90 resultados para Antibacterianos


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No presente pedido são descritos compostos derivados nitroimidazólicos com atividade antibacteriana e/ou antiprotozoária, os quais são potentes inibidores da urease. São também descritos o processo de obtenção destes compostos, e o uso destes em composições farmacêuticas e medicamentos.

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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

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OBJETIVO: Antibióticos são os medicamentos que mais causam eventos adversos, gerando problemas aos pacientes e custos adicionais ao sistema de saúde. Assim, objetivou-se analisar a ocorrência de eventos adversos a antibióticos em pacientes internados em um hospital. MÉTODOS: Realizou-se monitoramento intensivo do uso de antibióticos em pacientes adultos internados no município de Maringá, Paraná, de setembro de 2002 a fevereiro de 2003. Foram pesquisadas variáveis relativas aos medicamentos em uso, em particular aos antibióticos e aos eventos adversos. Com base em critérios para a avaliação do uso correto dos antibióticos, os eventos observados foram classificados como reações adversas, erros de medicação e "quase erros". Para relação de causalidade entre a administração do fármaco e o surgimento dos eventos utilizou-se o algoritmo de Naranjo. RESULTADOS: Foram acompanhados 87 pacientes e identificados 91 eventos adversos, sendo três deles (3,3%) reações adversas a medicamentos, sete (7,7%) erros de medicação, e 81 (89,0%) "quase erros". As reações a medicamentos ocorreram devido ao uso de quinolonas e foram consideradas "prováveis" utilizando-se o algoritmo de Naranjo. Os sete erros de medicação ocorreram devido a quatro prescrições incorretas de dose e três interações medicamentosas. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem que a falta de conhecimento do medicamento ou a falta de informação sobre o paciente no momento da prescrição tenham sido os principais fatores envolvidos na ocorrência das reações a medicamentos.

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OBJETIVO: Descrever o perfil de uso de medicamentos entre crianças residentes em áreas pobres e fatores associados. MÉTODOS: Estudo transversal de base populacional que incluiu 1.382 crianças entre quatro e 11 anos de idade, selecionadas por amostragem aleatória de 24 micro-áreas representativas das zonas mais pobres da população residente no município de Salvador, BA, em 2006. A variável dependente foi o consumo de medicamentos nos 15 dias anteriores à realização dos inquéritos. Foram considerados três grupos de variáveis explanatórias: socioeconômicas, estado de saúde da criança e utilização dos serviços de saúde. A análise ajustada utilizou regressão de Poisson seguindo um modelo conceitual hierarquizado. RESULTADOS: A prevalência de consumo de medicamentos em crianças foi de 48%. As crianças do sexo feminino apresentaram prevalência de utilização de medicamentos superior ao sexo masculino, 50,9% e 45,4%, respectivamente (p=0,004). A prevalência de uso de medicamentos diminuiu significativamente com a idade (p<0,001) em ambos os sexos. Os grupos farmacológicos mais utilizados foram os analgésicos/antitérmicos (25,5%), antibacterianos sistêmicos (6,5%) e antitussígenos/expectorantes (6,2%). Na análise multivariada os fatores determinantes de maior utilização de medicamentos foram: idade (quatro a cinco, seis, sete a oito anos), sexo feminino, mães de cor da pele branca, pior percepção de saúde, interrupção de atividades por problemas de saúde e atendimento de saúde independentemente de estar doente nos últimos 15 dias, gasto com medicamentos no último mês e realização de consultas ao médico nos últimos três meses. CONCLUSÕES: A prevalência de uso de medicamentos entre crianças pobres estudadas foi inferior à verificada em outros estudos populacionais no Brasil, mas semelhante à de adultos. A identificação de grupos mais sujeitos ao uso excessivo de medicamentos pode embasar estratégias para promoção de seu uso racional.

