47 resultados para Trinomys iheringi
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In the Brazilian Atlantic forest (BAF) there are at least 57 rodent species and most of them are considered omnivorous. These species feed, more or less frequently, on fruits and seeds. Nevertheless the potential role of each species as frugivorous, seed predator or seed disperser is still unclear. In the present study we analyzed patterns of fruit and seed exploitation by eight small rodent species from an Atlantic Forest site. We offered to captive animals fruits of 30 plant species (23 genera, 15 families). After 48 h we recorded consumption patterns of pulp/aril and seed. Rodent species differed in their patterns of fruit and seed exploitation. The smallest species, Akodon serrensis, Oligoryzomys nigripes, and Wilfredomys pictipes (body size range : 26-45 g), and also the medium-sized Oecomys aff. concolor (84 g) fed mainly on pulp and also on small to medium-sized seeds (< 10 mm diameter). The medium-sized rodent, Oryzomys russatus (91 g) fed on pulp and also on seeds with diameter ≤ 15 mm. Thus larger seeds remain intact after being manipulated by such species. The medium-sized Delomys dorsalis (72 g) and the larger Trinomys iheringi (274 g) and Nectomys squamipes (253 g) form a third group, which consumed both fruit and seed of most species independent of their size. These later two species and also O. russatus are probably the main seed predators in the rodent community of the BAF.
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Faunal impoverishment and distorted species compositions are common phenomena in oceanic islands; however, many land-bridge islands are poorly inventoried, especially in the Neotropics. We sampled a small mammal community on a land-bridge island (Anchieta Island) along the Brazilian coast. We found only one marsupial Didelphis aurita (Wied-Neuwied, 1826) and two rodent species Oligoryzomys nigripes (Olfers, 1818) and Trinomys iheringi (Thomas, 1911) during 12 months of live trapping and 9195 trap-nights. The diversity of rodents and marsupials was not explained by species-area relations, indicating possible past extinctions. The abundance of D. aurita and O. nigripes was approximately three times higher, while the abundance of T. iheringi was approximately four times lower than abundances reported from other Brazilian Atlantic Forest sites. The population of D. aurita exhibited many phenotypic changes; males were on average 8 % smaller and females produced 30 % less litters than those from the mainland and other land-bridge islands. The long history of forest disturbance, habitat loss, reduction in forest productivity, and the recent introduction of mesopredators may be the major drivers that explain the small mammal community composition on this island. © 2013 Walter de Gruyter GmbH, Berlin/Boston.
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Pós-graduação em Ciências Biológicas (Zoologia) - IBRC
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Three isolates of Leishmania were recovered from five of 27 specimens of the rodent Proechimys iheringi denigratus Moojen captured near Três Braços in the Atlantic Forest region of Bahia, Brazil. Two of these isolates were recovered from hamsters inoculated with a pooled triturate of liver, spleen and skin tissue from apparently healthy P. i. denigratus. The third isolate was recovered from a triturate of only skin tissue from another. Metastasis was observed in the inoculated hamsters, the parasites grew abundantly in artificial media and a typical suprapylarial pattern of infection in Lutzomyia longipalpis was produced indicating that the parasites belong to the Leishmania mexicana complex. All isolates reacted with Leishmania mexicana mexicana and Leishmania mexicana amazonensis monoclonal antibodies. The isoenzyme analysis differentiated these isolates from standard isolates of L. m. mexicana, L. m. amazonensis, L. m. aristedesi, L. m. pifanoi, L. m. garnhami and L. m. ssp.(Goiás-W. Barbosa). These isolates seem to be a subspecies of L. mexicana very closely related to L. m. amazonensis from which they differ by decreased electrophoretic mobility of GPI, PEP and ALAT. This is the first record of the isolation of a parasite of thegenus Leishmania in a rodent captured in the State of Bahia.
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Several species of wild caught sand flies were collected in the same site where a subspecies of leishmania mexicana was isolated from the rodent Proechimys iheringi denigratus. The absence of natural infection in these sand flies permitted us to test, with relative assurance, the susceptibility of wild caught females to infection by this parasite. the success obtained in these experimental infections suggest that one or more of the sand fly species encountered in high numbers in the same site where the infected rodents were captured may be the vector(s) of this subspecies of l. mexicana.
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From June 1999 to May 2001, small mammals were captured in three areas of the Atlantic Forest in Southeastern Brazil and examined for ectoparasites. Analysis of ectoparasites revealed the presence of a new chigger genus and species, Caamembecaia gratiosus, from Trinomys gratiosus. This is the first record of a chigger from T. gratiosus.
