1000 resultados para Perfil do Profissional de Recursos Humanos
Resumo:
O objetivo desta investigao compreender at que ponto a experincia passada do empreendedor social condicionou a deciso de lanamento de uma iniciativa social. A investigao adota uma metodologia quantitativa, o que implicou o recurso construo de um questionrio que foi aplicado, sob a forma de inqurito online, s Organizaes No Governamentais para o Desenvolvimento registadas em Portugal e aos projetos cotados na Bolsa de Valores Sociais. Para o tratamento e a anlise dos dados foram aplicadas tcnicas de anlise descritiva e tcnicas de estatstica inferencial (teste binomial e teste do qui-quadrado do ajustamento). Os resultados deste estudo confirmam o papel relevante que as experincias profissionais e pessoais passadas tm sobre a adoo de um comportamento socialmente empreendedor.
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Dissertao apresentada para cumprimento dos requisitos necessrios obteno do grau de Mestre em Museologia
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Estima-se que em Portugal existam entre 1330 e 2900 mortes anuais devido a erros cometidos por equipas prestadoras de cuidados mdicos, mais mortes do que por acidente de viao, 1145 no ano 2006, ou devido ao vrus da imunodeficincia humana (VIH), 873 no mesmo ano. Vrios autores afirmam que os enfermeiros so responsveis por mais efeitos adversos evitveis do que qualquer outro profissional de sade, por representarem uma percentagem significativa dos recursos humanos da sade e por passarem uma grande parte seu do tempo com os utentes. A complexidade das funes desempenhadas, o stress, a imprevisibilidade e a elevada tecnologia que caracterizam uma unidade de cuidados intensivos so reconhecidos como factores indutores de erros humanos e do sistema. Recorrendo a uma abordagem do tipo qualitativo, procurou-se compreender o erro em enfermagem numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) dando voz aos actores directamente envolvidos. O mtodo seguido foi o estudo de caso, atravs do qual se pretendeu conhecer em profundidade o fenmeno em estudo, utilizando como tcnica o grupo focal, procedendo-se posterior anlise de contedo das gravaes transcritas. Foi possvel constatar que os enfermeiros do principal relevncia aos erros de execuo, comunicao e violao de procedimentos, considerando na sua maioria que os erros de execuo se devem geralmente a lapsos e falhas, enquanto os erros de planeamento e violao de procedimentos tm origem essencialmente em falhas de informao e conhecimento. Embora parea existir uma viso sistmica do erro, as consequncias surgem frequentemente associadas ao profissional implicado.
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Dissertao de Mestrado em Gesto Integrada da Qualidade, Ambiente e Segurana
Resumo:
Dissertao apresentada na Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obteno do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, perfil Gesto e Sistemas Ambientais
Resumo:
O objetivo desta investigao compreender at que ponto a experincia passada do empreendedor social condicionou a deciso de lanamento de uma iniciativa social. A investigao adota uma metodologia quantitativa, o que implicou o recurso construo de um questionrio que foi aplicado, sob a forma de inqurito online, s Organizaes No Governamentais para o Desenvolvimento registadas em Portugal e aos projetos cotados na Bolsa de Valores Sociais. Para o tratamento e a anlise dos dados foram aplicadas tcnicas de anlise descritiva e tcnicas de estatstica inferencial (teste binomial e teste do qui-quadrado do ajustamento). Os resultados deste estudo confirmam o papel relevante que as experincias profissionais e pessoais passadas tm sobre a adoo de um comportamento socialmente empreendedor
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Trabalho de natureza profissional para obteno do Ttulo de Especialista do Instituto Politcnico do Porto, na rea de Hotelaria e Restaurao, defendido a 23-11-2015.
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O conceito de competncia tem sido amplamente explorado na literatura, promovendo a existncia de diversas conceptualizaes e abordagens, dificultando a sua definio. Contudo, a compreenso da sua evoluo e diversidade conceptual revela-se enriquecedora, na medida em que espelha as prprias mutaes ao nvel das prticas de gesto de recursos humanos. Neste trabalho ter lugar a uma reviso bibliogrfica que espelha as referidas evolues: terica e prtica efetiva na gesto de recursos humanos. Desta forma, procedemos a uma pesquisa bibliogrfica em diversas bases de dados (em publicaes de natureza cientfica) tendo como referncia temporal base a dcada de 70, perodo em que emerge a discusso em torno do tema. Este conceito surge na Amrica no final dos anos 60, incio dos anos 70, francamente associado aos traos de personalidade. McClelland (1973) o principal impulsionador desta perspetiva, define competncia como a capacidade de aplicar ou usar o conhecimento, capacidades, habilidades, comportamentos e caractersticas pessoais de modo a concretizar um desempenho profissional bem sucedido em tarefas crticas. A definio deste conceito tem sofrido complexas mutaes ao longo dos anos e a sua evidente pertinncia espelha-se na importncia crescente atribuda no contexto organizacional, nomeadamente nas suas prticas de gesto de recursos humanos. Neste trabalho fazemos uma reviso bibliogrfica onde se evidencia a pertinncia da emergncia do conceito de competncia, se apresenta a evoluo do conceito at ao momento, assim como as abordagens, dimenses e nveis de anlise do conceito. So discutidas as conceptualizaes e indicadas as suas implicaes para a teoria e prtica.
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O atual paradigma educativo, formativo e profissionalizante tem colocado Europa novos desafios, os quais tm requerido maioria dos pases fortes esforos polticos e operacionais. Nos inmeros instrumentos que tm sido criados em Portugal (por exemplo, CNAEF, 2005; CNQ, 2007), a rea de Gesto de Recursos Humanos/ Gesto de Pessoas evidencia um forte dfice de indicadores. De facto, a no maturidade e multireferencialidade deste domnio de conhecimento remete-o para um processo contnuo, quer a nvel nacional como internacional, de configurao, transformao e reconfigurao dos seus contedos, contexto(s) e identidade(s), o que fundamenta a sua insipincia nos instrumentos polticos de formao. Tal situao materializada pela prpria CNAEF, que, apesar de constituir um excelente instrumento de trabalho, no permite a correspondncia perfeitamente ajustada entre as reas de formao e o domnio profissional da Gesto das Pessoas (IQF:2006). Este trabalho - enquadrado numa investigao, que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de indicadores para a rea de educao e formao de Gesto de Recursos Humanos/ Gesto de Pessoas - analisa e discute a delimitao epistemolgica da rea educativa e formativa de Gesto de Recursos Humanos, bem como algumas das problemticas tcnicas, cientficas e pedaggicas que configuraram a oferta educativa deste domnio no ensino superior portugus.
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A solFORM uma empresa de Consultoria e Formao Profissional nas reas da Energia e Eletricidade, Higiene e Segurana no Trabalho e Comportamental. O seu foco de atuao a oferta de formao profissional especializada a empresas que trabalham na rede de distribuio de energia eltrica. O diagnstico realizado permitiu identificar como potencialidade de interveno os servios de recursos humanos prestados pela empresa, mais especificamente conceber uma metodologia de avaliao de competncias e de identificao de necessidades de desenvolvimento para os tcnicos do setor eltrico. A aplicao deste projeto permite adequar as competncias dos colaboradores dos clientes da solFORM, empresas do setor eltrico, aos perfis profissionais exigidos pela agncia reguladora da formao do setor, a AQTSE - Associao para a Qualificao Tcnica do Setor Energtico. Assim, o objetivo final ser que a solFORM possa propor planos de desenvolvimento adequados s necessidades especficas dos colaboradores das suas empresas clientes. Depois de definido o planeamento estratgico e operacional da nova metodologia foi implementada num grupo piloto. Ao longo da implementao e no final foram avaliados os indicadores que demonstram o cumprimento dos objetivos estabelecidos, assim como a finalidade do projeto.
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As perturbaes do neurodesenvolvimento so das patologias crnicas mais frequentes da infncia e com tendncia a aumentar nas sociedades modernas. Tm na grande maioria dos casos um percurso crnico e com limitao da aprendizagem necessria para a integrao na sociedade de um modo autnomo. A Sociedade de Pediatria do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Pediatria procedeu em 2008 e 2009 ao levantamento de recursos, movimento e necessidades na rea assistencial do neurodesenvolvimento no universo de 49 hospitais portugueses com Pediatria, referente a 31 de Dezembro de 2007. Responderam 42 (85.7%) hospitais. O nmero total de consultas de desenvolvimento representou 10.7% das de Pediatria, e foi- -lhe imputada uma mediana de tempo de 20 horas por semana. Dedicavam-se ao desenvolvimento 82 pediatras, mas mais de dois teros s o fazia a tempo parcial. Outros profissionais (fisiatras, psiclogos, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, docentes e tcnicos de Servio Social) faziam parte das equipas do desenvolvimento, mas em menor nmero que os pediatras, e de igual modo s raramente a tempo completo. Aguardava por consulta de desenvolvimento uma mediana de 185 crianas, e o tempo de espera variou entre um e 18 meses(mediana de seis). No seu conjunto os hospitais a curto prazo recrutariam 34 Pediatras para se dedicarem rea do neurodesenvolvimento,metade em regime de tempo completo. Dos outros profissionais requisitados [psiclogos (21), terapeutas da fala (20), docentes (20), terapeutas ocupacionais (14), fisioterapeutas (8) e tcnicos do Servio Social (6)], solicitavam-nos a tempo inteiro. Conclu-se que o movimento assistencial especfico desta rea no contexto global da Pediatria representa j um nmero significativo de consultas. Ainda assim, a resposta na rea do neurodesenvolvimento revelou-se insuficiente e as equipas no funcionavam na generalidade em trabalho multidisciplinar. Contudo, os pedidos solicitados de recursos humanos mdicos e no mdicos e a preferncia de que a dedicao ao neurodesenvolvimento fosse a tempo completo reflecte uma evoluo positiva a curto prazo, caso estes recrutamentos se venham a concretizar.
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Trabalho de natureza profissional para a atribuio do Ttulo de Especialista do Instituto Politcnico do Porto, na rea de Hotelaria e Restaurao, defendido a 22-04-2016.
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RESUMO - O burnout um sndrome caracterizado, de forma mais frequente, por exausto emocional, despersonalizao elevadas e realizao pessoal baixa. Normalmente, a pessoa sente-se fatigada e frustrada com as suas aces e sente que as suas expectativas no esto a ser correspondidas. Estando este fenmeno associado, possivelmente, com o ambiente laboral e com os factores de stresse existentes no local de trabalho, habitual que surja em qualquer profissional, de qualquer classe profissional. Este trabalho de projecto concentrou-se no estudo de uma das profisses de ajuda mais conectadas a este sndrome, pela sua especificidade, a enfermagem, na rea da oncologia, e o objectivo fulcral, compreender que quadros de burnout apresentam os profissionais de enfermagem que trabalham num instituto oncolgico e compreender, ainda, se existe associao entre a sade mental, a satisfao profissional destes profissionais e as suas caractersticas scio-demogrficas. Este trabalho teve, ainda, como objectivo testar a metodologia utilizada com a aplicao dos seguintes instrumentos: Maslach Burnout Inventory (M.B.I.), Mental Health Inventory (M.H.I.) e o Questionrio de Satisfao Profissional de GRAA (1999). Neste seguimento, utilizou-se um caso piloto de 20 enfermeiros que trabalham num servio de administrao de quimioterapia de um instituto oncolgico, pretendendo-se, futuramente, desenvolver este estudo a nvel institucional e numa amostra significativa, salientando, desde j, que todo o processo metodolgico consistiu numa simulao, cujos resultados obtidos no podero ser extrapolveis e generalizados. Numa perspectiva da Proteco e Promoo da Sade e Preveno da doena, esta equipa identifica factores geradores de stresse e sugere algumas estratgias importantes para fortalecer estes ideais, que consistem, acima de tudo, em saber reconhecer o fenmeno e criar grupos de terapia e de reflexo. As organizaes e superiores hierrquicos devero, tambm, estar atentos a esta problemtica, tornando os recursos humanos e materiais ajustados e proporcionado as tais estratgias que possibilitem um clima de harmonia e uma melhor qualidade dos cuidados.
