1000 resultados para Programa Sa
Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a efetividade de programa governamental de suplementao alimentar no ganho ponderal de crianas. MTODOS: Estudo de coorte com dados secundrios de 25.433 crianas de baixa renda com idade entre seis e 24 meses que ingressaram em programa de distribuio de leite fortificado Projeto Vivaleite, realizado no Estado de So Paulo de 2003 a 2008. O ganho ponderal foi medido por meio dos valores de escores z de peso para idade, calculados pelo padro da Organizao Mundial da Sade (2007), obtidos, na rotina do programa, ao ingressar e a cada quatro meses durante a permanncia. As crianas foram divididas em trs grupos de escore z ao entrar: sem comprometimento de peso (z > -1); risco de baixo peso (-2 < z < -1) e baixo peso (z < -2). Utilizou-se regresso linear multinvel (modelo misto), permitindo a comparao, em cada idade, das mdias ajustadas do escore z dos ingressantes e participantes h pelo menos quatro meses, ajustadas para correlao entre medidas repetidas. RESULTADOS: Verificou-se efeito positivo do programa no ganho de peso das crianas, variando em funo do estado nutricional ao ingressar; para as que entraram sem comprometimento de peso, o ganho mdio ajustado foi 0,183 escore z;entre as que entraram com risco de baixo peso, foi 0,566; e entre as ingressantes com baixo peso, foi 1,005 escore z. CONCLUSES: O programa efetivo para o ganho ponderal de crianas menores de dois anos, com efeito mais pronunciado entre as crianas que entram no programa em condies menos favorveis de peso.
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Como parte de avaliao de medidas de controle de vetores, levadas a efeito no Estado de So Paulo, na dcada de 60, inquritos sorolgicos entre crianas escolares nascidas aps sua aplicao foram realizados nos perodos abrangidos entre os anos 1968 e 1970, em todos os municpios do estado, exceo dos da Grande So Paulo e, anualmente, de 1973 a 1983, em amostra selecionada a partir daqueles com as maiores soroprevalncias para a infeco chagsica. No primeiro caso, a metodologia sorolgica previu os exames base da reao de fixao de complemento, em soros e, no segundo, a reao de imunofluorescncia indireta, em eluatos de sangue total absorvido em papel-filtro. Presena de triatomneos e sua condio de infeco por Trypanosoma cruzi, coligidas nos diversos municpios de acordo com o ano dos nascimentos dos escolares e da realizao dos inquritos, permitiram vislumbrar o quadro da infeco chagsica no Estado de So Paulo, naquelas pocas. A regio de Sorocaba destacou-se das demais em termos sorolgicos, sustentada pela presena do Triatoma infestans at o incio da dcada de 70. Similarmente, a autoctonia dos casos foi a observada de maneira preponderante, enquanto que em outras regies do estado manteve-se um equilbrio entre casos autctones e importados. A anlise dos dados revela que, ainda em 1974, a transmisso vetorial poderia registrar-se no estado. importante destacar que, mesmo com falhas de cobertura, at o ano de 1997, no se observou mais sororreatividade para infeco chagsica nas idades inferiores a 15 anos, no Programa de Controle do Estado de So Paulo.
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A infeco chagsica foi averiguada entre moradores de duas microrregies geogrficas homogneas do Estado de So Paulo, entre os anos de 1976 a 1980. Campos de Itapetininga, na regio de Sorocaba e Encosta Ocidental da Mantiqueira Paulista, na regio de Campinas, foram reas de colonizao de Triatoma infestans, no passado, tendo permanecido, na primeira, at o incio da dcada de 70, como reduto da espcie no estado. Atualmente as duas reas so colonizadas por triatomneos da espcie Panstrongylus megistus. Perfis de ttulos sorolgicos caracterizaram ambas as microrregies como reas de baixa endemicidade; a interrupo da transmisso foi mais precoce na Encosta, com diferena de 17 anos, em mdia. Em Campos de Itapetininga, a intensa exposio ao vetor traduzida pela sororreatividade observada nas idades superiores a 20 anos, correspondentes aos nascidos antes de 1956. Dentre os nascidos entre 1972 e 1977, nessa rea, permanece uma baixa positividade, podendo, tambm, associar-se transmisso congnita. Na Encosta, a mdia de idade dos sororreagentes corresponde a nascimentos na dcada de 1930; os nveis de positividade variaram nos municpios que a compe segundo o desenvolvimento de capital. Aps 1984, com a adoo de novos critrios para o uso da sorologia no Programa de Controle, o encontro de sororreagente no tem sido associado estatisticamente a moradores notificantes de domiclios com presena de triatomneos.
