Hiperglicinémia Não Cetótica: A Propósito de Dois Casos Tratados com Dextrometorfano e Benzoato de Sódio
| Data(s) |
17/06/2015
17/06/2015
2000
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| Resumo |
A hiperglicinémia não cetótica é um erro inato da degradação da glicina, resultando na sua excessiva acumulação nos tecidos corporais, designadamente no sistema nervoso central. Trata-se de uma doença muito grave e uma das terapêuticas recentemente propostas consiste na associação do dextrometorfano com o benzoato de sódio em altas doses. Admite-se a possibilidade de o dextrometorfano bloquear o complexo-canal receptor de N-metil-D-aspartato, implicado na toxicidade da hiperglicinémia ao nível do cérebro e de o benzoato reduzir os níveis de glicina, pela sua conjugação e eliminação como hipurato. Relatamos dois casos clínicos de crianças com hiperglicinémia não cetótita, actualmente com mais de 15 meses de idade, as quais foram medicadas com dextrometorfano e benzoato de sódio desde as primeiras semanas após o parto. Não obstante se ter verificado sobrevivência para além do período neonatal e aquisição de autonomia respiratória, a evolução neurológica, até à data, não tem sido satisfatória, porventura devido ao atraso no início da terapêutica. |
| Identificador |
Acta Pediatr Port. 2000; 31(3): 249-53 |
| Idioma(s) |
por |
| Publicador |
Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Direitos |
openAccess |
| Palavras-Chave | #Benzoato de Sódio #Coma #Dextrometorfano #Eletroencefalograma #Glicina #Hiperglicinemia não Cetótica #HDE UCI NEO #HDE NEU PED #HDE MTB |
| Tipo |
article |