4 resultados para CMT1A
Resumo:
We report an 18-month-old Charcot-Marie-Tooth type 1A (CMT1A) patient who developed a rapid-onset neuropathy, with proximal and distal weakness, and non-uniform nerve conduction studies. The neuropathy responded well to immunomodulation, confirming the coexistence of an inherited and an inflammatory neuropathy. Unexpected clinical and/ or electrophysiological manifestations in CMT1A patients should alert clinicians to concomitant inflammatory neuropathy. In addition, this association raises reflections about disease mechanism in CMT1A. Muscle Nerve 42: 598-600, 2010
Resumo:
The Thr(118)Met substitution in the peripheral myelin protein 22 (PMP22) gene has been detected in a number of families with demyelinating Charcot-Marie-Tooth (CMT1) neuropathy or with the hereditary neuropathy with liability to pressure palsy, but in none of them has it consistently segregated with the peripheral neuropathy. We describe here a CMT1 family (a 63-year-old man, his brother and his niece) in which two mutations on different chromosomes were found in the PMP22 gene, the 17p duplication, detected by fluorescent semiquantitative polymerase chain reaction (PCR) of microsatellite markers localized within the duplicated region on chromosome 17p11.2-p12, and the Thr(118)Met substitution, detected by direct sequencing the four coding exons of the PMP22 gene. A genotype/phenotype correlation study showed that the neuropathy segregates with the duplication and that the amino acid substitution does not seem to modify the clinical characteristics or the severity of the peripheral neuropathy. We did not find any evidence to characterize this substitution as a polymorphism in the population studied and we propose that the high frequency reported for this point mutation in the literature suggests that the Thr(118)Met substitution may be a hotspot for mutations in the PMP22 gene.
Resumo:
Avaliou-se o comprometimento funcional de pacientes com Charcot-Marie-Tooth provenientes da duplicação 17p11.2-p12 (CMT1A), utilizando o SF-36, que é um questionário para medir a qualidade de vida. Vinte e cinco pacientes de ambos os sexos com idades ≥10 anos e diagnóstico molecular de CMT1A foram selecionados. Idade, sexo, condições sociodemográficas e profissionais foram pareados com o Grupo Controle (sem histórico familiar de neuropatia). Os resultados mostraram que o maior impacto da CMT1A na qualidade de vida ocorreu nos domínios social e emocional dos pacientes avaliados. A capacidade funcional também tende a ser significativamente afetada, enquanto outros indicadores de deficiência física foram preservados. Por fim, os aspectos sociais e emocionais dos pacientes acometidos por CMT1A costumam ser negligenciados na assistência médica prestada aos pacientes brasileiros, e devem ser melhor compreendidos a fim de oferecer uma assistência global à saúde, resultando em adequada qualidade de vida.
Resumo:
A doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é a mais freqüente das neuropatias hereditárias, mas a sua história natural é pouco conhecida. Apesar da maioria dos pacientes apresentarem uma evolução com características mais “benignas”, é associado à doença com um comprometimento funcional, o que pode ser acompanhado de limitações e incapacitações. O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida de pacientes afetados pela CMT1A. Considerando que a qualidade de vida pode sofrer influência de variáveis sócio-culturais, um estudo neste contexto mostra-se oportuno. Nenhum estudo de nosso conhecimento realizou tal avaliação no contexto brasileiro. Fizeram parte deste estudo pacientes com CMT decorrente da duplicação 17p11.2-p12 (CMT1A) que foram avaliados quanto ao comprometimento funcional por meio da aplicação do SF-36. Esse questionário é utilizado internacionalmente para aferir a qualidade de vida dos indivíduos. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística. Como resultados não se observaram associações entre o gênero e os domínios avaliados para a qualidade de vida. Os dados obtidos revelaram que a qualidade de vida dos pacientes com CMT1A se mostrou comprometida principalmente quanto aos seus Aspectos Sociais (p = 0,02) e Aspectos emocionais (p = 0,04). Adicionalmente, houve uma tendência ao comprometimento da Capacidade Funcional (p = 0,08), sendo que os outros índices de avaliação de comprometimento físico se mostraram preservados. A presença ou ausência de ocupação parece influenciar os Aspectos Sociais apresentando uma tendência de diferença significativa (p = 0,07), possuindo o grupo com ocupação valores superiores. Apesar da CMT1A apresentar piora clínica ao longo dos anos, a idade mais avançada não implicou em uma pior percepção da qualidade de vida no grupo de pacientes estudados no presente trabalho... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo)