1000 resultados para Euplotes sp.
Resumo:
Estima-se que menos de 10% dos animais marinhos comercializados para fins ornamentais sejam originários de produção em aquacultura. O desenvolvimento de “hatchery’s” de peixes de recife são essenciais para uma reprodução em cativeiro, confiável e sustentável, para que seja possível reduzir a pressão sobre as populações selvagens. O principal entrave à aquacultura ornamental marinha é a criação de larvas, devido à dificuldade em obter um alimento vivo, uma vez que, estas são muito pequenas quando eclodem. Rotíferos e artémia são as presas vivas mais utilizados na produção de peixes marinhos, mas não são utilizadas para larvas de peixes ornamentais devido à sua dimensão. Recentemente, os ciliados Euplotes sp. surgiram como uma potencial presa viva estas para larvas, devido ao seu pequeno tamanho, podem preencher a lacuna existente entre a primeira alimentação e a aceitação de rotíferos ou náuplios de copépodes. O presente trabalho teve como objetivo otimizar as condições de cultivo quer de alimentação (melhor alimentação, frequência e quantidade), fotoperíodo, salinidade e temperatura para a produção em massa de Euplotes sp.. Os principais resultados mostraram que as culturas de Euplotes sp. podem alcançar o seu crescimento ótimo com o fornecimento de 0,25 g/L de levedura de padeiro (S.cereviviae) a cada três dias, salinidade 30, 28ºC de temperatura, fotoperíodo de 12hLuz:12hEscuro, com arejamento constante. Neste momento, o conhecimento sobre a produção em escala de ciliados é muito reduzido e este estudo veio fornecer, pela primeira vez, informações técnicas sobre as condições ideais para a produção em escala deste potencial alimento de larvas de peixes marinhos ornamentais.
Resumo:
A crescente preocupação com o lançamento de nutrientes aos corpos d'água e seu impacto sobre a qualidade dos mananciais justifica o aprofundamento do estudo de técnicas de tratamenot de águas residuárias que promovam a remoção destes poluentes. Com a finalidade de estudar a remoção do nitrogênio, foram operados dois sistemas biológicos de tratamento de efluentes por lodos ativados em escala piloto. Esses sistemas apresentavam diferenças em relação a seu fluxo de operação, onde um deles trabalhava de forma intermitente (Reator Seqüencial em Batelada) enquanto o outro se caracterizava por apresentar um fluxo contínuo (Bardenpho). A pesquisa foi realizada no tratamento de esgoto doméstico e dividiu-se em duas etapas: na primeira, foi adotada uma idade de lodo de 10 dias como parâmetro operacional enquanto que, na segunda , adotou-se uma idade de lodo de 30 dias. O monitoramento dos processos foi realizado por meio de análises físico-químicas e também pela observação da microfauna presente no lodo, como um parâmetro adicional de controle dos sistemas. O RSB apresentou-se mais eficiente do que o sistema de fluxo contínuo ao longo das duas etapas da pesquisa Na primeira fase, o RSB apresentou remoções médias de 88, 86 e 59% para a DQO, nitrogênio total e ST, respectivamente, enquanto que, para o sistema em fluxo contínuo, essas remoções foram de 76, 56 e 50%, respectivamente. Na segunda etapa, o RSB apresentou uma remoção média de 88% para DQO, 88% para nitrogênio total e 50% para ST, enquanto que o sistema contínuo apresentou valores médios de 72,49 e 29%, respectivamente. Os sistemas de tratamento apresentaram boas condições de sedimentabilidade durante as duas etapas comprovadas através dos valores obtidos a partir do stestes do IVL e IVLA. Observou-se uma variação da composição da microfauna nos dois sistemas de fluxo contínuo e uma predominância de ciliados fixos no RSB. No RSB, a presença de ciliados fixos esteve associada a boas condiçôes de sedimentabilidade e de remoção de matéria orgânica enquanto que no sistema contínuo, esta associação deu-se com o gênero Euplotes sp. e com os metazóarios. Observaram-se relações entre a presença de amebas e a remoção de nitrogênio no RSB. A presença de ciliados rastejantes esteve associada à geração de um efluente com baixa concentração de SSV em ambos os sistemas de tratamento.
Resumo:
A monitoring programme for microzooplankton was started at the long-term sampling station ''Kabeltonne'' at Helgoland Roads (54°11.30' N; 7°54.00' E) in January 2007 in order to provide more detailed knowledge on microzooplankton occurrence, composition and seasonality patterns at this site and to complement the existing plankton data series. Ciliate and dinoflagellate cell concentration and carbon biomass were recorded on a weekly basis. Heterotrophic dinoflagellates were considerably more important in terms of biomass than ciliates, especially during the summer months. However, in early spring, ciliates were the major group of microzooplankton grazers as they responded more quickly to phytoplankton food availability. Mixotrophic dinoflagellates played a secondary role in terms of biomass when compared to heterotrophic species; nevertheless, they made up an intense late summer bloom in 2007. The photosynthetic ciliate Myrionecta rubra bloomed at the end of the sampling period. Due to its high biomass when compared to crustacean plankton especially during the spring bloom, microzooplankton should be regarded as the more important phytoplankton grazer group at Helgoland Roads. Based on these results, analyses of biotic and abiotic factors driving microzooplankton composition and abundance are necessary for a full understanding of this important component of the plankton.
Resumo:
This study documents, for the first time, the abundance and species composition of protist assemblages in Arctic sea ice during the dark winter period. Lack of knowledge of sea-ice assemblages during the dark period has left questions about the retention and survival of protist species that initiate the ice algal bloom. Sea-ice and surface water samples were collected between December 27, 2007 and January 31, 2008 within the Cape Bathurst flaw lead, Canadian Beaufort Sea. Samples were analyzed for protist identification and counts, chlorophyll (chl) a, and total particulate carbon and nitrogen concentrations. Sea-ice chl a concentrations (max. 0.27 µg/l) and total protist abundances (max. 4 x 10**3 cells/l) were very low, indicating minimal retention of protists in the ice during winter. The diversity of winter ice protists (134 taxa) was comparable to spring ice assemblages. Pennate diatoms dominated the winter protist assemblage numerically (averaging 77% of total protist abundances), with Nitzschia frigida being the most abundant species. Only 56 taxa were identified in surface waters, where dinoflagellates were the dominant group. Our results indicate that differences in the timing of ice formation may have a greater impact on the abundance than structure of protist assemblages present in winter sea ice and at the onset of the spring ice algal bloom.
Abundance of dinoflagellates and ciliates at time series station Helgoland Roads, North Sea, in 2009