150 resultados para Metapsicologia freudiana


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Há muito a arte já era tema de acirradas discussões filosóficas quando do surgimento da psicanálise no fim do século XIX. Com o avanço desta e seu eventual deslocamento do campo das patologias psíquicas para as produções da cultura, superpõe-se às então produções teóricas sobre a arte um discurso que implica novas categorias do acontecer psíquico no fazer artístico. Com o conceito freudiano de inconsciente todo fazer humano passou a ser concebido como comportando a marca do ser dividido que é o homem. Julgamos a experiência estética como indissociável desse fazer. E é por apostar na singularidade da abordagem psicanalítica no campo estético que nos aventuramos a propor uma descrição metapsicológica da experiência estética. Para tanto, devemos primeiramente compreender qual o critério que Freud utiliza para o uso do conceito de sublimação, este que consideramos um conceito chave para a análise da experiência estética. A experiência é dividida ainda na experiência estética do espectador, isto é, a contemplação, e a experiência do autor, isto é, a do criador da obra.

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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

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This article approaches the definition of sexual drive proposed by Freud in the Three Essays and how the psychoanalytic conception of human sexuality has been theoretically presented from this first exposition: both as a construct of the species and as an individual construct. It seeks to show how the very metapsychological definition of drive (Trieb) – in 1905 and also in Freud’s 1915 Instincts and their Vicissitudes – interlaced biological contributions and the psychoanalytic clinic in the formulation of an original concept of the human sexuality. The paper also discusses how, because of this duplicity, there is sometimes a developmental interpretation of sexuality in the Three Essays. In the first two of the Three essays, Freud tried to expand the possibilities of sexual behavior, analyzing the drives in the diversity of perversions and in children’s sexuality, while in the third essay the focus was on the adult sexual drive from the moment it organizes itself around an object (hence being no longer auto-erotic) and the reproduction function. Certain experts have occasionally questioned whether the 1905 article attributed a biological teleology to the human sexuality by assigning reproduction as the eventual purpose of the sexual drive – that is, a reproductive goal achieved through the sexual intercourse (coitus). Our study seeks to show how the physiological point of view proposed by Freud in his 1915 article on Instincts sheds some light on how the very biological origin of the drives denies this supposed exclusive reproductive purpose of sexuality. The duplicity of Freud’s concept of drive – as expressed in the enigmatic sentence where he states that this is a concept situated on the border between the psychical and the physical – is then discussed taking into account this intercrossing between the biological and the psychical presented in the Three Essays. The points of view proposed by Freud in 1915 for the definition of the concept of drive – the physiological and the biological points of view – are suggested as conceptual tools to the understanding of this twofold character of human sexuality, according to psychoanalysis.

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No Projeto de uma psicologia, de 1895, está exposta uma ampla reflexão sobre o conceito de consciência, a qual, embora apresente algumas dificuldades, permite esclarecer como a relação entre a consciência, a representação e a linguagem era pensada por Freud nesse momento. O objetivo deste artigo é circunscrever o sentido da noção de consciência presente no Projeto de uma psicologia e discutir algumas de suas implicações para o modo como a consciência será abordada nos desenvolvimentos posteriores da metapsicologia freudiana.

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Iniciando-se por uma descrição longitudinal, seguida de interpretação "a posteriori", obteve-se categorias relativas a cada dimensão do psiquismo. Estas, em seu caráter de transversalidade, foram tomadas como esteios para as explicações acerca da passagem do sujeito da condição biológica à condição de sujeito falante. O norteamento dessa análise teve como ponto de partida a postulação acerca dessas dimensões, dos aspectos relativos as mesmas, e dos efetores referentes por essa passagem, cujo início tem a esses aspectos que respondem lugar quando a mãe se dispõe a apontar para o sujeito o limite entre o núcleo filogenético e as transformações sócio-histórica. A partir dessa delimitação, ocorre a assimilação de características, tipicamente humanas para, enfim, serem fixados pela lei paterna, os limites do “tornar-se humano”. Nesse ínterim, são observadas ocorrências relativas as dimensões mencionadas. Tratando-se de permanência de conteúdos mantidos fora do campo da simbolização, e excluídos da matriz imaginária, tem-se então a caracterização do real ~elo seu mecanismo específico: a foraclusão. Ainda se situa a pulsão no seu caráter impensável e inominável. Já as ações resultantes do recalcamento originário concorrem para a formação de marcas não-simbolizáveis que, como faceta do imaginário, se vinculam às informações do núcleo filogenético referentes aos protofantasmas, aqui considerado corno outra faceta desta dimensão. No que concerne ao simbólico, registra-se a significação como fundante da condição humana, resultante do recalcamento propriamente dito. Sendo assim, a humanização enquanto explicada pelo conceito de recalcamento, conforme evidencia a metapsicologia freudiana, não açambarça todas as nuances relativas ao humano; visto englobar apenas aquilo que é imaginado corno fantasma ou aquilo que e apresentado simbolicamente. Por isso, a utilização do conceito de foraclusão, da perspectiva lacaniana, justifica-se pelo fato de oferecer uma visão mais completa dessa dinâmica. Desse modo, se pode incluir no escopo do "tornar-se humano", aqueles elementos não passíveis de simbolização, bem como aqueles da realidade pulsional que não se apresentam no texto do fantasma; mas que, ao se constituírem como um "pano-de-fundo", possibilitam que a conteúdos simbólicos e imaginários viabilizem a socialização. De resto, a socialização é um processo que, originado do simbólico, se assenta no imaginário tomado como base. Para isto, o real, em seu efeito marginal, possibilita o retorno ao simbólico. A partir daí, se verifica a utilização dos elementos culturais, que são descobertos em função daquilo que a atividade fantasmática suscita.

