1000 resultados para Carvalho, Bernardo, 1960 - Crítica e interpretação
Resumo:
Este trabalho tem como propsito anlise das transformaes das prticas em educao infantil na Prefeitura Municipal de So Bernardo do Campo ao longo de quatro dcadas, considerando as mudanas polticas e econmicas, bem como as tendncias tericas predominantes nos diferentes momentos investigados. Para uma maior aproximao com as prticas do passado, trs elementos foram fundamentais: as teorias que subsidiaram os documentos e orientaes curriculares; a voz das professoras, que atravs de seus relatos puderam expressar as prticas desenvolvidas em sua trajetria de formao e as mudanas que foram se efetivando ao longo dos anos; e os trabalhos produzidos pelos alunos ao longo das dcadas estudadas. Esses trabalhos dos alunos foram organizados em quadros, apontando a freqncia com que determinados tipos de atividade aconteciam em diferentes pocas. Alm desses quadros, os relatos das professoras puderam evidenciar maneiras como as transformaes das prticas aconteceram, a partir do olhar de quem as pratica. A partir desses dados, busquei nas contribuies de Certeau elementos para compreender de que maneira os sujeitos histricos - professores - lidam com os produtos que lhes so impostos pela ordem social - orientaes curriculares e novas teorias - transformando-os e reinventando-os em seu fazer cotidiano.
Resumo:
A sociedade brasileira confrontada com um verdadeiro mercado religioso, onde os bens simblicos da salvao podem ser garantidos por meio de contribuies financeiras. A prtica do dzimo faz parte deste debate e busca na leitura da Bblia fundamentao teolgica. Diversos textos bblicos apresentam a questo do dzimo, revelando que no existe uma forma nica de se lidar com o dzimo na Bblia. Deuteronmio 14,22-29 o ponto de partida da presente pesquisa, revelando uma prtica do dzimo que busca fortalecer a liberdade e identidade do povo de Israel sustentada pela f em Jav. A prtica do dzimo em Deuteronmio um ato comunitrio dos camponeses que acontece a partir do poder local. O campons come o dzimo que ele produziu. A cada trs anos o campons deposita o dzimo no porto da vila-cidade. Este dzimo ser comido por grupos empobrecidos. Em Deuteronmio 14,22-29, a prtica do dzimo expresso da organizao comunitria dos camponeses que se opem cobrana do dzimo como tributo. Em Deuteronmio 14,22-29, a prtica do dzimo expresso da organizao comunitria para preservar a liberdade e garantir a autonomia dos camponeses.(AU)
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A sociedade brasileira confrontada com um verdadeiro mercado religioso, onde os bens simblicos da salvao podem ser garantidos por meio de contribuies financeiras. A prtica do dzimo faz parte deste debate e busca na leitura da Bblia fundamentao teolgica. Diversos textos bblicos apresentam a questo do dzimo, revelando que no existe uma forma nica de se lidar com o dzimo na Bblia. Deuteronmio 14,22-29 o ponto de partida da presente pesquisa, revelando uma prtica do dzimo que busca fortalecer a liberdade e identidade do povo de Israel sustentada pela f em Jav. A prtica do dzimo em Deuteronmio um ato comunitrio dos camponeses que acontece a partir do poder local. O campons come o dzimo que ele produziu. A cada trs anos o campons deposita o dzimo no porto da vila-cidade. Este dzimo ser comido por grupos empobrecidos. Em Deuteronmio 14,22-29, a prtica do dzimo expresso da organizao comunitria dos camponeses que se opem cobrana do dzimo como tributo. Em Deuteronmio 14,22-29, a prtica do dzimo expresso da organizao comunitria para preservar a liberdade e garantir a autonomia dos camponeses.(AU)
