958 resultados para murcha vascular
Resumo:
A incidência da murcha bacteriana, causada por Ralstonia solanacearum, em viveiros clonais de eucalipto, no período de abril a setembro de 2005, resultou no descarte de cerca de 553.991 minicepas, 6.837.691 propágulos na fase de enraizamento e 11.266.819 mudas, nos Estados da Bahia, do Espírito Santo, do Maranhão, de Minas Gerais e do Pará, totalizando um prejuízo estimado em, no mínimo, seis milhões de reais (US$ 2,7 milhões). Em minijardim clonal, a doença caracteriza-se por necrose foliar, escurecimento anelar ou completo do lenho, murcha e morte de minicepas. Os sintomas na parte aérea são similares à morte gradual de minicepas submetidas a podas drásticas ou com sistema radicular malformado. Na fase de enraizamento, miniestacas infectadas podem apresentar arroxeamento das nervuras do limbo foliar e podridão. No campo, a doença caracteriza-se por bronzeamento e necrose foliar, desfolha basal, ascendente escurecimento interno do lenho e morte da planta, geralmente a partir do quarto mês após o transplantio. Os sintomas geralmente se agravam em árvores com enovelamento de raízes e afogamento de coleto. A etiologia da doença foi confirmada por meio de testes de exsudação, microscopia de varredura, isolamento da bactéria, análises de PCR/RFLP, reação de hipersensibilidade (HR) em mudas de fumo, testes de patogenicidade em plântulas de eucalipto e tomate e re-isolamento da bactéria. Como o sistema de produção de mudas clonais de eucalipto é altamente favorável à multiplicação bacteriana e na falta de conhecimento sobre a resistência genética e de outras estratégias de controle da doença, é essencial evitar a introdução da bactéria em viveiros.
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O trabalho avaliou a eficiência dos isolados (141/3, 233, 233/1, 245, 245/1, 251, 251/2, 251/5 e 257) de Fusarium oxysporum não patogênico ao tomateiro (Lycopersicon esculentum), no controle da murcha vascular causada por Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici, raça 2 em plântulas de tomateiro cv. Viradoro. Para verificar o efeito dos isolados de F. oxysporum não patogênicos, o sistema radicular de plântulas de tomateiro, com 30 dias de idade, foi imerso na suspensão de conídios (10(6) ml-1) e as mudas transplantadas para substrato de cultivo. Após 35 dias do transplante foi verificado que esses isolados não foram patogênicos às plantas de tomateiro, nem afetaram o desenvolvimento das mudas. A eficiência dos isolados de Fusarium oxysporum não patogênicos no controle da murcha foi determinada imergindo-se as raízes de mudas de tomateiro em suspensão de conídios (10(6) conídios ml-1) e transplantando-as em substratos previamente infestados com os isolados de F. oxysporum f.sp. lycopersici, raça 2 (10(5) conídios ml-1 de substrato). Transcorridos 35 dias do transplante, foram realizadas as avaliações da severidade na escala de 1=planta sadia a 6=planta morta ou com vasos coloridos e folhas murchas até o ponteiro e altura das mudas. Os isolados de F. oxysporum não patogênicos foram eficientes em reduzir a severidade da doença e em manter normal o seu desenvolvimento. Esses resultados evidenciam a atividade antagônica dos isolados de F. oxysporum não patogênico no controle da murcha vascular do tomateiro, causada por Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raça 2.
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O manjericão (Ocimum basilicum L.) é uma hortaliça da família Lamiaceae, utilizada na culinária ou como matéria prima para a indústria de fármacos e óleos essenciais. Amostras de plantas de manjericão apresentando sintomas de murcha, seca de hastes e podridão de colo foram coletadas na área rural de Brazlândia (DF) durante a estação chuvosa de 2005. Outras duas amostras foram coletadas em plantas cultivadas em campo aberto e casas de vegetação na região de Ponte Alta (DF). Isolados de um fungo, identificado como Fusarium oxysporum, foram obtidos em todas as amostras. Testes de patogenicidade foram conduzidos com mudas das cultivares O. basilicum 'Dark Opal' e 'Italian Large Leaf', e de acessos das espécies O. americanum L. (manjericão de folha miúda), O. campechianum Mill. (alfavaca), Origanum manjorana L. (manjerona), Origanum vulgare L. (orégano), Mentha arvensis L. (menta), Coleus blumei Benth. (tapete), Leonorus sibiricus L. (rubim) e Leonotis nepetaefolia (L.) W.T. Aiton (cordão-de-frade). Todos os isolados fúngicos mostraram-se altamente virulentos sobre as duas cultivares de manjericão. Em O. campechianum e O. americanum os isolados causaram apenas suave escurecimento vascular e leve redução de crescimento, sendo avirulentos sobre acessos das espécies O. manjorana, O. vulgare, M. arvensis, C. blumei, L. sibiricus e L. nepetaefolia. Este conjunto de dados indicou que o agente causal da doença é o fungo F. oxysporum f. sp. basilici, constituindo-se no primeiro registro formal deste patógeno no Brasil. Os lotes de sementes utilizados nas áreas de ocorrência da doença foram submetidos a um teste de sanidade visando verificar a presença do patógeno. O fungo F. oxysporum f. sp. basilici foi detectado em quatro dos seis lotes e os isolados obtidos das sementes contaminadas mostraram similar sintomatologia e um idêntico perfil de virulência aos verificados em campo e casa de vegetação, sugerindo que as sementes representam o mais provável veículo de introdução e potencial disseminação deste patógeno no Brasil.
