10 resultados para Teste de associação livre de palavras
em Biblioteca Digital da Produção Intelectual da Universidade de São Paulo
Resumo:
O objetivo do estudo foi identificar as representaes sociais sobre qualidade de vida construdas por idosos. Trata-se de uma pesquisa exploratria com uma amostra de 240 idosos, de ambos os sexos. Para coleta de dados utilizou-se o Teste da Associação Livre de Palavras utilizando o estmulo indutor "qualidade de vida" e as variveis sociodemogrficas. As entrevistas foram analisadas com o apoio do software Alceste. Dos 240 idosos estudados, 167 eram do sexo feminino, a faixa etria dominante foi de 60 a 69 anos, renda entre dois e trs salrios, maioria casado e a religio predominante a catlica. Os resultados do Alceste apontam sete classes hierrquicas, foram representados por: acessibilidade, trabalho, atividade, apoio, afetividade, cuidado e interaes. Considera-se que as representaes sociais dos idosos sobre qualidade de vida possam subsidiar os profissionais na compreenso da adeso de prticas preventivas para os idosos e no fortalecimento da consolidao da poltica dirigida a esse grupo populacional.
Resumo:
INTRODUO: A ateno uma funo neuropsicolgica subjacente a todos os processos cognitivos. A deficincia auditiva compromete o desenvolvimento normal da criana, alterando diversas habilidades auditivas, incluindo a ateno. OBJETIVO: comparar o desempenho de crianas no Teste da Habilidade de Ateno Auditiva Sustentada-THAAS, no que se refere s diferentes formas de aplicao (fones auriculares e campo livre), gnero e, ordem de aplicao. MTODO: participaram 40 crianas (7 anos) voluntrias com desenvolvimento tpico, divididas em dois grupos: G1 e G2, compostos de 20 crianas cada. A aplicao do THAAS no G1 se deu primeiramente com fones auriculares e em seguida em campo livre e no G2 o processo foi inverso. A avaliao constituiu-se em: questionrio especfico, testes auditivos e aplicao do THAAS. RESULTADOS: No houve diferena significante quanto ao gnero. Para o THAAS com fones, o G1 apresentou maior quantidade de erros de desateno e pontuao total. Para o THAAS em campo houve uma diferena significante do G2 para o decrscimo de vigilncia. Quanto forma de aplicao, o G1 demonstrou um nmero maior de erros quando foi utilizado fones. O G2 no demonstrou diferena. CONCLUSO: Houve viabilidade na aplicao do THAAS em Campo Livre, podendo ser adotado os mesmos valores normativos usados para o modo convencional de avaliao.
Resumo:
O objetivo do presente estudo foi determinar a prevalncia de supranumerrios na regio dos pr-molares nos estgios de dentadura decdua, mista e permanente, alm de verificar sua associação com a presena de terceiros molares. Foram avaliadas radiografias panormicas de 1.976 pacientes matriculados no curso de Ortodontia Preventiva e Interceptiva da Profis (Sociedade de Promoo Social do Fissurado Lbio-Palatal), em Bauru-SP. As radiografias foram analisadas em negatoscpio, em ambiente escurecido, por um nico examinador que determinou a presena de supranumerrios na regio dos pr-molares, bem como a presena de terceiros molares. A associação entre o aparecimento de supranumerrios e a presena de terceiros molares foi verificada pelo Teste de McNemar. O Teste exato de Fisher foi aplicado para verificar o dimorfismo sexual. Constatou-se uma prevalncia de 0,45% de supranumerrios na regio dos pr-molares na amostra estudada, sendo 11% na maxila e 89% na mandbula, e no foi observado dimorfismo sexual em relao ao aparecimento dos supranumerrios (p=0,32). Nas radiografias avaliadas, foi observado que os quatro terceiros molares estavam presentes sempre que verificada a presena dos supranumerrios, detectando uma associação estatisticamente significante (p < 0,01) entre o aparecimento dos pr-molares supranumerrios e a presena dos terceiros molares. Concluiu-se que a incidncia de pr-molares supranumerrios foi baixa na populao estudada, e que existe associação entre o aparecimento destes supranumerrios com a presena dos terceiros molares.