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Esta tese, baseada na exegese, defende que as maldies do Salmo 137 devem ser interpretadas levando-se em conta o princpio da reciprocidade praticado na justia do AT, o famoso "olho por olho, dente por dente". Apresenta auxlios para a interpretação das maldies nos salmos; analisa o estado atual da questo; verifica a coerncia ou no da utilizao do termo "Salmo Imprecatrio"; trata da difcil questo do contexto histrico dos salmos e, ainda, destaca alguns pontos que dificultam a interpretação crist deste tipo de literatura. Ela trata das questes do texto, da estrutura, do gnero literrio, da autoria, e do contexto de vida e histrico do Salmo 137. Alm disso, apresenta paralelos deste gnero no mundo bblico e compara verses do Salmo 137 em portugus. Mostra que no AT a palavra era tratada como algo que possui poder intrinseco; verifica como, normalmente, era feito o uso das maldies no AT em geral, preparando o caminho para a verificao de seu uso especfico no Salmo 137; faz uma rpida retrospectiva histrica mostrando a longa trajetria de desavenas de Israel/Jud com Edom e Babilnia, o que leva o salmista a sentir-se no direito de pedir que estas duas naes sejam destrudas e sofram; levanta, ainda, a possibilidade do Salmo 137 no ser o nico do Saltrio com maldies contra Edom e Babilnia, e destaca que nesta composio existe uma automaldio e duas maldies, uma contra Edom e outra contra Babilnia, todas elas levando em conta o princpio da reciprocidade na justia do AT.(AU)
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Esta tese, baseada na exegese, defende que as maldies do Salmo 137 devem ser interpretadas levando-se em conta o princpio da reciprocidade praticado na justia do AT, o famoso "olho por olho, dente por dente". Apresenta auxlios para a interpretação das maldies nos salmos; analisa o estado atual da questo; verifica a coerncia ou no da utilizao do termo "Salmo Imprecatrio"; trata da difcil questo do contexto histrico dos salmos e, ainda, destaca alguns pontos que dificultam a interpretação crist deste tipo de literatura. Ela trata das questes do texto, da estrutura, do gnero literrio, da autoria, e do contexto de vida e histrico do Salmo 137. Alm disso, apresenta paralelos deste gnero no mundo bblico e compara verses do Salmo 137 em portugus. Mostra que no AT a palavra era tratada como algo que possui poder intrinseco; verifica como, normalmente, era feito o uso das maldies no AT em geral, preparando o caminho para a verificao de seu uso especfico no Salmo 137; faz uma rpida retrospectiva histrica mostrando a longa trajetria de desavenas de Israel/Jud com Edom e Babilnia, o que leva o salmista a sentir-se no direito de pedir que estas duas naes sejam destrudas e sofram; levanta, ainda, a possibilidade do Salmo 137 no ser o nico do Saltrio com maldies contra Edom e Babilnia, e destaca que nesta composio existe uma automaldio e duas maldies, uma contra Edom e outra contra Babilnia, todas elas levando em conta o princpio da reciprocidade na justia do AT.(AU)
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Religio e literatura o tema geral desta tese de doutoramento. Contudo, a preocupao especfica a plausibilidade da interpretação da religio pela literatura. Isso porque os estudiosos dessa rea tm normalmente partido da pressuposio de que essa plausibilidade existe. Por isso geralmente no a problematizam e nem se preocupam em fundament-la. A proposta desta pesquisa justamente desenvolver um embasamento terico que ajude a suprir essa lacuna. Portanto, esta tese mantm como preocupao de fundo uma questo epistemolgica. Para levar adiante esse projeto, levanta-se a hiptese de que o discurso indireto da literatura caracterizado pela metfora, especialmente o romance com a sua possibilidade polifnica e carnavalesca, tem a capacidade de revelar traos especficos do fenmeno religioso de modo diferente do que fazem os discursos diretos da filosofia e das cincias, de tal forma que d literatura condies de proceder a uma interpretação plausvel e heurstica da religio. A fundamentao terica para o desenvolvimento da hiptese baseada na teoria da metfora, do texto e da narrativa de Paul Ricoeur e nos conceitos de dialogismo, polifonia, carnavalizao e literatura prosaica de Mikhail Bakhtin. Com a finalidade de exemplificar, na prtica, a pertinncia do material terico desenvolvido, o romance O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de Jos Saramago interpretado. Metodologicamente, o trabalho est dividido em trs pontos: primeiro a literatura e o conhecimento da realidade; segundo a literatura como intrprete da religio e terceiro, a interpretação exemplar do romance.(AU)
