323 resultados para Economia de escala Teses


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As preocupaes com o uso da terra tm permeado inmeros estudos cientficos, no mbito nacional e internacional, voltados para a avaliao dos impactos ambientais causados pelas atividades agropecurias. Alguns processos do ciclo hidrolgico, a exemplo da evapotranspirao apresentam modificaes considerveis, devido s constantes mudanas nos usos dos solos. Desta forma, o presente trabalho busca destacar o problema das rpidas e intensas mudanas no uso do solo oriundas da expanso da atividade agropecuria e seus impactos ao meio ambiente, especialmente sobre o processo da evapotranspirao regional, na mesorregio do Sul Goiano, regio tpica de cerrado, localizada no centro-oeste brasileiro. A aplicao do algoritmo Surface Energy Balance Algorithm for Land - SEBAL consistiu o cerne da metodologia utilizada, com vista estimativa dos fluxos de energia e da evapotranspirao em escala regional, obtidos com base no equacionamento do balano de energia superfcie, complementado por dados de temperatura do ar e velocidade do vento adquiridos em estaes meteorolgicas (PCDs) instaladas na rea de estudo. Foram utilizados dados do sensor MODIS/TERRA dos anos 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010. O algoritmo foi testado em sua forma clssica e modificado por alteraes nos critrios de seleo dos pixels ncoras, utilizados no procedimento da estimativa do fluxo de calor sensvel. Pode-se concluir que a alterao dos critrios influenciou positivamente os resultados obtidos e que os valores da evapotranspirao, na regio estudada, indicaram a potencialidade da metodologia empregada para o monitoramento sistemtico dos componentes do balano de energia em escala regional.

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A crescente gerao de resduos e desperdcio das reparties pblicas, os custos de seu manejo e a necessidade de incluso social dos catadores foram os propulsores para o modelo de Gerenciamento de Resduos Slidos Reciclveis (MGRSR) desenvolvido, visando implementao da Coleta Seletiva Solidria em empresas e indstrias pblicas. As perguntas que nortearam o desenvolvimento deste trabalho foram: Como o programa de coleta seletiva solidria impacta a gesto de uma empresa? H dificuldades para o cumprimento do Decreto 5940/06? O MGRSR teve como base o modelo do PDCA (NBR 14001:2004), o Manual de Gerenciamento de Resduos da FIRJAN, alm dos requisitos legais que regulamentam o Gerenciamento de Resduos e a Coleta Seletiva Solidria no Brasil. Foi adotado, como metodologia, o Estudo de caso em uma fbrica pblica de Caldeiraria Pesada, por suas caractersticas de produo e grande gerao de sucatas metlicas e o uso de mapas conceituais, desenvolvidos por meio da ferramenta IHMC Cmap Tools v.05.04.01. Os principais resultados da aplicao do modelo foram: elaborao de procedimentos internos; otimizao da segregao dos resduos com diminuio do percentual de resduos perigosos gerados e aumento da taxa de reciclagem; sensibilizao ambiental e a formalizao de termos de doao com cooperativas/associaes no perodo de 2009 a 2011. Porm, foram entraves: a ausncia de rea adequada ao armazenamento e triagem dos resduos, de um sistema adequado de logstica, de licenas dos galpes das cooperativas, a resistncia doao dos reciclveis, uma vez que a renda obtida com a sua venda estimada em R$300 mil reais/ano, deixaria de compor o oramento da empresa e o fato do pesquisador ser tambm um dos atores no processo de implantao do programa. Recomendaes foram feitas em anlise crtica ao modelo sugerido: incluir na fase de planejamento a elaborao de projetos socioambientais s Cooperativas e a aprovao de verba especfica para o Programa de Coleta Seletiva Solidria; criar programa de reduo de resduos; criar relatrio para ser enviado ao Comit Interministerial de Incluso Social dos Catadores de Materiais Reciclveis e ao INEA/Gerncia de Educao Ambiental com as sugestes de alterao do Decreto n 5940/06 e dos relatrios semestrais; e verificar a possibilidade de replicao do modelo MGRSR em outras organizaes. Na concluso, identificou-se que o MGRSR foi aplicvel empresa objeto de estudo e que o Programa de Coleta Seletiva Solidria permite sensibilizao ambiental dos atores sociais envolvidos; incluso social, melhoria da imagem da empresa, reduo de resduos gerados e desperdcios traduzidos em economia a mdio e longo prazo, melhoria das articulaes entre as diversas organizaes pblicas; aumento de trabalho e renda com melhoria das condies de sade e trabalho do catador.

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A anlise de dados de reflexo ssmica monocanal boomer (Hz ~ 700-4,000; penetrao ~ 70 ms) adquiridos na plataforma continental interna-mdia (at ~ 50-60 m de profundidade) ao largo do sistema estuarino baa de Sepetiba, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil, revelou a ocorrncia de uma sucesso sedimentar preservada 15-20 m, sismicamente interpretada como representando ambientes fluvio-estuarinos para marinhos rasos. Estas sries so sotopostas inconformidade regional mais superior reconhecida na escala de plataforma, chamada superfcie S3. Esta superfcie erodida por numerosas incises fluviais, que sugerem processos erosivos associados prolongada exposio subarea da plataforma continental durante o estgio isotpico marinho 2 (MIS 2), globalmente datada em ~ 20 ka A.P.. A preservao de tais unidades de corte e preenchimento estuarinho presumveis Pleistoceno Superior-Holoceno na plataforma interna-mdia (at ~ 30 km da costa) evidencia pela primeira vez na rea a existncia de um paleo sistema fluvial bastante desenvolvido e processos dominantes de denudao na bacia hidrogrfica a montante que atualmente alimenta a baa de Sepetiba. Bem como que, uma srie de elementos arquiteturais ssmicos dentro desta sucesso estuarina, como canais de mar retrogradantes, registram a evoluo do paleo sistema estuarino de um sistema aberto um sistema parcialmente protegido durante a transgresso Holocnica. A formao e eroso de uma sucesso de ilhas barreira isoladas e canais de mar durante a transgresso persistiu at o desenvolvimento de uma superfcie estratigrfica superior na rea, interpretada como a superfcie de mxima inundao (MFS) no registro estratigrfico. A ilha barreira atual (restinga da Marambaia) prograda sobre a MFS como uma feio deposio regressiva, apontando para uma idade mais jovem do que cerca de ~ 5 ka A. P., idade da transgresso mxima na rea, de acordo com a literatura disponvel.

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Don Duardos, como comprovam as palavras preambulares da Copilaam de 1586, surge como uma obra de viragem no tocante produo teatral de Gil Vicente. Seria um servio oferecido ao novo rei, D. Joo III, um servio qualitativamente diferente do at ento exercido. A diferena reside, segundo Vicente, no tratamento da temtica amorosa, uma vez que sob o reinado de D. Manuel quanto en caso de amores apenas teria trabalhado com personagens das camadas baixas da sociedade, enquanto no novo servio colocaria em cena figuras do estrato nobre. A presente dissertao empreende uma anlise de trs cannicos autos vicentinos, que tematizam a relao (extra)conjugal: Auto da ndia (1509) representado sob os auspcios da rainha D. Leonor de Lencastre , Tragicomedia de Don Duardos (1522) e Farsa de Ins Pereira (1523) tecidos durante o reinado de D. Joo III. Buscou-se comparar as protagonistas das referidas farsas e o modo como se desenvolvem suas relaes extramatrimoniais, com o objetivo de evidenciar-lhes os pontos de convergncia e divergncia. Procurou-se, no Don Duardos, revelar a existncia de uma escala de perfeio na qual se inserem as trs diferentes relaes amorosas apresentadas na pea. Sempre que pertinente, foram ressaltadas as aluses, por aproximao ou oposio, aos preceitos do amor corts ditados pelo Tratado de Andr Capelo. Foi possvel observar que somente os personagens no-nobres do vazo aos anseios sexuais e mantm relaes adulterinas e que o fato de Gil Vicente se mostrar condescendente para com essas figuras ameniza o comportamento infiel das mesmas. Notou-se tambm que o autor condena de modo impiedoso a falsa galanteria praticada essencialmente por escudeiros ambiciosos e falsos cortesos e que a figura do cavaleiro, como se pde perceber no Don Duardos, um modelo no somente na guerra, mas tambm no amor

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O desenvolvimento da sociedade e da economia requer adaptaes necessrias na gesto pblica, visando atender aos anseios da coletividade: melhores servios pblicos e a efetiva entrega, com qualidade, dos produtos de suas aes ao cliente-cidado, alcanando assim o princpio da eficincia. Na extenso em que a quantidade e a complexidade das operaes efetuadas pela gesto pblica crescem, ampliam-se tambm os seus riscos. Desta forma, as aes do sistema de controle devem ser intensificadas, sendo possvel obter excelentes resultados, com a cooperao tcnica entre os rgos de controle externo e interno. Neste sentido, este estudo teve por objetivo avaliar a percepo dos servidores do municpio do Rio de Janeiro com atuao no Tribunal de Contas do Municpio do Rio de Janeiro TCMRJ e na Controladoria Geral do Municpio CGM, se a sinergia entre os rgos de controle externo e controle interno, contribui para o aprimoramento do controle na gesto pblica municipal. Com o propsito de atender a este objetivo, foi realizada uma pesquisa de natureza descritiva, quantitativa, dedutiva e aplicada. Os dados foram obtidos atravs de um questionrio de pesquisa, disponibilizados na rede intranet da Secretaria Geral de Controle Externo TCMRJ e da CGM. A amostra vinculou-se ao universo dos servidores pblicos, com nvel de escolaridade ensino mdio e superior, gerando 138 respondentes da pesquisa. No que concerne ao resultado, quanto questo norteadora da pesquisa, 95% dos respondentes da pesquisa concordam que importante a cooperao tcnica entre o TCMRJ e a CGM, para a contribuio do aprimoramento do controle na gesto pblica municipal.

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O presente estudo objetiva analisar as caractersticas das diferenas de expectativas entre o pblico geral e os auditores independentes, no que diz respeito s demonstraes contbeis. Para isso, incorreu-se em uma pesquisa de artigos cientficos em que os autores investigam o problema, cada um em determinado pas, e as causas de sua ocorrncia. Essa anlise da literatura permitiu verificar as similaridades e sugestes para reduzir o fenmeno, em cenrio globalizado, e compar-las. Os principais achados demonstram que, de maneira geral, os problemas so globalmente relacionados, assim como as sugestes, e que se torna essencial medidas para amenizar o problema. Tanto os auditores independentes quanto os usurios das demonstraes contbeis tem conhecimento da existncia dessa diferena de expectativa, sendo uma ameaa para o bom andamento de uma economia capitalista o desconforto dos usurios caso ocorra manuteno dessa diferena de expectativa. Dessa maneira, uma mudana na estrutura do cenrio atual das empresas de auditoria independente torna-se fundamental.

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O aumento da complexidade das operaes, assim como do tamanho das organizaes, face ao fortalecimento da economia e do mercado acionrio, tem motivado uma considervel expanso na importncia das informaes geradas pela Contabilidade. Porm, muito se discute sobre o verdadeiro valor da informao contbil para seus diversos usurios. Essa discusso, em muitos casos, est baseada na fidedignidade das demonstraes financeiras em relao realidade econmica das empresas. Uma das grandes crticas feitas a Contabilidade a de ser conservadora em relao aos critrios utilizados na apurao do resultado econmico. Como conseqncia, suas informaes no refletiriam a realidade econmica das empresas. Some-se a isso o fato de que, ao longo dos anos, a Contabilidade vem incorporando novos critrios que a estariam tornando ainda mais conservadora. Este problema de suma importncia, pois levanta a questo da comparabilidade das demonstraes contbeis ao longo dos anos. Este trabalho, usando uma amostra de 106 empresas de capital aberto negociadas na BM&FBOVESPA, a partir da utilizao dos modelos de Acumulao de Accruals, proposto por Givoly e Hayn (2000), e de Oportunidade Assimtrica nos Lucros, proposto por Basu (1997), para mensurao do conservadorismo, conclui pela aceitao da hiptese de que h um aumento do Conservadorismo reportado nas demonstraes financeiras ao longo do perodo analisado, compreendido entre 1995 e 2010.

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Essa Tese apresenta um framework para implementao de redesenho urbanstico de assentamentos informais no contexto da corrente atual do planejamento urbano integrado aos dos recursos hdricos, focado na conservao da gua e na sustentabilidade ambiental. Entre outros, sugere-se a implantao do desenho urbanstico de forma participativa e colaborativa. Apresenta-se, de forma ilustrativa proposta de redesenho para a comunidade da Vila Cascatinha localizada na Baixada de Jacarepagu, Rio de Janeiro, regio de expanso da cidade, que serviu como objeto de estudo. A rea do assentamento de indefinio fundiria e atualmente ocupada por aproximadamente 900 famlias. O framework baseia-se na corrente do urbanismo de baixo impacto, sobretudo do Low Impact Urban Design and Devolopment (LIUDD). Os dispositivos so implantados na escala local, de forma descentralizada para a conservao e manejo das guas pluviais no meio urbano. A pesquisa est inserida no Projeto HIDROCIDADES, desenvolvido dentro dos princcpios da metodologia de pesquisa-ao proposta por Thiollent. Foi realizado trabalho de campo e entrevistas guiadas, tendo sido identificado um percentual expressivo de moradores descendentes de antigos pequenos produtores agrcolas. Na pesquisa, moradores elencaram os principais problemas do assentamento. Alm disso, foram diagnosticadas potencialidades dos moradores, dentro do conceito de Tecnologia Social. A prospeco entre os moradores tambm procurou verificar, em um contexto de colaborao, o conhecimento e a aderncia dos moradores s estruturas urbansticas praticadas no contexto da corrente Desenho Urbano de Baixo Impacto. Ao final deste processo foi gerada proposta de reurbanizao sustentvel do assentamento estudado, bem como proposta de moradias coletivas sustentveis. Guardando as devidas especificidades, espera-se que a proposta apresentada possa ser aplicada a outros assentamentos de paisagem similar.

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O presente estudo buscou analisar os principais impactos sofridos pelos sistemas de controle de gesto das empresas em decorrncia de sua internacionalizao e consequente aumento da complexidade de suas operaes. A pesquisa buscou analisar tambm algum afastamento ou aproximao da literatura pesquisada, sobre a forma como este processo de internacionalizao acontece. Assim sendo, foram feitas comparaes entre as caractersticas de controle e de internacionalizao encontradas na literatura e as situaes encontradas nas empresas entrevistadas nesta pesquisa. Para possibilitar tais comparaes, foi realizada uma reviso da literatura sobre as teorias acerca do controle de gesto nas empresas, sobre os processos de internacionalizao e tambm sobre as teorias de internacionalizao de empresas, descritas pelos principais autores destas reas. Definido o plano de referncia, foi adotado o mtodo de estudo de caso aplicado em trs das maiores empresas do estado do Rio Grande do Sul, a Gerdau S/A, a Fras-le S/A e a Forjas Taurus S/A, a fim de explorar mais aprofundadamente os reais procedimentos e controles encontrados nestas empresas, de tamanha relevncia para a economia Gacha e Brasileira, observando suas caractersticas em relao ao plano de referncia proposto. Com base nas entrevistas presenciais realizadas, foi possvel verificar a real importncia dos sistemas de controle de gesto nas companhias internacionalizadas e o grande desafio que as empresas atravessam para conseguir monitorar e planejar, de forma eficiente, as complexas atividades realizadas em diferentes locais do mundo. Os principais achados indicam que os sistemas de controle sofrem vrios impactos para adaptao aos diferentes mercados, sendo identificadas relevantes mudanas estruturais, conceituais e de acompanhamento e controle nos casos analisados. Deve-se destacar a grande impotncia dos investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento e a ateno constante que as empresas devem dispensar ao capital intelectual para a obteno de eficincia e qualidade nas operaes. Quanto s caractersticas do processo de internacionalizao, foram encontradas aproximaes relevantes entre teoria e prtica.

