram realizados duas tomadas radiográficas com e sem tela milimetrada, no sentido vestibulo lingual por um dos avaliadores, simulando uma radiografia interproximal, onde o feixe incidiu perpendicular ao longo eixo do dente. Em seguida os dentes foram preparados histomorfologicamente para coloração com hematoxilina e eosina e análise microscópica. Pela avaliação dos resultados a partir da amostra de 100%, foi possível concluir: 1) Os dentes clinicamente considerados hígidos (G1) apresentaram radiograficamente 74,99% de ausência de imagem radiolúcida e em 25% presença desta imagem na Junção Amelo¬dentinária e microscopicamente ausência de cárie em 100%; 2) os dentes que clinicamente apresentaram fissura pigmentada' (G2) notou-se em 33,33%, ausência da imagem radiolúcida e em 66,66% presente esta imagem na junção amelodentinária, 100% de ausência de cárie através da análise microscópica; 3) clinicamente, os dentes que apresentaram lesão de cárie (G3), radiograficamente foram comprovados 100% de imagem radiolúcida sugestiva de cárie e microscopicamente dos 100% destas, foram considerados cáries rasa (16,66%), média (61,10%) e profunda (22,22%) respectivamente
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O objetivo deste trabalho foi comparar in vitro a efetividade de três métodos de diagnóstico da lesão de cárie em 26sítios de interesse, dispostos na face palatina de 20 coroas de dentes caninos permanentes de humanos. Quatro examinadores receberam orientação teórico-prática para o diagnóstico, através de três métodos: inspeção visual; táctil (inspeção visual - sonda exploradora com ponta romba); e videoscópico (sistema AcuCam). Para a validação dos dados, os dentes foram seccionados paralelamente ao seu longo eixo por um disco de diamante e analisados histologicamente em um microscópio estereoscópico com aumento de 40X. Diagnósticos compatíveis com o exame histológico apresentaram percentual de acerto no método de inspeção visual de 40,4%, no exame táctil de 38,5% e no videoscópico de 41,3%, resultados que não demonstraram diferença estatisticamente significante. Concluiu-se, pelos resultados obtidos, que os três métodos apresentaram acuidade semelhante no diagnóstico da lesão de cárie; dentre os métodos estudados, o exame ao videoscópio foi o que mais se aproximou do histológico, seguido pelo visual; o mais distante foi o táctil. Constatou-se também uma elevada porcentagem de erro de diagnósticos (59,9%), o que conseqüentemente acarretaria uma conduta terapêutica inadequada
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Pós-graduação em Odontologia - FOAR
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Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2014
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Dissertação de Mestrado apresentada ao Instituto Superior de Psicologia Aplicada para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.
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Diabetic Retinopathy (DR) is a complication of diabetes that can lead to blindness if not readily discovered. Automated screening algorithms have the potential to improve identification of patients who need further medical attention. However, the identification of lesions must be accurate to be useful for clinical application. The bag-of-visual-words (BoVW) algorithm employs a maximum-margin classifier in a flexible framework that is able to detect the most common DR-related lesions such as microaneurysms, cotton-wool spots and hard exudates. BoVW allows to bypass the need for pre- and post-processing of the retinographic images, as well as the need of specific ad hoc techniques for identification of each type of lesion. An extensive evaluation of the BoVW model, using three large retinograph datasets (DR1, DR2 and Messidor) with different resolution and collected by different healthcare personnel, was performed. The results demonstrate that the BoVW classification approach can identify different lesions within an image without having to utilize different algorithms for each lesion reducing processing time and providing a more flexible diagnostic system. Our BoVW scheme is based on sparse low-level feature detection with a Speeded-Up Robust Features (SURF) local descriptor, and mid-level features based on semi-soft coding with max pooling. The best BoVW representation for retinal image classification was an area under the receiver operating characteristic curve (AUC-ROC) of 97.8% (exudates) and 93.5% (red lesions), applying a cross-dataset validation protocol. To assess the accuracy for detecting cases that require referral within one year, the sparse extraction technique associated with semi-soft coding and max pooling obtained an AUC of 94.2 ± 2.0%, outperforming current methods. Those results indicate that, for retinal image classification tasks in clinical practice, BoVW is equal and, in some instances, surpasses results obtained using dense detection (widely believed to be the best choice in many vision problems) for the low-level descriptors.