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A norfloxacina e o trimetoprim são dois antibióticos antibacterianos usados para o tratamento de infeções urinárias, intestinais e respiratórias. A maioria dos fármacos exige uma dosagem que garanta os níveis de segurança e eficácia de atuação. A necessidade de dosear os medicamentos e os seus metabolitos é assim um controlo imperioso e em muitos casos regular no tratamento de um paciente. Neste trabalho desenvolveram-se dois sensores eletroquímicos para a deteção da norfloxacina (NFX) e do trimetoprim (TMP), usando como superfície de suporte o carbono vítreo. A busca de novos materiais que conferiram maior seletividade e sensibilidade aos sistemas de deteção e por outro lado apresentem menores riscos para o paciente quando usados em dispositivos que permitam uma análise point-of-care, é especialmente importante e pode ser uma parte crucial do processo de decisão clínica. Assim, os polímeros molecularmente impresos enquadram-se nesse perfil e o seu uso tem vindo a ser cada vez mais avaliado. A impressão molecular é uma tecnologia capaz de produzir polímeros que incorporam as moléculas do analito e que após remoção por solventes específicos, permitem dotá-los de locais específicos de reconhecimento estereoquímico. A seleção do pirrol como polímero molecularmente impresso (MIP) permitiu construir com sucesso os sensores para doseamento dos antibióticos. A fim de aumentar a sensibilidade do método incorporou-se grafeno na superfície do elétrodo. Este material tem vindo a ser largamente utilizado devido às suas propriedades: estrutura molecular, condutividade elétrica e aumento da superfície são algumas das características que mais despertam o interesse para a sua aplicação neste projeto. Os sensores desenvolvidos foram incorporados em sistemas eletroquímicos. Os métodos voltamétricos aplicados foram a voltametria cíclica, a voltametria de onda quadrada e ainda a impedância. As condições de análise foram otimizadas no que respeita à polimerização do pirrol (concentração do polímero, número de ciclos de eletropolimerização e respetivos potenciais aplicados, tempo de incubação, solvente de remoção do analito), ao pH da solução do fármaco, à gama de concentrações dos antibióticos e aos parâmetros voltamétricos dos métodos de análise. Para cada um dos antibióticos um elétrodo não-impresso foi também preparado, usando o procedimento de polimerização mas sem a presença da molécula do analito, e foi usado como controlo. O sensor desenvolvido para o trimetoprim foi usado no doseamento do fármaco em amostras de urina. As amostras foram analisadas sem qualquer diluição, apenas foram centrifugadas para remoção de proteínas e algum interferente. Os sensores construídos apresentaram comportamento linear na gama de concentrações entre 102 e 107 mol/L. Os resultados mostram boa precisão (desvios padrão inferiores a 11%) e os limites de deteção foram de 8,317 e 1,307 mol/L para a norfloxacina e o trimetoprim, respetivamente. Para validação do método foram ainda efetuados ensaios de recuperação tendo obtido valores superiores a 94%.

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Dissertação apresentada para a obtenção do Grau de Mestre em Genética Molecular e Biomedicina, pela Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologia

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A partir do início dos anos 80, o melhor conhecimento da microbiologia do Bacilo de Kock (BK), bem como da farmacodinamia e da farmacocinética dos antibacilares, permitiu seleccionar 5 tuberculoestáticos de primeira linha e associá-los em esquemas que levaram a um encurtamento substancial no tempo dos regimes antes empregues na terapêutica da TB, quer nas formas simples, quer nas complicadas. O autor enumera algumas propriedades e limitações da isoniazida (INH), rifampicina (RMP), pirazinamida (PZA), estreptomicina (SM) e etambutol (EMB) e apresenta os seus esquemas associativos nas várias formas de TB infantil: TB infecção, TB pulmonar simples ou complicada, TB extrapulmonar. São igualmente apontadas, de maneira protocolada, as indicações da corticoterapia na TB infantil. Em síntese, afirma-se que é necessário tratar correctamente a TB doença e a TB infecção da criança, o que seria dispensado se, em tempo oportuno, fosse accionada, como devia, a principal arma da prevenção da TB infantil: a detecção precoce de todos os casos dos adultos contagiantes e o seu tratamento imediato, correcto e completo.