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Com objetivo de investigar o estado nutricional e alimentao complementar em crianas de 6 a 24 meses, residentes na Amaznia Ocidental Brasileira, um estudo transversal foi realizado na rea urbana do Municpio de Acrelndia, Estado do Acre, com 164 crianas. As prevalncias de dficit de estatura/idade e anemia foram de 12% e 40%, respectivamente, e de deficincia de ferro isolada, de 85%. Os nveis sricos das vitaminas A e B12 estavam baixos em 15% e 12% das crianas, respectivamente. Houve baixo consumo alimentar dos seguintes nutrientes (% de crianas abaixo das recomendaes): cido flico (33%), vitamina C (40%), vitamina A (42%), zinco (46%) e ferro (71%). A biodisponibilidade de ferro da dieta foi de 8%. Observou-se baixo consumo de frutas, hortalias e carnes, com consumo excessivo de leite de vaca e mingau.
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Este artigo discute os conceitos de participao e empowerment em Promoo da Sade e Desenvolvimento Sustentvel, considerando as agendas de implementao local, Municpios/Cidades Saudveis e Agenda 21, e a importncia dos processos de avaliao nesse contexto, por meio da anlise de uma interveno em rea de mananciais - o Programa Bairro Ecolgico (PBE), desenvolvido em 51 bairros do municpio de So Bernardo do Campo, Estado de So Paulo, Brasil. O estudo teve por objetivo avaliar os processos de participao e empowerment da comunidade, a partir das aes desencadeadas pelo PBE. Foram aplicados questionrios e realizados grupos focais com moradores de bairros que sofreram a interveno. Tambm foram realizadas entrevistas individuais com gestores do programa e do poder judicirio. Os resultados indicaram que a participao na implementao do PBE favoreceu o empowerment individual e grupal, presente nas duas comunidades estudadas. As comunidades tornaram-se mais organizadas. H indcios de que os processos de tomada de decises so centralizados. Apesar disso, as comunidades entendem que sua participao no programa lhes traz muitas coisas boas. Houve um processo participativo no desenvolvimento do programa, ainda que alguns relatos apontem para o carter obrigatrio da participao. Deve-se destacar o impacto do envolvimento e fortalecimento das lideranas na implementao e sustentabilidade do programa. No que diz respeito a esta ltima, verificou-se que a sensibilizao ambiental tem sido fator determinante para a execuo e manuteno das aes ao longo do tempo.
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Trata-se de estudo que procurou conhecer como o usurio do Programa Sade da Famlia (PSF) percebe o direito privacidade e confidencialidade de suas informaes reveladas ao agente comunitrio de sade (ACS) e como relaciona a visita domiciliar ao seu direito privacidade. Estudo qualitativo, de natureza exploratria e como instrumento de investigao elaborou-se um roteiro de entrevistas semiestruturadas, com questes abertas, realizadas com usurios de uma Unidade do PSF do municpio de So Paulo. Os resultados mostraram que os usurios no consideram a entrada do ACS em suas residncias como uma invaso sua privacidade e que esse profissional visto, muitas vezes, apenas como um facilitador do acesso ao servio de sade. Constatou-se tendncia em se admitir que as informaes dadas em sigilo podem ser reveladas pelo ACS. Notou-se a importncia das relaes de gnero e do cuidado quando da revelao de determinadas condies de sade. Enfermidades como AIDS, tuberculose, cncer, doenas da prstata e o diabetes apareceram como doenas que podem causar preconceito e, nesse sentido, no deveriam ser reveladas ao ACS, a no ser pela necessidade do acesso mais rpido s consultas mdicas. Pareceu, ainda, haver certa passividade do usurio em relao percepo da falta de respeito ao sigilo das suas informaes.