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The arboreal ant Odontomachus hastatus nests among roots of epiphytic bromeliads in the sandy forest at Cardoso Island (Brazil). Crepuscular and nocturnal foragers travel up to 8m to search for arthropod prey in the canopy, where silhouettes of leaves and branches potentially provide directional information. We investigated the relevance of visual cues (canopy, horizon patterns) during navigation in O. hastatus. Laboratory experiments using a captive ant colony and a round foraging arena revealed that an artificial canopy pattern above the ants and horizon visual marks are effective orientation cues for homing O. hastatus. On the other hand, foragers that were only given a tridimensional landmark (cylinder) or chemical marks were unable to home correctly. Navigation by visual cues in O. hastatus is in accordance with other diurnal arboreal ants. Nocturnal luminosity (moon, stars) is apparently sufficient to produce contrasting silhouettes from the canopy and surrounding vegetation, thus providing orientation cues. Contrary to the plain floor of the round arena, chemical cues may be important for marking bifurcated arboreal routes. This experimental demonstration of the use of visual cues by a predominantly nocturnal arboreal ant provides important information for comparative studies on the evolution of spatial orientation behavior in ants. This article is part of a Special Issue entitled: Neotropical Behaviour.
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The goal of this cross-sectional observational study was to quantify the pattern-shift visual evoked potentials (VEP) and the thickness as well as the volume of retinal layers using optical coherence tomography (OCT) across a cohort of Parkinson's disease (PD) patients and age-matched controls. Forty-three PD patients and 38 controls were enrolled. All participants underwent a detailed neurological and ophthalmologic evaluation. Idiopathic PD cases were included. Cases with glaucoma or increased intra-ocular pressure were excluded. Patients were assessed by VEP and high-resolution Fourier-domain OCT, which quantified the inner and outer thicknesses of the retinal layers. VEP latencies and the thicknesses of the retinal layers were the main outcome measures. The mean age, with standard deviation (SD), of the PD patients and controls were 63.1 (7.5) and 62.4 (7.2) years, respectively. The patients were predominantly in the initial Hoehn-Yahr (HY) disease stages (34.8% in stage 1 or 1.5, and 55.8 % in stage 2). The VEP latencies and the thicknesses as well as the volumes of the retinal inner and outer layers of the groups were similar. A negative correlation between the retinal thickness and the age was noted in both groups. The thickness of the retinal nerve fibre layer (RNFL) was 102.7 μm in PD patients vs. 104.2 μm in controls. The thicknesses of retinal layers, VEP, and RNFL of PD patients were similar to those of the controls. Despite the use of a representative cohort of PD patients and high-resolution OCT in this study, further studies are required to establish the validity of using OCT and VEP measurements as the anatomic and functional biomarkers for the evaluation of retinal and visual pathways in PD patients.
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The authors conducted a systematic literature review on physical activity interventions for children and youth with visual impairment (VI). Five databases were searched to identify studies involving the population of interest and physical activity practices. After evaluating 2,495 records, the authors found 18 original full-text studies published in English they considered eligible. They identified 8 structured exercise-training studies that yielded overall positive effect on physical-fitness and motor-skill outcomes. Five leisure-time-physical-activity and 5 instructional-strategy interventions were also found with promising proposals to engage and instruct children and youth with VI to lead an active lifestyle. However, the current research on physical activity interventions for children and youth with VI is still limited by an absence of high-quality research designs, low sample sizes, use of nonvalidated outcome measures, and lack of generalizability, which need to be addressed in future studies.