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Relata-se o primeiro isolamento no Rio de Janeiro, a partir de um caso de gastroenterite infantil, da variante de Salmonella typhimurium, que se tornou prevalente na cidade de São Paulo. O mesmo padrão de resistência múltipla a agentes antibacterianos foi observado, com sensibilidade à gentamicina, colimicina e a associação sulfametaxazol-trimetoprim. Discutem-se características bacteriológicas das amostras de mesmo comportamento, enfatizando-se a necessidade de adaptação das técnicas bacterio­lógicas visando a sua detecção, que provavelmente vem passando desapercebida pelas técnicas tradicionais.

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The agar dilution, broth microdilution, and disk diffusion methods were compared to determine the in vitro susceptibility of 428 extended-spectrum-beta-lactamase (ESBL)-producing Escherichia coli and Klebsiella pneumoniae to fosfomycin. Fosfomycin showed very high activity against all ESBL-producing strains. Excellent agreement between the three susceptibility methods was found for E. coli, whereas marked discrepancies were observed for K. pneumoniae.

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OBJECTIVE To describe what is, to our knowledge, the first nosocomial outbreak of infection with pan-drug-resistant (including colistin-resistant) Acinetobacter baumannii, to determine the risk factors associated with these types of infections, and to determine their clinical impact. DESIGN Nested case-control cohort study and a clinical-microbiological study. SETTING A 1,521-bed tertiary care university hospital in Seville, Spain. PATIENTS Case patients were inpatients who had a pan-drug-resistant A. baumannii isolate recovered from a clinical or surveillance sample obtained at least 48 hours after admission to an intensive care unit (ICU) during the time of the epidemic outbreak. Control patients were patients who were admitted to any of the "boxes" (ie, rooms that partition off a distinct area for a patient's bed and the equipment needed to care for the patient) of an ICU for at least 48 hours during the time of the epidemic outbreak. RESULTS All the clinical isolates had similar antibiotic susceptibility patterns (ie, they were resistant to all the antibiotics tested, including colistin), and, on the basis of repetitive extragenic palindromic-polymerase chain reaction, it was determined that all of them were of the same clone. The previous use of quinolones and glycopeptides and an ICU stay were associated with the acquisition of infection or colonization with pan-drug-resistant A. baumannii. To control this outbreak, we implemented the following multicomponent intervention program: the performance of environmental decontamination of the ICUs involved, an environmental survey, a revision of cleaning protocols, active surveillance for colonization with pan-drug-resistant A. baumannii, educational programs for the staff, and the display of posters that illustrate contact isolation measures and antimicrobial use recommendations. CONCLUSIONS We were not able to identify the common source for these cases of infection, but the adopted measures have proven to be effective at controlling the outbreak.

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INTRODUCTION Genetic variations may influence clinical outcomes in patients with sepsis. The present study was conducted to evaluate the impact on mortality of three polymorphisms after adjusting for confounding variables, and to assess the factors involved in progression of the inflammatory response in septic patients. METHOD The inception cohort study included all Caucasian adults admitted to the hospital with sepsis. Sepsis severity, microbiological information and clinical variables were recorded. Three polymorphisms were identified in all patients by PCR: the tumour necrosis factor (TNF)-alpha 308 promoter polymorphism; the polymorphism in the first intron of the TNF-beta gene; and the IL-10-1082 promoter polymorphism. Patients included in the study were followed up for 90 days after hospital admission. RESULTS A group of 224 patients was enrolled in the present study. We did not find a significant association among any of the three polymorphisms and mortality or worsening inflammatory response. By multivariate logistic regression analysis, only two factors were independently associated with mortality, namely Acute Physiology and Chronic Health Evaluation (APACHE) II score and delayed initiation of adequate antibiotic therapy. In septic shock patients (n = 114), the delay in initiation of adequate antibiotic therapy was the only independent predictor of mortality. Risk factors for impairment in inflammatory response were APACHE II score, positive blood culture and delayed initiation of adequate antibiotic therapy. CONCLUSION This study emphasizes that prompt and adequate antibiotic therapy is the cornerstone of therapy in sepsis. The three polymorphisms evaluated in the present study appear not to influence the outcome of patients admitted to the hospital with sepsis.

