472 resultados para Sequenciamento


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Orientador : Prof. Dr. Emanuel Maltempi de Souza

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Orientadora : Profª. Drª. Cynthia M. T. Fadel-Picheth

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Neste estudo, foram analisadas e comparadas comunidades bacterianas do solo de uma pinguineira da Ilha Seymour (Península Antártica) em termos de abundância, estrutura, diversidade e rede de interações, a fim de se identificar padrões de interação entre os vários grupos de bactérias presentes em solos ornitogênicos em diferentes profundidades (camadas). A análise das sequências revelou a presença de oito filos distribuídos em diferentes proporções entre as Camadas 1 (0-8 cm), 2 (20-25 cm) e 3 (35-40 cm). De acordo com os índices de diversidade, a Camada 3 apresentou os maiores valores de riqueza, diversidade e uniformidade quando comparado com as Camadas 1 e 2. Em termos de estrutura da comunidade microbiana, a análise UniFrac mostrou que as comunidades microbianas das três camadas foram muito diferentes umas das outras. A análise de redes revelou a existência de um padrão único de interações no qual a rede microbiana formou uma topologia de agrupamento, mas não estruturado em módulos, como de costume em comunidades biológicas. Da mesma forma, através da utilização de análise de redes, foi possível identificar táxons específicos como sendo potencialmente importantes para a estruturação e funcionamento da comunidade microbiana. Além disso, as análises de simulação indicaram que a perda de grupos importantes de microorganismos pode alterar significativamente os padrões de interação dentro da comunidade microbiana. Estes resultados fornecem novos insights sobre as interações bacterianas e ecologia microbiana desse importante, mas ameaçado ambiente.

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A microbiota e os genes funcionais ativamente envolvidos no processo de decomposição e utilização de grãos de pólen em pão de mel e no trato digestório de abelha ainda não são completamente compreendidos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a estrutura e diversidade da comunidade de bactérias e Archaeas em amostrasde pão de mel e sistema digestório de abelhas africanizadas, bem como para prever os genes envolvido na bioprocessamento microbiano do pólen, usando a tecnologia de seqüenciamento de nova geração. Um total de 11 filos bacterianos foram encontrados dentro do sistema de digestório de abelhas e 10 filos bacterianos foram encontrado dentro pão de mel. Embora a comparação a nível de filo mostre mais filos em comum, a análise filogenética mais profunda mostrou maior variação de composição taxonômica. A família Enterobacteriaceae, Ricketsiaceae, Spiroplasmataceae e Bacillaceae, foram os principais grupos responsáveis por a especificidade do intestino de abelhas, enquanto as principais famílias responsáveis pela especificidade do pão de mel foram Neisseriaceae, Flavobacteriaceae, Acetobacteraceae e Lactobacillaceae. Em termos da estrutura da comunidade microbiana, a análise mostrou que as comunidades dos dois ambientes foram bastante diferentes umas das outras, com apenas 7% dos táxons a nível de espécies compartilhados entre o sitema digestório de abelhas e o pão de mel. Os resultados indicaram a presença de um elevado nível de especialização e uma microbiota intestinal bem adaptada dentro de cada abelha e do pão de mel.A comunidade associada ao pão de mel, apresentou maior abundância relativa de genes relacionados com a degradação de aminoácidos, carboidratos, e o metabolismo lipídico, sugerindo que biodegradação do pólen ocorre predominantemente pela microbiota associada ao pão de mel. Estes resultados sugerem uma complexa e importante relação entre nutrição de abelhas e suas comunidades microbianas.