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Religio e literatura o tema geral desta tese de doutoramento. Contudo, a preocupao especfica a plausibilidade da interpretação da religio pela literatura. Isso porque os estudiosos dessa rea tm normalmente partido da pressuposio de que essa plausibilidade existe. Por isso geralmente no a problematizam e nem se preocupam em fundament-la. A proposta desta pesquisa justamente desenvolver um embasamento terico que ajude a suprir essa lacuna. Portanto, esta tese mantm como preocupao de fundo uma questo epistemolgica. Para levar adiante esse projeto, levanta-se a hiptese de que o discurso indireto da literatura caracterizado pela metfora, especialmente o romance com a sua possibilidade polifnica e carnavalesca, tem a capacidade de revelar traos especficos do fenmeno religioso de modo diferente do que fazem os discursos diretos da filosofia e das cincias, de tal forma que d literatura condies de proceder a uma interpretação plausvel e heurstica da religio. A fundamentao terica para o desenvolvimento da hiptese baseada na teoria da metfora, do texto e da narrativa de Paul Ricoeur e nos conceitos de dialogismo, polifonia, carnavalizao e literatura prosaica de Mikhail Bakhtin. Com a finalidade de exemplificar, na prtica, a pertinncia do material terico desenvolvido, o romance O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de Jos Saramago interpretado. Metodologicamente, o trabalho est dividido em trs pontos: primeiro a literatura e o conhecimento da realidade; segundo a literatura como intrprete da religio e terceiro, a interpretação exemplar do romance.(AU)
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O trabalho resultado de uma pesquisa terica, documental e histrica sobre a expanso do ensino superior brasileiro nas dcadas de 1960 at meados de 1970. Especificamente, objetivou demonstrar como e de que forma se deu o processo de expanso do ensino superior e seus determinantes polticos, econmicos e sociais, alm de analisar as causas sociais do aumento da presso pelo acesso ao ensino superior. Para tanto, o trabalho est baseado na obra de diversos autores brasileiros sobre o ensino superior e sobre a formao social brasileira no perodo, alm da anlise de documentos e legislao especfica sobre o ensino superior. Conclui que as transformaes ocorridas na sociedade brasileira a partir de meados da dcada de 1950 levam as camadas mdias, mais que qualquer outra classe, a elevar a presso pelo acesso ao ensino superior. Tal presso das camadas mdias vai, no contexto poltico aberto pelo golpe militar de 1964, dar base social ao movimento estudantil, que figura como principal foco de contestao poltica da ditadura. A expanso do ensino superior, que se deu no processo da reforma universitria de 1968 e nos anos seguintes, levada cabo pela ditadura militar, determinou modificaes administrativas que j estavam presentes nas reivindicaes dos estudantes, assim como j vinham sendo colocadas em prtica em instituies como o ITA e a UNB, ao mesmo tempo que promoveu o ensino superior privado, baseado na multiplicao dos cursos e estabelecimentos isolados, com a inteno principal de conter o movimento estudantil e impedir a passagem das camadas mdias ao campo da oposio, o que auxiliou na conquista da hegemonia possvel na sociedade brasileira.(AU)
