764 resultados para Antagonistas ADP
Resumo:
A terapêutica antitrombótica ocupa um lugar central no tratamento da doença coronária aguda. A sua importância foi reforçada com a generalização dos procedimentos de intervenção percutânea, em especial quando são implantados dispositivos intra-coronários. Neste domínio, o uso da dupla antiagregação plaquetar é obrigatório, combinando a clássica aspirina às tienopiridinas, em particular ao clopidogrel. Em paralelo, o uso de anticoagulantes é igualmente mandatório, particularmente nas primeiras horas, até à angioplastia e implantação de stent. Depois de uma década dominada pelo clopidogrel e pela enoxaparina, assistimos, recentemente, à introdução de novos fármacos, em especial o fondaparinux e mais recentemente o prasugrel, ambos com as suas vantagens e desvantagens. O Congresso Europeu de Cardiologia 2009 foi particularmente rico nesta área, já que três importantes estudos viram os seus resultados apresentados, todos eles com relevantes implicações para a prática clínica. O estudo PLATO introduzindo o ticagrelor,primeiro antiplaquetar actuando via receptor P2Y12 com efeito reversível; o estudo CURRENT-OASIS 7 testando doses, acima do convencional, de clopidogrel e aspirina; o estudo SEPIA-ACS 1 TIMI 42 introduzindo o otamixaban, novo anticoagulante com efeito anti-Xa administrado por via intra-venosa; são, no presente trabalho, sumariamente apresentados e discutidos, procurando realçar alguns aspectos que poderão vir a introduzir alterações nas recomendações e consequentemente na prática do dia a dia.
Resumo:
Introdução: O Seguimento Farmacoterapêutico é um processo através do qual o farmacêutico coopera com o paciente e outros profissionais de saúde mediante a elaboração, execução e monitorização de um plano terapêutico tendo em vista a obtenção de resultados específicos (efectividade e segurança) para o doente. Materiais e Métodos: Foi avaliada a farmacoterapia de um doente em seguimento farmacoterapêutico, sujeito a terapêutica com antagonistas dos receptores adrenérgicos ß1, pelo Método Dáder. Foi detectado um PRM 4 resultado de uma inefectividade quantitativa (aumento da frequência cardíaca) devida à interrupção abrupta do medicamento. Resultados: Após a intervenção farmacêutica, o doente retomou a medicação como tinha sido prescrita pelo médico e os valores da frequência cardíaca normalizaram (60 bpm). Discussão e Conclusão: Segundo a literatura, a interrupção súbita dos antagonistas adrenérgicos ß1 pode originar, nas 36 a 72h seguintes, uma hiper-reactividade adrenérgica traduzida por taquicardia. O seguimento farmacoterapêutico demonstrou ser um bom instrumento para melhorar a efectividade dos medicamentos utilizados pelos doentes.
Resumo:
A adenosina é um nucleósido ubíquo envolvido na regulação de controlo do tónus vascular do tecido cavernoso, desempenhando um papel importante na fisiopatologia da Disfunção Erétil (DE) resistente aos fármacos relaxantes musculares clássicos. Apesar da importância comprovada dos recetores da adenosina na fisiopatologia da DE no homem, pouca informação é conhecida no que diz respeito à expressão e localização dos recetores purinérgicos no Tecido Cavernoso de Ratazana (TCR). Neste trabalho avaliou-se o fenótipo dos recetores purinérgicos responsáveis pela regulação do tónus do tecido erétil de ratazana por imunofluorescência indireta aplicada à microscopia confocal em co-culturas de células endoteliais e musculares lisas do TCR. Para além da caracterização imunofenotípica, desenvolveu-se uma técnica que permite diferenciar funcionalmente em tempo real (por microscopia confocal funcional) células musculares lisas e células endoteliais isoladas de TCR em co-cultura marcadas com a sonda fluorescente Fluo-4NW. Esta técnica permite distinguir cada um dos subtipos celulares mediante o padrão e a magnitude das oscilações dos níveis intracelulares de Ca2+ ([Ca2+]i) em resposta ao ATP (agonista P2) e à fenilefrina (PE, agonista α-adrenérgico). Nas células musculares lisas, observou-se uma resposta mais acentuada ao agonista α-adrenérgico, PE, e uma resposta menos significativa ao ATP. O contrário foi observado relativamente às células endoteliais. A incubação das células musculares lisas e endoteliais com ATP (300 μM) causou um aumento dos níveis de [Ca2+]i. O efeito do ATP (300 μM) parece envolver a ativação de recetores dos subtipos P2X1 e P2X3 sensíveis ao bloqueio com NF023 (3μM) e A317491 (100 nM), respetivamente. Já o aumento dos níveis [Ca2+]i produzido pelo ADP (300 μM) parece envolver a ativação de recetores P2Y1, P2Y12 e P2Y13 mediante o antagonismo produzido pelos antagonistas MRS 2179 (0,3μM), AR-C66096 (0,1 μM) e MRS 2211 (10μM), respetivamente. Os dois tipos celulares expressam imunorreatividade contra recetores A2A, A2B, P2X1, P2X3, P2Y1, P2Y12 e P2Y13.
