1000 resultados para HSAC DER
Resumo:
A síndrome de Churg-Strauss (SCS) ou angeíte granulomatosa alérgica é uma doença rara caracterizada pela presença de asma, eosinofilia e vasculite dos pequenos e, por vezes, dos médios vasos. O pulmão, coração, pele e nervos periféricos são frequentemente atingidos. Os autores descrevem o caso clínico de uma doente do sexo feminino de 47 anos de idade, internada por lesões purpúricas dolorosas com uma semana de evolução, localizadas nas superfícies extensoras dos membros inferiores. Nos antecedentes pessoais destacava-se asma brônquica com 7 anos de evolução, rinite alérgica e sinusite. A avaliação laboratorial revelou leucocitose com eosinofilia e elevação dos parâmetros de inflamação. Os anticorpos citoplasmáticos anti-neutrófilos eram negativos. A avaliação neurológica e o estudo electroneuromiográfico mostraram uma polineuropatia periférica assimétrica. A biopsia cutânea revelou uma vasculite necrotizante com infiltrado perivascular rico em eosinófilos. O diagnóstico de SCS foi apoiado pelos achados clínicos e histopatológicos, pelo que se iniciou corticoterapia sistémica que resultou numa melhoria clínica marcada. As manifestações cutâneas podem ser uma forma de apresentação clínica do SCS, sendo o seu reconhecimento essencial para a instituição precoce de terapêutica e para a prevenção de lesões irreversíveis em órgãos vitais.
Resumo:
A Doença de Behçet (DB) é uma doença inflamatória multisistémica, crónica e recidivante, cujo diagnóstico é essencialmente clínico. Em estudos recentes, os antagonistas do factor de necrose tumoral a têm mostrado bons resultados no tratamento das manifestações mucocutâneas da DB. Os autores descrevem três casos de DB com envolvimento mucocutâneo grave tratados com infliximab. Caso Clínico 1: Doente do sexo feminino de 16 anos de idade, com aftose bipolar grave com 8 anos de evolução. Verificou-se uma rápida resposta clínica à terapêutica biológica, com remissão parcial e total das úlceras à 2ª e 6ª semana de tratamento, respectivamente Caso Clínico 2: Doente do sexo feminino de 56 anos de idade com paniculite nodular crónica dos membros inferiores, artralgias e ulcerações orogenitais recorrentes. Após 6 semanas de terapêutica com infliximab, verificou-se uma remissão clínica completa. Caso Clínico 3: Doente do sexo feminino de 50 anos de idade, com ulcerações orofaríngeas recorrentes com 15 anos de evolução. Observou-se uma boa resposta clínica à terapêutica biológica, que foi interrompida à 22ª semana por abcessos dentários recorrentes. Na nossa experiência, o infliximab é uma alternativa terapêutica eficaz a considerar na presença de manifestações mucocutâneas resistentes aos tratamentos convencionais.
Resumo:
Um homem de 38 anos com história pregressa de toxicofilia endovenosa, Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e Leishmaniose Visceral em 2000, foi internado por febre, mioartralgias, cansaço fácil, hepatoesplenomegália e edema dos membros inferiores. Ao décimo dia de internamento surgiram nódulos subcutâneos das coxas e foi solicitada avaliação pela Dermatologia. O diagnóstico clínico e histológico das lesões foi compatível com Paniculite a Leishmania no contexto de recidiva de Leishmaniose Visceral. A Paniculite a Leishmania é um achado raramente encontrado no contexto de Leishmaniose Visceral, sendo mais frequente nos indivíduos coinfectados pelo VIH. Neste caso, o atingimento cutâneo permitiu o diagnóstico precoce e a confirmação histopatológica de recidiva de Leishmaniose.
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A imunoterapia com o Bacilo Calmette-Guérin é amplamente usada no tratamento e profilaxia da neoplasia urotelial superficial. As complicações associadas ao tratamento são comuns. Os autores relatam um caso de inflamação granulomatosa do pênis, associada à terapia intravesical com Bacilo Calmette-Guérin, com múltiplos nódulos eritematosos indolores localizados na glande. É também efetuada uma revisão da literatura. A balanopostite granulomatosa é uma complicação rara associada à imunoterapia com Bacilo Calmette-Guérin, com uma apresentação clinicamente heterogênea que pode dificultar o diagnóstico. O seu reconhecimento clínico é essencial para o início precoce de tuberculostáticos e interrupção de Bacilo Calmette-Guérin.
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A Mitomicina C está entre uma variedade de agentes quimioterapêuticos intravesicais actualmente disponíveis para o tratamento do carcinoma superficial da bexiga. Cerca de9% destes doentes desenvolve reacções adversas cutâneas, geralmente dermites de contacto, localizadas nas mãos, pés, genitais, ou erupções mais disseminadas. Descrevem-se 6 casos de dermite de contacto alérgica à Mitomicina C, observados entre Junho/2004 e Março/2005,emcinco doentes do sexo masculino e umdo sexo feminino, com uma idade média de 70 anos.
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Introdução: A satisfação do utente constitui um indicador frequentemente usado na aferição da qualidade em saúde. Deste modo, é reconhecida a importância do utente como agente activo na melhoria dos serviços de saúde. Em Portugal, têm sido dados passos na caracterização das preocupações e necessidades do utilizador do Sistema Nacional de Saúde, pela análise oficial de reclamações e litígios. Objectivo: Analisar as reclamações dos utentes da consulta externa do serviço de dermatologia de um hospital português. Material e Métodos: Foram analisadas retrospectivamente todas as reclamações efectuadas pelos utentes no Livro Amarelo ou no Gabinete do Utente no período que decorreu entre os anos de 2000 e 2010, inclusive. Resultados: Identificaram-se 106 reclamações nos onze anos em estudo, com uma taxa de reclamações média de 0,4‰. A propensão para reclamar acentuou-se no tempo, predominando o reclamante do sexo feminino (60,4%). As reclamações ‘Administrativas ou referentes ao Sistema’ foram mais frequentes do que aquelas alusivas aos ‘Profissionais de Saúde’ (58,5% vs 41,5%). Nas primeiras, destacam-se as reclamações da tipologia ‘Leis ou Normas’ seguidas das relacionadas com ‘Procedimentos Administrativos’. As reclamações dirigidas aos ‘Profissionais de Saúde’ referem-se apenas a médicos ou actos médicos. A tipologia mais prevalente neste subgrupo foi a ‘Expectativa Frustrada’, seguindo-se as exposições por questões ‘Relacionais ou Comportamentais’. Conclusões: A taxa de reclamações no serviço de dermatologia em estudo é baixa comparativamente aos dados nacionais para a actividade hospitalar, porém com evolução crescente e em provável relação com a maior exigência e (des)conhecimento dos direitos pelo utente. Os resultados sublinham a pertinência das recentes melhorias organizacionais e a importância da relação médico-doente. A educação para a saúde poderá reflectir-se numa melhor gestão de expectativas e recursos.
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A prevalência de reacções adversas a medicamentos (RAM) em doentes hospitalizados é estimada em 10 -20% e estas podem ser potencialmente fatais. A necrólise epidérmica tóxica (NET) é uma das apresentações de RAM mais severa, com baixa incidência mas mortalidade elevada. Os autores apresentam o caso de uma mulher de 79 anos, com doença cerebrovascular hemorrágica grave, pós -traumática, com necessidade de internamento em cuidados intensivos que, sob terapêutica com meropenem, vancomicina e valproato de sódio, desenvolveu um quadro de NET. Para identificação do fármaco responsável realizou -se teste de transformação linfoblástica (TTL). Os índices de estimulação obtidos foram < 2,0 para o meropenem, 7,4 para vancomicina e 6,4 para o valproato de sódio; a sua valorização foi efectuada com cut -off >3. Apesar de ser ainda um instrumento de investigação, o TTL foi decisivo na confirmação da base imunológica da reacção. Vancomicina e valproato de sódio estão totalmente contraindicados nesta doente.
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Introdução: A associação terapêutica é uma estratégia frequentemente usada no tratamento da psoríase. Contudo, a associação de fármacos biológicos com terapêuticas convencionais, e em particular com fototerapia, tem sido pouco explorada. Objectivo: Caracterizar a eficácia e a segurança da associação fototerapia-terapêutica biológica no tratamento da psoríase. Métodos: Foram analisados retrospectivamente os processos clínicos de doentes com o diagnóstico de psoríase vulgar ou artropática com seguimento em Consulta de Psoríase entre 2003 e 2011, e identificados aqueles com história de associação entre fármaco biológico e fototerapia e pelo menos um ano de follow-up. Resultados: Dos 231 doentes em terapêutica biológica por psoríase vulgar ou artropática, 10 (4,3%) efectuaram fototerapia adjuvante, num total de 13 ciclos de tratamento. Nestes 10 doentes a média etária foi de 38,8 anos e tinham em média 13,7 anos de evolução de doença. Cinco (50%) tinham sido previamente tratados com fototerapia (80% dos quais não responderam). A fototerapia em associação foi instituída em média 2 anos após o início de terapêutica com etanercept (n=9) e adalimumab (n=1). Foram efectuados 9 ciclos de tratamento com PUVA sistémico, um com PUVA tópico, um com PUVA sistémico e tópico e 2 com UVB-nb. Em 85% dos ciclos de tratamento observou-se resposta à associação terapêutica (PASI 100 em 54%; PASI 50-75 em 31%). Verificou-se uma ausência de resposta e um agravamento clínico. Não se registaram efeitos adversos graves aquando dos tratamentos ou durante o follow-up (follow-up médio 3 anos). Foi possível manter o biológico em curso após 12 dos ciclos (92%). Conclusão: A associação da fototerapia, como adjuvante da terapêutica biológica, afigura-se como uma opção eficaz e de baixo custo na psoríase refractária ou agudizada. São necessários estudos mais alargados para determinar a sua segurança a longo prazo.
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Durante a época do Verão, as lesões cutâneas que surgem na praia são um motivo frequente de recurso aos serviços de urgência e de consulta de dermatologia. Os autores descrevem o caso de uma criança com uma lesão maculopapular dolorosa que resultou de um provável contato com uma caravela-portuguesa. Não apresentava outros sinais ou sintomas pelo que foi medicada em ambulatório com analgesia, anti-histamínico e corticoide tópico. Após uma semana de evolução constatou-se resolução completa das lesões cutâneas. Apesar da gravidade da maioria dos casos de dermatoses marítimas encontradas em Portugal ser ligeira, considera-se ser importante o estudo da fauna e da flora de cada região para adequar os cuidados terapêuticos.
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Dermatoscopy can be used to evaluate the nail apparatus (ie, onychoscopy), and it is helpful for the diagnosis of numerous nail diseases and tumors. This article reviews the information that can be obtained in cases of nail dyschromia and especially in cases of melanonychia, in which the distinction between benign melanocytic activation or proliferation and malignancy is crucial. Dermatoscopic changes that accompany specific nail diseases are also reviewed, such as those observed with subungual hemorrhage, bacterial and fungal nail infections, psoriasis of the nail, lichen planus of the nail, and vascular abnormalities of the nail fold.
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Introduction & Objectives: Several factors may influence the decision to pursue nonsurgical modalities for the treatment of non-melanoma skin cancer. Topical photodynamic therapy (PDT) is a non-invasive alternative treatment reported to have a high efficacy when using standardized protocols in Bowen’s disease (BD), superficial basal cell carcinoma (BCC) and in thin nodular BCC. However, long-term recurrence studies are lacking. The aim of this study was to evaluate the long-term efficacy of PDT with topical methylaminolevulinate (MAL) for the treatment of BD and BCC in a dermato-oncology department. Materials & Methods: All patients with the diagnosis of BD or BCC, treated with MAL-PDT from the years 2004 to 2008, were enrolled. Treatment protocol included two MAL-PDT sessions one week apart repeated at three months when incomplete response, using a red light dose of 37-40 J/cm2 and an exposure time of 8’20’’. Clinical records were retrospectively reviewed, and data regarding age, sex, tumour location, size, treatment outcomes and recurrence were registered. Descriptive analysis was performed using chi square tests, followed by survival analysis with the Kaplan-Meier and Cox regression models. Results: Sixty-eight patients (median age 71.0 years, P25;P75=30;92) with a total of 78 tumours (31 BD, 45 superficial BCC, 2 nodular BCC) and a median tumour size of 5 cm2 were treated. Overall, the median follow-up period was 43.5 months (P25;P75=0;100), and a total recurrence rate of 33.8% was observed (24.4 % for BCC vs. 45.2% for BD). Estimated recurrence rates for BCC and BD were 5.0% vs. 7.4% at 6 months, 23.4% vs. 27.9% at 12 months, and 30.0% vs. 72.4% at 60 months. Both age and diagnosis were independent prognostic factors for recurrence, with significantly higher estimated recurrence rates in patients with BD (p=0.0036) or younger than 58 years old (p=0.039). The risk of recurrence (hazard ratio) was 2.4 times higher in patients with BD compared to superficial BCC (95% CI:1.1-5.3; p=0.033), and 2.8 times higher in patients younger than 58 years old (95% CI:1.2-6.5; p=0.02). Conclusions: In the studied population, estimated recurrence rates are higher than those expected from available literature, possibly due to a longer follow-up period. To the authors’ knowledge there is only one other study with a similar follow-up period, regarding BCC solely. BD, as an in situ squamous cell carcinoma, has a higher tendency to recur than superficial BCC. Despite greater cosmesis, PDT might no be the best treatment option for young patients considering their higher risk of recurrence.