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A cultura do eucalipto é uma das mais importantes do Brasil, constituindo-se em fonte de energia e madeira renovável, além de suportar importantes processos agroindustriais para produção de celulose, papel e essências. O eucalipto, como outras espécies vegetais, é infectado por diversos patógenos, principalmente fungos, desde o viveiro até plantios adultos. Neste trabalho, foi estudado o agente causador da murcha de Ceratocystis. Trata-se de um típico patógeno de xilema (Ceratocystis fimbriata Ellis et. Halsted), cujo sintoma marcador é constatável nas secções transversais de órgãos lenhosos, na forma de estrias radiais escuras, da medula para o exterior do lenho ou da periferia do lenho para a medula ou descoloração (mancha escura) do tipo cunha em geral da periferia para a medula. Essas estrias no lenho são visíveis quando um ramo afetado é cortado transversalmente, pois o patógeno provoca a desintegração do sistema vascular. Trata-se de um fungo de rápida disseminação e que atinge plantas em diversos estágios de desenvolvimento, sendo por isso de difícil controle. Os objetivos deste estudo foram verificar a suscetibilidade de clones visando encontrar material resistente e estudar a epidemiologia da doença em campo. Para isso, utilizaram-se mudas de clones operacionais para inoculação do patógeno para avaliação de resistência; a avaliação epidemiológica foi feita de acordo com levantamentos de campo em parcela previamente instalada. Foram encontrados materiais com diversos níveis de resistência, desde altamente resistente até a altamente suscetível. Em campo, a doença apresentou distribuição espacial agregada, com tendência a agregação de focos e distribuição vertical (na linha de plantio).
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Descreveram-se o histórico da murcha de Ceratocystis fimbriata em eucalipto no Brasil e em outros países e a sintomatologia da doença, em plantações clonais com 4 meses a 5 anos de idade, em brotações de tocos, em estacas em enraizamento e em mudas clonais em viveiro, de quatro estados brasileiros. O patógeno evoluía-se da extremidade da raiz, atingindo o colo e tronco acima via parênquima medular, de onde, em diversas alturas, surgiam estrias escuras, que progrediam, via parênquima radial, matando uma porção de câmbio vascular, de floema e de feloderme. Dessa progressão sistêmica do patógeno, ascendente e radialmente, resultava uma lesão longitudinal externamente no tronco, contínua ou descontínua, marrom-avermelhada, coriácea, que passava a sulcada e, posteriormente, a cancro longitudinal, com seus calos longilíneos nas duas laterais. Por esse contexto sintomatológico, pode-se considerar essa enfermidade como um modelo de doença sistêmica em essência florestal, pelo menos na subárea da patologia florestal brasileira. Em brotações novas, em estacas em enraizamento e em mudas clonais as lesões eram longitudinais, contínuas ou descontínuas, negras a arroxeadas. A inativação de xilema em raízes, colo e em diferentes alturas do tronco, ou galho, dava-se pelo adensamento das estrias radiais escuras no lenho.
Resumo:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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Although cartilaginous tumors have low microvascular density, vessels are important for the provision of nutrition so that the tumor can grow and generate metastasis. The aim of this study was to assess the value of the vascular pattern classification as a prognostic tool in chondrosarcomas (CSs) and its relation with vascular endothelial growth factor (VEGF) expression. This was a retrospective study of 21 enchondromas and 57 conventional CSs. Clinical data and outcome were retrieved from medical files. CSs histologic grades (on a scale of 1 to 3) were determined according to the World Health Organization classification. The vascular pattern (on a scale of A to C) was assessed through CD34, according to Kalinski. CD105 and VEGF were also evaluated. Poor outcome was significantly associated with vascular pattern groups B and C. Higher vascular pattern were 6.5 times more frequent in moderate-grade and high-grade CSs than in grade 1 CS. On multivariate analysis, a clear correlation was found between VEGF overexpression and B/C vascular patterns. Only 18 (benign and malignant) tumors stained for CD105. The results point to the use of the vascular pattern classification as a prognostic tool in CSs and to differentiate low-grade from moderate-grade/high-grade CSs. Vascular pattern might be also used to complement histologic grade, VEGF immunostaining, and microvascular density, for indicating a patient's prognosis. Low-grade CSs develop under low neoangiogenesis, which conforms to the slow growth rate of these tumors.
