10 resultados para Kaxinawá
Resumo:
This study describes the diversity and the subsistence fishing territoriality of traditional populations of a village Ashaninka and two Kaxinawá living at the margins of Breu River (Brasil/Peru). In general, samplings in the dwellings were carried out late in the afternoon, as the fishermen arrived in the village. The data were analysed in an exploratory way through the index of pondered dominance (ID%), by analysis of variance and by a correspondence analysis in order to determine the associations of the fish species and the fishing spots between the villages of the Indigenous Reserve. The results of the analysis of variance demonstrated that differences exist between the fish diversities of the catches. However, post-hoc tests only detected differences in diversities between the hand fishhook and the other fishing gears (bow and arrow, castnets and rotenone tingui). Although the use of bow and arrow resulted in a low capture (Kg), this fishing strategy is associated with a high fishing diversity, in terms of number of species. These results demonstrate that there is no overlap in the frequency of the visits to the fishing spots between the Ashaninka and Kaxinawá populations. This pattern is the same found for the correspondence analysis for the fish species, which describes the relationship between the deep pools environments exploited by the fishermen Ashaninka and Kaxinawá of Mourão. These ethnic populations still continue to maintain a strong cultural and cosmological tradition, with their territories defined in an informal way of the upper Juruá area.
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This article aimed to describe the subsistence fisheries of traditional populations of three ethnic groups, one Ashaninka and two Kaxinawá, lying on the banks of the River Breu. Initially, monitors were trained to fill logbooks with data from fisheries of the villages during an annual cycle (august/1995 august/1996). Based on these data, it was realized an inventory of the most common fish species caught as well as one about the fishing environment. The following results were obtained: i) Indians prefer to use pools, locally known as "poços", for fishing; ii) the most common caught species are the "mandis" (35%, Pimelodidae), armored catfishes (Loricariidae), specially Hypostomus sp. (25%), the "curimatá" (9%, Prochilodus sp.) and the "saburus" (8%, Curimatidae), among others; iii) the fishing gears that lead to a high rate of fishing are the native "tingui", nets and bow and arrows; iv) fisheries are more intensive during summer; v) the fishing effort and their associated factors statistically significant in predicting the catches in the Indian Reserve were f1 = number of fishermen, f2 = (number of fishermen*total time devoted to fishing), f3 = [(number of fishermen)*(total time devoted to fishing)-(the time displacement)] and the factor villages and fishing gears; vi) although almost all the fisheries are done by walking to the fishing places, catches increase when paddle boats are used; and vii) the most active fishermen belong to Kaxinawá tribe.
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Este artigo tem o objetivo de descrever a pesca de subsistência das populações tradicionais de uma aldeia Ashaninka e duas Kaxinawá vivendo à beira do rio Breu. Inicialmente, foram treinados monitores para preencher fichas de coleta de dados das pescarias nas aldeias durante um ciclo anual (agosto/1995 agosto/1996). A partir desses dados realizaram-se os inventários das espécies de peixes capturadas e dos ambientes pesqueiros. A análise dos dados foi efetuada por meio de estatística descritiva e exploratória. Os resultados obtidos foram os seguintes: i) os ambientes mais procurados pelos índios foram os poços; ii) as espécies mais capturadas os mandis (35%, Pimelodidae), os bodes ou cascudos (Loricariidae), com destaque para o bode praiano (25%, Hypostomus sp.), o curimatã (9%, Prochilodus sp.) e os saburus (8%, Curimatidae), entre outros; iii) constatou-se que os arreios ou apetrechos de pesca que mais capturam peixes são o tingui (veneno), a tarrafa e o arco/flecha, respectivamente; iv) durante o verão a atividade de pesca é mais intensa; v) as medidas de esforço de pesca e os fatores associados que foram estatisticamente significativos nas predições das capturas na Reserva Indígena foram: f1 = o (número de pescadores), f2 = o (número de pescadores*tempo total das pescarias) e f3 = o [(número de pescadores*tempo total das pescarias)-(o tempo de deslocamento)] e os fatores aldeias e arreios; vi) apesar da maioria das pescarias serem realizadas a pé até os pesqueiros, as capturas são maiores quando a locomoção se dá através de canoa a remo; e vii) os pescadores mais ativos nas pescarias na Reserva Indígena foram os Kaxinawá.
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Este trabalho busca compreender os elementos presentes na medicina Kaxinawá, apresentando características relacionadas à manipulação das plantas de uso medicinal pelos Kaxinawá em processos de desequilíbrio ou, saúde e doença. Este recorte insere-se nos resultados obtidos em pesquisa de mestrado, cujo objetivo geral é realizar um levantamento etnobotânico das plantas medicinais utilizadas pelos Kaxinawá e, por meio de seu registro, contribuir para o fortalecimento da resiliência do sistema tradicional de saúde indígena envolvido.
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Neste artigo a autora analisa o sistema onomástico katukina. Os Katukina, a exemplo dos demais grupos pano já descritos (Matis, Kaxinawá, Yaminawa), associam o sistema de parentesco ao sistema onomástico e repõem em circulação o nome de seus ancestrais. No entanto, a despeito das semelhanças que os Katukina apresentam em relação aos demais grupos de sua família lingüística, é possível encontrar pontos divergentes entre eles. Há uma flagrante divergência, em particular, na transmissão alternada e cruzada dos nomes pessoais, visto que os demais pano realizam-na de forma alternada e paralela. A partir de uma abordagem comparativa preliminar, a autora explora a possibilidade de que tais diferenças no sistema onomástico estejam relacionadas a diferenças no sistema de parentesco.
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Variação imaginária que ordena em narrativas diversas as categorias sensíveis, o mito define por contraste conceitos de um pensamento nativo. A abordagem levi-straussiana do mito como conjunto de transformações, instalando a variação no seu centro, dá acesso à reflexão indígena e, de quebra-contra o que é leitura corriqueira-, permite entender o narrador como articulador dessa reflexão. O artigo ilustra esses postulados com mitos de vários povos de língua Pano (Yaminawa, Yawanawa e Kaxinawá), que tratam da relação entre "humanos" e "animais" instaurando versões diferentes dessas categorias. Comenta assim discussões atuais sobre as "cosmologias" ou "filosofias" indígenas e o seu estatuto epistemológico. Defende uma avaliação - ou uma leitura - diferente da mitologia estruturalista e a contrasta com as propostas pós-modernas de "dialogia" como modelo de relação com o outro e o seu pensamento.
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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Os povos indígenas vivem em mais de 12% do território nacional, em um mosaico de terras tradicionais com dimensões diversas. Totalizam cerca de 230 povos que vivem em milhares de aldeias. Praticam o que se pode chamar de agricultura indígena que envolve sistemas aqrícolas muito específicos, nos quais os recursos genéticos cultivados vêm sendo selecionados e adaptados há gerações, A agricultura indígena é extremamente importante para a conservação in situtolun farm de espécies vegetais.
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O amendoim (Arachis hypogaea L.) é importante fonte de proteína para várias aldeias indígenas na Amazônia. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar em campo a reação de cinco variedades de amendoim coloridos cultivados na Terra Indígena Kaxinawa de Nova Olinda, situada no rio Envira, Jordão, AC em relação à mancha preta causada por Passalora personata.
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Este trabalho teve como objetivo avaliar a agrobiodiversidade de espécies frutíferas plantadas e manejadas em quintais agroflorestais localizados Terra Indígena Kaxinawá de Nova Olinda, localizada no Alto Rio Envira, Acre a sudoeste da Amazônia Brasileira. A pesquisa de campo foi realizada através de visitas técnicas e entrevistas abertas e observação direta participante, com registro das espécies frutíferas presentes em 32 quintais e roçados nas aldeias Formoso, Nova Olinda, Novo Segredo e Boa Vista. Ao todo, foram observadas 31 espécies frutíferas distribuídas em 14 famílias botânicas, com destaque para a família Arecaceae, que abriga 25% das espécies. Algumas fruteiras, nos quintais, estão em processo de domesticação e geram alimento, sombra, espaços para criação de pequenos animais, lazer, renda direta e indireta por escambo.