Resumo:
FUNDAMENTO: Na hipertenso arterial pulmonar (HAP) a qualidade de vida relacionada sade (QVRS) tem sido investigada em curtos perodos de tempo (semanas), mas pouco se sabe sobre a perspectiva do paciente no mdio e longo prazo. OBJETIVO: Analisar o estado de pacientes em terapias especficas de HAP durante um ano de observao, em termos de QVRS, e investigar se possveis associaes entre a capacidade de exerccio (CE) e a QVRS persistem no mdio prazo. MTODOS: Trinta e quatro pacientes em terapias para a HAP (bosentan e/ou sildenafil) foram selecionados (idade de 14 a 58 anos, mediana de 35,5 anos, classe funcional II ou III), e avaliados no momento basal, e 3, 6, 9 e 12 meses depois, usando o teste de caminhada de 6 minutos e questionrio SF-36 de QVRS. RESULTADOS: A distncia percorrida nos seis minutos no mudou durante o acompanhamento (387 - 432 metros, valores da mediana, p=0.2775), o mesmo para a classe funcional e saturao perifrica de oxignio. Os escores SF-36 tambm se mantiveram estveis, com a sade fsica sempre pior que a sade mental. Das 40 possveis associaes entre a CE e QVRS, apenas 12 foram significativas (30%, p<0,05). A previso de uma QVRS severamente deprimida com base em uma distncia percorrida de 235 metros foi especfica em >90%, mas sensvel em <43%. CONCLUSO: Os pacientes com HAP que se mantm estveis em termos da CE tambm parecem faz-lo em termos de QVRS. Contudo, CE e QVRS no tm ligao consistente com o tempo, e devem ser analisadas como diferentes perspectivas no paciente individual.
Resumo:
OBJETIVOS: Comparar os parmetros metablicos, a composio corporal e a fora muscular de mulheres com Sndrome dos Ovrios Policsticos (SOP) em relao a mulheres com ciclos menstruais ovulatrios. MTODOS: Estudo caso-controle com 27 mulheres com SOP e 28 mulheres controles com ciclos ovulatrios, com idade entre 18 e 37 anos, ndice de massa corprea entre 18 e 39,9 kg/m, que no praticassem atividade fsica regular. Nveis sricos de testosterona, androstenediona, prolactina, globulina carreadora dos hormnios sexuais (SHBG), insulina e glicemia foram avaliados. ndice de andrgeno livre (FAI) e resistncia insulina (por HOMA) foram calculados. As voluntrias submetidas avaliao de composio corporal por dobras cutneas e absorciometria de raio X de dupla energia (DEXA) e testes de fora muscular mxima de 1-RM em trs exerccios aps procedimento de familiarizao e de fora isomtrica de preenso manual. RESULTADOS: Os nveis de testosterona foram mais elevados no grupo SOP em relao ao CO (68,020,2 versus 58,212,8 ng/dL; p=0,02), assim como o FAI (282,5223,8 versus 127,077,2; p=0,01), a insulina (8,47,0 versus 4,02,7 uIU/mL; p=0,01), e o HOMA (2,32,3 versus1,00,8; p=0,01). O SBHG foi inferior no grupo SOP comparado ao controle (52,543,3 versus 65,127,4 nmol/L; p=0,04). No foram observadas diferenas significativas na composio corporal com os mtodos propostos entre os grupos. O grupo SOP apresentou maior fora muscular no teste de 1-RM nos exerccios supino reto (31,24,75 versus 27,83,6 kg; p=0,04) e cadeira extensora (27,96,2 versus 23,44,2 kg; p=0,01), assim como nos testes de fora isomtrica de preenso manual (5079,61035,7 versus 4477,369,6 kgf/m; p=0,04). Ser portadora de SOP foi um preditor independente de aumento de fora muscular nos exerccios supino reto (estimativa (E)=2,7) (p=0,04) e cadeira extensora (E=3,5) (p=0,04). Assim como o IMC no exerccio de fora isomtrica de preenso manual do membro dominante (E=72,2) (p<0,01), supino reto (E=0,2) (p=0,02) e rosca direta (E=0,3) (p<0,01). Nenhuma associação foi encontrada entre HOMA-IR e fora muscular. CONCLUSES: Mulheres com SOP apresentam maior fora muscular, sem diferena na composio corporal. A RI no esteve associada ao desempenho da fora muscular. Possivelmente, a fora muscular pode estar relacionada aos nveis elevados de andrognios nessas mulheres.
