1000 resultados para Assis, Machado, 1839-1908 Crítica e interpretação
Resumo:
A literatura de Machado de Assis foi revisitada nesta tese porque tnhamos a convico de que o tema da religio e suas implicaes para o ser humano machadiano se constituam como uma tarefa de investigao que esperava por ser feita. Para localizar o objetivo central da presente tese no campo das discusses travadas entre religio e literatura construmos, na primeira parte, um caminho que nos levou a constatao da efetiva aproximao entre elas. Amparados pela inabarcvel discusso que trata das imagens religiosas e teolgicas presentes nos textos literrios, bem como pelas inmeras construes metodolgicas que visam a propiciar uma aproximao mais profcua entre religio e literatura, buscamos uma interpretação da literatura machadiana que apontasse para a expresso religiosa do ponto de vista de sua antropologia. O nosso eixo interpretativo foi construdo a partir da teoria hermenutica de Paul Ricoeur, mais especificamente a partir do conceito de metfora. A reflexo que construmos em torno da expresso religiosa da antropologia machadiana foi inicialmente devedora do conceito de vitalidade de Jrgen Moltmann. A expresso religiosa da antropologia machadiana emergida do romance Memrias Pstumas de Brs Cubas (1881) apresenta-se sob a perspectiva de uma incondicionalidade a partir da qual a vida de Brs Cubas tomada. Esta caracterstica da antropologia machadiana fez com que estabelecssemos um recurso conceitual para dar conta de sua particularidade. Propomos, portanto, que o ser humano do espao literrio machadiano seja chamado de homo vitalis.(AU)
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Nuestra tesis doctoral Las paremias en el discurso de Machado de Assis se centra en el campo paremiolgico y el corpus elegido para el desarrollo de nuestro estudio son los siete libros de cuentos del escritor brasileo Joaquim Maria Machado de Assis, nacido en 1839, en Rio de Janeiro. Los motivos que nos llevaron a esta eleccin, se justifican por la escasez de trabajos cientficos sobre las obras del autor, dirigidos hacia nuestra rea de inters, es decir, la paremiologa. El objetivo principal de nuestra investigacin consiste en determinar las tipologas de las paremias utilizadas y las temticas evocadas en estas paremias por Machado en sus cuentos. Para conseguirlo, pretendemos: - comprobar el tipo de paremia predominante en su obra, tanto en la totalidad de los libros como en cada una de las etapas literarias de las que el autor particip, es decir, del Romanticismo y del Realismo; - comprobar cmo se insertan las paremias en el texto; - constatar los temas presentes en sus cuentos; - averiguar si el autor se cie a un tema en concreto o si el margen de posibilidades es ms amplio; - mostrar si hubo o no cambio temtico en las dos fases literarias del autor. Una vez establecidos los objetivos, dividimos nuestro trabajo en tres partes. La primera de ellas proporciona una visin general de la poca en que vivi Machado de Assis, en el Brasil del siglo XIX, repleto de revueltas que partieron de distintos escalones sociales; de cambios polticos, como la Independencia de Brasil, el fin del rgimen monrquico y la ascensin de la Repblica; de la extincin de la esclavitud y la apertura a la inmigracin, entre otros acontecimientos importantes. Tambin, en este captulo, realizamos un pequeo esbozo de la vida de Machado y su bibliografa; sealamos algunas implicaciones de sus obras, la situacin del pblico lector y la precariedad de medios econmicos y educativos del que disponan. En la segunda parte, abordamos los fundamentos tericos relacionados con la fraseologa y la paremiologa, en los cuales nos hemos basado para la eleccin de un trmino referencial para designar a los componentes de la fraseologa. Tambin presentamos las distintas categoras paremiolgicas que son objeto de nuestro estudio. Hacemos el estado de la cuestin, ampliamos los datos sobre la metodologa aplicada, con los comentarios pertinentes. Por ltimo, presentamos el corpus, exponiendo los criterios utilizados para su seleccin y aadimos un modelo de las fichas paremiolgicas elaboradas, que sern entregadas en un CD, y hemos comentado las diferentes fuentes de las que nos hemos valido para las comprobaciones de las paremias...
