47 resultados para Gastroenterite


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A saliva é um fluido oral que contém uma abundância de moléculas, sendo não-invasiva, de fácil coleta e com o mínimo de desconforto para o animal, com grande potencial para o monitoramento geral da saúde e doença, com enormes valores de prognósticos. A imunoglobulina A é a primeira na linha de ataque imunológico do tecido mucoso. A Gastroenterite Canina é uma das casuísticas mais comuns na clínica médica veterinária em cães e a origem desta pode se dar através de varias fontes, sendo que a viral é a mais comum. O objetivo do presente estudo e a análise da presença e quantificação da IgA salivar e sérica de cães acometidos com gastroenterite e compará-la com cães saudáveis e verificar assim, se esta biomolécula pode ser de eleição para o diagnóstico desta doença, além analisar os padrões hematológicos e bioquímicos séricos, confirmando se estes representam como padrões de diagnóstico diferencial para estas doenças. O grupo GEV apresentou eosinopenia, neutropenia, monocitopenia, hipoproteinemia sérica, hipoalbuminemia sérica e hiperproteinemia salivar. A IgA sérica apresentou diminuição ao comparar com o grupo controle. Para o grupo GEG apresentou eosinopenia, neutrofilia com desvio para esquerda. Apresentou também microcitose, hipoproteinemia, hipoalbuminemia sérica e hiperproteinemia salivar, porém sem apresentar diferença estatística para estes parâmetros. Concluímos que as quantificações dos leucócitos totais juntamente com os dos neutrófilos segmentados, os eosinófilos, a dosagem da PT e albumina sérica e também com a dosagem da PT salivar apresentou aumentada e a quantificação da IgA diminuída, sugerindo parâmetros para o diagnóstico da doença. Porém, devido a falta definição de valor de referência, mais estudos dosando IgA canina devem ser realizadas. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT

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RESUMO A gastroenterite aguda (GEA) na criança é, ainda, uma das causas mais comuns de hospitalização e importante problema de saúde pública, no nosso país. Resulta da infecção do tracto gastrointestinal por variados agentes patogénicos que alteram a função intestinal. Assim episódios frequentes contribuem para má-nutrição ao interferirem com a absorção de nutrientes, pelo catabolismo aumentado provocado pela infecção e a redução da ingestão calórica pelos vómitos. O presente trabalho tem como objectivo fazer uma revisão sistemática de aspectos clínicos relevantes e consensos terapêuticos de acordo com recomendações recentes das Sociedades Europeia e Latino Americana de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica.

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A Salmonella é um agente implicado na gastroenterite aguda em todo o Mundo. A frequência das infecções depende da localização geográfica, condições sanitárias, idade do doente, estado imunitário etc. É um agente comum nas infecções do lactente. No recém-nascido a infecção surge geralmente após a 1ª semana de vida. Os autores descrevem o caso clínico de um recém-nascido, fruto de uma gestação de 40 semanas, complicada por uma gastroenterite materna 24 horas antes do parto, que apresentou fezes mucosanguinolentas nas 1ªs horas de vida. Na coprocultura da mãe e do RN foi isolada uma Salmonella enteritidis. Os autores chamam a atenção para a necessidade de um diagnóstico precoce a fim de evitar as complicações bacteriémicas e a contaminação de outros recém nascidos na enfermaria. ABSTRACT Salmonella infection is a common worldwide agent of acute gastroenteritis. The frequence of occurrence depends mainly on geographic localization, sanitary conditions, age of the child and his immunity stage. Salmonella is a frequent agent in infancy. In the newborn, the infection starts usually after the first week of life. The authors describe the case of a term newborn whose mother was affected by gastroenteritis 24 hours before delivery, who developed bloody and mucous stools in the first hours of life. The stool culture revealed Salmonella enteritidis in both the mother and the newborn. The prompt diagnosis is important to prevent bacteraemia and eventual contamination of other newborns host in the nursery.

