918 resultados para Epidemiology, descriptive
Resumo:
Estudo transversal que objetiva analisar a ocorrência de casos de hanseníase em menores de 15 anos de idade residentes no Município de Fortaleza e notificados no SINAN. Os indicadores epidemiológicos nesta população mostram hiperendemicidade. Operacionalmente observa-se a manutenção da concentração de atendimento em algumas unidades de referência, apesar de alguns avanços. Diagnóstico tardio, elevado grau de incapacidade no diagnóstico e baixo grau de avaliação de contatos registrados revelam a fragilidade das ações de controle. Ressalta-se a possibilidade de erro diagnóstico frente às características da infecção nesta população. A ocorrência de casos de hanseníase nesta população representa um indicador epidemiológico de grande relevância e sua análise amplia a discussão sobre problemas operacionais na rede de serviços de saúde.
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OBJETIVO: Descrever o perfil de pacientes adultos residentes no município de São Paulo que evoluíram para óbito associado à tuberculose, segundo fatores biológicos, ambientais e institucionais. MÉTODOS: Estudo descritivo, abrangendo todos os óbitos por tuberculose (N=416) ocorridos em 2002, entre maiores de 15 anos. Os dados analisados foram obtidos do Sistema Municipal de Informações de Mortalidade, prontuários hospitalares, Serviço de Verificação de Óbitos e Sistema de Vigilância de Tuberculose. Os cálculos dos riscos relativos e intervalos de confiança de 95 por cento (IC 95 por cento) tiveram como referência o sexo feminino, grupo de 15 a 29 anos, e os naturais do Estado de São Paulo. A análise comparativa usou o teste do qui-quadrado de Pearson e o exato de Fisher para variáveis categóricas e o teste Kruskal-Wallis para variáveis contínuas. RESULTADOS: Do total de óbitos, 78 por cento apresentavam a forma pulmonar; o diagnóstico foi efetuado após a morte em 30 por cento e em unidades de atendimento primário em 14 por cento dos casos; 44 por cento não iniciaram tratamento; 49 por cento não foram notificados; 76 por cento eram homens e a mediana da idade foi de 51 anos; 52 por cento tinham até quatro anos de estudo, 4 por cento eram prováveis moradores de rua. As taxas de mortalidade aumentavam com a idade, sendo de 5,0/100.000 no município, variando de zero a 35, conforme o distrito. Para 82 de 232 pacientes com registro de tratamento, havia referência de tratamento anterior, e desses, 41 o haviam abandonado. Constatou-se presença de diabetes (16 por cento), doença pulmonar obstrutiva crônica (19 por cento), HIV (11 por cento), tabagismo (71 por cento) e alcoolismo (64 por cento) nos pacientes. CONCLUSÕES: Homens acima de 50 anos, migrantes e residentes em distritos com baixo Índice de Desenvolvimento Humano apresentam maiores riscos de óbito. )A pouca escolaridade e apresentar co-morbidades são características importante Observou-se baixa participação das unidades básicas de saúde no diagnóstico e a elevada sub-notificação
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Objetivo: Caracterizar o perfil dos pacientes com tuberculose pulmonar (TBP) no município de Santos (SP) segundo fatores biológicos, ambientais e institucionais. Métodos: Estudo descritivo, com dados obtidos na vigilância da TB, abrangendo pacientes com TBP maiores de 15 anos de idade, residentes em Santos (SP) e com tratamento iniciado entre 2000 e 2004. Resultados: Foram identificados 2.176 casos, e 481 apresentavam história prévia de TB. Desses, 29,3 por cento curaram-se no episódio anterior, e 70,7 por cento abandonaram o tratamento. Em 61,6 por cento e em 33,8 por cento dos casos, o diagnóstico foi confirmado por baciloscopia e por critérios clínico-radiológicos, respectivamente; 69.0 por cento eram homens, e 69,5 por cento situavam-se entre 20 a 49 anos. Houve 732 hospitalizações, com tempo médio de permanência de 32 dias na primeira internação. A prevalência de alcoolismo, diabetes e coinfecção TB/HIV foi de, respectivamente, 11,7 por cento , 8,2 por cento e 16,2 por cento, com declínio dessa última de 20,7 por cento para 12,9 por cento no período de estudo. O desfecho do tratamento para 71,0 por cento , 12,1 por cento , 3,2 por cento e 3,3 por cento foi, respectivamente, cura, abandono, óbito por TB e óbito por TB/HIV. O tratamento supervisionado de curta duração foi aplicado em 63,4 por cento dos casos, e não houve diferenças nos desfechos entre os tipos de tratamento (p > 0,05). A incidência anual média de TBP foi de 127,9/100.000habitantes (variação: 72,8-272,92/100.000 conforme a região). A taxa anual média de mortalidade por TBP foi de 6,9/100.000 habitantes. Conclusões: Em áreas hiperendêmicas de TB, o tratamento supervisionado de curta duração deve ser priorizado para os grupos de risco para o abandono de tratamento ou óbito, e a busca de TB entre contatos deve ser intensificada
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OBJECTIVE: To identify risk factors associated with infant mortality and, more specifically, with neonatal mortality. METHODS: A case-control study was carried out in the municipality of Caxias do Sul, Southern Brazil. Characteristics of prenatal care and causes of mortality were assessed for all live births in the 2001-2002 period with a completed live-birth certificate and whose mothers lived in the municipality. Cases were defined as all deaths within the first year of life. As controls, there were selected the two children born immediately after each case in the same hospital, who were of the same sex, and did not die within their first year of life. Multivariate analysis was performed using conditional logistic regression. RESULTS: There was a reduction in infant mortality, the greatest reduction was observed in the post-neonatal period. The variables gestational age (<36 weeks), birth weight (<2,500 g), and 5-minute Apgar (<6) remained in the final model of the multivariate analysis, after adjustment. CONCLUSIONS: Perinatal conditions comprise almost the totality of neonatal deaths, and the majority of deaths occur at delivery. The challenge for reducing infant mortality rate in the city is to reduce the mortality by perinatal conditions in the neonatal period.