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A microbiota e os genes funcionais ativamente envolvidos no processo de decomposição e utilização de grãos de pólen em pão de mel e no trato digestório de abelha ainda não são completamente compreendidos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a estrutura e diversidade da comunidade de bactérias e Archaeas em amostrasde pão de mel e sistema digestório de abelhas africanizadas, bem como para prever os genes envolvido na bioprocessamento microbiano do pólen, usando a tecnologia de seqüenciamento de nova geração. Um total de 11 filos bacterianos foram encontrados dentro do sistema de digestório de abelhas e 10 filos bacterianos foram encontrado dentro pão de mel. Embora a comparação a nível de filo mostre mais filos em comum, a análise filogenética mais profunda mostrou maior variação de composição taxonômica. A família Enterobacteriaceae, Ricketsiaceae, Spiroplasmataceae e Bacillaceae, foram os principais grupos responsáveis por a especificidade do intestino de abelhas, enquanto as principais famílias responsáveis pela especificidade do pão de mel foram Neisseriaceae, Flavobacteriaceae, Acetobacteraceae e Lactobacillaceae. Em termos da estrutura da comunidade microbiana, a análise mostrou que as comunidades dos dois ambientes foram bastante diferentes umas das outras, com apenas 7% dos táxons a nível de espécies compartilhados entre o sitema digestório de abelhas e o pão de mel. Os resultados indicaram a presença de um elevado nível de especialização e uma microbiota intestinal bem adaptada dentro de cada abelha e do pão de mel.A comunidade associada ao pão de mel, apresentou maior abundância relativa de genes relacionados com a degradação de aminoácidos, carboidratos, e o metabolismo lipídico, sugerindo que biodegradação do pólen ocorre predominantemente pela microbiota associada ao pão de mel. Estes resultados sugerem uma complexa e importante relação entre nutrição de abelhas e suas comunidades microbianas.

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Neste estudo, foram analisadas e comparadas comunidades bacterianas do solo de uma pinguineira da Ilha Seymour (Península Antártica) em termos de abundância, estrutura, diversidade e rede de interações, a fim de se identificar padrões de interação entre os vários grupos de bactérias presentes em solos ornitogênicos em diferentes profundidades (camadas). A análise das sequências revelou a presença de oito filos distribuídos em diferentes proporções entre as Camadas 1 (0-8 cm), 2 (20-25 cm) e 3 (35-40 cm). De acordo com os índices de diversidade, a Camada 3 apresentou os maiores valores de riqueza, diversidade e uniformidade quando comparado com as Camadas 1 e 2. Em termos de estrutura da comunidade microbiana, a análise UniFrac mostrou que as comunidades microbianas das três camadas foram muito diferentes umas das outras. A análise de redes revelou a existência de um padrão único de interações no qual a rede microbiana formou uma topologia de agrupamento, mas não estruturado em módulos, como de costume em comunidades biológicas. Da mesma forma, através da utilização de análise de redes, foi possível identificar táxons específicos como sendo potencialmente importantes para a estruturação e funcionamento da comunidade microbiana. Além disso, as análises de simulação indicaram que a perda de grupos importantes de microorganismos pode alterar significativamente os padrões de interação dentro da comunidade microbiana. Estes resultados fornecem novos insights sobre as interações bacterianas e ecologia microbiana desse importante, mas ameaçado ambiente.