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La gastroenterite eosinofila (GE) è un raro disordine infiammatorio dell’apparato gastroenterico, caratterizzato dalla presenza di un intenso infiltrato di granulociti eosinofili nella parete di uno o più segmenti gastrointestinali, in assenze di altre cause note di ipereosinofilia. Questa patologia infiammatoria, insieme all’esofagite eosinofila, alla gastrite ed alla colite eosinofila configura il gruppo dei disordini gastrointestinali eosinofili (EGIDs eosinophilic gastrointestinal disorders) che rappresentano l’ eosinofilia primaria del tratto gastroenterico. Descriviamo tre casi clinici relativi a tre bambini di sesso maschile, dell’età alla diagnosi, di 8 e 12 anni, diagnosticati e seguiti nel periodo 2008-2012. La particolarità dei casi descritti risiede nella rara presentazione clinica della gastroenterite eosinofila associata ad ipereosinofilia periferica, in particolare nei due pazienti con coinvolgimento delle sierose, che hanno mostrato, all’esordio, un quadro sintomatologico grave e difficile da inquadrare. La malattia, già di per sé poco frequente in età pediatrica, si è manifestata in un paziente con segni e sintomi di infiltrazione della mucosa intestinale che ha causato episodi di vomito ricorrente associato ad un quadro endoscopico di gastropatia iperemica con lacerazione mucosale a livello dell’esofago terminale, mentre negli altri due casi la presentazione clinica della malattia è avvenuta con un quadro ascitico e grave ipereosinofilia. La presenza di abbondante liquido libero in addome ha permesso, in un caso, l’esecuzione di una paracentesi diagnostica, evidenziando all’esame citologico un tappeto di eosinofili. Relativamente a questa forma (“sierosa-predominante”) di gastroenterite eosinofila ed alla diagnosi citologica avvenuta mediante paracentesi, in letteratura esistono pochi case report di pazienti adulti. La conferma diagnostica di gastroenterite eosinofila è stata affidata, in ogni caso, agli esami endoscopici e ai relativi prelievi bioptici della mucosa intestinale, eseguiti a vari livelli dei segmenti esplorati, che hanno permesso di riscontrare un infiltrato eosinofilo patologico, avendo escluso altre patologie, infettive, autoimmunitarie, neoplastiche che, soprattutto in età pediatrica devono essere sempre considerate nella diagnosi differenziale.

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RESUMO Introdução: As convulsões afebris benignas associadas a gastroenterite aguda ligeira são crises convulsivas que ocorrem em apirexia, acompanhando quadros de gastroenterite aguda, sem desidratação ou distúrbios hidroeletrolíticos. Caso clínico: Descreve-se o caso de uma criança de 15 meses de idade com três episódios convulsivos associados a gastroenterite aguda ligeira. Clinicamente não apresentava febre nem sinais de desidratação. A investigação laboratorial não evidenciava distúrbios hidroeletrolíticos. A pesquisa do antigénio do rotavírus nas fezes foi positivo. A tomografia axial computorizada cerebral e o eletroencefalograma não revelaram alterações. Não foi iniciada qualquer terapêutica e a evolução foi favorável, com remissão espontânea das convulsões em menos de 24 horas e dos sintomas gastrointestinais em quatro dias. Não houve recorrência das convulsões e o desenvolvimento psicomotor posterior foi normal. Conclusão: Os autores pretendem realçar a importância do conhecimento desta entidade reconhecida recentemente, pelo seu carácter benigno, auto-limitado e com excelente prognóstico, evitando assim investigações exaustivas e terapêutica a longo prazo com antiepilépticos.

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O objetivo deste trabalho foi caracterizar astrovírus em amostras fecais coletadas de crianças com e sem diarréia, em São Paulo, Brasil, e divididas em dois grupos, EPM e HU, de acordo com a origem. A detecção foi realizada utilizando-se RT-PCR, com primers específicos. Os resultados para as amostras EPM mostram que 66/234 (28,2%) foram positivas para astrovírus. Para as amostras HU, 18/187 (9,6%) foram positivas. A genotipagem foi realizada com a técnica de nested/RT-PCR. De 66 amostras positivas (EPM), 19 (28,7%) foram caracterizadas como HAstV-1, 4 (6,0%) como HAstV-2, 2 (3,0%) como HAstV-3, 1 (1,5%) como HAstV-5 e 3 (4,5%) como HAstV-8. Das 18 positivas do HU, 1 (5,5%) amostra foi caracterizada como HAstV-1, 7 (38,8%) como HAstV-2 e 1 (5,5%) como HAstV-8. As amostras genotipadas em ambos os grupos foram submetidas ao seqüenciamento de nucleotídeos para confirmação dos resultados. Detecção e genotipagem de astrovírus em casos de diarréias pediátricas são técnicas são importantes e descrevem como esse vírus está circulando em São Paulo, Brasil.