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Revista Lusfona de Educao
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So discutidas as contribuies trazidas pela abordagem histrica ao debate epistemolgico da epidemiologia. Buscando-se na teoria do agir comunicativo, de Habermas, e na filosofia hermenutica de Gadamer, enriquecimentos para uma compreenso prxica das cincias, procura-se explorar o sentido em que a perspectiva histrica redimensiona as questes epistemolgicas bsicas da epidemiologia. A argumentao aponta para a maior fecundidade desta aproximao, em contraste com as aproximaes estritamente lgico-formais, na apreenso dos impasses tericos com que se defronta a epidemiologia na busca de seus axiomas cientficos. Destaca-se, em particular, o potencial emancipador do resgate da historicidade no mbito da prpria atividade epistemolgica.
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Neste ensaio, o conto O Caso da Vara de Machado de Assis lido no s como uma histria irnica, cuidadosamente estruturada, de conflitos internos versus aces reais, mas tambm como uma potencial pea dramtica que partilha das caractersticas da tragdia clssica. As aces das personagens so vencidas pela torrente dos seus pensamentos, medos, crueldades e dramas, conduzindo a narrativa at um desfecho enigmtico e sempre adiado. Tal como no drama clssico, nO Caso da Vara notamos a predileco de Machado de Assis por situaes universais que revelam a feio trgico-cmica dos comportamentos institudos, num conto carregado de implicaes morais que despertam o leitor para as grandes intenes e ainda maiores cobardias do ser humano.
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Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessrios obteno do grau de Doutor em Filosofia, especialidade de Filosofia do conhecimento e Epistemologia
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Esta dissertao tem por objecto a flor da melancolia e o mpeto cesariano nas Memrias Pstumas de Brs Cubas, de Machado de Assis, noes que reflectem um confronto com a temtica schopenhauriana e nietzschiana da negao e afirmao da vida. Trata-se de uma tese em Filosofia variante Esttica, que procura identificar no romance do escritor brasileiro aquilo que nele corresponde a um substrato metafsico, a uma procura pelo sentido e a uma tentativa de lidar com o sofrimento feitas por um homem para quem Deus morreu, e que encontra numa dimenso temporal tudo o que h para encontrar. Consideramos que a despeito do pessimismo que atravessa o livro, h nele uma vitalidade que decorre grandemente do ponto de vista do narrador, do facto de as Memrias serem Pstumas. E pensamos que no acto criador da escrita que Brs Cubas, e com ele Machado de Assis, firma o estandarte de Csar e abotoa a flor da melancolia, o sofrimento de que padece a Humanidade e que, no caso do personagem, surge depois da morte da me, no perodo de luto em que, pela primeira vez, h um questionamento acerca de si prprio e do seu lugar no mundo.
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Esse texto tem por objetivo mostrar que Machado de Assis construiu a crnica "O autor de si mesmo" fazendo uso da metafsica do amor de Schopenhauer.
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Na primeira parte deste trabalho -"Grotesco, literatura, leitor" - discutiu-se o conceito de grotesco, configurado em termos literrios, nas suas articulaes com a ficcionalidade e a recepo. Na segunda parte - "O leitor e o grotesco em A CAUSA SECRETA" - procedeu-se leitura do conto machadiano na perspectiva de um texto onde o grotesco, resultado da estruturao do conto, encontra-se configurado em termos ficcionais.
