10 resultados para Axel Kuhn

em Universidade do Minho


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Qual é o tempo destinado às brincadeiras das crianças na escola? Faz sentido ter “hora certa” para brincar? De um lado temos o tempo cronometrado, medido, regulado pela opressão dos relógios dos adultos, concebido pela objetividade dos números, dos calendários, horários e rotinas, representante do mundo pensado (racionalizado). De outro, o tempo sentido e percebido pelas crianças, a subjetividade, a experiência e o acontecimento, representantes do mundo vivido (fenomenológico). A discussão demarca as consequências devastadoras no brincar das crianças que frequentam escolas que aspiram ser produtivas através do culto à velocidade, desrespeitando as singularidades da corporeidade e da dimensão lúdica.

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O que é o tempo? Como as crianças ocupam o tempo nas brincadeiras e na escola? Como elas sentem e percebem o tempo? Faz sentido ter “hora certa” para brincar? Estas perguntas configuram uma bipolaridade: tempo regulado, cronometrado e medido pela pressão dos relógios; e o tempo fenomenológico. A dicotomia desvela duas perspectivas distintas: dos adultos que controlam o tempo das crianças e atuam sobre seu brincar, orientados pelo tempo cronológico que a todos oprime e enquadra; das crianças impossibilitadas de brincar e se movimentar em liberdade, prisioneiras da exiguidade do tempo. De um lado, o tempo concebido pela exterioridade, materializado no calendário e na objetividade dos números é representado pelo mundo pensado (racionalizado), obedece à tirania dos relógios, calendários, rotinas, turnos, programas e demais instrumentos de aferição matemática do tempo moderno. De outro, o mundo da interioridade, substantivado e espiritualizado na subjetividade, na experiência vivida, na expressão fenomenológica, representante do mundo vivido das crianças que mergulham num sentimento de duração e na percepção subjetiva do tempo enquanto brincam. A partir da modernidade, dois tempos estão em oposição, o que demarca consequências devastadoras para as crianças educadas em escolas que aspiram ser produtivas e que as inserem precocemente no universo das obrigações (trabalho, rigor, disciplina), sem tempo para a criatividade, invenção, magia, fantasia e desrespeitando as singularidades, os ritmos próprios e a dimensão lúdica da corporeidade. Num “culto à velocidade” o frenesi não comporta a contemplação e a fruição, pois não há tempo a perder com coisas inúteis, a exemplo de brincar. O adulto perspectiva preparar a criança para o futuro. Mas a criança vive o aqui e agora, importando brincar intensamente no momento presente, o que não tem nada a ver com resultados a ser atingidos. A criança brinca com o tempo. Urge promover um elogio à lentidão.

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Os saberes escolares na educação da infância pautam-se em duas perspectivas conflitantes: as pedagogias centradas no esforço e os estímulos controladores; e as pedagogias centradas no prazer de aprender, pautadas nas pulsões libertadoras. De um lado estão as exigências da ordem produtividade escolar – de grande racionalidade/mundo pensado – que concebem o brincar como perda de tempo, inútil e improdutivo; e por outro, esta a dimensão lúdica da corporeidade da criança habituada pela fantasia, imaginação, contemplação, encantamento, autonomia, alegria e fruição que humanizam – o mundo vivido/fenomenológico. Numa perspectiva dialética temos dois universos: o mundo pensado, racionalizado dos adultos; e o mundo vivido como expressão autentica de ser criança. Diante disso enuncia-se o problema da investigação: quais as representações que as crianças têm do brincar? Tencionamos conhecer as representações construindo uma taxionomia de respostas que situem o objeto de estudo através de informações polifônicas vindas do terreno, construindo com uma reflexão crítica (e original) e transformando a dicotomia numa dialética, demonstrando diferentes entendimentos do movimento humano, nomeadamente os sentidos ontológico e estético. Acreditamos que as manifestações que aparecem no brincar e se movimentar em liberdade das e entre crianças são predominantemente ontológicas e fenomenológicas, enquanto que nos adultos situam-se no campo da racionalidade, demarcando diferenças profundas entre representações de crianças e professores. A abordagem é qualitativa de intenção etnográfica. Os instrumentos de recolha de dados são entrevistas semiestruturadas, observação livre, diários de campo e filmagem que serão submetidas à validação respeitando-se as questões éticas. As crianças (de 4 a 6 anos) são de uma escola de Educação Infantil de Braga-Portugal. Extraídas as categorias através da análise de conteúdo, procederemos a interpretação. Estimamos contribuir com uma sistematização polifônica dos dados compreendendo o fenômeno através de reflexão crítica e dialética.