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A Shigelose é uma causa importante de morbilidade e mortalidade na idade pediátrica. Objectivos Caracterizar a clínica, epidemiologia e alterações laboratoriais da Shigelose numa população infantil da área Amadora-Sintra e identificar factores associados ao aparecimento de complicações. População e Métodos: Estudo retrospectivo de 1/7/1997 a 30/06/2011 Analisaram-se idade, sexo, raça, condições socio-económicas, contexto epidemiológico, quadro clínico e complicações, exames laboratoriais, terapêutica e medidas preventivas. Resultados: De um total de 40 crianças, 67% eram do sexo feminino, 64% de raça negra, 70% tinham entre 1-4 anos de idade e 67% más condições socioeconórnicas. Em 12 casos (30%) havia história de viagem/contacto com viajantes a países africanos. A clínica caracterizou-se por diarreia (l00%) com muco e/ou sangue (60%), alteração do estado geral (85%), desidratação (85%) e febre (83%). Verificaram-se complicações em 11 (28%) crianças: insuficiência renal (7), anemia grave (6), anemia e insuficiência renal por síndrome hemolítico-urémico (5), hipertensão arterial (3), enteropatia grave (6), alterações neurológicas (4), sépsis (2) e morte (1). Identificou-se a espécie em 21 casos ( 52%): 7 (17%) dysenteriae, 7(17%) flexneri, 6 (15%) sonnei e 1 (3%) boydi. As resistências antibióticas foram significativas para o trimetoprim-sulfametoxazol (65%), ampicllina (63%) e amoxicilina-ácido clavulânico (46%). A maioria das crianças (72%) efectuou apenas terapêutica sintomática. A antibioticoterapia foi realizada em 11 (28%) dos doentes e 6 (15%) necessitaram de cuidados intensivos. O contexto epidemiológico foi o único factor com significado estatístico associado às complicações Comentário: A elevada percentagem de complicações, o padrão epidemiológico de países em desenvolvimento e a modificação das resistências antibióticas, tomam necessário um maior investimento nas medidas preventivas.

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Introdução: A Gastroenterite Aguda (GEA) é uma patologia com importante morbilidade sendo a segunda causa de internamento na idade pediátrica. Objetivo: Caracterizar a GEA, em crianças internadas em dois hospitais da área de Lisboa com diferentes características demográficas. Métodos: Estudo prospetivo de maio 2011 a junho 2012. Pesquisados potenciais agentes etiológicos por técnicas convencionais e de biologia molecular em amostras de fezes e analisados dados epidemiológicos e clínicos. Resultados: Total de 140 amostras de crianças com GEA com identificação do agente em 83,6%: 64,3% vírus, 27,9% parasitas e 21,4% bactérias. Os agentes mais frequentes foram rotavírus (26,4%), norovírus II (13,6%), enterovírus (12,1%), Microsporidia (11,4%), Escherichia coli (9,3%), Campylobacter jejuni (7,9%), Giardia sp. (5,7%), Cryptosporidium sp. (5%) e Salmonella sp. (4,3%). Coinfecções (2 ou mais agentes) em 40 doentes (28,6%). Mediana de idade de 1,4 anos (min-5 dias; max-17 anos) sendo a etiologia viral mais frequente abaixo dos 5 anos (p<0.01), com o rotavírus identificado em crianças mais jovens (média=1,7 anos). Dois picos sazonais: o rotavírus entre Janeiro e Março e norovírus entre Agosto e Outubro. Apenas 10 (7,1%) doentes estavam vacinados para rotavírus, mas nenhum com o esquema completo. A presença de sangue nas fezes (p=0,02) e a febre (p=0,039) foram mais frequentes na infeção bacteriana, os vómitos (p<0.01) e os sintomas respiratórios (p=0,046) na infeção por rotavírus. Registaram-se complicações clínicas em 50 doentes (35,7%): desidratação (47), invaginação íleo-cecal (1), adenite mesentérica (1) e apendicite fleimonosa (1). Conclusão: Os vírus são os agentes mais frequentes de o rotavírus e norovírus os principais agentes. O número de coinfecções foi significativo mas não se associou a maior morbilidade. A ausência de identificação de agente em alguns casos pode refletir a necessidade de outros meios diagnósticos ou a existência de agentes ainda desconhecidos.