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OBJETIVO: Avaliar a qualidade global das refeies oferecidas por Unidades de Alimentao e Nutrio de empresas beneficirias do Programa de Alimentao do Trabalhador, na cidade de So Paulo. MTODOS: Estudo transversal realizado com 72 empresas cadastradas no programa. Foram coletadas informaes de trs dias consecutivos das refeies oferecidas no almoo, no jantar e na ceia. A qualidade das refeies oferecidas foi avalia pelo ndice de Qualidade da Refeio, e sua anlise foi feita de forma estratificada segundo o perfil da empresa obtido pela anlise de cluster. RESULTADOS: A mdia do ndice de Qualidade da Refeio para as grandes refeies foi de 66,25. Foram obtidos dois grupos de empresas na anlise de cluster. As empresas do primeiro, composto em sua maioria por empresas do setor de comrcio de micro e pequeno porte, cadastradas na modalidade de autogesto e sem superviso de nutricionista, obtiveram pior qualidade da refeio (ndice=56,23). As empresas do segundo cluster, constitudo principalmente por empresas de mdio e grande porte do setor industrial, com gesto terceirizada e superviso de nutricionista, obtiveram pontuao mdia do ndice de 82,95. CONCLUSO: As refeies oferecidas pelas empresas participantes do Programa de Alimentao do Trabalhador no estavam adequadas, segundo o ndice de Qualidade da Refeio. As empresas de menor porte e estrutura tiveram refeies de pior qualidade quando comparadas com as demais, demonstrando que empresas deste perfil so prioritrias para intervenes dentro do Programa de Alimentao do Trabalhador.
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Um dos problemas mais graves identificados na implantao do Programa de Sade da Famlia no Brasil a rotatividade do mdico generalista. J que o modelo se fundamenta no vnculo entre profissionais da equipe e populao, a alta rotatividade dos mdicos pode comprometer a efetividade do modelo. Pesquisa realizada no municpio de So Paulo para verificar a existncia de correlao entre satisfao no trabalho dos mdicos do programa e a rotatividade desses profissionais confirmou a hiptese da existncia de correlao negativa. O prestgio da instituio parceira do municpio na implantao do programa foi o fator mais importante na determinao da rotatividade dos mdicos. Outros fatores de satisfao no trabalho que apresentaram correlao com a rotatividade foram: capacitao, distncia das unidades de sade e disponibilidade de materiais e equipamentos para realizao das atividades profissionais.
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OBJETIVO: Avaliar as prevalncias de excesso de peso (EP), hipertenso arterial (HA) e fatores associados em trabalhadores de empresas beneficiadas pelo Programa de Alimentao do Trabalhador (PAT) da cidade de So Paulo. MTODOS: Estudo transversal com 1.339 trabalhadores de 30 empresas. A coleta de dados envolveu a aplicao de um questionrio com dados de caracterizao dos trabalhadores e peso e altura auto-referidos. Foi realizada a aferio da presso arterial e o estado nutricional foi classificado segundo o ndice de Massa Corporal (IMC). Odds ratios foram estimadas na avaliao dos fatores de risco associados a HA e EP. RESULTADOS: Os trabalhadores apresentaram, em mdia, 36,4 anos (dp = 10,3) e 9,9 anos de estudo (dp = 2,3), sendo 60% da amostra pertencente ao sexo masculino. Na comparao com homens, mulheres apresentaram valores significativamente menores de idade, presso arterial sistlica (PAS) e diastlica (PAD) e IMC e maior escolaridade. As prevalncias em homens de EP (25 kg/m2) (56%) e de HA (PAS > 140 mmHg e/ou PAD > 90 mmHg ou uso de medicaes anti-hipertensivas) (38%), foram aproximadamente o dobro da registrada em mulheres (30% e 19%), respectivamente. Idade foi fator de risco para a ocorrncia de EP e HA em ambos os sexos, enquanto que a escolaridade foi fator de proteo para EP e HA em mulheres e fator de risco para o desenvolvimento de EP em homens. CONCLUSO: Os trabalhadores do sexo masculino constituram uma populao de maior risco para ocorrncia de HA e EP e devem ser priorizados nos programas que visam a preveno dessas doenas. Neste sentido, o PAT pode representar um lugar de destaque nas aes de sade e nutrio no ambiente de trabalho.
