245 resultados para Pouteria torta
Resumo:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
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Pós-graduação em Química - IQ
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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O Brasil é um país dotado de Biodiversidade incomparável da qual advém inúmeras plantas medicinais que são frequentemente utilizadas de acordo com conhecimento empírico da população em geral. Considerando a importância de investigar os efeitos farmacológicos e toxicológicos de espécies vegetais utilizadas com fins terapêuticos, foi objetivo do presente trabalho avaliar a atividade mutagênica dos extratos metanólicos e hexânicos de Pouteria ramiflora e Pouteria torta, pois seus dados farmacológicos descritos na literatura são bastante restritos, destacando-se as atividades antimicrobiana, citotóxica e imunomoduladora. Como ferramenta foram escolhidos os testes de Ames e do Micronúcleo, pois ambos são preconizados pela ANVISA em testes de toxicidade de fitoterápicos. No Teste de Ames foram utilizadas as linhagens TA100, TA98, TA97a e TA102 de Salmonella typhimurium em presença e ausência de metabolização e no ensaio do micronúcleo foi utilizado o sangue periférico de camundongos Swiss tratados in vivo. Os resultados constataram que os extratos de ambas as espécies provocaram desvios da normalidade, ou seja, o Teste de Ames detectou aumento no número de revertentes por placa e o Teste do micronúcleo mostrou aumento significativo no número de células micronucleadas. Esses resultados demonstraram claramente que as duas espécies de Pouteria estudadas apresentaram potencial mutagênico e, portanto, o uso popular dessas plantas deve ser feito com cautela
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Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas - FCFAR
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Fruit flies (Diptera, Tephritidae) and their parasitoids on cultivated and wild hosts in the Cerrado-Pantanal ecotone in Mato Grosso do Sul, Brazil. Information on frugivorous flies in cultivated or wild host plants and their parasitoids in the Cerrado-Pantanal ecotone in Aquidauana, Mato Grosso do Sul is presented and discussed. Fruit fly samples were collected weekly in specific fruit trees, and McPhail® traps were installed in the same trees for a period of two years. The fruit flies infested ripe and unripe fruits of Averrhoa carambola L., Schoepfia sp., Psidium guajava L. and Pouteria torta (Mart.) Radlk and mature fruits of Anacardium occidentale L. and Inga laurina (Sw.) Willd. Nineteen fruit fly species were obtained with the combination of sampling methods (collecting fruits and trapping), nine of them obtained with both methods, five found only in fruits and five only in traps. This is the first record of Anastrepha striata Schiner in a species of Sapotaceae, as well as for A. castanea Norrbom and A. daciformes Bezzi in Schoepfia sp. (Olacaceae), and for A. distincta Greene in fruits of P. guajava in the state of Mato Grosso do Sul. Fruit collections simultaneously associated with capture of fruit flies by McPhail traps in the same host plants are essential to understand the diversity of fruit flies and their relationship with hosts and parasitoids. Species of Braconidae and Pteromalidae were recovered, where Doryctobracon areolatus (Szépligeti) was the most abundant parasitoid in larvae of tephritids infesting both cultivated and wild host fruits.
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O objetivo deste estudo foi analisar o estoque e o crescimento em volume, biomassa, carbono e dióxido de carbono em duas áreas de Floresta Estacional Semidecidual Submontana em estágios médio e médio/avançado de sucessão da vegetação secundária. Foram utilizados dados de inventários de parcelas permanentes medidas em 2002 e 2007. Para determinar as densidades básicas da madeira e da casca das árvores, foram selecionadas espécies que apresentavam maiores porcentuais em volume e, no mínimo, cinco indivíduos. Na área em estágio médio de sucessão da vegetação secundária, os crescimentos em volume, biomassa, carbono e dióxido de carbono do estrato arbóreo foram, respectivamente, 1,49 m³.ha-1.ano-1, 0,27 tB.ha-1.ano-1, 10,13 tC.ha-1.ano-1 e 0,50 tCO2.ha-1.ano-1. A área em estágio médio avançado de sucessão apresentou 3,78 m³.ha-1.ano-1, 1,54 tB.ha-1.ano-1, 0,768 tC.ha-1.ano-1 e 2,82 tCO2.ha-1.ano-1, o que denota taxas de crescimento relativo do estoque de dióxido de carbono de 0,37% na área em estágio médio de sucessão e 1,05% na área em estágio médio avançado. As espécies com maiores estoques e crescimentos na área em estágio médio foram de Mabea fistulifera, Apuleia leiocarpa, Pouteria torta, Brosimum guianense e Pseudopiptadenia contorta e, na área em estágio médio avançado de sucessão, foram Pseudopiptadenia contorta, Mabea fistulifera, Apuleia leiocarpa, Brosimum guianense, Tapirira guianensis e Cupania oblongifolia.