Resumo:
O crescente interesse pelo uso de combustveis renovveis nos ltimos anos fez com que culturas oleaginosas, como a mamona, se tornassem importante objeto de estudo. No entanto, para a instalao de campos desta cultura, imprescindvel o uso de sementes de alta qualidade. O objetivo da pesquisa contida neste trabalho foi verificar a eficincia do teste de raios X na avaliao da qualidade de sementes de mamona aps a colheita e armazenamento. Trs lotes de sementes da cv. 'IAC-2028' (provenientes, respectivamente, dos racemos primrio, secundrio e tercirio) e dois lotes da cv. 'Guarani' (lotes comerciais com sementes de todos os racemos misturados) foram avaliados de acordo com a morfologia interna pelo teste de raios X, na intensidade de 20 kV por 60 segundos de exposio. Posteriormente, as sementes radiografadas foram submetidas ao teste de germinao de modo a relacionar a morfologia interna das sementes com as respectivas plntulas normais, anormais ou sementes mortas. Aps seis meses de armazenamento acondicionadas em sacos de papel Kraft, em condies no controladas de temperatura e umidade relativa do ar, amostras dessas sementes foram novamente avaliadas pelo teste de raios X. O teste de raios X eficiente para avaliar a morfologia interna das sementes e seus reflexos no potencial fisiolgico.
Resumo:
OBJETIVO: Descrever o perfil das notificaes em crianas e adolescentes no Estado de So Paulo em 2009 e analisar possveis fatores associados. MTODOS: Foram analisadas 4.085 notificaes em menores de 15 anos, registradas no Sistema de Vigilncia de Violncias e Acidentes (VIVA); um teste de regresso logstica foi utilizado. RESULTADOS: O sexo feminino foi 61,4% do total. A faixa etria mais frequente entre as meninas foi a de 10 a 14 anos (38,8%) e entre os meninos foi < 5 anos (35,8%). A violncia fsica representou 43,3% dos casos em meninos e a sexual 41,7% em meninas. Os principais autores das agresses foram os pais (43,8% do total) e conhecidos (29,4%). Agressores homens representaram 72,0%. A residncia foi o local de ocorrncia de 72,9% dos casos; violncia de repetio foi referida em 51,4% das notificaes. Diferenas encontradas entre os casos de violncia fsica e sexual: a) violncia fsica - maioria meninos (50,9%), pais como autores (48,4%) e mulheres como autoras (42,8%); b) violncia sexual - maioria meninas (77,2%), conhecidos como autores (48,4%) e homens como autores (96,1%). Variveis associadas violncia fsica: sexo masculino (OR: 2,22), idade 10-14 anos (OR: 1,68) e pais como autores (OR: 2,50). A violncia sexual foi associada ao sexo feminino (OR: 2,84), idade 5-9 anos (OR: 1,66) e desconhecidos como autores (OR: 1,53). CONCLUSO: As polticas pblicas deveriam garantir o direito de toda criana ter uma vida saudvel e livre de violncia. A anlise das notificaes importante instrumento para estabelecer estratgias de preveno.