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Este trabalho pretende contribuir para o entendimento sobre a produtividade na agricultura brasileira, bem como prope uma reflexo sobre o debate da produtividade total dos fatores. Para isso, buscou-se, antes de tudo, debater as medidas de produtividade, sobretudo as medidas de produtividade total dos fatores e, em seguida, apresentar estimativas da produtividade total na agricultura no Brasil e no mundo. Propem-se tambm uma estimativa preliminar dessa metodologia para o clculo da produtividade total dos fatores na cultura do milho atravs do ndice de Tornqvist. O objetivo , ento, revisar a literatura terica e emprica sobre a produtividade total dos fatores na agricultura e calcular as produtividades parciais e totais na cultura do milho para os estados brasileiros. Apesar da maior parte dos resultados encontrados no clculo da produtividade total para a cultura do milho no Brasil no terem sido consistentes, a concluso geral do levantamento bibliogrfico foi que tanto a agricultura brasileira quanto a agricultura mundial, independente da metodologia utilizada, apresentou uma tendncia ao crescimento da produtividade total dos fatores.

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Diversos estudos tm apontado os benefcios da habilidade emptica. Ela est associada sade e bem-estar psicolgicos, a relacionamentos mais satisfatrios, a comportamentos pr-sociais e morais, resilincia etc., ao passo que sua ausncia est associada a diversos prejuzos pessoais e interpessoais. Como habilidade social, entende-se que a empatia um fenmeno multidimensional, com aspectos cognitivos, afetivos e comportamentais. Respectivamente, envolve a capacidade de compreender o ponto de vista do outro, de se interessar genuinamente pelo seu bem-estar, e de expressar, por meio de comportamentos verbais e/ou no verbais, sua compreenso e interesse ao interlocutor, permitindo a este se sentir entendido e validado em suas experincias. Esta habilidade tem sido associada, mais recentemente, por diversos estudos internacionais, capacidade de perdoar um ofensor por suas transgresses. Com isso, o propsito do presente trabalho foi investigar a influncia da habilidade emptica sobre o perdo interpessoal, em uma amostra brasileira. O perdo tambm vem sendo considerado uma experincia multifatorial, com domnios cognitivos, afetivos e comportamentais, que abrangem os pensamentos, as emoes e os comportamentos em relao a um ofensor. Para a realizao desta investigao, 172 participantes responderam o Inventrio de Empatia (IE), a Escala de Atitudes (o Enright Forgiveness Inventory EFI) e uma ficha sobre dados socidemogrficos. O IE apresenta quatro subescalas: Tomada de Perspectiva, Sensibilidade Afetiva, Flexibilidade Interpessoal e Altrusmo. O EFI apresenta uma Escala Global de perdo e trs Subescalas: Afetiva, Cognitiva e Comportamental. Testes correlacionais e de regresso foram processados a fim de investigar as relaes entre os fatores do IE e do EFI, bem como a predio da empatia sobre o perdo. Os resultados indicaram diversas relaes positivas e significativas estatisticamente: a Tomada de Perspectiva se relacionou Escala Global do perdo e s Subescalas Afetiva e Comportamental; a Sensibilidade Afetiva e o Altrusmo se relacionaram Escala Global e Comportamental do perdo; a Flexibilidade Interpessoal foi o nico fator emptico que no apresentou correlaes significativas com o perdo. Com a regresso, constatou-se que: Altrusmo e Tomada de Perspectiva, combinados, ou Tomada de Perspectiva, sozinha, predisseram o Perdo Global; Sensibilidade Afetiva, Tomada de Perspectiva e Altrusmo, combinados ou individualmente, tiveram valor preditivo sobre a Subescala Comportamental do perdo; e apenas a Tomada de Perspectiva, sozinha, predisse a Subescala Afetiva do perdo. Nenhum fator do IE teve valor preditivo sobre a Subescala Cognitiva do perdo e a Flexibilidade Interpessoal no predisse qualquer dimenso do EFI. Os resultados encontrados apoiam pesquisas anteriores, confirmando a importncia da empatia para a ocorrncia do perdo interpessoal. Contudo, ressalta-se que a Tomada de Perspectiva se destacou como a dimenso emptica mais importante, sugerindo a relevncia que a capacidade de adotar o ponto de vista do outro tem para que o perdo seja alcanado.