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The objective of this study was to test the hypothesis that the distribution of tree species in a fragment of submontane seasonal semideciduous forest, a buffer zone in the Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, is influenced by geomorphological and weather and soil variables, therefore it can represent a source of information for the restoration of degraded areas where environmental conditions are similar to those of the study area. A detailed soil survey was conducted in the area by sampling three soil profiles per slope segment, totaling 12 profiles. To sample the topsoil, four composite samples were collected from the 10-20 cm layers in each topographic range totaling 16 composite samples. In the low ramp and the lower and upper concave slopes, the texture ranged from clay to sandy-clay. The soil and topographic gradient was characterized by changes in the soil physical-chemical properties. The soil in the 10-20 cm sampled layer was sandier, slightly more fertile and less acid in the low ramp than the clayer soil, nutrient-poor and highly acid soil at the top. The soil conditions in the lower and upper slope of the sampled layers, in turn, were intermediate. The P levels were limiting in all soils. The species distribution along the topographic gradient was associated with variations in chemical fertility, acidity and soil texture. The distribution of Pera leandri, Astronium fraxinifolium, Pouteria torta, Machaerium brasiliense and Myrcia rufipes was correlated with high aluminum levels and to low soil fertility and these species may be indicated for restoration of degraded areas on hillsides and hilltops in regions where environmental conditions are similar. The distribution of Pouteria venosa, Apuleia leiocarpa and Acacia polyphylla was correlated with the less acid and more fertile soil in the environment of the low ramps, indicating the potential for the restoration of similar areas.
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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Pouteria ramiflora e P. torta são espécies arbóreas, simpátricas no Bioma Cerrado, e foram estudadas da Reserva Ecológica do Clube Caça e Pesca Itororó, Uberlândia-MG com o objetivo de comparar os vários aspectos de sua biologia reprodutiva. As fenofases foram avaliadas semanalmente e quantificadas quanto à intensidade. Os dados de biologia floral, sistema reprodutivo, sistema sexual e visitantes florais foram obtidos no campo e/ou no laboratório. As espécies apresentaram caducifolia no final da seca, brotação na transição da seca para o período chuvoso, floração na seca e maturação dos frutos na época chuvosa. Ambas possuem flores tubulares, pequenas e esverdeadas, nectaríferas e com viabilidade polínica alta. São autoestéreis e não agamospérmicas e apresentaram baixo sucesso de frutificação na polinização aberta. P. torta é hermafrodita, com flores protogínicas e hercogâmicas, enquanto P. ramiflora é morfologicamente ginomonóica e funcionalmente monóica. O fluxo de pólen aparentemente baixo entre as plantas e o aborto de frutos jovens resultaram em um pequeno sucesso de frutificação proveniente das polinizações naturais. Ambas as espécies são visitadas por diversos pequenos insetos, como borboletas, mariposas, dípteros e abelhas.
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O abiu (Pouteria caimito (Ruiz et Pavon) Radlk., Sapotaceae) é uma das fruteiras nativas da Amazônia mais populares entre os consumidores locais e vem atraindo a atenção do mercado em outras regiões tropicais. Informações sobre fenologia e produtividade são úteis tanto para o produtor com para o comerciante para planejar o manejo da plantação c a comercialização dos frutos. Na Amazônia central, o abiu apresentou três períodos de floração intensa por ano entre 1980 e 1982 (duas durante a estação chuvosa, uma durante a estação seca), seguida no próximo mês pela frutificação, com variação considerável de planta para planta, de forma que alguns frutos estavam disponíveis durante pelo menos sete meses (abril a outubro). O abieiro floresceu abundantamente em cada período, mas somente 1,4 a 3,0% das flores vingaram, e esta porcentagem aparentamente foi afetada pelo estado nutricional das plantas e por problemas fitossanitários. Nos Latossolos pobres em nutrientes da Amazônia central, o peso dos frutos de abiu variou de 57 a 238 g (media ± d.p. = 120 ± 46 g), com 42% de polpa comestível. A produtividade anual foi estimada em 77 ± 28 kg/planta, equivalente a 21 t/ha no espaçamento de 6 x 6 m. Os insetos visitantes incluíram possíveis polinizadores e pragas, como a mosca da fruta (Anastrepha serpentina). Problemas fitossanitários aumentaram ao longo do período de observações.
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Foram selecionadas três plantas de um pomar comercial, com características agronômicas desejáveis, proveniente de propagação seminífera, que forneceram estacas herbáceas, contando com cerca de 15 cm de comprimento, um par de folhas no nó superior, corte em bisel na base e foram tratadas com 4 doses de IBA (0, 1.000, 3.000 e 5.000 mg.l-1) e, posteriormente, plantadas em caixas plásticas perfuradas contendo como substrato, vermiculita textura média. A condução do experimento foi em ambiente de 50 % de sombreamento, sob nebulização intermitente. A análise estatística foi em esquema fatorial 3X4, (genótipos X doses de IBA), com 4 repetições de 10 estacas cada. Após 90 dias foram avaliados a percentagem de enraizamento e sobrevivência, o comprimento e número médio de raízes por estaca. O IBA não influenciou as variáveis analisadas. O genótipo somente induziu mais raízes na seleção 3 e maiores raízes nas seleções 1 e 3.
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Para entender a ocorrência de P. glomerata na várzea amazônica, investigamos as respostas morfo-fisiológicas a longo período de inundação. Durante seis meses, plântulas de P. glomerata foram submetidas a dois tratamentos de inundação (parcial e total) para análise da assimilação fotossintética líquida (A), eficiência quântica do fotosistema II (referido como Fv/Fm), altura, número de folhas, diâmetro do colo do caule (DCC), área foliar e biomassa da planta. Encontramos um decréscimo da atividade de trocas gasosas, das taxas de crescimento e danos foliares com o aumento do nível de inundação. Após seis meses de experimento, a área foliar, a biomassa dos órgãos vegetativos (raiz, caule e folha) e a biomassa total das plântulas inundadas foram menores que das plântulas controle, plântulas não-inundadas. De acordo com o aumento do nível de inundação, a biomassa fotoassimilada foi alocada principalmente para o caule. Somente área foliar específica, razão raiz / parte aérea e massa seca de raiz não apresentaram diferenças entre os tratamentos. As plântulas totalmente inundadas foram fortemente comprometidas, demonstrando ser esta à condição mais crítica para a manutenção do metabolismo fisiológico. P. glomerata foi afetada pelo longo período de inundação, no entanto a espécie revela adaptações morfo-fisiologica que justifica a sua ocorrência em florestas de várzea.
Resumo:
A composição química e a qualidade biológica da torta de colza obtida da semente, variedade CTC-4, foram determinados. A farinha foi preparada me diante prensagem da semente e extração da gordura com solvente, lixiviada durante 2 horas, com água corrente na proporção de 1:5, e agitação constante, a fim de reduzir os níveis de glicosinolatos. O efeito tóxico foi observado através do peso dos órgãos e da histopatologia dos órgãos em experimento de 60 dias. A qualidade biológica da torta desintoxicada, ao nível de 5% e 10%, foi semelhante ao da caseína (PER controle 3,18 vs 3,08, 5% e 2,98, 10%). O PER da torta crua foi de 2,28. Os ratos que receberam a farinha crua tiveram órgãos maiores. As tireóides dos ratos submetidos as dietas 2 e 3, não demonstraram alterações que suspeitassem de um efeito bociogênico e as alterações ocorridas nas tireóides dos animais que receberam, D-4 foram semelhantes àquelas ocorridas nos grupos 2 e 3. Não houve danos célulares graves em relação ao fígado, os rins, o coração, baço e supra-renais para todos os grupos observados. O método de extração dos fatores tóxicos da colza foi eficiente de acordo com os resultados obtidos para o presente estudo.
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Com o objetivo de verificar o efeito do uso da torta de filtro e da vinhaça, como corretivos, na recuperação de um solo salino-sódico, realizou-se um experimento em casa de vegetação, no período de julho a outubro de 1993, em um solo aluvial, eutrófico, textura franco-arenosa do Perímetro Irrigado de São Gonçalo (PB). Os tratamentos originaram-se de um fatorial 2² x 2, sendo o fatorial 2² a combinação de ausência e presença de gesso e de torta de filtro e 2, a lixiviação do solo com água de chuva ou vinhaça após a incorporação dos corretivos. Os tratamentos foram dispostos em blocos casualizados, com quatro repetições. Os corretivos (gesso equivalente a 50% da sua necessidade e torta de filtro, na proporção de 30 g kg-1) foram incorporados em 6,1 dm³ de solo, realizando-se, posteriormente, lixiviação diária, durante 20 dias, para observar o volume de solução percolado, a condutividade elétrica, o pH, a concentração e a quantidade de sódio lixiviado em função do tempo. Após essa etapa, retiraram-se amostras de solo, nas profundidades de 0-10 e 10-19 cm, para determinação de sódio e potássio trocáveis e, em seguida, avaliaram-se os efeitos dos tratamentos no desenvolvimento de arroz, cultivar EMPASC 101, determinando-se a percentagem de germinação, altura em intervalos quinzenais, número de perfilhos e massa da matéria seca da parte aérea aos 60 dias. Com o gesso + torta de filtro, obtiveram-se os melhores resultados, tanto na recuperação do solo como no desenvolvimento do arroz. A aplicação do gesso, isoladamente, apresentou os melhores resultados, quando comparada à da torta de filtro. A lixiviação com a vinhaça mostrou resultados superiores aos apresentados pela água de chuva, em todos os tratamentos, indicando a possibilidade de recuperação dos solos salino-sódicos com o uso da vinhaça, sem incorporação de corretivo convencional.