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Nesta comunicação apresentamos os três momentos epistemológicos mais pertinentes na história da Biologia no séc. XX. Começamos por enunciar o papel da Embriologia no início daquele século, com teorias vinculadas ao paradigma mecanicista-newtoniano (darwinismo) e ao aristotélico - ptolemaico (criacionismos).Este momento manifesta a passagem de um paradigma a um outro dentro da Biologia, e daí a sua importância.O segundo momento por nós escolhido situa-se inevitavelmente nos anos 60, com o surgimento do DNA. A capacidade, fornecida pela tecnologia, de visualizar o interior da célula criou a necessidade de recorrer à teoria da informação para descrição dos fenómenos observados. Tal marcará para sempre o desenvolvimento da biologia molecular, a sua instauração como teoria predominante, e quase exclusiva, da Biologia contemporânea, enquadrada no paradigma mecanicista newtoniano. O terceiro e último momento por nós salientado vincula-se a uma eventual transição dentro da Biologia, com teorias a emergirem alicerçadas no holismo epistemológico do pretenso paradigma da complexidade. Eventual transição e pretenso paradigma pois na história da ciência precisamos que passem mais uns três decénios para sabermos se as teorias biológicas que nos anos 80 surgiram conotados com o movimento da auto-organização se podem considerar como tendo constituído como novo paradigma; para tal, terá que se tornar o predominante na cultura ocidental, como nos lembra Kuhn. Algumas das teorias biológicas vinculadas a esse eventual paradigma, que caracterizamos, surgiram antes dos anos 80 mas a sua dimensão extremamente minoritária em biologia quase as eclipsaram; sobreviveram curiosamente graças às ciências sociais e humanas, sendo que actualmente possuem um estatuto de legitimidade dentro de alguma linhagem científica em Biologia. Os seus autores principais são G.Bateson, H. Maturana, F. Varela, S. Kauffman e H. Atlan

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Tese de Doutoramento em Ciência e Engenharia de Polímeros e Compósitos

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The effects of comorbid depression and anxiety were compared to the effects of depression alone and anxiety alone on pregnancy mood states and biochemistry and on neonatal outcomes in a large multi-ethnic sample. At the prenatal period the comorbid and depressed groups had higher scores than the other groups on the depression measure. But, the comorbid group had higher anxiety, anger and daily hassles scores than the other groups, and they had lower dopamine levels. As compared to the non-depressed group, they also reported more sleep disturbances and relationship problems. The comorbid group also experienced a greater incidence of prematurity than the depressed, the high anxiety and the non-depressed groups. Although the comorbid and anxiety groups were lower birthweight than the non-depressed and depressed groups, the comorbid group did not differ from the depressed and anxiety groups on birth length. The neonates of the comorbid and depressed groups had higher cortisol and norepinephrine and lower dopamine and serotonin levels than the neonates of the anxiety and non-depressed groups as well as greater relative right frontal EEG. These data suggest that for some measures comorbidity of depression and anxiety is the worst condition (e.g., incidence of prematurity), while for others, comorbidity is no more impactful than depression alone.

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To determine differences between pregnant women diagnosed with Dysthymia versus Major Depression, depressed pregnant women (N=102) were divided by their diagnosis into Dysthymic (N=48) and Major Depression (N=54) groups and compared on self-report measures (depression, anxiety, anger, daily hassles and behavioral inhibition), on stress hormone levels (cortisol and norepinephrine), and on fetal measurements. The Major Depression group had more self-reported symptoms. However, the Dysthymic group had higher prenatal cortisol levels and lower fetal growth measurements (estimated weight, femur length, abdominal circumference) as measured at their first ultrasound (M=18 weeks gestation). Thus, depressed pregnant women with Dysthymia and Major Depression appeared to have different prenatal symptoms.

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Depressed pregnant women (N=126) were divided into high and low prenatal maternal dopamine (HVA) groups based on a tertile split on their dopamine levels at 20 weeks gestation. The high versus the low dopamine group had lower Center for Epidemiological Studies-Depression Scale (CES-D) scores, higher norepinephrine levels at the 20-week gestational age visit and higher dopamine and serotonin levels at both the 20- and the 32-week gestational age visits. The neonates of the mothers with high versus low prenatal dopamine levels also had higher dopamine and serotonin levels as well as lower cortisol levels. Finally, the neonates in the high dopamine group had better autonomic stability and excitability scores on the Brazelton Neonatal Behavior Assessment Scale. Thus, prenatal maternal dopamine levels appear to be negatively related to prenatal depression scores and positively related to neonatal dopamine and behavioral regulation, although these effects are confounded by elevated serotonin levels.

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The purpose of the present study was to determine the relationships between prenatal serotonin levels and other biochemical values during pregnancy as well as their relationships to neonatal biochemical and behavioral variables. To address that question, the pregnant women were divided into the top and bottom tertiles based on their serotonin levels at 20 weeks gestational age.

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Four hundred and thirty pregnant women were recruited at approximately 22 weeks gestation at prenatal clinics. Of these, 86 (20%) were diagnosed as depressed. The women were seen again at approximately 32 weeks gestation and after delivery. Chronicity of depression was evidenced by continuing high depression scores in those women diagnosed as depressed. Comorbid problems were chronically high anxiety, anger, sleep disturbance, and pain scores. Less optimal outcomes for the depressed women included lower gestational age and lower birthweight of their newborns.