268 resultados para enigma


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Cefalópodes coleóides (lulas, sépias e polvos) produzem espermatóforos muito complexos que são transferidos à fêmea durante a cópula por meio do hectocótilo, um apêndice modificado nos machos. Durante a transferência à fêmea, ocorre a chamada "reação espermatofórica", complexo processo de evaginação do aparato ejaculatório do espermatóforo, que conduz à exteriorização da massa espermática e corpo cimentante. A presente revisão sintetiza o conhecimento acerca da morfologia e funcionamento desta estrutura exclusiva dos coleóides, identificando lacunas e definindo estratégias que possibilitem avanços na área. Poucos trabalhos abordam com detalhes a morfologia e anatomia funcional dos espermatóforos dos cefalópodes, grande parte do conhecimento acerca da estrutura do espermatóforo tendo sido gerada por trabalhos clássicos do século XIX e início do século XX. Investigações acerca do funcionamento dos espermatóforos são consideravelmente mais raras, estando o conhecimento básico sobre a reação espermatofórica restrito a apenas 19 espécies de coleóides. A revisão da literatura especializada permite sugerir que existem dois tipos básicos de fixação de espermatóforos em Decapodiformes (lulas e sepióides): fixação superficial e implante profundo (ou intra-dérmico). Na fixação superficial, comum em diversas espécies (e.g., Loliginidae, Sepiidae, Ommastrephidae), a base dos espermatângios é aderida ao tecido-alvo aparentemente por meio do corpo cimentante, a partir de substâncias adesivas e, em alguns casos, estruturas de fixação. No implante profundo, comum em alguns grupos de lulas oceânicas e de águas profundas (e.g., Architeuthidae, Cranchiidae, Octopoteuthidae, Sepiolidae), os espermatóforos implantam-se inteiramente no corpo da fêmea, de forma autônoma. Permanece desconhecido o mecanismo responsável pelo implante profundo. Em Octopodiformes (polvos), o espermatóforo é inserido no gonoduto feminino, alcançando a glândula oviducal, onde estão localizadas as espermatecas, ou a cavidade do ovário. Como o funcionamento extracorpóreo dos espermatóforos depende exclusivamente da intrincada estrutura e organização de seus componentes (e.g., membranas e túnicas), somente investigações detalhadas dessas estruturas proverão as bases para a compreensão do funcionamento e da exata função do complexo espermatóforo dos coleóides. Recomenda-se o desenvolvimento de um protocolo simples e eficiente para coloração e preparação total de espermatóforos, de forma que seja possível expandir as descrições morfológicas do espermatóforo em estudos taxonômicos e anatômicos, permitindo, portanto, ampliação do conhecimento acerca desta enigmática estrutura.

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Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Filosofia Contemporânea

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pp. 235-245

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Aos olhos dos genealogistas de todas as épocas, a estirpe medieval dos Sousões ocupou, pelo seu poder e prestígio, um lugar ímpar no seio da nobreza portucalense. Do ponto de vista heráldico, tal posição de destaque traduziu-se em algumas idiossincrasias que a distinguem das demais linhagens coetâneas. Logo à partida, porém, e mesmo sem nada conhecer de tais especificidades, a simples consulta de qualquer armorial colocará o interessado perante uma curiosidade evidente: aos Sousas que permaneceram no reino de Portugal são atribuídas duas armas diferentes, umas correspondentes ao ramo dito do Prado (ou, mais remotamente, Chichorro), as outras ao ramo dito de Arronches. Salvo variações menores e abstraindo de alguma oscilação ao longo dos séculos (sobretudo no que toca à representação dos quartéis com as armas reais), ambas consistem num esquartelado: as primeiras combinam as insígnias régias portuguesas com as leonesas (fig. 1); as segundas, com os antigos sinais próprios da linhagem – em campo de vermelho, uma caderna de crescentes de prata (fig. 2). Esta diversidade apresenta-se como um caso pouco comum na heráldica portuguesa, uma vez que ao mesmo apelido se vêem assim associadas duas armas substancialmente diferentes, na medida em que os seus elementos constitutivos apenas convergem na opção formal da partição do escudo em quatro e na apresentação dos sinais de entroncamento na linhagem régia. Para cúmulo do espanto, um dos ramos chega a omitir, no seu esquartelado, os emblemas específicos da estirpe, ou seja, a caderna de crescentes que os Sousões tão ufanamente ostentaram! (fig. 3) Tal desfasamento entre armas de duas linhagens que evocam uma origem comum e usam o mesmo sobrenome vem colocar uma série de questões sobre a relação entre heráldica, onomástica, estrutura da família, formas de construção da identidade linhagística e de transmissão da memória e do património na nobreza portuguesa medieval. Assim, procuraremos desvendar o enigma heráldico colocado pelas armas dos Sousas, para a partir dele reflectirmos sobre essas questões mais genéricas.

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Abstract A literature overview of angiographic studies has shown that the prevalence of significant coronary disease in patients with aortic stenosis (AS) varies from 20 to 60%. Early necropsy studies suggested that patients with AS had a lower than expected incidence of coronary artery disease (CAD), originating the concept of a protective effect of AS on the coronary arteries. The myth of AS protection against CAD would be better explained as endothelium-myocardial interaction (crosstalk) protection triggered by left ventricular overload. Therefore, the cGMP/NO pathway induced by the AS overload pressure would explain the low incidence of CAD, which is compatible with the amazing natural long-term evolution of this cardiac valve disease.

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(Résumé de l'ouvrage) In the first volume of this long-anticipated collection by Moessner and Tiede, seventeen leading scholars of antiquity present an amazing "sea change" of opinion that Luke is indeed the interpreter of Israel. The book represents an unprecedented international consensus that the Hellenistic author Luke composed a carefully crafted narrative in two parts to claim Jesus of Nazareth as Israel's true heritage and enduring legacy to the world. Part One explores the nature of Luke's prologues and his intention to write a narrative of "events brought to fruition," using the narrative conventions and audience expectations of the Greco-Roman milieu. Part Two illuminates the relation of Luke's second "volume" to the first by inquiring about the consistency and coherence of his narrative-thematic strategies in retelling the story of Israel's legacy of "the Christ." Whether Luke completed Acts, the larger role of Paul and, most significantly, the meaning of Israel by the end of Acts are approached from new perspectives and charged with provocative insights. In addition to the volume editors, the contributors include L. Alexander, D. Schmidt, V. Robbins, C. Thornton, R. Pervo, W. Kurz, C. Holladay, G. Sterling, D. Balch, E. Plmacher, Charles H. Talbert, J.H. Hayes, D. Marguerat, M. Wolter, R. Tannehill, and I. H. Marshall.

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Carlos Chagas, a Brazilian physician, discovered the American trypanosomiasis in 1909. Like other remarkable discoveries of those days, his work helped to articulate the insect-vector theory and other theoretical guidelines in tropical medicine. Unlike all other discoveries, all the stages of this work were accomplished in a few months and by a single man. Chagas' discovery was widely recognized at home and abroad. He was twice nominated for the Nobel Prize - in 1913 and in 1921-, but never received the award. Evidence suggests that the reasons for this failure are related to the violent opposition that Chagas faced in Brazil. The contentions towards Chagas were related to a rejection of the meritocratic procedures that gave him prominence, as well as to local petty politics.

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Con toda seguridad, uno de los aspectos que más sorprendieron a la opinión pública ecuato" riana de los resultados de la primera vuelta de las elecciones presidenciales de octubre de 2006, fue el triunfo sin paliativos de la candidatura de Gilmar Gutiérrez en las provincias del callejón interandino y el aparente hundimiento del candidato de Pachakutik en escenarios como los de Cañar; Chimborazo, Bolívar, Cotopaxi o lmbabura, otrora verdaderos baluartes del poder de convocatoria del movimiento indígena.

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ELS MAMÍFERS CONSTITUEIXEN EL GRUP D'ANIMALS més complex des del punt de vista morfològic i de comportament. Actualment hi ha unes 5.500 espècies, però la seva diversitat ha anat variant al llarg del temps. Molts mamífers prehistòrics encara són un enigma en termes científics, ja que de la majoria se n'han trobat únicament petites restes fòssils, com dents aïllades i fragments d'os i de crani a partir dels quals és complicat construir un perfil general. Els avantpassats dels mamífers menys coneguts són els gondwanaterians, molt abundants durant els períodes cretàcic i paleogen, fa entre 23 i 146 milions d'anys. David W. Krause i els seus col·laboradors, de diverses universitats i centres de recerca dels EUA, Alemanya i Madagascar, han publicat un article a Nature en què descriuen les característiques d'un crani complet de vintana, un mamífer prehistòric que pertanyia al grup dels gondwanaterians, trobat a Madagascar.