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O trabalho resultado de uma pesquisa terica, documental e histrica sobre a expanso do ensino superior brasileiro nas dcadas de 1960 at meados de 1970. Especificamente, objetivou demonstrar como e de que forma se deu o processo de expanso do ensino superior e seus determinantes polticos, econmicos e sociais, alm de analisar as causas sociais do aumento da presso pelo acesso ao ensino superior. Para tanto, o trabalho est baseado na obra de diversos autores brasileiros sobre o ensino superior e sobre a formao social brasileira no perodo, alm da anlise de documentos e legislao especfica sobre o ensino superior. Conclui que as transformaes ocorridas na sociedade brasileira a partir de meados da dcada de 1950 levam as camadas mdias, mais que qualquer outra classe, a elevar a presso pelo acesso ao ensino superior. Tal presso das camadas mdias vai, no contexto poltico aberto pelo golpe militar de 1964, dar base social ao movimento estudantil, que figura como principal foco de contestao poltica da ditadura. A expanso do ensino superior, que se deu no processo da reforma universitria de 1968 e nos anos seguintes, levada cabo pela ditadura militar, determinou modificaes administrativas que j estavam presentes nas reivindicaes dos estudantes, assim como j vinham sendo colocadas em prtica em instituies como o ITA e a UNB, ao mesmo tempo que promoveu o ensino superior privado, baseado na multiplicao dos cursos e estabelecimentos isolados, com a inteno principal de conter o movimento estudantil e impedir a passagem das camadas mdias ao campo da oposio, o que auxiliou na conquista da hegemonia possvel na sociedade brasileira.(AU)
Resumo:
Esta tese objetiva comprovar que, na sociedade de consumo, indivduos consumistas transcendem sua relao funcional com as mercadorias, buscando nas marcas de prestgio uma dimenso espiritual, que substitui ou complementa as experincias religiosas tradicionais, e que se revela fetichizada. O consumismo superlativo de compras, posses e uso, uma dependncia de bens no essenciais (suprfluos) para atender aos desejos sem fim. impossvel satisfazer a desejos sem fim: da a expresso meta transcendental do consumo, posicionada alm do alcance e da capacidade de atingi-la. A dimenso transcendente do consumo, por meio do simbolismo das mercadorias potencializado pelas marcas de prestgio, propicia encantamento e sentido ao indivduo, e se presta a preencher o espao outrora ocupado pela famlia, Igreja e comunidade. O sujeito busca, na mercadoria fetichizada pela marca, satisfazer seu desejo mimtico, e/ou compensar valores frgeis ou ausentes, o que reforado pela propaganda. O sentido ltimo da vida dos indivduos materialistas produz efeitos imediatos que so positivos para eles e para a economia, mas potencialmente negativos mais frente para o planeta, para sociedade e para os indivduos.
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Esta tese objetiva comprovar que, na sociedade de consumo, indivduos consumistas transcendem sua relao funcional com as mercadorias, buscando nas marcas de prestgio uma dimenso espiritual, que substitui ou complementa as experincias religiosas tradicionais, e que se revela fetichizada. O consumismo superlativo de compras, posses e uso, uma dependncia de bens no essenciais (suprfluos) para atender aos desejos sem fim. impossvel satisfazer a desejos sem fim: da a expresso meta transcendental do consumo, posicionada alm do alcance e da capacidade de atingi-la. A dimenso transcendente do consumo, por meio do simbolismo das mercadorias potencializado pelas marcas de prestgio, propicia encantamento e sentido ao indivduo, e se presta a preencher o espao outrora ocupado pela famlia, Igreja e comunidade. O sujeito busca, na mercadoria fetichizada pela marca, satisfazer seu desejo mimtico, e/ou compensar valores frgeis ou ausentes, o que reforado pela propaganda. O sentido ltimo da vida dos indivduos materialistas produz efeitos imediatos que so positivos para eles e para a economia, mas potencialmente negativos mais frente para o planeta, para sociedade e para os indivduos.
Resumo:
O objetivo deste estudo analisar a crítica cinematogrfica durante o perodo chamado de Retomada do cinema nacional. Foram escolhidos os maiores veculos de circulao da regio Sudeste do Pas, os jornais O Globo (Rio de Janeiro), Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo (So Paulo) e a revista Veja para fazer uma anlise de contedo das críticas das seis maiores bilheterias da Retomada para, em seguida, conferir a recepo das mesmas pelos diretores desses filmes, por meio de entrevistas semi-estruturadas. A inteno analisar quais conflitos permeiam a relao entre os crticos de cinema e os cineastas, a fim de contribuir para o melhor entendimento do trabalho de dois elementos dos mais importantes da rea de cinema. O confronto do material da anlise com as entrevistas confirmou a hiptese da existncia de conflitos de valores e opinies entre os dois lados e permitiu identificar pr-julgamentos, simpatias e antipatias, anlises emotivas e no-fundamentadas de alguns crticos e cineastas, mas tambm opinies e valores fundamentados de outros, demonstrando uma rica diversidade que no se encaixa em uma nica definio.(AU)
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O objetivo deste estudo analisar a crítica cinematogrfica durante o perodo chamado de Retomada do cinema nacional. Foram escolhidos os maiores veculos de circulao da regio Sudeste do Pas, os jornais O Globo (Rio de Janeiro), Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo (So Paulo) e a revista Veja para fazer uma anlise de contedo das críticas das seis maiores bilheterias da Retomada para, em seguida, conferir a recepo das mesmas pelos diretores desses filmes, por meio de entrevistas semi-estruturadas. A inteno analisar quais conflitos permeiam a relao entre os crticos de cinema e os cineastas, a fim de contribuir para o melhor entendimento do trabalho de dois elementos dos mais importantes da rea de cinema. O confronto do material da anlise com as entrevistas confirmou a hiptese da existncia de conflitos de valores e opinies entre os dois lados e permitiu identificar pr-julgamentos, simpatias e antipatias, anlises emotivas e no-fundamentadas de alguns crticos e cineastas, mas tambm opinies e valores fundamentados de outros, demonstrando uma rica diversidade que no se encaixa em uma nica definio.(AU)
Resumo:
A prxis religiosa dos cristos na Amrica Latina est profundamente associada aos debates de superao da excluso social na busca de uma sociedade mais justa e solidria. Desde o ps-guerra os cristos so fundamentais nas aes de transformao da sociedade. Nesta tradio, a CNBB prope orientaes pastorais sobre as diversas realidades da sociedade, tambm a economia. Entre 1995 e 2004, os documentos oficiais da CNBB apresentam uma contundente crítica ao sistema de globalizao neoliberal, apresentando a exigncia dos cristos trabalharem na superao desta ideologia econmica em busca de uma sociedade mais justa e igualitria. importante perceber as contribuies especficas do cristianismo deste discurso teolgico-pastoral. Esta crítica levada a sua radicalidade teolgica deve ser capaz de desvelar a iluso transcendental, criticando a ingenuidade utpica que absolutiza projetos histricos gerando sacrifcios de vidas humanas. Para isto, necessrio contnuo discernimento a partir da liberdade crist que se constitui em um critrio tico fundamental de discernimento a partir da vida das vtimas. Neste sentido, os textos sociais da CNBB so apresentados no contexto do discurso social catlico no Brasil, em sua lgica crítica ao neoliberalismo e na anlise da iluso transcendental s vezes reproduzida nas propostas de superao da sociedade atual.
Resumo:
A prxis religiosa dos cristos na Amrica Latina est profundamente associada aos debates de superao da excluso social na busca de uma sociedade mais justa e solidria. Desde o ps-guerra os cristos so fundamentais nas aes de transformao da sociedade. Nesta tradio, a CNBB prope orientaes pastorais sobre as diversas realidades da sociedade, tambm a economia. Entre 1995 e 2004, os documentos oficiais da CNBB apresentam uma contundente crítica ao sistema de globalizao neoliberal, apresentando a exigncia dos cristos trabalharem na superao desta ideologia econmica em busca de uma sociedade mais justa e igualitria. importante perceber as contribuies especficas do cristianismo deste discurso teolgico-pastoral. Esta crítica levada a sua radicalidade teolgica deve ser capaz de desvelar a iluso transcendental, criticando a ingenuidade utpica que absolutiza projetos histricos gerando sacrifcios de vidas humanas. Para isto, necessrio contnuo discernimento a partir da liberdade crist que se constitui em um critrio tico fundamental de discernimento a partir da vida das vtimas. Neste sentido, os textos sociais da CNBB so apresentados no contexto do discurso social catlico no Brasil, em sua lgica crítica ao neoliberalismo e na anlise da iluso transcendental s vezes reproduzida nas propostas de superao da sociedade atual.