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Pitavastatin is the newest statin available in Brazil and likely the one with fewer side effects. Thus, pitavastatin was evaluated in hypercholesterolemic rabbits in relation to its action on vascular reactivity. To assess the lowest dose of pitavastatin necessary to reduce plasma lipids, cholesterol and tissue lipid peroxidation, as well as endothelial function in hypercholesterolemic rabbits. Thirty rabbits divided into six groups (n = 5): G1 - standard chow diet; G2 - hypercholesterolemic diet for 30 days; G3 - hypercholesterolemic diet and after the 16th day, diet supplemented with pitavastatin (0.1 mg); G4 - hypercholesterolemic diet supplemented with pitavastatin (0.25 mg); G5 - hypercholesterolemic diet supplemented with pitavastatin (0.5 mg); G6 - hypercholesterolemic diet supplemented with pitavastatin (1.0 mg). After 30 days, total cholesterol, HDL, triglycerides, glucose, creatine kinase (CK), aspartate aminotransferase (AST), alanine aminotransferase (ALT) were measured and LDL was calculated. In-depth anesthesia was performed with sodium thiopental and aortic segments were removed to study endothelial function, cholesterol and tissue lipid peroxidation. The significance level for statistical tests was 5%. Total cholesterol and LDL were significantly elevated in relation to G1. HDL was significantly reduced in G4, G5 and G6 when compared to G2. Triglycerides, CK, AST, ALT, cholesterol and tissue lipid peroxidation showed no statistical difference between G2 and G3-G6. Significantly endothelial dysfunction reversion was observed in G5 and G6 when compared to G2. Pitavastatin starting at a 0.5 mg dose was effective in reverting endothelial dysfunction in hypercholesterolemic rabbits.
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Phoneutria nigriventer spider accidental envenomation provokes neurotoxic manifestations, which when critical, results in epileptic-like episodes. In rats, P. nigriventer venom (PNV) causes blood-brain barrier breakdown (BBBb). The PNV-induced excitotoxicity results from disturbances on Na(+), K(+) and Ca(2+) channels and glutamate handling. The vascular endothelial growth factor (VEGF), beyond its angiogenic effect, also, interferes on synaptic physiology by affecting the same ion channels and protects neurons from excitotoxicity. However, it is unknown whether VEGF expression is altered following PNV envenomation. We found that adult and neonates rats injected with PNV showed immediate neurotoxic manifestations which paralleled with endothelial occludin, β-catenin, and laminin downregulation indicative of BBBb. In neonate rats, VEGF, VEGF mRNA, and Flt-1 receptors, glutamate decarboxylase, and calbindin-D28k increased in Purkinje neurons, while, in adult rats, the BBBb paralleled with VEGF mRNA, Flk-1, and calbindin-D28k increases and Flt-1 decreases. Statistically, the variable age had a role in such differences, which might be due to age-related unequal maturation of blood-brain barrier (BBB) and thus differential cross-signaling among components of the glial neurovascular unit. The concurrent increases in the VEGF/Flt-1/Flk-1 system in the cerebellar neuron cells and the BBBb following PNV exposure might imply a cytokine modulation of neuronal excitability consequent to homeostatic perturbations induced by ion channels-acting PNV neuropeptides. Whether such modulation represents neuroprotection needs further investigation.