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As abelhas melíferas são insetos polinizadores fundamentais para os ecossistemas e relevantes economicamente. Através do seu manejo relativamente simples e barato, a exploração de seus produtos, principalmente o mel, torna a atividade apícola bastante rentável para o produtor rural. A redução das populações de Apis mellifera tem sido registrada em inúmeros países. Grande parte dos relatos tem sido associados ao fenômeno chamado Colony Collapse Disorder (CCD), um somatório de condições adversas que inclui patógenos, parasitos e doses sub-letais de agroquímicos, culminando com o abandono das colmeias. No Brasil, a CCD é menos observada e os relatos de perdas de colônias no país tem sido mais associados ao envenenamento acidental. Contudo, é preciso evidenciar a presença de tais patógenos e parasitos nas colmeias brasileiras. Um dos fatores relacionados ao desaparecimento das abelhas é o ectoparasito Varroa destructor. O parasito, além de ser vetor de patógenos, como bactérias e vírus, é um ácaro que também suga a hemolinfa de larvas e abelhas adultas, afetando seu desenvolvimento e diminuindo o tempo de vida. Em razão disso, o ácaro citado é considerado uma ameaça à apicultura mundial. Dessa forma, identificar os diferentes haplótipos, diretamente relacionados com o vigor reprodutivo da espécie de uma determinada região, é fundamental para a implementação de programas de controle. Dentro deste contexto, este trabalho teve como objetivo estabelecer, dentro do Grupo de Pesquisa APIPAMPA, o método para a identificação do haplótipo J de V. destructor. Para tal, foi realizada a clonagem e o sequenciamento parcial de um fragmento de 458 pb do gene mitocondrial Citocromo C Oxidase subunidade I (co-I) de V. destructor. O fragmento foi amplificado por PCR, utilizando os primers COXF [5´GG(A/G)GG(A/T)GA(C/T)CC(A/T)ATT(C/T)T(A/T)TATCAAC3´] e COXR [5´GG(A/T)GACCTGT(A/TA(A/T)AATAGCAAATAC3´], purificado e clonado. Posteriormente à clonagem e transformação, o fragmento foi sequenciado. A sequência obtida foi depositada no banco de dados do National Center for Biotechnology Information (NCBI) sob número de acesso KX458253. Os resultados do sequenciamento possibilitaram a confirmação da identidade do haplótipo J de V. destructor comparando o alinhamento da sequência nucleotídica obtida com sequências já publicadas por outros autores. Os dados alcançados no presente trabalho permitem aos próximos pesquisadores utilizarem um método adequado para identificação do haplótipo J de V. destructor nos laboratórios do Grupo de Pesquisa APIPAMPA com uma maior precisão, possibilitando o acompanhamento da flutuação deste haplótipo em apiários infestados.

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Este trabalho consiste no estudo dos tipos de sequenciamento de produção encontrados na literatura, bem como os itens variantes no setup do processo de impressão em uma empresa de latas, no setor de litografia. Visa encontrar uma forma de maximização da produção a partir do melhor sequenciamento das operações de impressão e, consequentemente, a redução de custos. A ideia consiste em analisar as melhores formas de sequenciamento aplicáveis no processo em questão e propor melhorias no processo de produção. Possibilitou a otimização do tempo de produção da máquina estudada em relação ao tempo anterior e com esta ação aumentou-se o tempo disponível para produção e consequentemente acrescentou-se capacidade produtiva ao setor que é um dos gargalos da empresa.

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Este trabalho aborda questões teóricas e de implementação de um arcabouço para a construção e execução de Objetos de Aprendizagem (OAs), em que as tarefas de resolução de problemas são ordenadas de acordo com o emparelhamento de 2 parâmetros calculados de maneira automática, formalmente definidos por expressões algébricas:(1) nível de expertise do aluno e (2) dificuldade de solução de um problema. O nível de habilidade é calculado automaticamente, expresso por um rating semelhante aos usados em jogos. O cálculo da dificuldade de solução é baseado em erros e acertos de estudantes ao lidar com o problema. As fórmulas algébricas desenvolvidas foram validadas mediante um estudo empírico realizado a partir de dados coletados de alunos reais. Também foi realizada uma avaliação experimental da aprendizagem utilizando um OA construído com o arcabouço para o domínio de logaritmos, aplicado a quatro turmas do ensino médio de uma escola pública, e os respectivos resultados são apresentados.

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Sporothrix schenckii é um fungo dimórfico e agente etiológico da esporotricose, uma micose profunda que apresenta diferentes manifestações clínicas. As diversas manifestações clínicas desta e de outras doenças infecciosas podem ser relacionadas ao status imune do hospedeiro, a fatores de virulência do patógeno ou a diferentes genótipos. Dados anteriores do nosso grupo demonstram que diferenças na expressão de adesinas do S. schenckii para fibronectina estão diretamente relacionadas à virulência de diferentes cepas. Neste trabalho visamos avaliar caracteres morfológicos bioquímicos e genotípicos de doze isolados de geofílicos, zoofílicos e antropofílicos de S. schenckii, de diferentes origens geográficas, que apresentam diferentes graus de virulência. Foi analisada a morfologia das formas de micélio e levedura de cada isolado. Foi observado que a fase de micélio dos isolados estudados apresentaram morfologia típica com hifas finas e septadas, com conídios obovóides ou ovóides alongados. As leveduras apresentaram pleomorfismo típico da espécie, com células variando do formato ovóide ao alongado. Verificamos ainda a expressão de adesinas para fibronectina e laminina, do antígeno gp70 e, o padrão de bandas antigênicas reconhecidas por anticorpos IgG presentes em soro de pacientes com esporotricose ou de camundongos infectados. Para isso, foram extraídas proteínas de superfície da forma de levedura de cada isolada, sendo os extratos ensaiados por Western blot. Nestes ensaios observamos que os isolados mais virulentos de S. schenckii expressavam mais adesinas para fibronectina e laminina. A presença da gp70 foi detectada em dez dos doze isolados, sendo que apenas os isolados zoofílicos não expressam esta glicoproteína. O padrão antigênico foi variável entre os isolados, não havendo clara relação com a origem e/ou distribuição geográfica. Os dados fenotípicos foram confrontados com dados genotípicos. Para isso, sequenciamos os loci da calmodulina (CAL) e do Internal Transcribed Spacer 1/2 (ITS 1/2) a fim de averiguar se haviam diferenças genotípicas entre os isolados estudados. As análises do sequenciamento do loci CAL e ITS, contudo, apontam a divisão dos isolados em duas espécies filogenéticas, S. schenckii e S. brasiliensis não correlacionada com a distribuição geográfica dos mesmos. Nosso estudo reforça a hipótese de haver uma correlação entre virulência e expressão de adesinas, porém, sem qualquer relação entre a distribuição geográfica dos isolados zoofilicos, antropofílicos ou geofílicos, bem como dos genótipos encontrados.

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A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente depois da Doença de Alzheimer, afetando aproximadamente 1% da população com idade superior a 65 anos. Clinicamente, esta doença caracteriza-se pela presença de tremor em repouso, bradicinesia, rigidez muscular e instabilidade postural, os quais podem ser controlados com a administração do levodopa. As características patológicas da DP incluem a despigmentação da substância nigra devido à perda dos neurônios dopaminérgicos e a presença de inclusões proteicas denominadas corpos de Lewy nos neurônios sobreviventes. As vias moleculares envolvidas com esta patologia ainda são obscuras, porém a DP é uma doença complexa, resultante da interação entre fatores ambientais e causas genéticas. Mutações no gene leucine-rich repeat kinase 2 (LRRK2; OMIM 609007) constituem a forma mais comum de DP. Este gene codifica uma proteína, membro da família de proteínas ROCO, que possui, entre outros domínios, dois domínios funcionais GTPase (ROC) e quinase (MAPKKK). Neste estudo, os principais domínios do gene LRRK2 foram analisados em 204 pacientes brasileiros com DP por meio de sequenciamento dos produtos da PCR. Através da análise de 14 exons correspondentes aos domínios ROC, COR e MAPKKK foram identificadas 31 variantes. As alterações novas, p.C1770R e p.C2139S, possuem um potencial papel na etiologia da DP. Três alterações exônicas (p.R1398R, p.T1410M e p.Y2189C) e nove intrônicas (c.4317+16C>T, c.5317+59A>C, c.5509+20A>C, c.5509+52T>C, c.5509+122A>G, c.5657-46C>T, c.6382-36G>A, c.6382-37C>T e c.6576+44T>C) são potencialmente não patogênicas. Ao todo, dezessete variantes exônicas e intrônicas constituem polimorfismos já relatados na literatura (p.R1398H, p.K1423K, p.R1514Q, p.P1542S, c.4828-31T>C, p.G1624G, p.K1637K, p.M1646T, p.S1647T, c.5015+32A>G, c.5170+23T>A, c.5317+32C>T, p.G1819G, c.5948+48C>T, p.N2081D, p.E2108E e c.6381+30A>G). A frequência total de alterações potencialmente patogênicas ou patogênicas detectadas em nossa amostra foi de 3,4% (incluindo a mutação p.G2019S, anteriormente descrita em 2 artigos publicados por nosso grupo: Pimentel et al., 2008; Abdalla-Carvalho et al., 2010), sendo a frequência de mutações nos casos familiares (11,1%) cerca de seis vezes maior do que a encontrada nos casos isolados da DP (1,8%). Os resultados alcançados neste estudo revelam que mutações no gene LRRK2 desempenham um papel significativo como fator genético para o desenvolvimento da DP em pacientes brasileiros.