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Foram estudadas 24 crianças, com idade entre 2 a 14 anos, de 1989 a 1993, vítimas de acidentes ofídicos, submetidas a pré-tratamento com antagonistas H1 (dextroclorfeniramina) e H2 (cimetidine ou ranitidina) da histamina e hidrocortisona, com objetivo de avaliar a frequência e o tipo de reações precoces (RP) ao antiveneno (AV). Em nenhum paciente havia antecedente de atopia ou uso prévio de algum tipo de antiveneno ou antitoxina heteróloga. Das 24 crianças 15 receberam AV botrópico (RP em 5), 7 AV crotálico (RP em 5), 1 AV crotálico e AV botrópico-crotálico e 1 AV elapídico (RP). Foram observadas RP graves em 3 crianças, as 3 classificadas como acidente crotálico grave. A análise dos resultados sugere que o pré-tratamento realizado não ofereceu uma proteção segura quanto ao aparecimento de RP.
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RESUMO - Objetivos: São objetivos do presente estudo caraterizar a adesão terapêutica, primária e secundária, na Região de Saúde do Alentejo em utentes que seguiram tratamento para Hipertensão Arterial com Antagonistas dos Receptores da Angiotensina e constatar se a adopção de diferentes medidas produz diferentes resultados de adesão terapêutica. Metodologia: Este estudo é uma análise retrospetiva da prescrição e levantamento de ARA nos anos de 2010 e 2011 na Região de Saúde do Alentejo. Foram considerados 22.450 utentes e cinco diferentes medidas de adesão terapêutica: Rácio de Adesão Primária, Medication Possession Ratio, Compliance Rate, Refill Compliance Rate, Continuous Measure of Medication Gaps. Resultados: Constatou-se que a adesão terapêutica primária para os 22.450 utentes considerados na amostra foi de 0,612 (DP 0,325), a adesão terapêutica medida pelo indicador MPR foi de 0,557 (DP 0,380), pelo indicador CR foi de 0,697 (DP 0,517), pelo indicador RCR foi de 0,695 (DP 0,518) e pelo indicador CMG foi de 0,648 (DP 0,351). Independentemente do indicador considerado, a adesão terapêutica foi mais elevada no sexo feminino do que no sexo masculino, os utentes do sexo feminino apresentaram níveis de sobre-aquisição de medicação mais elevados e a prevalência de utentes que no período não chegaram a levantar nenhuma embalagem de medicação, não obstante a necessidade clínica ter sido identificada em pelo menos 2 momentos no período, foi mais elevada no sexo masculino. As faixas etárias acima dos 70 anos apresentaram níveis médios de adesão terapêutica significativamente superiores aos verificados nas faixas etárias que compreendem os utentes em idade ativa. Constatou-se que os concelhos que apresentaram resultados de adesão terapêutica inferiores à média amostral por um determinado indicador, em regra, viram confirmada essa tendência pelos restantes indicadores. Não obstante, verificou-se que os rankings de desempenho obtidos pelos cinco indicadores apresentaram concordância estatística fraca. Conclusões: Concluiu-se que, não obstante a existência de um conjunto de limitações e condicionalismos metodológicos, os dados atualmente recolhidos ao nível da prescrição e conferência de receituário permitem a mensuração dos comportamentos de adesão terapêutica. A inexistência de consenso científico terminológico tem conduzido à proliferação de indicadores com o fito de medir a adesão terapêutica que, sendo conceptualmente distintos na sua construção, conduzem a diferentes resultados de adesão terapêutica. Os resultados obtidos pelo presente estudo permitiram confirmar este aspecto pelo que não se recomenda a utilização de apenas um indicador para análise dos comportamentos de adesão terapêutica dos utentes.
