3 resultados para Responsável mobilidade internacional e MIPE
em Repositório Científico da Universidade de Évora - Portugal
Resumo:
Neste texto sintetizam-se os principais resultados de um projeto de iniciao investigao cientfica, desenhado com o objetivo de descrever e compreender o lugar das tecnologias da informao e comunicao na construo da vida pessoal distncia de estudantes, professores e investigadores em situao de mobilidade universitria internacional. Os dados analisados foram recolhidos a partir de um questionrio eletrnico, aplicado em Dezembro de 2013 na Universidade de vora, orientado para a recolha de informao em cinco dimenses principais: a caracterizao sociodemogrfica dos indivduos em situao de mobilidade universitria internacional, o perfil de mobilidade, os sentidos da casa, os contextos de comunicao distncia e, por fim, os propsitos, contedos e significados associados a tais prticas. No final, ao mesmo tempo que os dados trazidos a lume permitem uma caracterizao ampla, plural e actual da experincia dos indivduos em mobilidade internacional, abrem espao para uma discusso e reflexo crtica em torno do lugar da internacionalizao nas instituies de ensino superior, regies e contextos em que esto inseridas, tanto do ponto de vista educacional, como cultural.
Resumo:
A internacionalizao assume um papel central na agenda do ensino superior, influenciando a misso e condicionando, de forma deliberada ou emergente, as opes assumidas pelas Instituies. Embora vrios estudos e anlises internacionais de referncia confirmem esta evidncia, a reflexo sobre o contributo da internacionalizao para o desenvolvimento das Instituies de Ensino Superior remete-nos para duas questes: como que a internacionalizao pode ser gerida pelas Instituies? e qual o contributo dos Gabinetes de Relaes Internacionais? Recorrendo ao estudo de caso e anlise bibliogrfica, esta investigao desenvolve e confirma que para recorrerem internacionalizao como ferramenta para alcanar determinados fins, as Instituies de Ensino Superior tm de alicerar a gesto dessa internacionalizao em dois pressupostos, nomeadamente: reconhecer a transversalidade e promover uma abordagem estratgica do fenmeno. Neste contexto, e de acordo com os resultados da investigao emprica, os Gabinetes de Relaes Internacionais emergem como centros privilegiados de inspirao para a internacionalizao das Instituies que integram. No apenas porque efectivamente implementam uma actividade que promove a internacionalizao, a mobilidade internacional, mas principalmente porque a gesto dessa actividade susceptvel de evoluo e sofisticao, despoletando novos desafios ao nvel das abordagens institucionais para com a internacionalizao. ABSTRACT: lnternationalisation is now a central agenda for higher education, shaping the mission and influencing, deliberately or emergently, the institutional decisions. Although several international studies and analysis of reference confirm this fact, when thinking about the contribution of the internationalisation to the development of the Higher Education lnstitutions, two questions arise: how can internationalisation be managed by the lnstitutions? And what is the role played by the lnternational Relations Office? By using a case study and a bibliographical analysis, the research points out that to use the internationalisation as a means to achieve certain goals, the Higher Education lnstitutions must base the management of internationalisation on two major assumptions: recognizing the transversality and promoting a strategic approach to the phenomenon. ln this context, and according to the empirical research results, the lnternational Relations Offices emerge as privileged units, inspiring the internationalisation process of the institutions in which they operate. Not only because the offices operationalize an activity that effectively promotes internationalisation, the international mobility, but mainly because the management of this activity is likely to develop and improve, prompting new challenges in terms of institutional approaches to internalionalisation.
Resumo:
A poltica de obras pblicas e melhoramentos materiais seguida pelo fontismo, que exigiu um maior recurso aos engenheiros civis, confrontou-se com a escassez destes profissionais na sociedade portuguesa. falta de formao especfica no campo da engenharia civil atriburam os contemporneos muitos dos insucessos de vrias obras pblicas. Como referia em 1857 o Visconde da Luz ns temos engenheiros muito hbeis, porque os nossos engenheiros tm muita teoria, e s o que lhes falta a prtica, mas no so inferiores em instruo aos estrangeiros. O que ns temos, infelizmente, muito menos prtica de certas construes (DG 1857, 970). Para superar a insuficincia do ensino de engenharia civil vrios engenheiros foram completar a sua formao no estrangeiro, nomeadamente na Escola de Pontes e Caladas de Paris. A escolha desta escola ligou-se com a preocupao de dotar os engenheiros portugueses de uma slida formao terica actualizada e de uma formao prtica que era completada pelas misses escolares anuais. Estas misses permitiram-lhes um contacto directo com as principais obras pblicas que se estavam a realizar em Frana, o que lhes possibilitou conhecer os novos materiais de construo, contactar com as novas tcnicas construtivas, perceber a formas mais actuais de organizao dos estaleiros e avaliar as tcnicas que eram mais adequadas para aplicar em Portugal quer ao nvel da construo de pontes e viadutos, quer ao nvel dos caminhos-de-ferro, para darmos alguns exemplos. Alm disso, estes engenheiros procuraram difundir, entre os seus pares e subordinados, e aplicar nas vrias obras pblicas que planificaram e dirigiram os conhecimentos que tinham adquirido durante a sua estada em Frana. Nesta comunicao pretendemos, atravs dos depoimentos e relatrios das misses de estudo dos engenheiros que estudaram na cole des Ponts et Chausses, perceber a importncia que esta escola teve para os trabalhos que estes engenheiros desenvolveram em Portugal.