4 resultados para Bucolismo


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Impõe-se, para começar, pôr em causa duas idéias feitas: a de que Alberto Caeiro, o Mestre da família pessoana, é um "poeta da Natureza", como ele a si próprio se apelidou, e a outra, mais geral, de que a Natureza é paisagem. Convém lembrar que Pessoa foi um citadino assumido. Nasceu e morreu em Lisboa, passou oito anos numa cidade da África do Sul, Durban, e fez nascer em três cidades diferentes de Portugal os seus heterônimos: Alberto Caeiro em Lisboa, Álvaro de Campos em Tavira e Ricardo Reis no Porto. É verdade! até Caeiro nasceu numa cidade, Lisboa, apesar de ter ido muito novo viver para o campo - para o Ribatejo. Instado por um amigo, Francisco Cabral Metelo, a quem fez o favor de um prefácio, a ir passar uns tempos com ele no campo, na quinta dos pais. Pessoa respondeu, declinando o convite, que tinha o espírito "insuficientemente panorâmico"'. E para melhor exprimir o anti-bucolismo dessa sua alma citadina ainda acrescentou que "há árvores, pedras, flores, rios que são tão estúpidos que parecem gente". Também convém não esquecer que, numa célebre carta a João Gaspar Simões, que ele sempre gostou de arreliar. Pessoa desmistifica os seus "fingimentos" autobiográficos que o exegeta tinha interpretado ao pé da letra, lembrando-lhe que "o sino da sua aldeia" era o da Igreja dos Mártires, ali ao Chiado - onde até por sinal fora baptizado.

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Disponível em : http://193.136.113.6/Opac/Pages/Search/Results.aspx?SearchText=UID=8ce70d92-b636-4073-a151-a09f90bc9b5a&DataBase=10449_UNLFCSH

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Juan Martínez Alier, un competente economista especializado en economia agraria, ha escrito un libro que quizá tenga un difícil camino entre sus más lógicos destinatarios. L'ecologisme i l'economia, que tal es su titulo, es, a primera vista, un libro militante, escrito desde un cierto ecologismo de izquierdas, que sin perder agresividad radical no tiene un ápice de anticientificismo ni de bucolismo. Después de leerlo uno sospecha que no pocos simpatizantes del ecologismo encontraran aquí una obra densa y difícil, cuyo rigor y erudición exigen lectura pausada y atenta, y que además carece de la pauta formal (casi obligada en la literatura ecológico-política al uso) de las profecías milenaristas. Esta sospecha de desapego se duplica cuando uno imagina la recepción que los economistas puedan dispensarle, especialmente los economistas más ortodoxos y académicos. Las críticas más numerosas y rotundas del ensayo que comentamos van dirigidas precisamente a la teoria económica convencional y a la practica corriente de 1os economistas, y esto además desde un utillaje analítics y un estilo expositivo poco frecuentes en el mundo universitario. Sin embargo, bien podria ser que historiadores, antropólogos y algunos otros especialistas en ciencias sociales, considerasen esta obra como un autentico regalo. Concretamente, hay muchas cosas en el ensayo de Martinez Alier que pueden interesar a un geógrafo, incluso si es un geógrafo muy académico. La mis evidente es su interesante reconstrucción histórica de las ideas ecológicas, aunque, como veremos, quizá hay algunas mas.

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Pós-graduação em Estudos Literários - FCLAR