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Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
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Os roedores Echimyidae tem distribuição Neotropical e são a família mais diversa de roedores Caviomorpha. Apesar da grande diversidade, pouco se sabe sobre a distribuição geográfica, história natural e evolução de vários grupos de equimídeos. O histórico taxonômico dessa família é confuso, sendo alguns grupos raramente coletados e, consequentemente, inferências sobre aspectos evolutivos e biológicos são pouco conclusivas e limitadas à análise de poucos exemplares. Filogenias moleculares não corroboram a classificação taxonômica para a família baseada em dados morfológicos, evidenciando a complexidade da história evolutiva desse grupo. Na Mata Atlântica são registrados cinco gêneros de Echimyidae: o rato-do-bambu, Kannabateomys; os arborícolas Phyllomys e Callistomys; o terrestre Trinomys, e o semi-fossorial Euryzygomatomys. O presente trabalho se baseou na utilização de sequências de DNA para abordar aspectos da evolução e filogenia de roedores equimídeos da Mata Atlântica em três níveis taxonômicos: família, gênero e espécie. O primeiro capítulo aborda a posição filogenética do gênero Callistomys dentro da família, utilizando sequências de 1 marcador mitocondrial (CitB) e 3 nucleares (GHR, RAG1 e vWF). Os resultados mostram que Callistomys forma um clado com o ratão-do-banhado (Myocastor), roedor semi-aquático das regiões abertas no cone sul da América do Sul e com o rato-de-espinho terrestre Proechimys com ocorrência na Amazônia. Esse clado é irmão de Thrichomys, um equimídeo terrestre que ocupa as áreas secas do centro da América do Sul. O agrupamento encontrado é inesperado, uma vez que seus membros apresentam aspectos morfológico, ecológicos e distribuição geográfica distintos e contrastantes. A filogenia resultante indica que Callistomys não é proximamente relacionado aos outros equimídeos arborícolas e sugere que o hábito arborícolas evoluiu mais de uma vez na família. O segundo capítulo investiga aspectos da filogenia, evolução e limites entre espécies de Phyllomys utilizando dois marcadores mitocondriais (CitB e COI) e três nucleares (GHR, RAG1 e vWF). Foram identificados três grupos principais de espécies: um com distribuição longitudinal pela porção central da Mata Atlântica (P. pattoni (P. mantiqueirensis, Phyllomys sp. 4)); e a partir daí dois outros grupos, um com distribuição na porção norte da Mata Atlântica (Phyllomys sp. 2 (P. blainvilii (P. brasiliensis, P. lamarum))); e outro na porção sul (Phyllomys sp. 3 ((Phyllomys sp. 1, P. lundi), (Phyllomys sp. 5 (P. dasythrix (P. nigrispinus (P. sulinus, Phyllomys sp. 6)))))). Foram identificadas duas linhagens independentes representando possíveis espécies novas, elevando o potencial número de espécies do gênero de 17 para 19. As filogenias associadas aos dados de distribuição geográfica sugerem que a diversificação e distribuição das espécies de Phyllomys foi influenciada pela ação conjunta de vários fatores como atividade neotectônica, gradientes altitudinais e latitudinais e mudanças climáticas que atuaram desde o Mioceno, marcando os primeiros eventos de diversificação do gênero até as especiações mais recentes, no Pleistoceno. O terceiro capítulo avalia a variação genética, distribuição geográfica e status taxonômico da espécie Euryzygomaotmys spinosus utilizando dois marcadores mitocondriais (CitB e D-loop). Os resultados mostraram que E.spinosus apresenta distribuição em áreas de Mata Atlântica e adjacências ao sul do Rio Doce, no Brasil, Paraguai e Argentina, incluindo um registro confirmado no Cerrado. A espécie ocupa habitats muito diversos e pode ser considerada generalista. As populações são geneticamente estruturadas ao longo da sua distribuição e os dados genéticos corroboram a taxonomia atual que considera apenas uma espécie, E. spinosus, para o gênero.