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Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar o efeito de um programa de exerccios na qualidade de vida em pacientes que tiveram cncer de mama. Metodologia: Foram diagnosticadas 29 mulheres com cncer de mama e tratadas com intuito de cura, sendo submetidas a dez semanas de exerccios aerbios (caminhada ou corrida leve). Os exerccios foram realizados trs vezes por semana. Para instrumentos no controle da intensidade dos exerccios se utilizou a escala de percepo de esforo de BORG e monitor de frequncia cardaca (POLAR FS-1). Para a avaliao dos estados de humor, utilizou-se o score POMS - Profile of Mood States no incio da primeira semana e no final da dcima semana do programa de exerccios. A qualidade de vida foi mensurada no incio e no final do estudo atravs do score SF-36. Resultados: Com exceo da confuso mental (p= 0,123), todas as outras variveis dos estados de humor do score POMS demonstraram melhoras significativas no final do trabalho (p< 0,05) e, tambm, as variveis relacionadas aos aspectos fsicos e psicolgicos (p< 0,05). A capacidade aerbia tambm aumentou significativamente (762,7m pr versus 1025,3m ps p< 0,05). O percentual de gordura corporal tambm sofreu influncia positiva dos exerccios, indo de 30,9% no incio do programa para 29,5% ao final (p< 0,05). No foi detectada variao significativa no peso corporal das pacientes. Concluso: De forma geral, os exerccios aerbios demonstraram impactos positivos na melhora da qualidade de vida e nos estados de humor nas participantes deste estudo aps dez semanas
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Objetivou-se com este estudo investigar caracterstica ecolgica e o hbito alimentar de Haemagogus e Sabethes em rea epizotica da febre amarela silvestre em duas localidades do Rio Grande do Sul, capturados com aspirador, armadilha de Shannon e pu. Para identificao do sangue ingerido pelas fmeas foi utilizada a tcnica imunoenzimtica ELISA de captura. Obteve-se maior atividade de Hg. leucocelaenus na primavera e outono, entre 12 e 17 horas, enquanto Sabethes albiprivus e Sa. quasycianus durante todo o ano. Para fmeas de Hg. leucocelaenus em Santo Antnio das Misses, houve predomnio de sangue humano e para as demais espcies destaca-se a atratividade para bovinos nos dois municpios. A capacidade vetorial do Hg. leucocelaenus fundamenta vigilncia entomolgica em seu papel de estratificar reas problemas ou a sustentabilidade do programa de imunizao da populao
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O trabalho tem como objetivo descrever e avaliar as Cozinhas Comunitrias (CC) apoiadas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social (MDS) em funcionamento no Brasil em 2006. Trata-se de estudo transversal que investigou as CC, com projetos contemplados nos editais do MDS realizados entre os anos de 2003 a 2005. Inicialmente foram identificadas as CC em funcionamento e estas CC foram visitadas para a coleta de dados relativos ao atendimento prestado, avaliao da estrutura fsica e das refeies oferecidas. A estrutura fsica foi avaliada por meio de um check-list, baseado nas exigncias da legislao sanitria, e a oferta de refeies foi caracterizada pelos alimentos e preparaes oferecidas pelas CC para determinar o valor nutricional das refeies. A maioria das cozinhas financiadas (60%) estava em fase de implementao no momento da entrevista, entre as cozinhas em funcionamento, a maioria estava localizada nos Estados de Santa Catarina e Paran. Observou-se tambm que cerca de 20% das cozinhas no ofereciam refeies regularmente. Ao realizar a avaliao nutricional das refeies, foi observada uma grande heterogeneidade na oferta de alimentos. Ao avaliar as condies higinico-sanitrias, quase a totalidade das CC foram classificadas como deficientes ou regulares, indicando inadequao na produo de refeies. O Programa das Cozinhas Comunitrias pode exercer importante papel nas polticas de segurana alimentar e nutricional do pas, no entanto, devem ser realizados esforos no sentido de garantir a implantao em comunidades situadas nos Estados menos desenvolvidos, com fixao de nmeros mnimos para atendimento, de parmetros nutricionais e garantia de fornecimento seguro de alimentos