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Magdeburg, Univ., Fak. für Naturwiss., Diss., 2010
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The PyAG1 gene, identified by the screening of a Plasmodium yoelii genomic DNA library with a rhoptry-specific Mab, encodes a protein with a zinc finger structure immediately followed by the consensus sequence of the Arf GAP catalytic site. The serum of mice immunized with the recombinant protein recognized specifically the rhoptries of the late infected erythrocytic stages. Blast analysis using the Genbank database gave the highest scores with four proteins presenting an Arf1 GAP activity. If presenting also this activity, the PyAG1 protein could be involved in the regulation of the secreted protein vesicular transport and, consequently, in the rhoptry biogenesis.
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Recent work has demonstrated that hyperglycemia-induced overproduction of superoxide by the mitochondrial electron-transport chain triggers several pathways of injury [(protein kinase C (PKC), hexosamine and polyol pathway fluxes, advanced glycation end product formation (AGE)] involved in the pathogenesis of diabetic complications by inhibiting glyceraldehyde-3-phosphate dehydrogenase (GAPDH) activity. Increased oxidative and nitrosative stress activates the nuclear enzyme, poly(ADP-ribose) polymerase-1 (PARP). PARP activation, on one hand, depletes its substrate, NAD+, slowing the rate of glycolysis, electron transport and ATP formation. On the other hand, PARP activation results in inhibition of GAPDH by poly-ADP-ribosylation. These processes result in acute endothelial dysfunction in diabetic blood vessels, which importantly contributes to the development of various diabetic complications. Accordingly, hyperglycemia-induced activation of PKC and AGE formation are prevented by inhibition of PARP activity. Furthermore, inhibition of PARP protects against diabetic cardiovascular dysfunction in rodent models of cardiomyopathy, nephropathy, neuropathy, and retinopathy. PARP activation is also present in microvasculature of human diabetic subjects. The present review focuses on the role of PARP in diabetic complications and emphasizes the therapeutic potential of PARP inhibition in the prevention or reversal of diabetic complications.
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Mitochondria are essential in cellular stress responses. Mitochondrial output to environmental stress is a major factor in metabolic adaptation and is regulated by a complex network of energy and nutrient sensing proteins. Activation of poly(ADP-ribose) polymerases (PARPs) has been known to impair mitochondrial function; however, our view of PARP-mediated mitochondrial dysfunction and injury has only recently fundamentally evolved. In this review, we examine our current understanding of PARP-elicited mitochondrial damage, PARP-mediated signal transduction pathways, transcription factors that interact with PARPs and govern mitochondrial biogenesis, as well as mitochondrial diseases that are mediated by PARPs. With PARP activation emerging as a common underlying mechanism in numerous pathologies, a better understanding the role of various PARPs in mitochondrial regulation may help open new therapeutic avenues.
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Background: It has been previously demonstrated that short-fiber poly-N-acetyl-glucosamine (sNAG) nanofibers specifically interact with platelets, are hemostatic, and stimulate diabetic wound healing by activating angiogenesis, cell proliferation, and reepithelialization. Platelets play a significant physiologic role in wound healing. The influence of altered platelet function by treatment with the ADP inhibitor Clopidogrel (CL) on wound healing and the ability of sNAG to repair wounds in diabetic mice treated with CL were studied.Methods: Dorsal 1 cm2 skin wounds were excised on genetically diabetic 8-week to 12-week-old, Lep/r-db/db male mice, and wound healing kinetics were determined. Microscopic analysis was performed for angiogenesis (PECAM-1) and cell proliferation (Ki67). Mice were either treated with CL (P2Y12 ADP receptor antagonist, CL) or saline solution (NT). CL wounds were also treated with either a single application of topical sNAG (CL-sNAG) or were left untreated (CL-NT).Results: CL treatment did not alter wound healing kinetics, while sNAG induced faster wound closure in CL-treated mice compared with controls. CL treatment of diabetic mice caused an augmentation of cell proliferation and reduced angiogenesis compared with nontreated wounds. However, sNAG reversed the effects of CL on angiogenesis and partially reversed the effect on cell proliferation in the wound beds. The sNAG-treated wounds in CL-treated mice showed higher levels of cell proliferation and not did inhibit angiogenesis.Conclusions: CL treatment of diabetic mice decreased angiogenesis and increased cell proliferation in wounds but did not influence macroscopic wound healing kinetics. sNAG treatment did not inhibit angiogenesis in CL-treated mice and induced faster wound closure; sNAG technology is a promising strategy to facilitate the healing of complex bleeding wounds in CL-treated diabetic patients.