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O retardo mental (RM) é caracterizado por um funcionamento intelectual significantemente abaixo da média (QI<70). A prevalência de RM varia entre estudos epidemiológicos, sendo estimada em 2-3% da população mundial, constituindo assim, um dos mais importantes problemas de saúde pública. Há um consenso geral de que o RM é mais comum no sexo masculino, um achado atribuído às numerosas mutações nos genes encontrados no cromossomo X, levando ao retardo mental ligado ao X (RMLX). Dentre os genes presentes no cromossomo X, o Jumonji AT-rich interactive domain IC (JARID1C) foi recentemente identificado como um potencial candidato etiológico do RM, quando mutado. O JARID1C codifica uma proteína que atua como uma desmetilase da lisina 4 da histona H3 (H3K4), imprescindível para a regulação epigenética. Tão recente como a identificação do gene JARID1C, é a descoberta de que mudanças no número de cópias de sequências de DNA, caracterizadas por microdeleções e microduplicações, poderiam ser consideradas como razões funcionalmente importantes de RMLX. Atualmente, cerca de 5-10% dos casos de RM em homens são reconhecidos por ocorrerem devido a estas variações do número de cópias no cromossomo X. Neste estudo, investigamos mutações no gene JARID1C, através do rastreamento dos éxons 9, 11, 12, 13, 15 e 16, em 121 homens de famílias com RM provavelmente ligado ao X. Paralelamente, realizamos a análise da variação do número de cópias em 16 genes localizados no cromossomo X através da técnica de MLPA no mesmo grupo de pacientes. Esta metodologia consiste em uma amplificação múltipla que detecta variações no número de cópias de até 50 sequências diferentes de DNA genômico, sendo capaz de distinguir sequências que diferem em apenas um nucleotídeo. O DNA genômico foi extraído a partir de sangue periférico e as amostras foram amplificadas pela técnica de PCR, seguida da análise por sequenciamento direto. Foram identificadas três variantes na sequência do gene JARID1C entre os pacientes analisados: a variante intrônica 2243+11 G>T, que esteve presente em 67% dos pacientes, a variante silenciosa c.1794C>G e a mutação inédita nonsense c.2172C>A, ambas presentes em 0,82% dos indivíduos investigados. A análise através do MLPA revelou uma duplicação em um dos pacientes envolvendo as sondas referentes ao gene GDI1 e ao gene HUWE1. Este trabalho expande o estudo de mutações no gene JARID1C para a população brasileira ereforça a importância da triagem de mutações neste gene em homens portadores de RM familiar de origem idiopática, assim como, é primeiro relato científico relativo à investigação de variações no número de cópias de genes localizados no cromossomo X em homens brasileiros com RM, através da técnica de MLPA.