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Esta pesquisa tem como foco um olhar para alm do fracasso escolar, abordando a temtica do fracasso escolar estigma das crianas das classes populares para alm das denncias e classificaes reducionistas. Busca, nas trajetrias de vida dos sujeitos, vtimas do fracasso escolar e submetidos a polticas pblicas de correo de fluxo, como vivem e percebem essa interveno e, em que medida essa experincia toca em sua auto-imagem e auto-estima, levando o campo de anlise para alm do reativo e do imediato. O trabalho de campo iniciou ainda em 1999, a partir do acompanhamento do Projeto Progresso da Aprendizagem PPA desenvolvido nas escolas seriadas da rede municipal de ensino de Caxias do Sul no perodo de 1997 a 2000. Embora vrias escolas municipais tenham sido cenrio da pesquisa, o trabalho de campo mais intensivo aconteceu na Escola de Ensino Fundamental Machado de Assis durante os anos de 2000 e 2001. O olhar e escuta sensveis, propostos como atitude metodolgica, tiveram a inteno de superao dos condicionamentos e determinismos do fenmeno fracasso escolar em si, tendo em vista a busca reflexiva dos saberes presentes nas trajetrias de vida de seis adolescentes vtimas do fracasso escolar. A fundamentao terica do estudo contempla as contribuies de Miguel Arroyo, Bernard Charlot, Maria Helena Souza Patto, Jos de Souza Martins, Cludia Fonseca, entre outros, dentro de um espectro que envolve desde a temtica em si e tambm suas relaes com os elementos de anlise contextualizada (relacional). Os saberes da vida advindos dessa escuta densa demonstram que possvel reverter aquilo que o senso comum ajuda a perpetuar, ou seja, a marca, a classificao, o preconceito. Esta dissertao contribui em aspectos que podem ser considerados nos programas de formao de professores, na formulao de polticas pblicas, no planejamento de sala de aula, mais do que uma forma, mas, acima de tudo, na assuno de uma postura que contempla a pesquisa como ato de emoo e entrega, para alm dos resultados. As categorias vida cotidiana e vida privada, alm de vivido, concebido e percebido, abordadas no corpo do texto, pedem a realizao de mais estudos, conectados com a ao educativa, como forma de aprofundar os conhecimentos aqui investigados.
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inegvel que as passagens B 560 e B 586 da Crítica da Razo Pura sejam paradoxais. Isso porque, embora Kant tenha afirmado haver uma possibilidade da liberdade na soluo da terceira antinomia (B 560), de forma aparentemente contraditria a esse resultado, alega, numa passagem da nona seo do segundo captulo do segundo livro da dialtica transcendental, sequer ter tido o problema de demonstrar a possibilidade daquele conceito. Esse problema, correlato dificuldade de compatibilizar- se aquelas passagens, a causa motriz do engendramento deste texto dissertativo. Logo, por meio dele, busca-se explicar por que razo tais passagens no so contraditrias. No o so, porque a acepo do termo possibilidade nelas empregadas ambgua, ou seja, possui mais de um significado. Como veremos, distinguindo o significado dos conceitos de possibilidade a envolvidos, pode-se defender uma possibilidade lgica da idia transcendental da liberdade enquanto nmeno. Mas seria tal possibilidade lgica do conceito da liberdade transcendental um princpio regulativo? Que princpio regulativo seria ele? Ao se analisar esse segundo problema dissertativo, delimitando-se a segunda questo relao da possibilidade da liberdade com os princpios regulativos em seu uso emprico, conclui-se que estes conceitos tm acepes totalmente distintas. Isso porque, uma vez que eles possuem diferentes funes no itinerrio da razo: enquanto um procura deixar em aberto um espao numnico, o outro, abre espao para o regresso emprico das inferncias, a fim de que a razo especulativa no se atenha indevidamente a um incondicionado ilusrio.
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O objetivo deste estudo volta-se para uma anlise a nvel terico,da construo de normas. constitutivas do sistema moral aptas a direcionarem a conduta humana. Trs referenciais bsicos foram estabelecidos como pla taformas para o estudo: A Crítica da Razo Prtica de I. Kant e a avaliao do carter neces5rio da norma. bem como a dificuldade de transpor para o plano histrico e emprico. critrios de universalidade inerentes ao "imperativo categrico". A categorizao dos valores de E. Spranger forneceu elementos para proceder a uma anlise da sociognese das normas, partindo de critrios valorativos. culturalmente estabelecidos, aptos a quantificar contedos para a moral. Finalmente. a perspectiva piagetiana ofereceu as bases para uma avaliao da psicognese como construo formal dos sistemas de regras, que compem a moral humana. O estudo aqui realizado estabelece seus prprios limites dentro dos trs contextos acima selecionados por constituirem uma interpretação prefixada que viza harmonizar tais posioes. Estas fronteiras. assim definidas. justificam portanto o carter circunscrito. e sem pretenses de ser exaustivo na matria que o presente trabalho se prope evidenciar.