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Descreve-se um foco de leishmaniose tegumentar americana abrangendo quatro localidades dos municípios de Viana e Cariacica situados próximo ao litoral do Estado do Espírito Santo, Brasil. Foram diagnosticados 71 casos no período de maio de 1978 a dezembro de 1982. A confirmação laboratorial foi obtida pela intradermorreação de Montenegro em 66 pacientes e pelo encontro do parasita em 15. A faixa etária mais acometida foi a de 0-10 anos. Amostras do parasita isoladas de 3 pacientes e de 27 cães foram classificadas como Leishmania braziliensis braziliensis. De apenas dois Proechimys iheringi, entre 257 mamíferos silvestres estudados, isolou-se Leishmania, que foi identificada como Leishmania mexicana aristedesi. As espécies de flebotomíneos mais numerosas (Lutzomyia intermedia, L. fischeri e L. migonei) apresentaram um elevado grau de adaptação aos ambientes intra e peri-domibiliar. Levantou-se a hipótese da transmissão estar ocorrendo no intra e peri-domicílio.
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It was made the characterization of the San Francisco-Cosquín Mountain River fish community, Córdoba, Argentina. Samples of fish were taken from selected sites from November 1998 to November 1999. Eleven species were recorded, eight of which are first reports for this river. Relative abundance for each species, species richness, diversity and dominance were estimated. Bryconamericus iheringi (Boulenger, 1887) y Jenynsia multidentata (Jenyns, 1842) were the most abundant.
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Ethological isolation of individuals from three allopatric Grammostola populations of Uruguay, G. iheringi (Keyserling, 1891), G. mollicoma (Auserer, 1875) northern population and G. mollicoma southern population, was tested under laboratory conditions. Grammostola iheringi behaved as a reproductive isolated species, whereas the two populations of G. mollicoma did not show ethological isolation between them. However, ecological isolating reproductive mechanisms could be acting on G. mollicoma populations. Artificial burrows seem to be important for reproductive isolation in these species.
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Neste trabalho os autores discutem a posição sistemática do gênero Klossinemella Costa, 1961, propondo uma nova organização para a família Cobboldinidae Skrjabin, 1948. Apresentam a descrição das espécies dêste gênero (K. iheringi, K. conciliatus e K. travassosi sp. n.) e do ciclo evolutivo.
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Os autores, continuando com o estudo dos Procamallanus brasileiros, propõem Procamallanus (S.) solaini como espécie nova para o gênero. Redescrevem Procamallanus (S.) iheringi Travassos, Artigas & Pereira, 1928, depois de terem tido acesso ao material tipo e elucidado dúvidas a respeito de sua morfologia. Para Procamallanus (S.) inopinatus Travassos, Artigas & Pereira, 1928, tiveram a descrição de Pinto & Noronha, 1972 adaptada. De Procamallanus (S.) amarali Vas & Pereira, 1934, tornam conhecida a fêmea da espécie e fazem uma breve redescrição do macho. Listam amostras de Procamallanus sp. que não conduziram a um diagnóstico preciso, devido ao seu precário estado de conservação. Foram examinadas amostras de helmintos que fazem parte da Coleção Helmintológica do Instituto Oswaldo Cruz.
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Encerrando uma série de observações em nematódeos do gênero Procamallanus Baylis, 1923, que ocorrem no Brasil, reunimos no presente trabalho a descrição de uma nova espécie: Procamallanus (Spirocamallanus) paraensis, a redescrição de Procamallanus (S.) hilarii vaz & Pereira, 1934 e as descrições originais de Procamallanus (S.) barroslimai Pereira, 1935 e Procamallanus (S.) macaensis vicente & Santos, 1972, modificadas e adaptadas. Quanto a barroslimai, colocamos em dúvida sua validade e somente não a tomamos sinônima a Procamallanus (S.) inopinatus Travassos, Artigas & Pereira, 1928, devido à falta absoluta de material, impossibilidade de acesso ao tipo e dados concretos que justificassem tal procedimento, no que somos apoiados por Kloss (1966). Relacionamos amostras de material parcialmente danificado que não nos permitiu uma diagnose específica. Referências são feitas a Procamallanus (S.) iheringi Travassos, Artigas & Pereira, 1928. Para Procamallanus (S.) inopinatus é assinalado um novo hospedador. Como a maioria do material observado provinha de necrópsias realizadas em peixes dulcícolas caracídeos, fizemos um estudo comparativo entre os Procamallanus anteriormente referidos nesses hospedadores a fim de estabelecermos possíveis afinidades entre os caracteres morfológicos considerados distintivos quando da proposição das diversas espécies. Desta forma, pudemos ratificar as afirmações de Kloss (1966), com relação aos Procamallanus, quando do estudo dos parasitos de espécies simpátricas de Astyanax. Finalmente, incluímos uma chave para a determinação dos Procamallanus brasileiros.