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Resumo publicado em: Acta Pediátrica Portuguesa 2012;43( 5 -Supl.I):s46 (PAS24)

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Introdução: A Gastroenterite Aguda (GEA) é uma patologia com importante morbilidade sendo a segunda causa de internamento na idade pediátrica. Objetivo: Caracterizar a GEA, em crianças internadas em dois hospitais da área de Lisboa com diferentes características demográficas. Métodos: Estudo prospetivo de Maio 2011 a Junho 2012. Pesquisados potenciais agentes etiológicos por técnicas convencionais e de biologia molecular em amostras de fezes e analisados dados epidemiológicos e clínicos. Resultados: Total de 140 amostras de crianças com GEA com identificação do agente em 83,6%: 64,3% vírus, 27,9% parasitas e 21,4% bactérias. Os agentes mais frequentes foram rotavírus (26,4%), norovírus II (13,6%), enterovírus (12,1%), Microsporidia (11,4%), Escherichia coli (9,3%), Campylobacter jejuni (7,9%), Giardia sp. (5,7%), Cryptosporidium sp. (5%) e Salmonella sp. (4,3%). Coinfecções (2 ou mais agentes) em 40 doentes (28,6%). Mediana de idade de 1,4 anos (min-5 dias; max-17 anos) sendo a etiologia viral mais frequente abaixo dos 5 anos (p<0.01), com o rotavírus identificado em crianças mais jovens (média=1,7 anos). Dois picos sazonais: o rotavírus entre Janeiro e Março e norovírus entre Agosto e Outubro. Apenas 10 (7,1%) doentes estavam vacinados para rotavírus, mas nenhum com o esquema completo. A presença de sangue nas fezes (p=0.02) e a febre (p=0.039) foram mais frequentes na infeção bacteriana, os vómitos (p<0.01) e os sintomas respiratórios (p=0.046) na infeção por rotavírus. Registaram-se complicações clínicas em 50 doentes (35,7%): desidratação (47), invaginação íleo-cecal (1), adenite mesentérica (1) e apendicite fleimonosa (1). Conclusão: Os vírus são os agentes mais frequentes de GEA sobretudo na criança pequena (idade <5 anos), sendo o rotavírus e norovírus os principais agentes. O número de coinfecções foi significativo mas não se associou a maior morbilidade. A ausência de identificação de agente em alguns casos pode refletir a necessidade de outros meios diagnósticos ou a existência de agentes ainda desconhecidos.

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Vermes do gênero Angiostrongylus são parasitos intra-arteriais em roedores. A. costaricensis vive no sistema mesentérico, enquanto A. cantonensis habita as artérias pulmonares de ratos. No homem, hospedeiro acidental destas parasitoses, elas causam a gastroenterite eosinofílica e meningite devido à migração de adultos jovens de A. cantonensis nos tecidos do sistema nervoso central. O exame parasitológico de fezes não pode ser utilizado para diagnóstico humano das angiostrongilíases porque não são encontradas larvas nas fezes, o que torna importante o desenvolvimento de técnicas moleculares. Os métodos de imunodiagnóstico empregando antígenos brutos apresentam reatividade cruzada com outras parasitoses e também resultados falso-negativos. Com o objetivo de aprimorar o diagnóstico molecular das angiostrongilíases, direcionamos os esforços na tentativa de reduzir a complexidade dos extratos de antígenos a fim de encontrar proteínas mais específicas e sensíveis para o diagnóstico. Primeiramente foi testado o uso de antígenos de A. cantonensis para o diagnóstico de A. costaricensis pela técnica de ELISA.A partir disso, antígenos de tubo reprodutor (TR) de fêmeas de A. cantonensis foram fracionados por diversas técnicas e sua reatividade a soros controle foi testada por Western blot (WB). Colunas de proteína A foram incubadas com soro de pacientes infectados, porém este fracionamento não teve sucesso. Foi realizado o fracionamento subcelular dos extratos TR e com a fração de antígenos de membrana celular (F2) foi realizado o fracionamento por ponto isoelétrico. As frações de pH apresentaram reatividade específica aos soros controle positivos quando submetidas ao WB, sugerindo que as proteínas encontradas possam ser importantes alvos para o diagnóstico das angiostrongilíases. A possibilidade de clonar as proteínas de interesse para produção em grande escala, poderá constituir fonte permanente de antígenos com redução do volume de trabalho e do emprego de animais no laboratório.

