43 resultados para Polanyi
Resumo:
Karl Polanyi is considered one of the most prominent social scientists of the 20th century. In his writings, an important concern was the relationship between the markets and the society (therefore, the state) as a whole; to discuss it, he introduced the concept of "embeddedness", fundamental for his study of the origins and consequences of the Industrial Revolution. An important part of his heritage is the study of the economic history of what he called "ancient societies," especially of Classical Greece. Polanyi used these studies to compare the ancient societies with his own times, in an effort to understand them all. This paper aims to relate Polanyi's work on the Athenian society with his studies about the modern times, showing that it is possible to draw lessons from Polanyi's thought on the relationship between the society, the state and the market that can help to design a political agenda for our days. In the first part, we present the most important aspects o the life and work of Polanyi, and in the second we discuss the most important aspects of his worldview. Then, in the third part, we study his view of the early Athenian economy; mainly, we focus on the coexistence of a kind of state planning and a market, showing how this understanding is crucial for the whole Polanyian legacy, with its emphasis in the comparison of different societies and times. We conclude by underlining the relevance of this interpretation advanced by Polanyi to understand the societies of our days, focusing on some proposals to extend his approach to deal with our contemporary problems.
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En este artículo se analiza la obra de Karl Polanyi, la cual supone, una de las perspectivas más apasionantes para abordar los fenómenos económicos. Polanyi realizará una crítica epistemológica y ontológica a los fundamentos del pensamiento económico clásico y neoclásico a partir de la alternativa de su análisis institucional, que pretende incrustar los actos económicos en la matriz cultural, política y social en que se inscribe. A partir de todo esto, rastreará la construcción histórica de la economía de mercado como un inmenso y violento proceso social artificial, que no obedeció a supuestas características de la naturaleza humana, sino a una apuesta ideológica, axiológica y política radicalmente diferente a las formas anteriores en que los grupos humanos habrán organizado e integrado los recursos materiales y su sustento. Su crítica teórica a la economía de mercado como desintegradora de la esencia humana de la sociedad implica necesariamente una acción política transformadora y reguladora del mercado, articulando sus reflexiones como un pensamiento para la acción.
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Drawing on a Polanyian analysis of the land question, this article aims to analyse both Western and Indigenous cosmologies of Abya Yalathe name that indigenous peoples give to the American continentto understand the relationship between human beings and land and nature. These cosmologies are at the heart of the way in which two distinct societies construct their regional space, one from above', the other from below', and they are therefore key to understanding today's climate change problematique. Following this nexus it is argued that, since the end of the Cold War, a new regional double-movement', unleashed by the quest for land and natural resources has been in the making. This is a superstructural or legal battle between Western transnational regime-making and a law that originated at the centre of the Earth'. The article explains both regionalisms and the dialectical interaction between them and demonstrates that Karl Polanyi's legacy remains relevant for the 21st century.
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For Michael Polanyi, religion and science fight abreast to protect the occidental culture from totalitarian threat. Both are belief-based endeavors, Polanyi is convinced. While this is not surprising at all regarding religion, it is surely a provocation regarding science. The article tries to explore this original thought of Polanyi and to examine how it is rooted in his personal convictions and beliefs. Special emphasis is given to Polanyi’s critique of contemporary biology, as expressed in his article on “Science and Religion”, in some ways a response to Paul Tillich’s theology. Contemporary biology’s findings undermine exactly what Polanyi is fighting for, hence he is convinced that its findings are somewhat flawed. This should however not lead to the false conclusion that Polanyi had anything to do with creationism or would have favored Intelligent Design in our days.
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Fil: Durán, Cecilia. Universidad Nacional de La Plata. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Instituto de Investigaciones en Humanidades y Ciencias Sociales (UNLP-CONICET); Argentina.
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Fil: Durán, Cecilia. Universidad Nacional de La Plata. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Instituto de Investigaciones en Humanidades y Ciencias Sociales (UNLP-CONICET); Argentina.