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Summary Points Brucellosis remains the commonest anthropozoonosis worldwide, and its treatment remains complex, requiring protracted administration of more than one antibiotic. In November 2006, a consensus meeting aimed at reaching a common specialist statement on the treatment of brucellosis was held in Ioannina, Greece under the auspices of the International Society of Chemotherapy and the Institute of Continuing Medical Education of Ioannina. The author panel suggests that the optimal treatment of uncomplicated brucellosis should be based on a six-week regimen of doxycycline combined either with streptomycin for 2–3 weeks, or rifampicin for six weeks. Gentamicin may be considered an acceptable alternative to streptomycin, while all other regimens/combinations should be considered second-line. The development of a common global therapeutic language for human brucellosis, and future, properly conducted clinical trials would definitely solve controversies regarding the disease.

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Background: Mortality from invasive meningococcal disease (IMD) has remained stable over the last thirty years and it is unclear whether pre-hospital antibiotherapy actually produces a decrease in this mortality. Our aim was to examine whether pre-hospital oral antibiotherapy reduces mortality from IMD, adjusting for indication bias. Methods: A retrospective analysis was made of clinical reports of all patients (n = 848) diagnosed with IMD from 1995 to 2000 in Andalusia and the Canary Islands, Spain, and of the relationship between the use of pre-hospital oral antibiotherapy and mortality. Indication bias was controlled for by the propensity score technique, and a multivariate analysis was performed to determine the probability of each patient receiving antibiotics, according to the symptoms identified before admission. Data on in-hospital death, use of antibiotics and demographic variables were collected. A logistic regression analysis was then carried out, using death as the dependent variable, and prehospital antibiotic use, age, time from onset of symptoms to parenteral antibiotics and the propensity score as independent variables. Results: Data were recorded on 848 patients, 49 (5.72%) of whom died. Of the total number of patients, 226 had received oral antibiotics before admission, mainly betalactams during the previous 48 hours. After adjusting the association between the use of antibiotics and death for age, time between onset of symptoms and in-hospital antibiotic treatment, pre-hospital oral antibiotherapy remained a significant protective factor (Odds Ratio for death 0.37, 95% confidence interval 0.15–0.93). Conclusion: Pre-hospital oral antibiotherapy appears to reduce IMD mortality.

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BACKGROUND Granulocyte colony-stimulating factors (G-CSFs) have been shown to help prevent febrile neutropenia in certain subgroups of cancer patients undergoing chemotherapy, but their role in treating febrile neutropenia is controversial. The purpose of our study was to evaluate-in a prospective multicenter randomized clinical trial-the efficacy of adding G-CSF to broad-spectrum antibiotic treatment of patients with solid tumors and high-risk febrile neutropenia. METHODS A total of 210 patients with solid tumors treated with conventional-dose chemotherapy who presented with fever and grade IV neutropenia were considered to be eligible for the trial. They met at least one of the following high-risk criteria: profound neutropenia (absolute neutrophil count <100/mm(3)), short latency from previous chemotherapy cycle (<10 days), sepsis or clinically documented infection at presentation, severe comorbidity, performance status of 3-4 (Eastern Cooperative Oncology Group scale), or prior inpatient status. Eligible patients were randomly assigned to receive the antibiotics ceftazidime and amikacin, with or without G-CSF (5 microg/kg per day). The primary study end point was the duration of hospitalization. All P values were two-sided. RESULTS Patients randomly assigned to receive G-CSF had a significantly shorter duration of grade IV neutropenia (median, 2 days versus 3 days; P = 0.0004), antibiotic therapy (median, 5 days versus 6 days; P = 0.013), and hospital stay (median, 5 days versus 7 days; P = 0.015) than patients in the control arm. The incidence of serious medical complications not present at the initial clinical evaluation was 10% in the G-CSF group and 17% in the control group (P = 0.12), including five deaths in each study arm. The median cost of hospital stay and the median overall cost per patient admission were reduced by 17% (P = 0.01) and by 11% (P = 0.07), respectively, in the G-CSF arm compared with the control arm. CONCLUSIONS Adding G-CSF to antibiotic therapy shortens the duration of neutropenia, reduces the duration of antibiotic therapy and hospitalization, and decreases hospital costs in patients with high-risk febrile neutropenia.