Resumo:
ix RESUMO Esta tese sobre os hospitais de primeira referncia sem os quais no possvel haver Sade para todos. A estratgia dos cuidados de sade primrios conceptualizada em alguns princpios bsicos que incluem cuidados para todos (valores de justia social), sustentveis, com participao comunitria (as pessoas no so somente receptores de cuidados mas actores no processo de promoo da sua sade e da dos outros) e aco intersectorial para a sade. Durante os anos 80 os centros de sade emergiram como operacionalizao da estratgia dos cuidados de sade primrios, mas foi-se tornando evidente que necessitavam de apoio hospitalar. A evoluo do pensamento sobre o papel dos centros de sade e dos hospitais levou a retomar o conceito de distrito de sade. O distrito de sade o nvel administrativo mais perifrico do Sistema Nacional de Sade, com rea geogrfica e populao bem definidas, com centros de sade e um primeiro nvel de referncia (hospital distrital), com todos os recursos da comunidade e outros prestadores de cuidados de sade e com uma direco que coordena todas as actividades de promoo, preveno, curativas e de reabilitao da sade. No contexto de um distrito sanitrio, os hospitais de primeira referncia deveriam assegurar os cuidados e apoio tecnolgico que por alguma razo (tcnica, econmica, operacional) no devam ser descentralizadas para um nvel inferior. A referenciao a estes hospitais deveria fazer-se para a realizao de exames auxiliares de diagnstico, opinio de especialista, interveno tcnica ou hospitalizao, entre outros. Desde o fim da dcada de oitenta que no fcil localizar evidncia emprica sobre o que esto a fazer este tipo de hospitais e se alguma vez fizeram o que normativamente est designado como o que seria o seu papel e funo. Finalidade e objectivos Esta tese tem como finalidade melhorar a compreenso do contributo dos hospitais de primeira referncia para o desenvolvimento do sistema de sade moambicano e para a fundamentao da organizao do sistema de sade com base no distrito de sade/sistema local de sade. A tese foi desenhada para atingir os seguintes objectivos: 1. Descrever empiricamente o perfil do hospital de primeira referncia Moambicano e sua evoluo desde a independncia; 2. Descrever empiricamente o perfil do distrito de sade Moambicano; 3. Descrever o papel e a funo esperada do hospital de primeira referncia na estratgia de sade de Moambique e sua evoluo desde a independncia; 4. Identificar a diferena entre a funo planeada e a funo observada nos hospitais em estudo, nomeadamente no que concerne ao seu papel no distrito de x sade moambicano; 5. Caracterizar a evoluo dos hospitais de primeira referncia na frica subsaariana. Mtodos Para alcanar a finalidade e objectivo enunciados desenhou-se um estudo explicativo sequencial em que h quatro sub-estudos: Hospitais de primeira referncia na frica subsaariana: reviso sistemtica de literatura; O hospital de primeira referncia no sistema de sade moambicano: reviso de literatura; Hospitais de primeira referncia em Moambique: estudo descritivo transversal; A evoluo dos hospitais de primeira referncia em Moambique desde a independncia: entrevistas a polticos responsveis. Resultados O distrito de sade em Moambique caracterizou-se, em 2001, por escassez de oferta de cuidados hospitalares, heterogeneidade de modelos organizacionais, de referenciao de doentes, de formas de organizar o financiamento, do quadro de recursos humanos e da distribuio de medicamentos. Em 2001, os 31 hospitais de primeira referencia (HPR), em Moambique, serviam, 250.000 habitantes, tinham cerca de uma centena de camas, um mdico, um tcnico de cirurgia, bloco operatrio, enfermarias de medicina, pediatria, cirurgia e obstetrcia/ginecologia, e escassa capacidade de realizao de exames de imagem e de laboratrio. Realizavam a sua misso num contexto de escassez de recursos. A comparao dos dados de Moambique com os disponveis a nvel africano revela, para Moambique, menos recursos e mais populao sob responsabilidade. O papel e funes definidoras do HPR, no distrito de sade em Moambique so: i) a prestao de cuidados de sade (Cirurgia de urgncia; Valncias de medicina, cirurgia, pediatria e obstetrcia-ginecologia; exames complementares de diagnstico e servios de apoio: exames de imagem, laboratrio, transfuso de sangue; actividades preventivas, no sendo esta funo consensual); ii) Superviso; iii) Formao e iv) Referncia. Os HPR so o nvel mais negligenciado dos cuidados de sade em Moambique. Apesar da contnua presena de objectivos de desenvolvimento dos HPR nos documentos de planeamento, os HPR, basicamente, reabilitados, so praticamente os mesmos desde a independncia. J em relao sua actividade, ao nmero de profissionais e sua qualificao (nmero de mdicos e tcnicos de cirurgia), parece ter havido uma evoluo favorvel. xi Em termos internacionais, embora parea haver concordncia normativa em termos do que deve ser o hospital de distrito desde a dcada de 80, pouco se tem feito para monitorizar a implementao e desenvolvimento das suas funes. Concluses Uma das formas das universidades contriburem para as reformas pela criao e organizao de conhecimento. Este conhecimento necessrio a alguns nveis que a seguir se apresentam: 1. Conhecimento sobre financiamento, custos e despesas dos HPR e dos distritos de sade. Para fazer convergir os mecanismos de financiamento com as reformas dos CSP, necessrias para reorientar os sistemas de sade, para a Sade para todos, necessrio ter conhecimento de como feito actualmente o financiamento dos distritos (que critrios, que quantias, que processos, que dificuldades) e, dentro dos distritos, dos HPR. 2. Adequao dos meios tcnicos aos problemas de sade e resultados da interveno dos HPR. necessrio conhecer e monitorizar os problemas de sade dos distritos, os recursos disponveis, os obstculos ao acesso aos cuidados e ao cumprimento da misso dos HPR, documentando a efectividade da interveno dos HPR. 3. Papel social e poltico do hospital. O HPR tem uma funo tcnica, mas h outros papis que esto menos documentados como os papis social, econmico e poltico. 4. Arranjos organizacionais no distrito e complementaridade de funes. Persiste a necessidade de melhor documentar papis, funes, objectivos e procedimentos entre as diferentes unidades de sade do distrito ao nvel distrital. Talvez seja desejvel ter solues distritais de complementaridade entre unidades sanitrias diferentes, atendendo ao contexto, mas isso deve ser descrito e avaliado. 5. Processos polticos de implementao dos distritos de sade / sistemas locais de sade. H necessidade de identificar as dificuldades de implementao dos HPR e do distrito de sade, de analisar e clarificar o conhecimento sobre posies e actuaes dos diferentes actores e interesses. Em Moambique, todas as reformas necessrias a melhorar o acesso, nomeadamente a cuidados de sade hospitalares, a um nvel prximo das populaes e para um conjunto de servios essenciais, vo exigir aumento de investimentos externos, reorientaes de investimentos internos e fortalecimento interno nas capacidades de coordenao, negociao e regulao do Ministrio da Sade Moambicano.
Resumo:
A incidncia das doenas respiratrias infantis elevada a nvel mundial, sendo a principal causa de mortalidade no mundo. Resultados apresentados no Congresso Nacional de Pediatria, em 2008 revelaram que 83% dos internamentos tinham como diagnstico bronquiolite. (Gonzaga et al., 2006 e Rodrigues et al., 2008). Estas doenas representam uma carga significativa, no s em termos de custos a nvel dos sistemas de sade, mas tambm em termos de perda de produtividade por parte dos pais e, alterao da vida familiar. O recurso fisioterapia respiratria infantil, tem vindo a ser crescente devido sua reconhecida efectividade. E, ainda que a literatura valorize a expectativa como factor influente nos resultados clnicos da fisioterapia e na satisfao global do utente, no foram encontrados estudos referentes categorizao das expectativas dos pais face fisioterapia respiratria infantil. Assim, assumiu-se como principal objectivo caracterizar as expectativas dos pais face fisioterapia respiratria infantil. Como no se encontraram quaisquer estudos nesta rea, optou-se por realizar um estudo qualitativo, de carcter descritivo, exploratrio e retrospectivo para identificao das expectativas percepcionadas pelos pais antes e aps o tratamento de fisioterapia respiratria infantil e, como so construdas. Utilizou-se como referencial terico modelo de expectativas de Thompson e Sunol (1995) cit. por Bialosky et al., (2010) que classifica as expectativas em 4 categorias: preditivas, idealizadas, normativas e vagas ou sem uma ideia pr-concebida. A tcnica principal de recolha de dados foi o grupo focal. Os participantes deste estudo so me ou pai (apenas um dos pais) de crianas que tenham tido pelo menos um episdio de patologia respiratria aguda e, que recorreram fisioterapia, em regime hospitalar (com e sem internamento), ambulatrio com e sem acordo com o SNS e domicilirio, num total de 18. Como instrumento de recolha de dados utilizou-se um guio de entrevista. As discusses foram conduzidas, transcritas e analisadas pelo investigador. Os procedimentos para a anlise dos dados foram anlise comportamental, o sumrio etnogrfico e a codificao dos dados via anlise de contedo. De acordo com o modelo, as expectativas iniciais dos pais, cujos filhos nunca tinham feito fisioterapia respiratria so essencialmente categorias do tipo idealista ou do tipo vagas ou sem uma ideia pr-concebida. As idealistas esto relacionadas com o desejo de melhoria do beb e do retorno s rotinas, ou so baseadas em construes falsas ou exageradas face tcnica aplicada na FRI. As vagas ou sem um ideia pr-concebida foram motivadas por no haver conhecimento ou experincia anterior de FRI. A estruturao mental das crenas e percepes associadas FRI antes do tratamento um processo individual e multifactorial. Foram identificados alguns gneros de crena: crenas ligadas patologia, crenas ligadas tcnica de FRI e a crena que a sade controlada por factores externos. Identificou-se ainda uma construo mental definida como a percepo da importncia atribuda (falta de) sade da criana e h ainda a considerar factores inerentes criana e aos pais. No final do tratamento as expectativas so sobretudo do tipo preditivo (os pais procuram resultados) e do tipo afectivas ou emocionais. As preditivas esto relacionadas com a percepo dos benefcios e com o conhecimento adquirido no decorrer do contacto com a fisioterapia. A categoria do tipo afectivo ou emocional foi adicionada ao modelo inicial e, est relacionada com as expectativas relativas ao perfil do fisioterapeuta. Foram identificadas vrias barreiras, que tero que ser valorizadas luz do novo contexto sociopoltico tais como polticas de sade, comparticipaes e recursos humanos. O contacto com a FRI permitiu aos pais o conhecimento dos locais, do processo e o ganho de empowerment, que lhes permitir reduzir a ansiedade e melhorar quer a sua capacidade interventiva no processo quer o desenvolvimento de competncias de participao na resoluo do problema do seu filho.