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Anogenital lichen sclerosus is a chronic, inflammatory, mucocutaneous disorder of significant morbidity. Common symptoms include pruritus, pain, dysuria, and dyspareunia, frequently of difficult control. Photodynamic therapy (PDT) may be an effective therapeutic option in selected cases refractory to first--‐line treatment options. However, procedure--‐related pain is a limiting factor in patient adherence to treatment. Conscious sedation and analgesia with a ready--‐to--‐use gas mixture of nitrous oxide and oxygen is useful in short--‐term procedures. It provides a rapid, effective, and short--‐lived effect, without the need for anesthesiology support. A 75--‐year--‐old woman presented with a highly symptomatic, histologically confirmed vulvar lichen sclerosus, with at least 15 years of evolution. Pain, pruritus, and dysuria were intense and disabling. Treatment with ultrapotent topical corticosteroids proved to be ineffective despite patient compliance. She was then referred for PDT. A total of 3 sessions were performed, held at a mean interval of 9 weeks, and under the analgesic and sedative effect of nitrous oxide/oxygen gas. Response to treatment was evaluated through a daily, self--‐reported pain rating scale. Dysuria remitted completely after the first PDT session. An 80% reduction in pruritus and pain was observed after the third session, and has been sustained for the past six months without further need for topical corticotherapy. Treatment sessions were well tolerated and pain-- free, with no side effects to report. PDT appears to be effective in the symptomatic treatment of vulvar lichen sclerosus. To the authors’ knowledge this is the first case reporting the use of inhaled nitrous oxide/oxygen gas mixture during PDT performed in the genital area. Its analgesic and sedative effects may increase patients’ adherence to this painful procedure. Furthermore, given its safety, it can be easily managed in outpatient clinics by trained dermatologists.
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Chronic leg ulcers are persistent conditions that might be a diagnostic and therapeutic challenge, with great impact in health care costs and patients’ quality of life. We report a case of a 60-year-old woman, with long-lasting recalcitrant leg ulcers, which led to left leg amputation 10 years ago. Several attempts to heal the right leg were made, including skin grafting in three different occasions and several surgical debridements, all with unsatisfactory outcome. Some months before the ulcers began, the patient had been diagnosed with undifferentiated connective tissue disease because of arthralgia and positive antinuclear antibodies, therefore low dose systemic corticosteroids and azathioprine were prescribed. For the last 4 years she has been followed in our department and since then no evidence of clinical or laboratorial criteria for autoimmune diseases was found, thus the immunosuppressive therapy was stopped. She maintained ever since a high rheumatoid factor but without other evidence of autoimmune disease. Medical history was otherwise irrelevant. Several cutaneous biopsies were performed, with no evidence of malignancy or vasculitis. Recently, cryoglobulins became positive, with type 2b cryoglobulin identification on immunofluorescence. Serology for Hepatitis C virus was consistently negative, hence an Essential type 2 Cryoglobulinemia diagnosis was established. No renal impairment, vascular purpura, arthralgia or arthritis was found. The authors emphasize the importance of considering less common etiologies for chronic leg wounds, even in the absence of other suggestive symptomatology, as well as the pertinence of reconsidering diagnosis in highly suspect cases.
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Adnexal skin tumours are rare conditions, and often clinically indistinguishable from other cutaneous neoplasms. Porocarcinoma, a sweat gland malignant tumour, is more commonly found on extremities. Few reports in other anatomic locations can be found in the literature, and those arising on the scalp are even scarcer. The authors report the case of an 84-year-old diabetic man, with a tumour on the left parietal region for 1 year, which histopathological features were consistent with porocarcinoma. The importance of histopathologic diagnosis is hereby emphasized by the more aggressive behaviour of this tumour, therefore requiring clinical actuation accordingly.