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To Freud the group of the psychic activity has for purpose the search of pleasure and escape to the displeasure, and of that drift that the aspects associated to memories of unpleasant experiences have for tendency the removal of level of conscience. The unconscious repeats in subject, in way of being and through where he sees the world. That repetition also shows in practice of game. This study leaned on in analysis of Freudian work to play. Because, independent of sphere in that it is acting, the activity of the game is accomplished, predominantly, under an atmosphere predominantly pleased. The game can propitiate situation so that it happens the sublimation of drive forces, making possible occurrence, in an acceptable way socially, contributing to accomplishment of satisfaction. Like this, this study had as objective contemplates, starting from the reading of passages of Freudian work, on desire and the pleasure to play. For the elaboration of that text pertinent bibliographical revision was accomplished to the game, in relationship with psychoanalysis starting from Freud and other authors.

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Pretendo, neste artigo, abordar um caso de Binswanger privilegiado por Merleau-Ponty. Nesse caso, o filósofo desenvolve a questão do estatuto do sintoma como uma forma de elaboração de vida, mas chega num impasse: como pensar essa elaboração sem que isso nos leve a negar que o sujeito se reestrutura totalmente diante de um impasse? Além do que, o que significa dizer que o sujeito elabora uma nova forma de vida? Veremos como a análise merleau-pontyana da psicanálise é peculiar, levando-o a negar um conceito chave da metapsicologia freudiana: o inconsciente.

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O presente artigo objetiva uma discussão sobre o vocabulário fundamental da Metapsicologia freudiana, para além da concepção de um simples e estanque agrupado de termos técnicos. Levando-se também em consideração o fato de que Freud foi um escritor brilhante e um perspicaz explorador dos recursos oferecidos pela língua alemã, é nossa intenção demonstrar certas distorções de seu estilo e vocabulário sofridas após ter passado por traduções internacionalmente influentes para as línguas inglesa e francesa. Logo, com a recente entrada da obra freudiana para o domínio público, esta finalmente passou a ser traduzida diretamente para o português, tornando-se atualmente um desafio fundamental aos tradutores brasileiros de Freud recuperar a vivacidade de suas palavras sem deixar de levar em consideração a acuidade de suas proposições.

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A motivação principal deste artigo é demonstrar que a metapsicologia do humor se oferece, na obra freudiana, como o paradigma a partir do qual se podem compreender as operações em jogo no processo da sublimação. Percebe-se, assim, que a associação entre duas problemáticas sombreadas pela tradição psicanalítica - o humor e a sublimação - contribui para o esclarecimento de ambas. Ao longo do texto são enfatizados o trabalho de desidealização promovido pelo humor, a modalidade identificatória envolvida na sua produção, a referência do humor negro à condição de orfandade que caracteriza o sujeito moderno, bem como a política que acompanha a anunciação do dito humorístico e, mesmo, do Witz (espirituosidade) de modo geral. Finalmente, demonstra-se a filiação do humor ao realismo grotesco, amplamente analisado por Mikhail Bakhtin, indicando como, na enunciação humorística, é preciso considerar a participação da alegria, sua força motriz.

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Este artigo visa explicitar as concepções freudiana e husserliana de “vivência” (Erlebnis). Por “vivência” entende-se genericamente um tipo fundamental de experiência do mundo. Esse tema, ainda que não diretamente explorado por Freud, tornou-se necessário em sua teoria desde a descoberta da etiologia da histeria no início dos anos 1890 à luz do método catártico: a da vivência traumática. Por outro lado, Husserl, a partir do problema filosófico de garantir a possibilidade do conhecimento universal e necessário, se viu obrigado a combater o naturalismo das ideias, em 1900, e o naturalismo da consciência, em 1913, em ambos os casos partindo de uma análise das vivências (intencionais). Mostrarei que a abordagem freudiana (natural-científica) visa explicar metapsicologicamente a vivência, ao passo que a abordagem husserliana pretende descrever a estrutura da vivência (intencional). Por fim, apontarei para algumas das grandes diferenças entre ambas as abordagens desse tema.

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La pregunta originària d’aquest treball girava entorn de la subjectivitat. Concretament,entorn d’una subjectivitat desposseïda. El treball pretenia explorar el descobrimentd’una manca de pertinença respecte allò que un és, el reconeixement d’una estranyesainstal·lada en allò que un sent de més seu, de més protegit i resguardat; allò de méspropi, de més pur i genuí: allò que, des d’una soledat inpertorbada, constitueix allò mésseu del si mateix. Aquest treball pretenia estirar el fil d’una desconfiança radicalrespecte tot allò que un creu de més inherent a ell, d’un procés de des-identificaciórespecte la pròpia voluntat, el desig, el gust, el plaer; de l’experiència de descobrir quequant un més segueix el seu desig més s’aliena, que quan un més és ell mateix menys espertany, que quan un més s’allibera més segueix el mandat d’un remitent llunyà,anònim i desconegut; estirar el fil, en definitiva, de la vivència de sentir el propi «cor»com un cos estrany.

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O presente trabalho versa sobre a constituição da noção de memória na teoria freudiana. Para tanto, utilizamos, de modo primordial, as elaborações desenvolvidas no Projeto para uma psicologia científica. Objetivamos ressaltar que Freud subverte a problemática acerca do conceito de memória, concedendo a essa ideia um caráter criativo que se diferencia da simples representação de um objeto contido na realidade material. Em Freud, a memória excede o que se compreende comumente como evocação, ou seja, a lembrança não se restringe à retomada de uma percepção. Se a memória é considerada como sendo o próprio psiquismo, é a sua relação com a pulsão e, posteriormente, com a noção de a posteriori (Nachträglich) que possibilita a efetivação de uma memória própria à Psicanálise. Desse modo, explicitamos que a memória em Freud é tanto um imperativo da pulsão quanto o desdobramento dos efeitos de uma temporalidade psíquica. Mesmo que parta de uma construção teórica estritamente associada às ciências naturais, um exame mais detido a respeito das formulações desse período nos ajuda a compreender a maneira como ele arquiteta uma teoria que, pelo menos a princípio, tinha como objetivo último esclarecer a problemática concernente à noção de memória.

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Se estudia la evolución del desarrollo del concepto de psicosis, de su polisemia, de su clasificación y de las diferentes formas que lo componen, siendo el objetivo principal de la investigación la locura. El trabajo de investigación se realiza desde su creación con Feuchtersleben en 1845, pasando por un análisis de los diferentes términos que le precedieron, hasta Freud, primer autor que enmarcó la locura dentro de una teoría psicopatológica. Dicha teoría no sólo permitía aportar algo de luz sobre el problema de la psicosis, sino que poseía una potente implicación terapéutica. Por esta razón, se estudian en profundidad las diferentes versiones del modelo de la locura en Freud. El principal aporte de la psiquiatría decimonónica fue la gran precisión de las clasificaciones y la minuciosa descripción de las diferentes formas de la locura. Freud, haciéndose cargo de la magnífica herencia de la denominada psiquiatría clásica, supo aplicar la escucha a la locura del mismo modo que lo había hecho en la histeria. Sólo de esta forma fue capaz de dar una explicación al drama subjetivo de la experiencia de la, además de proveer al clínico de una herramienta de primer orden en el terreno de la cura. Freud establece una diferencia bien clara que no se ha tenido en cuenta en todas sus consecuencias: del ser como objeto se ocupa la medicina, del ser como sujeto lo hace el psicoanálisis. El sujeto es el ser que y surge a partir de todas las contrariedades, biológicas o ambientales, por medio de la palabra. El sujeto es aquel que hace con lo que es, el que toma sus decisiones sobre, y a pesar de, aquello que le ha tocado. Algo que por supuesto no permite ser vertido en ningún reduccionismo. Entre los resultados de la investigación destaca el predominio que Freud da a la paranoia frente a la esquizofrenia como forma por excelencia de la psicosis, también entronca con el predominio que da el psicoanálisis al sujeto frente al objeto: la paranoia fue desde siempre una locura parcial, de tal forma que en un mismo sujeto la locura y la razón podían convivir. La idea delirante era causada por la enfermedad, el objeto de la medicina, que afectaba por completo al enfermo. Freud, en cambio, mantenía que el centrar la idea delirante, la locura, sobre uno o varios objetos, podía quizá permitir al sujeto, cierta estabilización. Freud se apoya en las diferentes soluciones que el sujeto puede aportar y para ello es necesario la escucha del ser que habla.