998 resultados para Endocardite Bacteriana
Resumo:
A endocardite bacteriana é uma grave doença infecciosa cujo tratamento é tradicionalmente feito com o paciente internado. recebendo medicação intravenosa. A possibilidade de tratamento domiciliar ou ambulatorial. em casos estritamente selecionados. é atraente tanto do ponto de vista social quanto do econômico. Apresentamos o relato de 6 pacientes com diagnóstico de endocardite bacteriana por Streptococcus. tratados parcial ou integralmente em regime ambulatorial. Todos evoluíram sem complicações e com resolução completa do quadro infeccioso.
Resumo:
A síndrome febril indeterminada no idoso coloca sempre alguma dificuldade diagnóstica. A endocardite infecciosa, pela relativa raridade e pela atipia das suas manifestações é muitas vezes esquecida neste grupo etário, onde outras causas, nomeadamente neoplásicas, são primeiramente consideradas. Os autores apresentam um caso clínico de uma doente idosa com endocardite infecciosa subaguda mitral e tricuspide, cujo diagnóstico foi estabelecido apenas após embolização periférica. Para além de fenómenos embólicos múltiplos, esta doente teve ainda como complicação um aneurisma micótico da artéria femural esquerda a que foi operada.
Resumo:
A implantação de piercings corporais tem sido uma prática cada vez mais comum nas últimas décadas, sobretudo entre os mais jovens. No entanto, não se trata de um procedimento inócuo, podendo apresentar complicações tão graves como a endocardite infecciosa, que pode surgir em indivíduos com ou sem cardiopatia de base. Neste artigo relatamos o caso de uma endocardite pós piercing numa jovem com pacemaker definitivo, tendo havido necessidade de intervenção cirúrgica. Fazemos igualmente uma revisão dos casos de endocardite pós piercing descritos na literatura. Agora que as recomendações da American Heart Association para a profilaxia de endocardite infecciosa estão mais restritas, discutimos a necessidade de inclusão dos piercings corporais nos procedimentos a merecerem terapêutica profiláctica nos indivíduos de alto risco.
Resumo:
A Nocardia é responsável por diversos tipos de infecção quer em receptores imunocompetentes, quer imunocomprometidos e pode afectar qualquer órgão. A endocardite a Nocardia spp é muito rara e tem mau prognóstico. Segundo o nosso conhecimento e após revisão da literatura, foram reportados apenas 12 casos de endocardite a Nocardia, a maioria tratada com substituição valvular. Reportamos o primeiro caso descrito em Portugal de endocardite protésica a Nocardia, tratado com sucesso apenas com terapêutica antimicrobiana (trimetoprimsulfametoxazol), sem necessidade de substituição valvular.
Resumo:
A associação da endocardite por Estreptococos bovis com neoplasias do colon tem sido referida na literatura. Descreve-se um doente cuja endocardite por estreptococos bovis, determinou uma avaliação colonoscóspica, que permitiu o diagnóstico e tratamento cirúrgico de um adenocarcinoma do colon.
Resumo:
Paciente de 35 anos de idade foi atendido em Serviço de Emergência com seis horas de dor em fossa ilíaca direita e febre. Feita hipótese diagnóstica de apendicite aguda e realizada laparotomia exploradora. com apendicectomia. O paciente retornou ao hospital três dias após alta hospitalar. prostrado. febril. com alteração de fala. diminuição de nível de consciência e com hemiparesia completa à esquerda. CT scan de crânio e punção de líquor normal. RMN de encéfalo revelou aspectos compatíveis com AVC isquêmico vertebro-basilar. Ecocardiograma transesofágico demonstrou vegetação em valva aórtica e insuficiência aórtica moderada e hemoculturas foram positivas para Enterococcus bovis.
Resumo:
Descrevemos o caso de uma paciente de 66 anos de idade, com endocardite infecciosa por Streptococcus bovis e adenocarcinoma colônico, que desenvolveu insuficiência aórtica grave aguda. Foi submetida à cirurgia de troca valvar aórtica e posteriormente à ressecção tumoral (hemicolectomia direita). É importante ressaltar a necessidade de complementação do estudo do cólon, mesmo em indivíduos assintomáticos, quando diagnosticamos endocardite infecciosa por S. bovis.
Resumo:
Lactococcus garvieae, patógeno zoonótico emergente, é responsável por mastite em ruminantes e septicemia em peixes. Embora seja considerado oportunista e raramente causar infecções em humanos, sua incidência deve estar subestimada devido à dificuldade do diagnóstico. Há pouquíssimos relatos de osteomielite, abscesso hepático e peritonite, e apenas nove casos descritos na literatura mundial de endocardite. Relatamos o primeiro caso de endocardite por Lactococcus garvieae da América Latina em paciente portadora de prótese valvar metálica, com quadro de febre diária, calafrios, nodos de Osler e seis hemoculturas positivas para Lactococcus garvieae, que preenchiam os critérios de Duke para o diagnóstico de "endocardite infecciosa definitiva"
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Infective endocarditis is a process in which an infection attacks the heart endothelial surface, and is commonly caused by bacterial colonization, which is called bacterial endocarditis. It is a condition rarely found in dogs and cats, and is more prevalent in male dogs of large size. It mainly affects the left side of the heart, affecting the mitral and aortic valves with greater frequency. The circulation of the bacterium in the bloodstream is what gives rise endocarditis, and is caused by any non-aseptic process that serves as a gateway for bacterium in the body, as from a skin lesion, even as an invasive procedure, such as, catheterization and surgery. The ante-mortem diagnosis is difficult because the clinical signs of endocarditis are varied and common to other diseases, summing up the signs of infection (fever, lethargy, weight loss), and presence of heart murmur and may show signs of congestive heart failure. Thus, the diagnosis is most often through autopsy. To arrive at a diagnosis should be used, besides the history and physical examination, some laboratory tests, especially blood cultures and echocardiography. Treatment is accomplished through the use of antibiotics for long period of time, it is very important to follow the results of susceptibility after its outcome is revealed. The prognosis for bacterial endocarditis ranges from guarded to poor, and can be assessed mainly by the echocardiography. There are few studies in veterinary about the bacterial endocarditis, and the majority is case reports
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A 66-year-old female with Streptococcus viridans aortic and tricuspid infective endocarditis develops, during the course of antibiotic therapy, rupture of a right coronary sinus of Valsalva aneurysm to the right ventricle. An urgent cardiac surgery is preformed with implantation of a mechanical aortic prosthesis and a right coronary sinus plasty. Six months later a huge aortic pseudoaneurysm is diagnosed and she is submitted to a second uneventful surgery. A review is done for the significant features with discussion of diagnosis and therapy.
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BACKGROUND: Valve surgery in children is aimed at restoring correct hemodynamics with few reoperations and limited resort to prostheses, which would imply early deterioration or definitive hypocoagulation. OBJECTIVES: Report a series of paediatric pts with acquired mitral valve disease, mostly due to rheumatic disease, in whom it was possible, for the great majority, to repair the damaged valve. DEMOGRAPHICS: Fifty children with predominant mitral valve disease, 47 rheumatic (94%) and 3 after endocarditis were consequently operated by the same surgical team over the last five years. Ages were 12.5+/-3.1 yrs and weights 33.2+/-8.4 Kg, 30 pts presented with predominant mitral regurgitation and 20 pts had significant stenosis. In 8 pts there also moderate to severe aortic regurgitation and in 2 pts severe tricuspid regurgitation was present. Patients were not operated during the acute phase of the disease. Five pts were reoperations and from those, all but one received mechanical prosthesis. RESULTS: In all operations the intention was to repair the mitral valve. In 46 pts complex mitral valvuloplasties were performed extended comissurotomies, shortening of chordae, chordal replacement with PTFE, and reconstruction of valve leaflefts by direct patching or pericardial extension of the retracted posterior leaflet (78.2% cases), plus reshaping of the annulus by using a fixed prosthetic CE ring (sizes 26 to 32) in every case. Ring sizes correlated poorly with body weights, but correlation was close and positive for the use of pericardial advancement of the posterior leaflet (p<0.01). There was no operative mortality, but one pt died early from sepsis and there was no late mortality. Maximum follow up extends now to 50 months (median 28 months) and functional evaluation, at latest follow up, as assessed by Doppler Echocardiography, showed residual mitral regurgitation, mild-moderate in 4 pts and LA-LV gradients mild in 5 and moderate in 2 pts. NYHA functional class, at present follow-up is class I for 43 pts (88%) and class II in the remaining 6 pts. Along the follow-up period 2 pts had to be reoperated for early repair failures and other three for late failures, presently freedom for reoperation is 91.8% at 5 years. CONCLUSIONS: Mitral valve repair in children with rheumatic lesions can be achieved for the great majority of cases by using different techniques. Pericardial extension of the retracted posterior leaflet allowed the use of a bigger size prosthetic ring. Intermediate functional results are good with fair functional classes and few reoperations but follow-up is short and does not allow us to draw conclusions about the long-term results of the repair in these rheumatic patients.
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Infective endocarditis (IE) is now rare in developed countries, but its prevalence is higher in elderly patients with prosthetic valves, diabetes, renal impairment, or heart failure. An increase in health-care associated IE (HCAIE) has been observed due to invasive maneuvers (30% of cases). Methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA) and Enterococcus are the most common agents in HCAIE, causing high mortality and morbidity. We review complications of IE and its therapy, based on a patient with acute bivalvular left-sided MRSA IE and a prosthetic aortic valve, aggravated by congestive heart failure, stroke, acute immune complex glomerulonephritis, Candida parapsilosis fungémia and death probably due to Serratia marcescens sepsis. The HCAIE was assumed to be related to three temporally associated in-hospital interventions considered as possible initial etiological mechanisms: overcrowding in the hospital environment,iv quinolone therapy and red blood cell transfusion. Later in the clinical course,C. parapsilosis and S. marcescens septicemia were considered to be possible secondary etiological mechanisms of HCAIE.
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OBJETIVO: Analisar os resultados imediatos, clínicos e ecocardiográficos, com o uso do homoenxerto aórtico criopreservado no tratamento cirúrgico da valva aórtica. MATERIAL: Dezoito pacientes com lesão na valva aórtica receberam homoenxerto aórtico criopreservado, sendo 15 homens, 10 com insuficiência aórtica e oito, estenose aórtica. A idade variou de 18 a 65 (média de 44,5 ± 18,14) anos. Quatro pacientes apresentavam endocardite bacteriana em atividade, 12 estavam em classe funcional II, seis em classe funcional III (NYHA). A função ventricular esquerda era normal em 15 pacientes. RESULTADOS: A mortalidade hospitalar foi de 5,5% (um paciente), por insuficiência respiratória, os demais receberam alta hospitalar entre o 5° e 8° dia de pós-operatório em classe funcional I. O gradiente transvalvar aórtico máximo, ao ecocardiograma, variou de zero a 30 mmhg, com média de 10,9 ± 9,2 mmhg. Cinco pacientes não apresentavam nenhum grau de refluxo pelo homoenxerto, 11 (61,1%) tinham refluxo mínimo e dois apresentavam refluxo leve. O tempo de circulação extracorpórea variou de 130 a 220 (média de 183,9 ± 36,7) minutos. O tempo de pinçamento da aorta variou de 102 a 168 (média de 139,14 ± 25,10) minutos. O sangramento no pós-operatório variou 210 a 1220 ml, com média de 511,4 ± 335,1 ml e não houve reoperações. O tempo de intubação orotraqueal variou de 2h e 50min a 17 h com média de 9,14 ± 3,6 h. CONCLUSÃO: O homoenxerto aórtico criopreservado pode ser utilizado rotineiramente com baixa morbi-mortalidade hospitalar.