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Fil: Durán, Cecilia. Universidad Nacional de La Plata. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Instituto de Investigaciones en Humanidades y Ciencias Sociales (UNLP-CONICET); Argentina.
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A economia informal compõe o mundo do trabalho de todas as sociedades capitalistas, em menor ou em maior grau. No Brasil, historicamente observa-se que esse fenômeno tem sido sempre muito abrangente, sobretudo motivado pelo e resultante do contexto socioeconômico, jurídico e político. Devido às idiossincrasias nacionais, desde o surgimento do mercado de trabalho no país, esta situação persiste em diversos panoramas e com vários matizes, obstaculizando uma melhor performance global da economia brasileira e negando oportunidades de desenvolvimento individual e social ao longo do tempo. Sendo assim, e através do prisma da Economia Social e do Trabalho, o objetivo desta dissertação é analisar os principais fatores conjunturais e estruturais da informalidade observada no mercado nacional de trabalho no interregno 1980-2012, apresentando a dimensão desse problema e expondo suas raízes econômicas e institucionais, a fim de contribuir com novos elementos para o debate da informalidade em nível nacional. A hipótese central dessa pesquisa é de que o elevado GI no Brasil persiste essencialmente – mesmo que com diferentes especificidades históricas – ao nível das mentalidades dos diversos agentes, isto é, antes de ter-se um mercado nacional de trabalho com um alto GI, tem-se uma sociedade brasileira altamente informal. A instituição “trabalho informal” persiste como um hábito incrustado mesmo diante de mudanças de ordem socioeconômica, o que impede que grande parcela da população brasileira tenha acesso ao trabalho formalizado e decente (a là OIT). É mister que haja maior efetividade das leis e aprimoramentos institucionais acompanhados de coordenação e “vontade política”, alicerçados pela tomada de consciência crescente da sociedade civil no que se refere à importância da formalização e aos males da informalidade tanto para seus cidadãos quanto para a nação. Sugere-se como uma possível alternativa para diminuir o GI de forma mais consistente a consideração, para além dos aspectos econômicos e jurídicos, do arcabouço cultural, histórico, comportamental e dos hábitos sociais incrustados que os condicionam e os orientam. Isto porque são estes os eixos que norteiam o processo de desenvolvimento individual e social. Nesse sentido, o estudo (de caráter descritivo e analítico) é fundamentado pelas teorias sistêmicas e multidisciplinares desenvolvidas por Karl Paul Polanyi e Amartya Kumar Sen, interpretadas como artífices de uma vida digna, além de apregoarem o “reincrustamento” da economia na sociedade e, por analogia, o “desincrustamento” da informalidade institucionalmente enraizada na sociedade brasileira. Isso se dará à medida que forem expandidas as liberdades instrumentais e substantivas, em uma espécie de “causação circular cumulativa” aplicada à questão da informalidade, tendo como “efeito colateral altamente desejável” o desenvolvimento socioeconômico. As principais contribuições deste estudo emergiram justamente das concepções teóricas dos dois autores, combinadas aos nexos de convergência estabelecidos entre a economia brasileira, seus desdobramentos institucionais e a informalidade no mercado nacional de trabalho no período estudado.
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O presente trabalho trata de um estudo sobre a racionalidade substantiva no processo decisório em duas instituições que lidam com o tratamento oncológico em crianças e adolescentes na cidade de Natal, no estado do Rio Grande Norte. A partir de uma revisão de literatura sobre a racionalidade substantiva, o objetivo da pesquisa é perceber aspectos relacionados ao processo decisório que possam servir de base para elaborar as categorias de análise do processo Tomada de Decisão, agregando-as a um novo estudo que possa proporcionar o avanço do tema na ciência administrativa. Serviram de base para o aprofundamento do tema os trabalhos acadêmicos que seguiram o modelo de análise elaborado por Maurício Serva, cujo quadro verifica a racionalidade predominante em 11 processos administrativos internos em organizações produtivas. Tendo como base teórica a obra de Guerreiro Ramos, que constata a existência de um tipo de organização ideal, o estudo recorre ao pensamento de Karl Polanyi, que procura compreender o fenômeno econômico independente do valor que permite considerar economias não mercantis. Para melhor compreender a racionalidade resgatam-se os estudos de Max Weber, que investiga o significado de ação social, e com Jürgen Habermas se tem uma concepção mais abrangente de razão através da teoria da ação comunicativa. Como resultado da revisão do tema foi elaborado um quadro com sete categorias de análise que, aplicadas nas instituições pesquisadas, tornou possível conhecer a racionalidade predominante no processo decisório. Os resultados da pesquisa confirmam que, embora a decisão envolva elementos racionais, existem também valores específicos de cada indivíduo ligados à sua experiência de visão de mundo, permeados não só pela racionalidade instrumental como também pela racionalidade substantiva. O estudo comprovou que duas instituições pertencentes ao mesmo setor podem apresentar diferentes tipos de racionalidade na tomada de decisão, quando fatores decisórios podem tender para a racionalidade instrumental, de acordo com o pensamento clássico da administração, como também podem emergir da racionalidade substantiva, contribuindo para o processo de emancipação do ser humano na esfera do trabalho.
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A reflexão sobre o mercado é um tema caro ao substantivismo polanyiano. Em seu modelo da economia antiga, Karl Polanyi defendeu a preponderância da reciprocidade e redistribuição em detrimento do mercado autorregulável no mundo antigo. Os assiriólogos, sejam os defensores fervorosos do modelo polanyiano, como Johannes Renger, ou os críticos ferozes a tal modelo, como Morris Silver, têm debatido o papel do mercado no antigo Oriente próximo em meio a outras interpretações que procuram reinterpretar as mais diversas fontes textuais e arqueológicas da sociedade mesopotâmia em diversos períodos, como, por exemplo, o trabalho de Mario Liverani. Ao analisar os argumentos desses autores pa radigmáticos, pretende-se, neste artigo, por meio da apresentação e repercussão do modelo polanyiano, apresentar um amplo painel crítico do debate sobre a economia e a sociedade na Mesopotâmia.
Resumo:
La diffusion internationale des paiements pour services environnementaux (PSE) a été interprétée en 2010 par le gouvernement bolivien d'Evo Morales comme une réponse strictement néolibérale à la nécessité d'assurer une gestion durable des ressources naturelles. Supposée amener à terme à l'éviction de toute régulation autre que marchande - qu'elle s'applique à la nature ou aux rapports entre personnes -, la mise en place de PSE n'a pas été encouragée par les autorités nationales boliviennes. Des projets de PSE ont toutefois été lancés, dont les Acuerdos Reciprocos por el Agua (ARA), issus d'un partenariat public-privé dans le département de Santa Cruz. En analysant leur conception et leur fonctionnement au prisme du référentiel polanyien, nous montrons que, contrairement aux craintes gouvernementales, ces PSE ne font pas abstraction des logiques organisationnelles réciprocitaires et redistributives, ajustant au contexte local un objet global. The international dissemination of payments for ecosystem services (PES) has been interpreted in 2010 by the Bolivian government of Evo Morales as a strictly neo-liberal response to the need to ensure a sustainable management of natural resources. Supposed to contribute to the crowding-out of any other regulation than market - applied to the nature or the relationship between people - the implementation of PES was not encouraged by the Bolivian national authorities. However some PES projects stemming from a public-private partnership have been initiated at local level, as the Acuerdos Reciprocos por el Agua (ARA), in the department of Santa Cruz. Analysing their design and operating through the Polanyian framework, we show that, contrary to the government fears, these PES do not ignore the reciprocal and redistributive organisational logics, adjusting a global object to the local context.