108 resultados para Cryptocarya moschata


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Através da análise de 18 locos isoenzimáticos polimórficos, foram estimadas as freqüências alélicas referentes a 214 indivíduos adultos de quatro populações naturais de Cryptocarya moschata de duas regiões do estado de São Paulo. Com base nas heterozigosidades observadas e esperadas, foram obtidas estimativas das estatísticas F de Wright. Para fins de comparação, utilizou-se também o método da análise da variância para estimação dos parâmetros correspondentes F = FIT, qP= FST e f = FIS. Os dois métodos forneceram resultados bastante concordantes: f.gif (76 bytes)IT = 0,142; f.gif (76 bytes)ST = 0,140; f.gif (76 bytes)IS = 0,002 e f.gif (76 bytes)= 0,116; a3form05.gif (151 bytes)P = 0,123 e a3form06.gif (144 bytes)= ­0,008, indicando que os indivíduos dentro das populações devem ser panmíticos e que a diversidade entre populações é bastante alta, sendo similar à que se espera para famílias com estruturação de meios-irmãos. Calculando a3form05.gif (151 bytes)P com as populações tomadas duas a duas, notou-se tendência de a3form05.gif (151 bytes)P crescer com a distância geográfica o que sugere tendência de isolamento pela distância. O fluxo gênico foi estimado em 0,9 indivíduos por geração, o que corrobora a pronunciada diferenciação populacional encontrada. Devido ao valor negligível encontrado de a3form07.gif (245 bytes)IS, o tamanho efetivo de variância de cada população é equivalente ao número de indivíduos amostrados. As estratégias de manejo e conservação necessárias para a preservação da alta variabilidade genética intrapopulacional de C. moschata implicam na manutenção de populações com número grande de indivíduos. Além disso, para a preservação da espécie como um todo, a manutenção de muitas populações provavelmente é necessária.

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Foram descritos aspectos morfológicos de plântulas de Cryptocarya moschata Nees, Ocotea catharinensis Mez e Endlicheria paniculata (Spreng.) MacBride em desenvolvimento, em condições naturais e em casa de vegetação, de material coletado no Parque Estadual de Carlos Botelho-SP (24º44' - 24º03'S e 47º46' - 48º10'W). C. moschata apresentou um padrão de desenvolvimento de plântulas diferente das demais, com pecíolos cotiledonares alongados e soldados na região hipocotilar, ausência de catáfilos, torção na região do hipocótilo, e emissão de um par de eófilos simultâneos. O. catharinensis e E. paniculata apresentaram plântulas com emissão simultânea de três a cinco eófilos espiralados, em média. Na natureza, as plântulas de C. moschata caracterizaram-se por permanecer latentes por períodos longos, até o surgimento de clareiras ou incidência maior de luz, evidenciado pela ausência de indivíduos jovens em condições de sub-bosque da mata. As plântulas de O. catharinensis se estabeleceram na sombra, independentemente da formação de clareiras para o seu desenvolvimento, apresentando inúmeros juvenis no sub-bosque. Para E. paniculata, houve indicações de que a espécie apresenta plasticidade alta, desenvolvendo-se tanto em condições sombreadas como a pleno sol, em áreas perturbadas de borda ou de grandes clareiras, podendo ser colonizadora de áreas degradadas.

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Pela análise de seis sistemas enzimáticos (ACP, ALP, CAT, GOT, PPO e PO), com 18 locos polimórficos, foram calculadas as freqüências alélicas de 24 alelos referentes a 141 indivíduos adultos de uma população natural de Cryptocarya moschata (noz-moscada-do-Brasil) do Parque Estadual Carlos Botelho (24º03'21" S, 47º59'36" W), São Miguel Arcanjo, SP, amostrados em uma área de cerca de 647 ha. A estrutura genética espacial foi investigada através do método de autocorrelação espacial, utilizando-se coeficientes I de Moran estimados para 10 classes de distância. Adicionalmente, para as mesmas classes de distância, estimaram-se os coeficientes r através de uma análise multivariada. Ambas as abordagens mostraram-se similares qualitativamente, sendo que 15 correlogramas de coeficientes I foram significativos ao nível de 95% de probabilidade. O correlograma total gerado pelos coeficientes r indicou estruturação espacial significativa para a classe de distância de 0 a 150 m. Pela subdivisão desta classe em intervalos de 10 m, detectou-se autocorrelação espacial positiva na maioria das classes, indicando que os agrupamentos de árvores de C. moschata, que se encontram separadas a distâncias menores que 50 m, são constituídos por indivíduos semelhantes geneticamente e provavelmente aparentados. Contudo, a maior similaridade genética ocorreu entre indivíduos distanciados em torno de 105 m, podendo estar associada à dispersão de sementes promovida por Brachyteles arachnoides (Primates - Cebidae). Pela análise dos resultados, conclui-se que para uma amostragem adequada, visando a detecção de diversidade genética, a coleta de indivíduos distanciados acima de 750 m seria recomendável.