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Background: Ruthenium (Ru) tetraamines are being increasingly used as nitric oxide (NO) carriers. In this context, pharmacological studies have become highly relevant to better understand the mechanism of action involved. Objective: To evaluate the vascular response of the tetraamines trans-[RuII(NH3)4(Py)(NO)]3+, trans-[RuII(Cl)(NO) (cyclan)](PF6)2, and trans-[RuII(NH3)4(4-acPy)(NO)]3+. Methods: Aortic rings were contracted with noradrenaline (10-6 M). After voltage stabilization, a single concentration (10-6 M) of the compounds was added to the assay medium. The responses were recorded during 120 min. Vascular integrity was assessed functionally using acetylcholine at 10-6 M and sodium nitroprusside at 10-6 M as well as by histological examination. Results: Histological analysis confirmed the presence or absence of endothelial cells in those tissues. All tetraamine complexes altered the contractile response induced by norepinephrine, resulting in increased tone followed by relaxation. In rings with endothelium, the inhibition of endothelial NO caused a reduction of the contractile effect caused by pyridine NO. No significant responses were observed in rings with endothelium after treatment with cyclan NO. In contrast, in rings without endothelium, the inhibition of guanylate cyclase significantly reduced the contractile response caused by the pyridine NO and cyclan NO complexes, and both complexes caused a relaxing effect. Conclusion: The results indicate that the vascular effect of the evaluated complexes involved a decrease in the vascular tone induced by norepinephrine (10-6 M) at the end of the incubation period in aortic rings with and without endothelium, indicating the slow release of NO from these complexes and suggesting that the ligands promoted chemical stability to the molecule. Moreover, we demonstrated that the association of Ru with NO is more stable when the ligands pyridine and cyclan are used in the formulation of the compound.Fundamento: As tetra-aminas de rutênio cada vez mais se destacam como carreadoras da molécula de óxido nítrico. Desse modo, estudos farmacológicos tornam-se altamente relevantes, afim de melhor compreender o mecanismo de ação envolvido. Objetivo: Avaliar a resposta vascular das tetra-aminas trans-[RuII(NH3)4(Py)(NO)]3+, trans-[RuII(Cl)(NO)(Cyclan)](PF6)2 e trans-[RuII(NH3)4(4-acPy)(NO)]3+. Métodos: Anéis de aorta foram pré-contraídos com noradrenalina (10-6M). Após estabilização da tensão, concentração única (10-6M) dos compostos foi adicionada ao banho de incubação. As respostas foram registradas ao longo de 120 minutos. A integridade vascular foi avaliada funcionalmente (acetilcolina 10-6M; nitroprussiato de sódio 10-6M) e histologicamente Resultados: A análise histológica confirmou a presença ou não de células endoteliais nos tecidos analisados. Todos os complexos alteraram a resposta contrátil induzida pela noradrenalina, resultando em aumento de tônus seguido de efeito relaxante. Em anéis com endotélio, a inibição do óxido nítrico endotelial causou redução do efeito contrátil da piridina óxido nítrico. Não foram observadas respostas significativas em anéis com endotélio referente ao composto cyclan óxido nítrico. Por outro lado, em anéis sem endotélio, a inibição da guanilato ciclase reduziu significativamente a resposta contrátil dos complexos piridina óxido nítrico e cyclan óxido nítrico, levando ambos os compostos a um efeito relaxante. Conclusão: Os resultados obtidos demonstram que o efeito vascular dos complexos avaliados apresentaram diminuição no tônus vascular induzido pela noradrenalina (10-6M) ao final do tempo de incubação, em anéis com e sem endotélio, indicando liberação lenta da molécula de óxido nítrico do composto estudado e sugerindo que os ligantes causaram estabilidade química à molécula. Demonstramos que a ligação rutênio óxido nítrico é mais estável quando utilizamos os ligantes piridina e cyclan para a formulação do composto.
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Squamous cell carcinoma is the most common neoplasm of the larynx, and its evolution depends on tumor staging. Vascular endothelial growth factor is a marker of angiogenesis, and its expression may be related to increased tumor aggressiveness, as evidenced by the presence of cervical lymphatic metastases. To evaluate the expression of the vascular endothelial growth factor marker in non-glottic advanced squamous cell carcinoma of the larynx (T3/T4) and correlate it with the presence of cervical lymph node metastases. Retrospective clinical study and immunohistochemical analysis of vascular endothelial growth factor through the German scale of immunoreactivity in products of non-glottic squamous cell carcinomas. This study analyzed 15 cases of advanced non-glottic laryngeal tumors (T3/T4), four of which exhibited cervical lymphatic metastases. There was no correlation between vascular endothelial growth factor expression and the presence of cervical metastases. Although vascular endothelial growth factor was expressed in a few cases, there was no correlation with the spread of cervical lymph metastases.
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A sixty-nine year old man suffered a stroke fourteen weeks after the onset of right herpes zoster ophthalmicus (HZO). Hemispheric infarction was documented by a computed tomography which showed a small hypodense zone in the right internal capsula; after contrast there was enhancement of this hypodense area. Cerebral angiography and cerebral-spinal fluid were not done. Despite of a diagnosis of probability the authors report the case and review the literature. A long latency between the HZO and onset of neurological deficit is stressed. New antiviral agents may prevent the ictus.