23 resultados para LOBOSE AMEBAS
Resumo:
The present work focuses on 12 taxa of the genus Centropyxis Stein, 1857 to explore the conflict between traditional and contemporary taxonomic practices. We examined the morphology, biometry, and ecology of 2,120 Centropyxis individuals collected from Tiete River, Sao Paulo, Brazil; with these new data we studied the consistency of previously described species, varieties, and forms. We encountered transitional forms of test morphology that undermine specific and varietal distinctions for three species and nine varieties. Biometrical analyses made comparing the organisms at the species level suggest a lack of separation between Centropyxis aculeata and Centropyxis discoides, and a possible distinction for Centropyxis ecornis based on spine characteristics. However, incongruence between recent and previous surveys makes taking any taxonomic-nomenclatural actions inadvisable, as they would only add to the confusion. We suggest an explicit and objective taxonomic practice in order to enhance our taxonomic and species concepts for microbial eukaryotes. This will allow more precise inferences of taxon identity for studies in other areas.
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An amoeba isolated from an aquatic biotope, identified morphologically as Saccamoeba limax, was found harbouring mutualistic rod-shaped gram-negative bacteria. During their cultivation on agar plates, a coinfection also by lysis-inducing chlamydia-like organisms was found in some subpopulations of that amoeba. .Here we provide a molecular-based identification of both the amoeba host and the two bacterial endosymbionts. Analysis of the 18S rRNA gene revealed that this strain is the sister-group to Glaeseria, for which we proposed the name Saccamoeba lacustris. The rod-shaped endosymbiont was identified as a member of Variovorax paradoxus group (Comamonadaceae, Beta-Proteobacteria). No growth on bacteriological agars was recorded, hence this symbiont might be strictly intracellular. The chlamydia-like parasite was unable to infect Acanthamoeba and other amoebae in coculture, showing high host specificity. Phylogenetic analysis based on the 16S rDNA indicated that it is a new member of the family Parachlamydiaceae (order Chlamydiales), for which we proposed the name 'Candidatus Metachlamydia lacustris'.
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The taxonomic identity in microbial eukaryotes remains an impediment to discussing ecology, biogeography and phylogeny, mainly due to a lack of standards in organism descriptions and few comparative works. The lobose testate amoebae (Arcellinida) present an ideal study system, as progress is severely hindered due to taxonomic confusion. In the present survey, we have examined the morphology, biometry and ecology of 2400 individuals in the genus Arcella Ehrenberg, 1832, collected from the Tiete River in Sao Paulo, Brazil. We then contrasted these new data with 26 previously described species, varieties and forms, looking for consistencies and trying to establish distinct entities. Using a combination of morphology and multivariate statistics we were able to determine 4 distinct taxa (Arcella hemisphaerica, Arcella discoides, Arcella gibbosa and Arcella brasiliensis), each of them encompassing a number of other non-distinct nominal taxa. We describe in detail each of the 4 taxa with notes on ecology and biogeography, and list the indistinguishable names in an effort to make identification and taxonomy in the testate amoebae a more objective and precise exercise by clarifying the taxonomic identity.
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Foram isoladas amebas dos gêneros Vahlkampfia, Glaeseria, Acanthamoeba, Filamoeba, Amoeba, Platyamoeba e Hartmanella de dez diferentes marcas de água mineral engarrafadas, servidas no Rio de Janeiro, RJ (Brasil). Somente uma das marcas foi negativa para protozoários, enquanto que de todas as outras foram isoladas amebas de vida livre. O significado desses resultados é discutido como um indicador de qualidade da água mineral usada comercialmente, destacando-se o fato de que alguns desses microorganismos são potencialmente patogênicos.
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OBJETIVO: Observar a ocorrência de amebas de vida livre dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria em amostras de poeira coletadas em hospitais. MÉTODOS: Foram coletadas 132 amostras de poeira em dois hospitais do município de Presidente Prudente, São Paulo. Os locais da coleta foram: Unidade de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico, Isolamento de Moléstias Infecciosas, Berçário, Emergência e Cozinha. As amostras foram semeadas em três meios de cultura: meio de ágar não nutriente com Escherichia coli, meio de ágar infusão de soja e microcultivo em meio de Pavlova modificado por Giazzi. As amebas isoladas foram identificadas segundo critérios morfológicos. RESULTADOS: O índice geral de positividade para amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria, foi de 45,5%, sendo positivas 41,6% das amostras de poeira coletadas no hospital universitário e 50% no hospital estadual. Obtiveram-se 45,5% de positividade do gênero Acanthamoeba e 3,8% para amebas do gênero Naegleria. CONCLUSÕES: As amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, estavam presentes em todos os ambientes estudados dos dois hospitais, sendo que as espécies do gênero Acanthamoeba foram as isoladas com maior freqüência.
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Foram cultivadas fezes de 620 indivíduos para a pesquisa de amebas de vida livre, sendo 514 pacientes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ) e 106 crianças e adultos de um orfanato. Foram positivas 70 amostras (11,2%) sendo 55 provenientes de pacientes do HU-UERJ e 15 de internos do orfanato. Foram isoladas 60 amostras de Acanthamoeba, 6 de Vahlkampfia, 5 de Hartmannella e 1 Echinamoeba. Alguns indivíduos tiveram cultura de fezes repetidamente positiva para Acanthamoeba durante dois meses de observação. Das amostras de Acanthamoeba isoladas, 28 foram inoculadas em camundongos por via intranasal, tendo sido reisoladas 16 (57,1%) amostras à partir de cérebro e (ou) pulmões dos animais. O estudo histopatológico demonstrou processo inflamatório agudo com presença de polimorfonucleares e amebas no cérebro e pulmões de alguns animais. O encontro de amostras patogênicas em fezes humanas reforça a hipótese do eventual desenvolvimento, em indivíduos portadores, de meningoencefalite amebiana granulomatosa, como infecção oportunística de origem endógena.
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Um estudo sobre a presença de amebas de vida livre em um hospital público foi desenvolvido na Cidade de Porto Alegre, RS. Poeira e biofilmes de 15 ambientes hospitalares, incluindo CTI, UTI pediátrica, cozinha, emergência, centro cirúrgico ambulatorial e centro cirúrgico, reservatórios de água, torneira e 6 bebedouros coletivos foram coletados mensalmente, de julho de 2004 a março de 2005, usando-se suabes estéreis, preparados para a pesquisa. As AVL foram isoladas em cultivo, utilizando-se meio de ágar não nutriente adicionado de Escherichia coli, mortas pelo calor. A identificação dos protozoários foi feita pela observação morfológica de cistos e trofozoítos, segundo critérios morfológicos de Page (1988). Das 135 amostras coletadas dos 15 ambientes estudados, 47 (35%) foram positivas para AVL. Destas, 34% apresentaram características morfológicas próprias do gênero Acanthamoeba.
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Amebas de vida livre (AVL), tais como Acanthamoeba spp., Naegleria spp. e Balamuthia mandrillaris, são potenciais agentes de infecções humanas podendo ser encontradas no meio ambiente como solo, água fresca e ar atmosférico. No Brasil, de um modo geral, há poucos trabalhos relatando a importância do estudo desses patógenos em ambientes hospitalares. Assim este trabalho visou estudar a presença de Acanthamoeba spp. e Naegleria spp. na poeira e biofilmes de 15 ambientes diferentes (CTI, UTI pediátrica, Centro Cirúrgico, Centro Cirúrgico Ambulatorial, Emergência, Cozinha, Reservatórios de Azulejo e de Concreto, 06 Bebedouros e 01 Torneira) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, RS (HCPA). Coletas mensais de poeira e biofilmes foram realizadas com suabes passados aleatoriamente nos locais de coleta, de julho de 2004 e março de 2005, totalizando 135 amostras. Após sedimentação do material, o sedimento foi usado como inóculo em placas de Petri com ágar não nutriente 1,5%, previamente inoculadas com E. coli. As amostras foram incubadas durante 10 dias a 30°C. Das 135 amostras coletadas dos 15 ambientes do HCPA, 47 (35%) foram positivas para AVL, segundo critérios morfológicos de Page. Destas, 34% apresentaram características morfológicas próprias do gênero Acanthamoeba, sendo 03 desses isolados confirmados por PCR.
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OBJETIVO: Observar a ocorrência de amebas de vida livre dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria em amostras de poeira coletadas em hospitais. MÉTODOS: Foram coletadas 132 amostras de poeira em dois hospitais do município de Presidente Prudente, São Paulo. Os locais da coleta foram: Unidade de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico, Isolamento de Moléstias Infecciosas, Berçário, Emergência e Cozinha. As amostras foram semeadas em três meios de cultura: meio de ágar não nutriente com Escherichia coli, meio de ágar infusão de soja e microcultivo em meio de Pavlova modificado por Giazzi. As amebas isoladas foram identificadas segundo critérios morfológicos. RESULTADOS: O índice geral de positividade para amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria, foi de 45,5%, sendo positivas 41,6% das amostras de poeira coletadas no hospital universitário e 50% no hospital estadual. Obtiveram-se 45,5% de positividade do gênero Acanthamoeba e 3,8% para amebas do gênero Naegleria. CONCLUSÕES: As amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, estavam presentes em todos os ambientes estudados dos dois hospitais, sendo que as espécies do gênero Acanthamoeba foram as isoladas com maior freqüência.
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At this moment, the duality of species suggested for E. histolytica is being considered for discussion. In order to contribute to settling this question, we investigated the possibility of conversion of avirulent ameba to virulent ones, as well as, the possibility of increasing virulence of virulent strains, by means of association with bacteria. Five strains of E. histolytica were employed, two of them regarded as avirulent and three virulent ones. Amebas were associated with the bacteria Escherichia coli 055 and 0115, previously demonstrated as capable to modify the pathogenic behavior of E. histolytica. Changes in virulence of amebas were assessed by cytopathic effect upon cultured mammal cells and erythrophagocytosis. The virulence of pathogenic strains was significantly increased after bacteria association in opposition to what was observed for nonpathogenic ones, which were not influenced by bacteria association.
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In regions with high prevalence, Blastocystis hominis is frequently found in association with Entamoeba histolytica/E. dispar in xenic cultures. Its exacerbated growth is often superimposed on the growth of amebas, thus impeding the continuation of the amebas in the culture, within a few generations. The present study reports on the excellent efficacy (100%) of the antifungal agent miconazole in eliminating B. hominis from cultures of E. histolytica/E. dispar, thereby maintaining the integrity of the trophozoites of the amebas. Nystatin presented low efficacy (33.3%).
Resumo:
Free-living amoebae serve as hosts for a variety of amoebae-resisting microorganisms, including giant viruses and certain bacteria. The latter include symbiotic bacteria as well as bacteria exhibiting a pathogenic phenotype towards amoebae. Amoebae-resisting bacteria have been shown to be widespread in water and to use the amoebae as a reservoir, a replication niche, a protective armour as well as a training ground to select virulence traits allowing survival in the face of microbicidal effects of macrophages, the first line of defense against invading pathogens. More importantly, amoebae play a significant role as a melting pot for genetic exchanges. These ecological and evolutionary roles of amoebae might also be at play for giant viruses and knowledge derived from the study of amoebae-resisting bacteria is useful for the study and understanding of interactions between amoebae and giant viruses. This is especially important since some genes have spread in all domains of life and the exponential availability of eukaryotic genomes and metagenomic sequences will allow researchers to explore these genetic exchanges in a more comprehensive way, thus completely changing our perception of the evolutionary history of organisms. Thus, a large part of this review is dedicated to report current known gene exchanges between the different amoebae-resisting organisms and between amoebae and the internalized bacteria.
Resumo:
As parasitoses intestinais constituem um grave problema de saúde pública, sobretudo nos países em desenvolvimento, sendo uma das principais causas de morbimortalidade no Mundo ( NEVES, 2005) . Segundo a Organização Mundial da Saúde ( OMS/WHO ) , mais de 2 bilhões de pessoas são infetados por protozoários intestinais e helmintos no mundo ( OMS, 2010) . Estima-se que mais de 10% da população mundial esteja infetada por E. histolytica E. dispar, sendo a ocorrência estimada em 50 milhões de casos invasivos/ano. Amebas como Entamoeba coli, Endolimax nana e Iodamoeba butschilii, são encontradas nas fezes com frequência em todos os países do mundo, apesar de não serem consideraras patogénicas ao homem em condições normais, devem ser identificadas nas análises parasitológico das fezes por serem indicadores do nível de saneamento ( OMS, 2010) .Dos helmintos intestinais mais frequentes no mundo e que causam maiores problemas de saúde pública, destacam-se Ascaris lumbricoides ( 1 bilhão ) , Trichuris trichiura ( 795 milhões) e Ancylostoma sp. ( 740 milhões) . As maiores taxas de infeção e transmissão por helmintos ocorrem na África subsaariana, América Latina, China e leste da Ásia ( OMS, 2010) . Os parasitas intestinais correspondem a uma das principais causas de má nutrição infantil, podendo levar ao retardamento no desenvolvimento físico e mental das crianças que na idade pré-escolar e escolar estão mais sujeitas às infeções parasitárias, por não possuírem ainda consciência dos hábitos corretos de higiene e por terem o sistema imune ainda em formação ( GRAY et al., 1994) . Este trabalho teve como objetivo determinar a prevalência das parasitoses intestinais que afetam as crianças da comunidade de Rincão/Santa Catarina, Ilha de Santiago, Cabo Verde.