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Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

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O sistema de cruzamento da espécie arbórea de dossel da Mata Atlântica brasileira, Cryptocarya moschata, foi estudado a partir de material proveniente do Parque Estadual Carlos Botelho, São Miguel Arcanjo, São Paulo, Brasil. As taxas de cruzamento foram determinadas através de marcadores alozímicos obtidos de plântulas germinadas de coortes de sementes coletadas de 35 árvores. O valor médio da taxa de cruzamento de equilíbrio (estimador indireto) foi t^eq = 0.51. As estimativas das taxas de cruzamento uniloco e multilocos (estimadores diretos) foram t^s = 0.725± 0,041 e t^m = 0,884 ± 0,034, respectivamente, indicando um sistema de cruzamento predominantemente alogâmico. As taxas de cruzamento de árvores individuais variaram de 27 a 100 ( x¯ = 87,8) porcento, a partir de t^m calculado com as freqüências gênicas de pólen mantidas constantes ao nível populacional. A partir do modelo de par de irmãos (modelo de cruzamento correlacionado) de Ritland, a correlação entre duas progênies irmãs oriundas de autofecundação (r^s) e a correlação entre duas progênies irmãs oriundas de paternidade por exocruzamento (r^p) foram 35,7% e 99,0%, respectivamente. Esses resultados corroboram o fato de haver variação nas taxas de autocruzamento entre as diferentes árvores, podendo também indicar que quando há endogamia, a maior parte das sementes nas árvores são provavelmente irmãs-germanas.

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

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Data of seed dispersal and germination of the studied species are presented, comparing both observations from the wild and nursery. Fruits were collected from Carlos Botelho State Park (24 degrees 44' to 24 degrees 03'S, 47 degrees 46' to 48 degrees 10'W), south of São Paulo State, Brazil. O. catharinensis had low germination percentage, both in the wild and in nursery, and did not tolerate seed storage at low temperature. In nursery, diaspores with removed mesocarp of E. paniculata presented greater germination than those in entire fruits. The high levels of seedling mortality beneath mother-trees of C. moschata, when in comparison to those observed to established seedlings from diaspores dispersed by muriquis (Brachyteles arachnoides E. Geoffroy 1806, Cebidae, Primates), allied to the absence of juveniles in the understory, are in accord with the escape model of Janzen-Connel. In nursery, diaspores of C. moschata dispersed by the primates had greater germination, in smaller time, than those collected from mother-trees.

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Eleven 6-[omega-arylalkenyl]-5,6-dihydro-alpha-pyrones, cryptomoscatones D2, E1, E2, E3 and F1 and cryptopyranmoscatones A1, A2, A3, B1, B2 and B4, in addition to goniothalamin and cryptofolione, were isolated from branch and stem bark of Cryotocarya moschata, Lauraceae. Their structures were established by spectroscopic methods. (C) 2000 Elsevier B.V. Ltd. All rights reserved.

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Although herbal extracts contain several classes of compounds with pharmacological activity, they also present toxic substances with mutagenic effects. The aim of the present study was to verify the mutagenicity of Cryptocarya moschata, Cryptocarya mandioccana and Pterogyne nitens using micronucleus assay in pollen mother cells (tetrads) in Tradescantia pallida (Trad-MCN). T. pallida inflorescences were treated with different concentrations of ethanolic extracts from the selected plant species. For C. mandioccana C. moschata and P. nitens, Trad-MCN assays were carried out simultaneoulsly, followed by positive control (formaldehyde 10000 ppm), negative control (Hoagland's solution), and vehicle control (Tween 20 20% or DMSO 3%). MCN present in tetrads were quantified in 300 tetrads/inflorescence and the mean (%) and standard error (SE) were established for at least 10 inflorescences per treatment. The extracts demonstrated dose response mutagenicity (clastogenic/aneugenic effects), respectively, C. mandioccana (0.5, 1.0 and 2.0 mg/mL) and P. nitens (1.0 and 2.0 mg/mL) However, no mutagenic effect was observed to C. moschata at the concentrations evaluated in the present study. We can conclude that the C. mandioccana and P. nitens extracts demonstrated clastogenic/aneugenic effects in highest concentrations whereas C. moschata extract did not demonstrate the same effect. © 2006 Sociedade Brasileira de Toxicologia.

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The essential oils from leaves of four Cryptocarya spp endemic in the Brazilian Atlantic rain forest were obtained by hydrodistillation and shown by GC-MS analysis to contain mono and sesquiterpenes. The major components of the oil of Cryptocarya moschata were linalool (34.3%), a-terpinene (17.0%), g-terpinene (10.4%), 1,8-cineole (5.8%) and trans-ocimene (4.8%), whilst those of C. botelhensis were a-pinene (22.7%), b-pinene (9.2%), trans-verbenol (8.4%), trans-pinocarveol (5.5%) and myrtenal (5.4%). The principal compounds of C. mandioccana oil were b-caryophyllene (13.8%), spathulenol (10.2%), caryophyllene oxide (7.8%), d-cadinene (6.9%) and bicyclogermacrene (6.4%), whilst those of C. saligna were germacrene D (15.5%), bicyclogermacrene (13.8%), spathulenol (11.8%) and germacrene B (5.7%).

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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

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An HPLC-PAD method has been developed in order to evaluate simultaneously the main secondary metabolites, flavonoid glycosides and styrylpyrones, of leaves of Cryptocarya moschata. The sample preparation, consisting of extraction, liquid-liquid extraction and centrifugation, requires minimum sample manipulation but produces high yields with reproducibility, selectivity and simplicity. HPLC on a C, column presents each class of metabolites grouped and with good resolution of the main compounds. The experimental conditions can be used to study inter- and intra-specific variability of secondary metabolites in Cryptocarya spp. Copyright (c) 2005 John Wiley A Sons, Ltd.

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Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)