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As lesões impalpáveis da mama que muitas das vezes são assintomáticas, podem corresponder à um estágio de progressão de câncer difícil de ser detectado, durante os exames de rotina de palpação da mulher. O único método possível para a descoberta dessas lesões é através dos exames de imagem da mama, de modo geral, através da mamografia, que geralmente ocorre após os 45 anos. Devido a esses fatores, lesões impalpáveis, são frequentemente, descobertas apenas quando o estágio de desenvolvimento da doença já está avançado e as intervenções terapêuticas são menos reparadoras. Com a finalidade de iniciar a caracterização de tumores impalpáveis iniciais, objetivamos analisar o perfil genético (mutação) e epigenético (metilação de região promotora) de regiões do DNA relacionadas ao gene supressor tumoral TP53, provenientes de biópsias de mulheres residentes do Estado do Rio de Janeiro. Neste trabalho, foram investigadas 34 amostras de tecido de tumor de mama, por sequenciamento de DNA, nos exons de 5 a 8 do gene TP53. Nesta região, não foi encontrada nenhuma mutação. Este resultado pode estar relacionado ao tipo inicial de lesão, de acordo com os dados radiológicos das lesões de categorias 3 e 4 da escala BIRADS. Para verificar o estado de metilação da região promotora do gene TP53, analisamos 30 pares de amostras (sangue e tumor) de pacientes com suspeita de câncer de mama, pela técnica MSP-PCR. Nenhuma amostra tumoral apresentou alteração no estado de metilação na região promotora do gene TP53, quando comparada à amostra normal. Um motivo possível para a disparidade de resultados em relação à outros trabalhos pode ter sido a utilização da técnica. A caracterização das lesões impalpáveis apenas foi iniciada neste trabalho, no qual pudemos constatar que a mutação em TP53 pode ser um evento mais tardio. Portanto, a lesão mamária, em suas diferentes formas, continuará a ser o assunto investigado por nosso grupo, ampliando o número de amostras e alcançando melhor conexão da conduta e dos métodos clínicos já existentes, com as novas possibilidades de diagnóstico via marcadores moleculares em tumores e fluidos biológicos

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A doença de Parkinson (DP) é a desordem neurodegenerativa motora mais frequente, com uma prevalência de, aproximadamente, 1% entre indivíduos com mais de 60 anos de idade, aumentando para 4 a 5% entre os indivíduos com idade superior a 85 anos. Esta condição é caracterizada pela perda seletiva dos neurônios dopaminérgicos da substância negra e pela presença de inclusões protéicas ricas em α-sinucleína nos neurônios sobreviventes. Pouco se sabe sobre a etiologia e a patogênese da DP. A maioria dos casos aparece esporadicamente, podendo estar associados a diversos fatores de risco ambientais e genéticos. Na última década, estudos de ligação identificaram 15 loci cromossômicos (PARK1 a PARK15) relacionados à DP e, nestes, um novo gene, ATP13A2, tem sido associado a casos de DP de início precoce. Esse gene está situado no 1p36 e codifica a proteína ATPase tipo-P da subfamília P5, de localização lisossômica, que é expressa em diversos tecidos, principalmente no cérebro. Mutações em ATP13A2 levam à formação de proteínas truncadas que ficam retidas no reticulo endoplasmático e posteriormente são degradadas pelo proteossomo, podendo causar a disfunção proteossômica, decorrente da sobrecarga gerada pela proteína mutante, ou causar a disfunção lisossômica, ambas gerando agregação tóxica. Este trabalho tem como objetivo realizar a análise molecular do gene ATP13A2 em uma amostra de 116 pacientes brasileiros com DP, de manifestação precoce (<50 anos), de forma a avaliar se mutações neste gene representam um fator de risco para a DP. O DNA foi extraído a partir de leucócitos do sangue periférico ou de saliva e a análise molecular dos éxons 2, 3, 12, 13, 14, 15, 16, 26 e 27, bem como, dos limites íntronéxons foi realizada por sequenciamento automático dos produtos da PCR. Identificamos oito variantes de sequência: quatro variantes intrônicas (uma no íntron 2, uma no íntron 13 e duas no íntron 27) e quatro variantes silenciosas (uma no éxon 3, 16, 26 e 27). Com base em dados da literatura e através de análises in silico e comparação com amostras controle, classificamos a alteração intrônica c.3084- 3C>T, e as alterações silenciosas c.2970G>A e c.3192C>T como não patogênicas; as alterações intrônicas c.106-30G>T, c.1306+42_1306+43 insC e c.3083+24C>T, e as alterações silenciosas c.132A>G e c.1610G>T foram classificadas como provavelmente não patogênicas. Nosso achados corroboram àqueles encontrados em outras populações e indicam que mutações no gene ATP13A2 não são uma causa comum de DP na amostra de pacientes brasileiros analisados. No entanto, se faz necessário estender nossas análises para outras regiões gênicas, a fim de determinar o real papel deste gene na etiologia da DP em nossa população.