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O trabalho objetivou comparar a prevalncia de anemia de crianas, antes e aps 6 meses de consumo de leite fortificado com ferro, do Projeto Vivaleite, acompanhados de orientao nutricional. O estudo foi realizado em Itapeva, Piracicaba, So Jos dos Campos, Taubat e So Paulo, locais selecionados devido ao aumento representativo do nmero de crianas beneficiadas pelo Projeto. A amostra foi constituda de 399 crianas, de 6 a 36 meses de idade. Os dados da criana e da famlia foram obtidos mediante aplicao de formulrio. O diagnstico da anemia foi efetuado por meio da dosagem de hemoglobina, utilizando-se o aparelho HemoCue e o valor crtico proposto pela OMS, de 11,0g/dL. Os nveis mdios de concentrao de hemoglobina foram comparados pelo Teste T Pareado e Qui-quadrado de Pearson, com nvel de significncia de 5 por cento. Foi encontrada diferena significativa (p<0,05) entre as concentraes de hemoglobina antes (10,18g/dL) e aps o consumo do leite do Vivaleite (10,99 g/dL), verificando-se um incremento de 0,81g/dL nos ndices de hemoglobina. Ainda, houve uma diminuio significativa (p<0,05) na prevalncia de crianas com anemia, ou seja, 38,8 por cento das crianas que apresentavam anemia no incio do estudo no estavam anmicas no final. Est bem documentada a efetividade da interveno proposta pelo Vivaleite no controle da deficincia marcial, sendo que a proposta deve ser acompanhada por atividades de orientao nutricional constante, como as aplicadas neste trabalho o que, provavelmente, motivou o sucesso do programa
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Resumo: OBJETIVO: Avaliar os aspectos dietticos das refeies oferecidas por empresas inscritas no Programa de Alimentao do Trabalhador (PAT) na Cidade de So Paulo, Brasil, em relao s recomendaes nutricionais do Guia Alimentar para a Populao Brasileira do Ministrio da Sade. MTODOS:Foram investigadas 72 empresas, caracterizadas conforme setor (indstria, servios ou comrcio), porte (micro, pequenas, mdias ou grandes), modalidade do PAT (autogesto, gesto terceirizada do tipo refeio transportada ou gesto terceirizada do tipo preparo e distribuio de refeio na empresa) e superviso de nutricionista (sim ou no). A quantidade per capita dos alimentos foi determinada nos cardpios de 3 dias de almoo, jantar e ceia. O valor nutricional das refeies foi definido com base nas variveis energia, carboidrato, protena, gorduras totais, gordura poliinsaturada, gordura saturada, gordura trans, acares livres, colesterol e frutas e hortalias. RESULTADOS:A maioria dos cardpios teve baixa oferta de frutas e hortalias (63,9%) e gordura poliinsaturada (83,3%) e excesso de gorduras totais (47,2%) e colesterol (62,5%). O agrupamento 2, composto principalmente por empresas de mdio e grande porte do setor industrial e de servios, com gesto terceirizada e superviso de nutricionista, teve, em mdia, refeies com maior valor energtico (P < 0,001), maior porcentagem de gorduras poliinsaturadas (P < 0,001), maior quantidade de colesterol (P = 0,015) e maior quantidade de frutas e hortalias (P < 0,001) do que o agrupamento 1, composto por micro e pequenas empresas do setor de comrcio, tendo autogesto como modalidade e sem superviso de nutricionista. Quanto adequao dos cardpios oferecidos s metas do Guia Alimentar para a Populao Brasileira, as refeies do agrupamento 2 foram mais adequadas em relao oferta de frutas e hortalias (P < 0,001). ) Em contrapartida, o agrupamento 1 apresentou maior adequao da quantidade de colesterol (P = 0,05). CONCLUSES: necessria uma ao mais direcionada aos gestores de empresas e aos responsveis pelas unidades de alimentao e nutrio, principalmente no grupo de empresas que no tem a superviso de nutricionista
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OBJETIVOS: Identificar os fatores associados recuperao nutricional de crianas inscritas no Programa de Incentivo ao Combate s Carncias Nutricionais (ICCN) no Municpio de Mogi das Cruzes. MTODOS: Foi realizado um ensaio institucional no controlado com 570 crianas inscritas no ICCN, que foram seguidas de julho de 1999 a julho de 2001. O estado nutricional foi avaliado segundo ndice altura/idade, sendo consideradas eutrficas as crianas com escore z > - 1; de risco as que apresentaram z > - 2 e < - 1; desnutridas moderadas aquelas com z < - 2 e > - 3; e desnutridas graves as que apresentavam z < - 3. O impacto do ICCN foi analisado atravs de modelo multivariado com o uso de equaes de estimao (GEE - Generalized Estimating Equations), sendo considerado significativo p<0,05. RESULTADOS/CONCLUSO: Ao final do seguimento, houve a melhora nutricional das crianas, com um gradiente, sendo maior a recuperao quanto maior a deficincia nutricional inicial. Observaram-se ganhos em altura de 1,12, 0,82, 0,57 e 0,45 desvios-padro para as desnutridas graves, moderadas, em risco nutricional e eutrficas, respectivamente. Os fatores associados evoluo nutricional das crianas desnutridas foram a idade de 12 a 24 meses ao ingressar no ICCN, o peso ao nascer igual ou superior a 3 kg e o aleitamento materno. Os fatores associados negativamente evoluo nutricional neste grupo foram idade da me entre 20 a 40 anos e a ausncia de trabalho remunerado materno. Para as crianas em risco, a renda familiar tambm se mostrou associada melhor evoluo nutricional. A experincia do ICCN em Mogi das Cruzes sugere que os programas de suplementao alimentar tm papel relevante na recuperao nutricional de desnutridos