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O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de isolados de Bacillus cereus e Pseudomonas putida sobre a severidade da mancha-angular do feijoeiro, em condições de campo. Quatro experimentos foram conduzidos em épocas favoráveis à mancha-angular (Pseudocercospora griseola), com as cultivares Pérola e Ouro Negro. Os experimentos foram realizados em delineamento de blocos ao acaso, com seis repetições. Os tratamentos foram pulverizações sobre as plantas com três estirpes de B. cereus (UFV-172, UFV-101 e UFV-75) e duas estirpes de P. putida (UFV-53 e UFV-Pp), acibenzolar-S-metil, fungicida clorotalonil e controle pulverizado com água, no total de oito tratamentos. Os tratamentos foram aplicados por atomização no filoplano de plantas de feijoeiro, semanalmente, a partir do 15º dia após a emergência até o fim do ensaio. Calculou-se a área abaixo da curva de progresso da mancha-angular do feijoeiro; a doença ocorreu naturalmente. A produção foi avaliada pela massa média de sementes por planta. Os antagonistas foram eficientes em reduzir a severidade da doença, em comparação à testemunha, e obtiveram o mesmo nível de controle do tratamento químico. O menor índice de severidade da doença propiciou melhor produção do que o tratamento controle.
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La genètica química en plantes constitueix una poderosa ferramenta en auge. Per a profunditzar en l’enteniment dels mecanismes defensius vegetals front a l’atac de microorganismes patògens es va realitzar un rastreig de molècules moduladores de l’expressió del gen Ep5C, que s’activa en resposta a l’aplicació de H2O2 y a l’atac de Pseudomonas syringae. S’ha utilizat el mutant ocp1 d’ Arabidopsis thaliana, obtés per mutagènesi a partir de plantes transgèniques pEp5C::GUS. Coneguda la relació d’Ep5C amb la RdDM gràcies a la implicació funcional d’OCP1 i OCP11, s’identifica a MOD18, MOD2 i MOD1 com a potencials molècules implicades en aquesta ruta. A més a més, s’identifica a MOD1 com a molècula activadora de les defenses a través de la ruta mediada per àcid salicílic.
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Poly (ADP-ribose) polymerase 1 (PARP-1) is a constitutive enzyme, the major isoform of the PARP family, which is involved in the regulation of DNA repair, cell death, metabolism, and inflammatory responses. Pharmacological inhibitors of PARP provide significant therapeutic benefits in various preclinical disease models associated with tissue injury and inflammation. However, our understanding the role of PARP activation in the pathophysiology of liver inflammation and fibrosis is limited. In this study we investigated the role of PARP-1 in liver inflammation and fibrosis using acute and chronic models of carbon tetrachloride (CCl4 )-induced liver injury and fibrosis, a model of bile duct ligation (BDL)-induced hepatic fibrosis in vivo, and isolated liver-derived cells ex vivo. Pharmacological inhibition of PARP with structurally distinct inhibitors or genetic deletion of PARP-1 markedly attenuated CCl4 -induced hepatocyte death, inflammation, and fibrosis. Interestingly, the chronic CCl4 -induced liver injury was also characterized by mitochondrial dysfunction and dysregulation of numerous genes involved in metabolism. Most of these pathological changes were attenuated by PARP inhibitors. PARP inhibition not only prevented CCl4 -induced chronic liver inflammation and fibrosis, but was also able to reverse these pathological processes. PARP inhibitors also attenuated the development of BDL-induced hepatic fibrosis in mice. In liver biopsies of subjects with alcoholic or hepatitis B-induced cirrhosis, increased nitrative stress and PARP activation was noted. CONCLUSION: The reactive oxygen/nitrogen species-PARP pathway plays a pathogenetic role in the development of liver inflammation, metabolism, and fibrosis. PARP inhibitors are currently in clinical trials for oncological indications, and the current results indicate that liver inflammation and liver fibrosis may be additional clinical indications where PARP inhibition may be of translational potential.
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In the early 1990s numerous clinical trials with antileukotriene drugs confirmed the hypothesis that cysteinyl leukotrienes are important bronchoconstrictor agents in asthma. Newly released"antiasthmatic medications include antileukotriene agents which function either by blocking the interaction of leukotrienes with receptors or by inhibiting leukotriene synthesis. Representatives of cysteinyl leukotriene receptors antagonists are zafirlukast (7), montelukast (8) and pranlukast (9). The bronchodilator efficacy and antiinflammatory property of antileukotriene drugs provided the main impetus behind their introduction as the first novel class of asthma therapy in more than 20 years.