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A Deficiência Intelectual (DI) é uma condição complexa, que acomete 2-3% da população mundial, constituindo um importante problema de saúde pública. No entanto, uma parcela significativa dos casos de DI permanece sem um diagnóstico definitivo, o que demonstra que muitos fatores etiológicos associados a esta condição ainda precisam ser elucidados. Há um consenso de que o número de homens com DI supera em 30% o número de mulheres, um achado atribuído à presença de mutações em genes localizados no cromossomo X. Dentre os genes presentes neste cromossomo que são expressos no cérebro, o Jumonji AT-rich interactive domain 1C (JARID1C) foi identificado como um potencial candidato a estar relacionado à DI ligada ao X (DILX). O gene JARID1C codifica uma desmetilase da lisina 4 da histona H3 (H3K4), imprescindível para a regulação epigenética. Tão importante quanto o estudo do gene JARID1C em pacientes com DI é a busca por variações no número de cópias gênicas (VNCs) em regiões cromossômicas subteloméricas. Genes relacionados ao desenvolvimento cerebral são enriquecidos em VNCs e as regiões subteloméricas são mais susceptíveis à formação destes rearranjos. Diante do exposto, neste estudo, investigamos mutações no gene JARID1C (exons 3, 4, 5, 8, 10, 14 e 23) em 148 homens portadores de DI pertencentes a famílias com padrão de segregação sugestivo de DILX. Paralelamente, analisamos VNCs subteloméricas em 174 homens com DI familiar de etiologia idiopática, independente do padrão de segregação. Para todos os indivíduos selecionados, amostras de DNA genômico foram extraídas a partir de sangue periférico e alterações genéticas frequentemente relacionadas à DI foram previamente excluídas (expansões trinucleotídicas nos loci FRAXA e FRAXE e mutações nos genes MECP2 e ARX). A análise do gene JARID1C foi realizada pela técnica de PCR, seguida da análise dos produtos amplificados por sequenciamento. Foram identificadas quatro variantes silenciosas (c.564G>A, c.633G>C, c.1884G>A, c.1902C>A). Através da análise in silico de sequências exônicas acentuadoras de splicing (ESEs) localizadas nas posições das variantes encontradas, foi possível classificar a variante c.1884G>A como neutra e as três variantes restantes como possíveis criadoras de ESEs. Já para a investigação das VNCs subteloméricas, foi utilizada a metodologia de Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification (MLPA), capaz de identificar microdeleções e microduplicações nas 46 regiões subteloméricas. Para este fim, inicialmente, os indivíduos foram investigados pelo kit de MLPA P036, enquanto que para aqueles que exibiram alterações também foi utilizado o kit P070. A validação das VNCs encontradas foi realizada por PCR quantitativo em Tempo Real. A análise por MLPA revelou um indivíduo apresentando duas deleções (9p e 13q), um indivíduo apresentando duas amplificações (1p e 2p), dois indivíduos apresentando uma deleção e uma amplificação (18p e 18q; 4p e 8p), quatro indivíduos portadores de uma deleção cada (10p, 20p, 3q e 22q) e dois indivíduos com uma amplificação cada (7q e 20p). Algumas das alterações subteloméricas encontradas (2,87%) representam VNCs de relevância clínica para o estudo da DI, reforçando a importância do rastreamento de rotina de VNCs subteloméricas na DI familiar. Consideramos que a elucidação de novos genes ou mecanismos moleculares diretamente relacionados à DI é um caminho promissor e urgente para o estabelecimento de novas estratégias terapêuticas possíveis.