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O modelo de poltica para a educao superior adotado pelo Brasil o de expanso da oferta de curso e vagas. Apesar da maior presena do setor privado, as atribuies do Estado vo muito alm da oferta proporcionada pelas universidades pblicas. Suas aes definem o modelo que o pas adota para aquele nvel de ensino, indicando que o peso institucional significativo e as aes das trs ltimas dcadas tiveram um resultado positivo para a sociedade como um todo, isto , impactaram significativamente o desenvolvimento econmico, representado neste trabalho pelo PIB per capita.

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No incio do sculo XX, a pesca tornou-se uma atividade de importncia ressaltada pelo Estado. A Marinha props mudanas na legislao, para regionalizar a atividade e legalizar a vida profissional do pescador, o qual adquiriu uma cidadania maior que a de boa parte da populao do perodo da Primeira Repblica. Deve-se ressaltar que s foi possvel estruturar assim a atividade pesqueira, porque anteriormente, no perodo imperial, houve uma longa preparao, a qual, nos fins do sculo XIX, j na Primeira Repblica, culminou em o Estado compenetrar-se de que precisava conhecer e controlar os recursos naturais e sociais brasileiros. A estruturao politico-administrativa da pesca ocorreu criando-se a Confederao de Pesca e as federaes estaduais, com suas colnias de pesca em todo Brasil. A finalidade era marcar o territrio com estruturas fixas que rganizassem os pescadores em comunidades e permitissem ao Estado controlar a produo nacional de pescado. Neste contexto, caberia a Marinha formar uma reserva naval composta por pescadores que pudesse ser facilmente arregimentados para garantir a defesa naval brasileira em situaes de guerra. Neste sentido, a presente dissertao tem por objeto tanto organizar as informaes acerca de como atividade pesqueira foi estruturada pelas legislaes e pelos relatos da expedio que lhe fundou e organizou a estrutura nacional no Brasil, quanto mostrar a necessidade do Estado de conhecer melhor o seu prprio territrio e de identificar os potenciais da economia da pesca. A dissertao visa tambm salientar como essas mudanas vieram a influir, durante a Primeira Repblica, sobre os deveres e direitos dos pescadores, e de que modo tais direitos e deveres contrastavam com os do restante do povo brasileiro.