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BACKGROUND - The scientific production of dermatology is not very known and studied in quantitative and qualitative aspects in Brazil.OBJECTIVE - To study the characteristics of the Brazilian scientific production published on the Anais Brasileiros de Dermatologia from 2003 to 2007.METHODS - A transversal study of articles published on the clinical, epidemiological, laboratory and therapeutic investigation, - case report and 'communication sections of the Anais Brasileiros de Dermatologia, from 2003 to 2007, were reviewed. The variables studied were: the dermatological subspecialty focused, methodological analysis used; diseases or disorders investigated and the understanding of authors related to the communication section.RESULTS - Among investigational manuscripts, clinical studies prevailed (60.3%), those with surgical or cosmetic interest accounted for 13%. Descriptive and observational studies were the most common (81.9%), particularly the case series (50%). Infectious (33.6%) and inflammatory disease (28.6%.) was the subject of investigation or case report, respectively, Case report was the most common subject on the communication section.CONCLUSION - Descriptive methods were predominant among the research articles published in the studied period. More sophisticated and elaborated methods were uncommon. Research designs and critical analysis of the scientific literature must be part of the curriculum of the graduate and residency programs in dermatology.
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Objective: to describe the profile of non-fatal cases related to interpersonal violence treated in an emergency care unit of reference that serves seven municipalities of the state of São Paulo, Brazil, from 2008 to 2010. Methods: the study data came from the cases reported from the Epidemiological Vigilance in Penápolis-SP to the Brazilian Information System for Notifiable Diseases; variables were shown according to the Notification/Investigation Individual Formulary of Domestic, Sexual, and/or other Types of Violences. Results: 109 occurrences were studied; most of the victims were young and female (93.6%); and the aggressors, mostly were men (57.8%), partners or relatives/acquaintances of victims. Physical violence was the main form of aggression (93.6%), principally in the home (67.9%), on Sunday (16.5%), between 6:01pm and 12:00pm (57.8%). Conclusion: the cases reported had a consistent profile of domestic family violence against women, different from other studies about interpersonal violence in large cities and metropolitan regions
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Objective: to describe technical complaints and adverse drug events reported in a sentinel hospital in São Paulo state in 2009 and 2010. Methods: This is a descriptive study. Information was obtained from the sentinel hospital Risk Management database. Results: we found 199 reports related to drugs: 70.0% were technical complaints, 21.0% ineffective therapy and 9.0% adverse reaction to medication. The pharmacological groups with highest number of reports were: drugs that act on alimentary tract and metabolism (25.1%), the nervous system (25.1%) and anti-infective drugs for systemic use (22.1%). Conclusion: technical complaints and adverse drug events were frequent, despite recognized underreporting. The characterization of these events could inform the adoption of control measures and permanent educational actions in health services in order to prevent their occurrence.
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OBJETIVO: caracterizar o perfil sóciodemográfico e epidemiológico de pessoas com co-infecção Tb/HIV, residentes no distrito administrativo Capão Redondo do Município de São Paulo no período de 2000 a 2009. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo. RESULTADOS: De um total de 1.612 casos de tuberculose, 162 casos foram positivos para o HIV. Houve predomínio da faixa etária de 30 a 39 anos (39,5%), sexo masculino (61,1%) e a forma pulmonar (68,5%). Apenas 47,5% dos casos evoluíram para a cura, 13% abandonaram o tratamento e 32,2% foram a óbito. RESULTADOS: Ressalta-se a necessidade do conhecimento da situação da co-infecção Tb/HIV no sentido de oferecer uma assistência adequada a esta clientela, considerando que ambas as enfermidades não podem ser discutidas isoladamente. CONCLUSÃO: Conclui-se que os casos de associação Tb/HIV contribuem para a não adesão ao tratamento e aumento da taxa de mortalidade.
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Objetivo: conhecer a prevalência de Trypanosoma cruzi entre os doadores de sangue, analisar a organização da rede de hemoterapia e as normas de segurança do sangue para transfusão no Brasil no ano de 2007. Métodos: estudo descritivo utilizando-se os Regulamentos Técnicos para hemoterapia definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o questionário aplicado aos Hemocentros Coordenadores (HC) do Brasil. Resultados: responderam 84% dos hemocentros, onde doaram sangue 3.251.361 indivíduos, sendo 1.192 (0,04%) excluídos na triagem clínica por risco presumido para doença de Chagas; foram realizadas 2.726.668 sorologias; 5.432 (0,20%) foram reagentes para Trypanosoma cruzi e 3.065 (0,11%) inconclusivas. Conclusão: a falta de resposta dos Estados de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Goiás e Rondônia constituiu limitação ao estudo; entretanto, os resultados obtidos sugerem baixa prevalência de Trypanosoma cruzi entre os doadores de sangue e indicam o cumprimento dos procedimentos para a segurança do sangue definidos pela Anvisa.
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A coqueluche vem reemergindo enquanto importante problema de saúde pública em vários países do mundo, apesar das altas coberturas vacinais na infância. O objetivo geral deste estudo foi avaliar a morbimortalidade da coqueluche no Brasil e os objetivos específicos foram: estimar as taxas de mortalidade, incidência e letalidade anuais, geral e por faixa etária, por unidade da federação e regiões do país; caracterizar a sazonalidade da doença; estimar as taxas de hospitalização anuais por faixa etária e verificar as características clínicas, histórico de contato e vacinação prévia dos casos notificados da doença. Métodos: estudo descritivo, baseado nos casos de coqueluche notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), de 2006 a 2013. Os resultados mostraram aumento nas taxas de incidência de coqueluche no Brasil, a partir de 2011. Em 2013, foram confirmados 6.523 casos de coqueluche no país, três vezes o número de casos confirmados em 2011, com incidência geral de 3,24 /100.000 habitantes e incidência em menores de um ano de 125,82/100.000 habitantes, as maiores durante o período estudado. As crianças menores de um ano foram as mais acometidas pela doença em todas as macrorregiões. Em 2013, todas as regiões, exceto a região sul, apresentaram suas maiores taxas de incidência geral, com destaque para as regiões sudeste e centro-oeste com 4,0 e 3,1 por 100.000 habitantes, respectivamente. As maiores taxas de letalidade foram observadas na faixa etária menor de dois meses de idade, variando de 4,0% (2008) a 9,5% (2010). As taxas de letalidade foram maiores em crianças menores de seis meses em todas as regiões, sendo as regiões nordeste e sudeste as que apresentaram maiores taxas ao longo dos anos, exceto em 2013, quando o centro-oeste superou o nordeste. Houve predomínio dos casos nos meses mais quentes, entre novembro e março. A maioria das hospitalizações ocorreu na faixa etária de menores de um ano, principalmente em menores de quatro meses, cuja frequência de hospitalização ficou em torno de 75%. A tosse e o paroxismo foram os sintomas mais frequentes, independente da faixa etária, e a cianose foi importante sintoma nos menores de dois meses, com uma frequência de 80% nos casos confirmados desta faixa etária. A complicação mais comum foi pneumonia (13,93%), principalmente na faixa etária menor de dois meses, com frequência de 27,5%. O critério mais utilizado para diagnóstico de coqueluche foi o clínico, seguido pelo laboratorial que aumentou a partir de 2011, ano em que foi responsável por 49,9% dos diagnósticos. A maioria dos casos confirmados (51%) não relatou contato prévio com casos suspeitos ou confirmados de coqueluche, no entanto quando presente, a maioria dos contatos ocorreu no domicílio (70,6%). Os resultados mostraram aumento dos casos de coqueluche no Brasil, a partir de 2011, com as maiores taxas de incidência, hospitalizações, complicações e letalidade na faixa etária de menores de um ano
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Incidence registration and survival data for non-melanocytic skin neoplasms and cutaneous melanoma have been abstracted from the population-based system of the Cancer Registry of the Swiss Canton of Vaud, which has been operating in a particularly favourable environment, since the large majority of cutaneous lesions resected in the area are examined by a pathologist. Among the 5,712 cases registered, 66.7% were basal-cell carcinomas, 20.6% squamous-cell cancers, 9.3% cutaneous melanomas and 3.4% other miscellaneous histological types. The distribution by histological type did not differ appreciably in the 2 sexes, but there were marked inter-sex differences as regards anatomical site. In both sexes, head and neck was by far the commonest localization for non-melanomatous neoplasms (69 to 81% of all incident cases), followed by trunk for basal-cell cancers (18% in males, 15% in females) and upper limb for squamous-cell (10% in males, 17% in females). The distribution of skin melanomas differed considerably between the 2 sexes, by far the commonest site being the trunk for males (45% of cases) and lower limbs for females (40%), followed by head and neck (22% in both sexes). Incidence rates for both basal- and squamous-cell cancers increased with age, and rates were higher in males for each localization except the lower limb. In contrast, incidence for melanoma was higher in females, and incidence rates did not increase with age above 55 years for all sites except head and neck. This can be interpreted in terms of cohort effect, since mortality from melanoma has substantially increased in Switzerland across subsequent birth cohorts. Although this study is essentially descriptive, accurate inspection of these data provides some support for the major aetiological hypotheses of skin carcinogenesis, i.e., the observation that the large majority of basal- and squamous-cell cancers arise on the head and neck confirms the importance of long-term ultraviolet exposure; the relative excess of squamous-cell as compared to basal-cell neoplasms on the upper limb may suggest the role of exposure to other (chemical) carcinogens; and the proportional excess of melanomas on the trunk in males and lower limb in females further indicates that intermittent exposure to sunlight is probably the relevant aetiologic factor for melanocytic skin neoplasms.
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The prevalence of anal anomalies among 4,618,840 births recorded in 33 EUROCAT registries between 1980 and 1994 was 4.05 per 10,000 births. Of the 1,846 recorded cases, 672 (36.4%) were isolated anal anomalies while 1,174 (63.6%) occurred together with other anomalies. Only isolated anal anomalies were analyzed in this study: 75.5% were atresias, 10.1% of which were above and 89.9% were below the level of the levator ani muscle. Fistula occurred in 53% of supralevator and 37% of infralevator atresia. Other anal anomalies were ectopic anus (3.4%), congenital anal fistula (14.7%), and persistent cloaca (0.9%). There was a predominance of males in anal atresia without fistula (male to female (M:F) ratio was 6.7 for supralevator and 2.3 for infralevator atresia), but no significant sex difference in atresias with fistula. There was a predominance of females in ectopic anus and congenital anal fistula (M:F = 0.11 and 0.36 respectively). High frequencies of fetal deaths were recorded in supralevator atresia without fistula (8.3%) and in persistent cloaca (11.1%). Mean gestational length and mean birth weights were reduced for persistent cloaca but were within normal limits for other isolated anal anomalies. Odds ratios (ORs) for mothers above 35 years were increased for supralevator atresia without fistula, supralevator atresia with fistula, and congenital anal fistula. ORs for mothers below 30 years were slightly increased for supralevator atresia without fistula and decreased for persistent cloaca. There were marked differences in prevalence and distribution of anal anomalies among the EUROCAT registries. The results indicated that there are epidemiological differences among the various types of anal anomalies which might reflect different embryological origins.
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Cornelia de Lange syndrome (CdLS) is a multiple congenital anomaly/mental retardation syndrome consisting of characteristic dysmorphic features, microcephaly, hypertrichosis, upper limb defects, growth retardation, developmental delay, and a variety of associated malformations. We present a population-based epidemiological study of the classical form of CdLS. The data were extracted from the database of European Surveillance of Congenital Anomalies (EUROCAT) database, a European network of birth defect registries which follow a standard methodology. Based on 23 years of epidemiologic monitoring (8,558,346 births in the 1980-2002 period), we found the prevalence of the classical form of CdLS to be 1.24/100,000 births or 1:81,000 births and estimated the overall CdLS prevalence at 1.6-2.2/100,000. Live born children accounted for 91.5% (97/106) of cases, fetal deaths 2.8% (3/106), and terminations of pregnancy following prenatal diagnosis 5.7% (6/106). The most frequent associated congenital malformations were limb defects (73.1%), congenital heart defects (45.6%), central nervous system malformations (40.2%), and cleft palate (21.7%). In the last 11 years, as much as 68% of cases with major malformations were not detected by routine prenatal US. Live born infants with CdLS have a high first week survival (91.4%). All patients were sporadic. Maternal and paternal age did not seem to be risk factors for CdLS. Almost 70% of patients, born after the 37th week of gestation, weighed <or=2,500 g. Low birth weight correlated with a more severe phenotype. Severe limb anomalies were significantly more often present in males.