Resumo:
O confinamento de matrizes sunas foi criado com o intuito de maximizar a produtividade; entretanto, existem problemas relacionados ao bem-estar animal. Objetivou-se avaliar a criao de matrizes sunas gestantes no sistema de confinamento e ao ar livre, com relao ao ambiente trmico e s respostas fisiolgicas. O experimento foi realizado em Monte Mor/SP. A avaliao fisiolgica foi realizada por meio do registro das variveis: frequncia respiratria e temperatura de pele. Foram registradas as variveis meteorolgicas: temperatura de bulbo seco, temperatura de bulbo mido e temperatura de globo negro, caracterizando o ambiente por meio da entalpia e ndice de temperatura de globo e umidade. Foram utilizados seis animais por tratamento. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em parcelas subdivididas, e as mdias comparadas pelo teste de Tukey. As variveis fisiolgicas e meteorolgicas apresentaram valores superiores no confinamento. O sistema de criao ao ar livre potencializou as trocas trmicas entre os animais e o ambiente, o que refletiu em menor estresse por calor observado nos animais.
Resumo:
INTRODUO: Um dos benefcios promovidos pelo exerccio fsico parece ser a melhora da modulao do sistema nervoso autnomo sobre o corao. No entanto, o papel da atividade fsica como um fator determinante da variabilidade da frequncia cardaca (VFC) no est bem estabelecido. Desta forma, o objetivo do estudo foi verificar se h correlao entre a frequncia cardaca de repouso e a carga mxima atingida no teste de esforo fsico com os ndices de VFC em homens idosos. MTODOS: Foram estudados 18 homens idosos com idades entre 60 e 70 anos. Foram feitas as seguintes avaliaes: a) teste de esforo mximo em cicloergmetro utilizando-se o protocolo de Balke para avaliao da capacidade aerbia; b) registro da frequncia cardaca (FC) e dos intervalos R-R durante 15 minutos na condio de repouso em decbito dorsal. Aps a coleta, os dados foram analisados no domnio do tempo, calculando-se o ndice RMSSD, e no domnio da frequncia, calculando-se os ndices de baixa frequncia (BF), alta frequncia (AF) e razo BF/AF. Para verificar se existe associação entre a carga mxima atingida no teste de esforo e os ndices de VFC foi aplicado o teste de correlao de Pearson (p < 0,05). RESULTADOS: Caractersticas demogrficas, antropomtricas, fisiolgicas e carga mxima atingida no teste ergomtrico: idade = 63 3,0 anos; IMC = 24 2kg/m; FC = 63 9bpm; PAS = 123 19mmHg; PAD = 83 8mmHg; carga mxima = 152 29 watts. No houve correlao entre os ndices de VFC com os valores de FC de repouso e carga mxima atingida no teste ergomtrico (p > 0,05). CONCLUSO: Os ndices de variabilidade da frequncia cardaca temporal e espectrais estudados no so indicadores do nvel de capacidade aerbia de homens idosos avaliados em cicloergmetro.
Resumo:
OBJETIVO: Investigar a associação entre ndice glicmico (IG) e/ou carga glicmica (CG) da dieta e sndrome metablica (SM). MTODOS: Trata-se de estudo documental e do tipo caso-controle, com uma amostra de 229 idosos. Calcularam-se o IG e a CG, classificando-os em adequado (baixo) e inadequado (moderado e alto). Calculou-se ainda a prevalncia de consumo dos alimentos, consumidos por pelo menos metade dos avaliados. A anlise estatstica dos dados foi efetuada por meio do teste c e teste t de Student. Adotou-se p < 0,05 como nvel de significncia. RESULTADOS: Dos indivduos estudados (n = 229), 74,2% pertenciam ao sexo feminino. A mdia de idade do grupo foi de 70,1 (6,4) anos. A mdia diria de IG do grupo caso foi de 62,3 (6,5), e do grupo controle de 62,1 (6,1), com p = 0,864. As mdias dirias de CG no foram estatisticamente diferentes (p = 0,212), sendo a do grupo caso de 99,8 (33,8) e do grupo controle de 108,9 (45,7). Os alimentos consumidos tanto pelos casos como pelos controles, com maior contribuio ao IG, foram: po, arroz, banana e acar refinado. CONCLUSO: No grupo avaliado, no houve associação entre ndice glicmico e carga glicmica dietticos e sndrome metablica. O padro identificado, no entanto, coloca portadores e no portadores em situao de risco sade, merecendo aes educativas.