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Lamprfiros e diabsios alcalinos afloram no litoral dos estados de So Paulo e Rio de Janeiro e integram o Enxame de Diques da Serra do Mar (EDSM). Essas rochas ocorrem sob a forma de diques e intrudem o Orgeno Ribeira, de idade Neoproterozica/Cambro-Ordoviciana, inserindo-se no contexto geodinmico de abertura do Oceano Atlntico Sul durante o Cretceo Superior. Essas intruses so subverticais e orientam-se preferencialmente a NE-SW, seguindo a estruturao das rochas encaixantes. Os lamprfiros so classificados como monchiquitos e camptonitos e exibem, respectivamente, textura hipocristalina e holocristalina. Apresentam tambm textura panidiomrfica, fenocristais de clinopiroxnio e olivina, imersos em matriz formada essencialmente por esses mesmos minerais, alm de biotita, kaersutita e minerais opacos. O camptonito apresenta ainda plagioclsio na matriz. Os diabsios alcalinos so hipocristalinos a holocristalinos, equigranulares a inequigranulares, com fenocristais de olivina e/ou clinopiroxnio e/ou plagioclsio, em uma matriz composta essencialmente por esses minerais. As rochas estudadas caracterizam sries alcalinas miaskticas, com os lamprfiros sendo tanto sdicos, potssicos e ultrapotssicos e os diabsios alcalinos como predominantemente sdicos. Modelagens petrogenticas envolvendo possveis processos evolutivos mostram que improvvel que os lamprfiros sejam cogenticos por processos evolutivos envolvendo tanto cristalizao fracionada, com ou sem assimilao concomitante, quanto hibridizao. O mesmo ocorre para os diabsios alcalinos. A discriminao de fontes mantlicas foi feita com base nos teores de elementos traos de amostras representativas de lquidos parentais e indica que esse magmatismo alcalino est relacionado a fontes lherzolticas com fuso parcial na zona de estabilidade do espinlio, isto , a poucas profundidades. Os dados litogeoqumicos e isotpicos do sistema Sr-Nd das rochas estudadas sugerem tanto o envolvimento de fontes frteis, associadas ao manto sublitosfrico, quanto de fontes enriquecidas, relacionadas ao manto litosfrico subcontinental. Modelagens de mistura binria revelam que a petrognese dos lamprfiros e diabsios alcalinos envolveu uma grande participao de um componente frtil misturado com contribuies menores de um componente enriquecido. Idades TDM (760-557 Ma) obtidas sugerem remobilizao do manto litosfrico no Neoproterozico, talvez relacionadas subduco da Placa So Francisco preteritamente coliso do Orgeno Ribeira. Altas razes CaO/Al2O3 para os lquidos lamprofricos menos evoludos, altos teores de Zr, correlaes negativas Zr/Hf e Ti/Eu e associao com carbonatitos indicam condies metassomticas de alto CO2/H2O. Em escala local, modelos geodinmicos baseados na astenosfera no isotrmica parecem mais aplicveis. No entanto, modelos geodinmicos baseados na astenosfera isotrmica (com o envolvimento de plumas) parecem mais indicados num contexto regional, considerando-se outras provncias alcalinas contemporneas e correlatas.

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Esta uma tese centrada nas estratgias empregadas pelos eleitores para o processamento das informaes sobre a poltica, no contexto da campanha presidencial brasileira de 2006. Propusemos, neste trabalho, um modelo estatstico para o processamento da informao sobre a poltica, construdo a partir da contribuio de estudos realizados nos campos de conhecimento das cincias sociais, da economia, da psicologia cognitiva e da comunicao, e, sobretudo, a partir das evidncias extradas de nosso desenho de pesquisa. Este combinou mtodos qualitativo, quantitativo e a anlise das estratgias retricas empregadas por candidatos e partidos polticos no Horrio Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE), elemento dinmico de nosso estudo, por sintetizar os fluxos de informao no ambiente das campanhas polticas. Esse conjunto de abordagens metodolgicas, foi empregado para o estudo de caso do eleitor belo-horizontino, inserido no complexo ambiente informacional das campanhas presidenciais. Com informaes incompletas, o eleitor precisou escolher em quem acreditar, lidando com a incerteza dos resultados do pleito e com a incerteza em relao ao comportamento futuro dos atores, cioso de que as retricas da campanha estavam orientadas para a persuaso. O nosso trabalho procurou mapear as estratgias empregadas pelos eleitores na seleo de temas do debate para a ateno e para o processamento das novas informaes sobre a poltica, adquiridas em interaes mltiplas ao longo da campanha. Essa complexa tarefa foi destinada escolha de por quem ser persuadido. Procuramos responder, neste trabalho, a partir das evidncias empricas, vrias preocupaes deste campo de conhecimento, entre elas: 1) Em meio a tantos temas abordados na disputa entre partidos e candidatos, quais deles e por que o indivduo escolhe para prestar ateno e acreditar? 2) Que variveis intermedeiam e qual o seu peso nesse processo de interao com as novas informaes para explicar a tomada de deciso? 3) As prioridades da agenda poltica do eleitor se alteram ao longo da campanha? 4) Os eleitores ampliam o repertrio mais geral de informao sobre a poltica? 5) As percepes sobre avaliao de governo e em relao aos temas prioritrios da agenda do eleitor se alteram ao longo da campanha?