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Objetivo: Avaliar os resultados dos antieméticos aplicados via intramuscular, bromoprida, metoclopramida e ondansetron em dose única para o tratamento de vômitos em um pronto socorro pediátrico.Métodos: Ensaio clínico randomizado e controlado, envolvendo crianças que consultaram por vômitos, devido à gastroenterite, no serviço de Emergência Pediátrica no Hospital Universitário de Santa Maria, no período de agosto de 2013 a junho de 2014. Foram randomizadas crianças com idades entre 1 a 12 anos, para receber dose única de bromoprida via intramuscular ou metoclopramida via intramuscular (máximo 10mg); ou ondansetron (máximo 8mg) na dose de 0,15mg/kg via intramuscular. A criança após receber o antiemético permanecia em observação por no mímimo 1 hora. Após a reavaliacão clínica as crianças que recebiam alta eram monitorizadas pelo familiar no domicílio durante 24 horas, e contactados por via telefônica para avaliar o resultado do tratamento antiemético recebido. Os grupos foram comparados em relação a tempo para cessar os vômitos dentro de 1, 6 e 24 horas; aceitação de líquidos orais; reidratação endovenosa; retorno ao hospital e efeitos colaterais relacionados aos antieméticos. Os familiares após devidamente informados sobre o tratamento antiemético que a criança seria submetida, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, permitindo a participação do filho no estudo.Resultados: Das 180 crianças randomizadas, 175 completaram o estudo. Na primeira hora após medicar, a bromoprida teve 96,6% de eficácia na cessação dos vômitos, a metoclopramida, 94,8% e o ondansetron 100%, (p= 0,312). Em 6 horas, à bromoprida cessou o vômito em 216±114 minutos, à metoclopramida em 150±168 minutos e o ondansetron 72±54 minutos, (p=0,011). Em 24 horas, a cessação dos vômitos ocorreu em 67,8% com bromoprida, 67,2% com metoclopramida e 96,6% com ondansetron (p=0,002). O grupo ondansetron aceitou melhor os líquidos orais, 200 ml, comparado à bromoprida, 150 ml e à metoclopramida, 100 ml (p=0,034). Onze crianças necessitaram de hidratação endovenosa: 5 no grupo bromoprida e 6 no metoclopramida. Sessenta minutos após medicar, apenas 24,1% do grupo ondansetron apresentaram efeitos colaterais (sonolência, diarreia, cansaço, inquietação, sensação de calor),enquanto que os grupos bromoprida e metoclopramida apresentaram associação com sonolência, 42,4% e 44,8%, respectivamente, p=0,034. Os efeitos colaterais em 24hs não apresentaram diferença estatística significativa entre os três grupos, p=0,357.Conclusão: Existem benefícios nos resultados para tratamento de vômito em pronto socorro pediátrico com o uso do ondansetron em relação à bromoprida e à metoclopramida. O ondansetron mostrou-se associado na cessação ou redução dos vômitos após medicar tanto na primeira hora, quanto nas próximas 6 e 24 horas. A bromoprida e a metoclopramida foram consideradas eficazes, mas apresentava associação com sonolência, efeito colateral que pode determinar um maior tempo de observação em sala de emergência e aumentar os custos hospitalares.

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Parvovirose é uma enfermidade viral caracterizada por gastroenterite hemorrágica aguda, cujo agente etiológico é parvovírus canino (PVC), vírus estável no ambiente, capaz de suportar variações de pH e temperaturas altas, resistente a vários desinfetantes comuns, podendo sobreviver por muitos meses em áreas contaminadas. Há duas formas clínicas comuns da doença: a miocárdica e a gastroentérica. No Brasil a doença eclodiu subitamente na população canina no ano de 1978. Objetiva-se com este trabalho analisar microscopicamente o miocárdio de cães com teste de detecção de antígenos parvovírus nas fezes. Das 100 amostras do miocárdio ventricular esquerdo, enviadas ao Laboratório de Histopatologia da Universidade de Uberaba, foram observadas as seguintes alterações: miocardite 38%, hemorragia 43%, degeneração hialina 21% hiperemia 79%. Ao realizar o teste Qui-Quadrado com nível de significância de 0,05, concluiu-se que existe associação (p = 0,02) entre animais infectados com o vírus da parvovirose e as alterações histopatológicas observadas no miocárdio ventricular esquerdo. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT