945 resultados para Bronchiolitis, Viral


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We report a case of a 67 year-old-male patient admitted to the intensive care unit in the post-coronary bypass surgery period who presented cardiogenic shock, acute renal failure and three episodes of sepsis, the latter with pulmonary distress at the 30th post-operative day. The patient expired within five days in spite of treatment with vancomycin, imipenem, colistimethate and amphotericin B. At autopsy severe adenovirus pneumonia was found. Viral pulmonary infections following cardiovascular surgery are uncommon. We highlight the importance of etiological diagnosis to a correct treatment approach.

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Chest physiotherapy (CP) using passive expiratory manoeuvres is widely used in Western Europe for the treatment of bronchiolitis, despite lacking evidence for its efficacy. We undertook an open randomised trial to evaluate the effectiveness of CP in infants hospitalised for bronchiolitis by comparing the time to clinical stability, the daily improvement of a severity score and the occurrence of complications between patients with and without CP. Children <1 year admitted for bronchiolitis in a tertiary hospital during two consecutive respiratory syncytial virus seasons were randomised to group 1 with CP (prolonged slow expiratory technique, slow accelerated expiratory flow, rarely induced cough) or group 2 without CP. All children received standard care (rhinopharyngeal suctioning, minimal handling, oxygen for saturation ≥92%, fractionated meals). Ninety-nine eligible children (mean age, 3.9 months), 50 in group 1 and 49 in group 2, with similar baseline variables and clinical severity at admission. Time to clinical stability, assessed as primary outcome, was similar for both groups (2.9 ± 2.1 vs. 3.2 ± 2.8 days, P = 0.45). The rate of improvement of a clinical and respiratory score, defined as secondary outcome, only showed a slightly faster improvement of the respiratory score in the intervention group when including stethoacoustic properties (P = 0.044). Complications were rare but occurred more frequently, although not significantly (P = 0.21), in the control arm. In conclusion, this study shows the absence of effectiveness of CP using passive expiratory techniques in infants hospitalised for bronchiolitis. It seems justified to recommend against the routine use of CP in these patients.

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OBJECTIVE: Acute bronchiolitis is a common disorder of infants that often results in hospitalization. Apart from supportive care, no therapy has been shown to influence the course of the disease, except for a possible effect of nebulized hypertonic saline (HS). To determine whether this does have beneficial effects on length of stay in hospital or on severity scores, we undertook a double-blind, randomized, controlled trial in a pediatric department of a Portuguese hospital. METHODS: Previously healthy infants, younger than 12 months, hospitalized with mild-to-moderate acute viral bronchiolitis were randomized to receive either nebulized 3% (hypertonic, HS) or 0.9% (normal, NS) saline during their entire hospital stay. Primary endpoints were: length of hospital stay and severity scores on each day of hospitalization. Need for supplemental oxygen, further add-on medications and adverse effects were also analyzed. RESULTS: Sixty-eight patients completed the study (HS: 33; NS: 35). The median length of hospital stay did not differ between groups: HS: 5.6 ± 2.3 days; NS: 5.4 ± 2.1 days (P = 0.747). We found no difference between groups in severity scores from day 1 to day 4. There were no differences in need for supplemental oxygen or add-on medications. Patients in HS group had significantly more cough (46% vs. 20%, P = 0.025) and rhinorrhoe (58% vs. 31%, P = 0.30). CONCLUSION: This study does not support the use of nebulized HS over NS in therapy of hospitalized children with mild-to-moderate acute viral bronchiolitis

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RESUMO Introdução: a bronquiolite aguda afecta 30 a 60% das crianças saudáveis até ao terceiro aniversário. Destas, 50% evoluem para sibilância recorrente, com consequências pessoais, familiares e sociais relevantes. Objectivos: identificação de parâmetros clínicos e laboratoriais associados à sibilância recorrente em crianças saudáveis. A detecção da actividade local de quatro citocinas intervenientes nas vias imunológicas Th1 ou Th2 permitiu, gualmente, o estudo do respectivo comportamento em função dos referidos parâmetros. Material e Métodos: estudo prospectivo de coorte, efectuado no serviço de urgência pediátrica do HSFX no Inverno 2004/2005. Recrutada amostra de conveniência de 188 lactentes de idade inferior a 24 meses e diagnóstico de bronquiolite aguda. Excluídos portadores de doença crónica, ex-prematuros e os doentes sujeitos a corticoterapia nas duas semanas anteriores. A todos foi feito questionário padronizado, exame clínico e estratificação da gravidade através de índice validado. Na mucosa nasal, foram pesquisados Ag víricos e estudada a expressão génica de quatro citocinas - representativas da via Th1 (IFN-g e IL-12) ou Th2 (IL-4 e IL-13). Esta determinação foi efectuada por RT-PCR, no Laboratório de Biologia Molecular do Centro de Histocompatibilidade do Sul. Durante o seguimento, em consulta de pneumologia pediátrica até à idade de 36 meses, foram excluídos os seguintes casos: patologia anatómica ou funcional que justificasse sibilância recorrente, valores totais de IgE elevados, Phadiatop® positivo ou défice de IgG, IgA ou IgM. Os resultados foram estudados por estatística descritiva, análise univariada e multivariada. Foi considerado com significado estatístico, em todas as análises, o valor de p < 0,05. Resultados: das 188 crianças recrutadas, foram excluídas 36 (principalmente por identificação de outras causas de sibilância recorrente). Da amostra final de 152 doentes, 76 (50%) foram considerados sibilantes e 76 não sibilantes. Os seguintes parâmetros à entrada relacioram-se com a evolução para sibilância recorrente: idade inferior a 6 meses (OR: 3,8; IC95% 1,8-9,1); exposição ao fumo de tabaco na vida intrauterina (OR: 2,5; IC95% 1,2-5,2) ou após o nascimento (OR: 2,4; IC95% 1,0-5,8); atopia materna (OR: 4,0; IC95% 1,5-10,3); maior gravidade (OR: 1,2; IC95% 1,1-1,4); apirexia (OR: 4,7; IC95% 1,8-11,8); identificação de vírus (OR: 3,5; IC95% 1,4-8,7); predomínio imunitário de tipo Th2 em lactentes com idade superior a seis meses (OR:1,3; IC95% 1,0-1,7). Verificou-se predomínio Th1 na mucosa nasal das crianças com irmãos ou que frequentavam o infantário (OR: 3,1; IC95% 1,4-6,5); nas amamentadas (OR: 1,2; IC95% 1,1-1,4) e naquelas em que se identificaram Ag víricos (OR: 4,0; IC95% 1,3-11,9). O contacto com fumo de tabaco no domicílio foi o determinante mais importante de predomínio Th2 (OR: 2,3; IC95% 1,1-4,7). Discussão e Conclusões: Foram considerados factores de risco para sibilância recorrente em lactentes saudáveis: idade inferior no momento do primeiro episódio de bronquiolite; exposição passiva (antenatal ou pós-natal) ao fumo de tabaco;antecedentes maternos de atopia; primeiro episódio com maior gravidade, sem febre e com dentificação de Ag víricos nas secreções nasais. Os resultados do presente estudo reforçam as recomendações usuais de aleitamento materno, limitação de contactos sociais em lactentes e evicção tabágica durante a gravidez e após o nascimento.

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The combination of nebulized epinephrine and high dose dexamethasone, or nebulized hypertonic saline, are promising new therapeutic strategies for viral bronchiolitis in the young infant. However, further research is needed before a general recommendation can be given.

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Background: Acute viral bronchiolitis is a respiratory disease with high morbidity that affects newborn in the first two years of life. Its treatment with physiotherapy has been highlighted as an important tool, however, there is no consensus regarding its effects on patients improvement. We aimed to evaluate the physiological parameters before and after the procedure respiratory therapy in newborn with acute viral bronchiolitis. Method: This was a cross sectional observational study in 30 newborns with acute viral bronchiolitis and indicated for physiotherapy care in a hospitalized Urgency and Emergency Unit. It was collected the clinical data of newborn through evaluation form, and we measured heart rate (HR), oxygen saturation (SpO2) and respiratory rate (RR). We measured the variables before physiotherapy treatment, 3, 6 and 9 minutes after the physiotherapy treatment. Results: There has been no change in HR, however, we observed a decrease in RR at 6 and 9 min compared to 3 min and increase in SpO2 at 3, 6 and 9 min compared to before physiotherapy. Conclusion: Respiratory physiotherapy may be an effective therapy for the treatment of newborn with Acute Viral Bronchitis.

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Mestrado em Intervenção Sócio-Organizacional na Saúde - Área de especialização: Políticas de Administração e Gestão de Serviços de Saúde.

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Human rhinoviruses (HRV) are usually associated with mild respiratory symptoms in children. However, some studies have found that HRV can cause severe disease, especially when the patient is co-infected with a second virus. In this study, 532 nasopharyngeal aspirates (NPAs) were collected over a nine-year period from children at the Clinics Hospital of Uberlândia. The collected NPAs were then tested for HRV RNA using the reverse transcription-polymerase chain reaction. Eighty-three specimens from children diagnosed with lower respiratory tract illness (LRTI) were positive for HRV RNA and were then tested for the presence of eight other respiratory viruses. A second virus was detected in 37.3% (31/83) of the samples. The most frequent clinical diagnosis was bronchiolitis, followed by other LRTI and then pneumonia. The frequency of severe disease in children infected with more than one virus was not significantly different from the frequency of severe disease in children infected with HRV alone. Children infected with both HRV and parainfluenza virus (1.5 m.o.) were significantly younger than those infected by HRV alone (5.0 m.o.) (p = 0.0454). Overall, these results suggest that infection with a second virus does not lead to a higher frequency of severe syndromes in children presenting with LRTI.

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Background: Lung transplant recipients are frequently exposed to respiratory viruses and are particularly at risk for severe complications. The aim of this study was to assess the association among the presence of a respiratory virus detected by molecular assays in bronchoalveolar lavage (BAL) fluid, respiratory symptoms, and acute rejection in adult lung transplant recipients. Methods: Upper (nasopharyngeal swab) and lower (BAL) respiratory tract specimens from 77 lung transplant recipients enrolled in a cohort study and undergoing bronchoscopy with BAL and transbronchial biopsies were screened using 17 different polymerase chain reaction-based assays. Result: BAL fluid and biopsy specimens from 343 bronchoscopic procedures performed in 77 patients were analyzed. We also compared paired nasopharyngeal and BAL fluid specimens collected in a subgroup of 283 cases. The overall viral positivity rate was 29.3% in the upper respiratory tract specimens and 17.2% in the BAL samples (). We observed a significant association P < .001 between the presence of respiratory symptoms and positive viral detection in the lower respiratory tract (Pp. 012). Conversely, acute rejection was not associated with the presence of viral infection (odds ratio, 0.41; 95% confidence interval, 0.20-0.88). The recovery of lung function was significantly slower when acute rejection and viral infection were both present. Conclusions: A temporal relationship exists between acute respiratory symptoms and positive viral nucleic acid detection in BAL fluid from lung transplant recipients. We provide evidence suggesting that respiratory viruses are not associated with acute graft rejection during the acute phase of infection.

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BACKGROUND: Cytomegalovirus (CMV), human herpesvirus-6 and -7 (HHV-6 and -7) are beta-herpesviruses that commonly reactivate and have been proposed to trigger acute rejection and chronic allograft injury. We assessed the contribution of these viruses in the development of bronchiolitis obliterans syndrome (BOS) after lung transplantation. METHODS: Quantitative real-time polymerase chain reaction of bronchoalveolar lavage samples were performed for CMV, HHV-6 and -7 in a prospective cohort of lung transplant recipients. A time-dependent Cox regression analysis was used to correlate the risk of BOS and acute rejection in patients with and without beta-herpesviruses infection. RESULTS: Ninety-three patients were included in the study over a period of 3 years. A total of 581 samples from bronchoalveolar lavage were obtained. Sixty-one patients (65.6%) had at least one positive result for one of the beta-herpesviruses: 48 patients (51.6%) for CMV and 19 patients (20.4%) for both HHV-6 and -7. Median peak viral load was 3419 copies/mL for CMV, 258 copies/mL for HHV-6, and 665 copies/mL for HHV-7. Acute rejection (>or=grade 2) occurred in 46.2% and BOS (>or=stage 1) in 19.4% of the patients. In the Cox regression model the relative risk of acute rejection or BOS was not increased in patients with any beta-herpesviruses reactivation. Acute rejection was the only independently associated risk factor for BOS. CONCLUSIONS: In lung transplant recipients receiving prolonged antiviral prophylaxis, reactivation of beta-herpesviruses within the allograft was common. However, despite high viral loads in many patients, virus replication was not associated with the development of rejection or BOS.

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Respiratory syncytial virus (RSV) bronchiolitis is the leading cause of lower respiratory tract infection, and the most frequent reason for hospitalization among infants throughout the world. In addition to the acute consequences of the disease, RSV bronchiolitis in early childhood is related to further development of recurrent wheezing and asthma. Despite the medical and economic burden of the disease, therapeutic options are limited to supportive measures, and mechanical ventilation in severe cases. Growing evidence suggests an important role of changes in pulmonary surfactant content and composition in the pathogenesis of severe RSV bronchiolitis. Besides the well-known importance of pulmonary surfactant in maintenance of pulmonary homeostasis and lung mechanics, the surfactant proteins SP-A and SP-D are essential components of the pulmonary innate immune system. Deficiencies of such proteins, which develop in severe RSV bronchiolitis, may be related to impairment in viral clearance, and exacerbated inflammatory response. A comprehensive understanding of the role of the pulmonary surfactant in the pathogenesis of the disease may help the development of new treatment strategies. We conducted a review of the literature to analyze the evidences of pulmonary surfactant changes in the pathogenesis of severe RSV bronchiolitis, its relation to the inflammatory and immune response, and the possible role of pulmonary surfactant replacement in the treatment of the disease. Pediatr Pulmonol. 2011; 46:415-420. (c) 2010 Wiley-Liss, Inc.

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Introdução: O conhecimento da distribuição da perfusão pulmonar pela cintilografia na bronquiolite viral aguda, pode auxiliar no entendimento das alterações no equilíbrio da ventilação - perfusão, peculiares a essa doença do lactente jovem. Objetivo: Avaliar o padrão de distribuição da perfusão pulmonar em pacientes hospitalizados com bronquiolite viral aguda por meio de cintilografia pulmonar perfusional quantitativa com macroagregado de albumina com tecnécio (99mTc-MAA), estabelecendo associação com as avaliações clínica e radiológica, bem como determinando o seu padrão evolutivo até a condição de normalidade. Tipo de estudo: Dois estudos prospectivos com enfoque diagnóstico: um transversal, comparativo, e um longitudinal, evolutivo, controlado. Pacientes e métodos: A amostra da pesquisa foi constituída por pacientes hospitalizados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre com diagnóstico de bronquiolite viral aguda, no período de abril de 1998 a setembro de 2000, baseada em critérios clínicos de inclusão: idade entre 01 e 24 meses, com quadro respiratório obstrutivo de vias aéreas inferiores (primeiro episódio de sibilância expiratória de início súbito, com sinais de coriza, tosse irritativa, hipertermia, taquipnéia, tiragem, batimentos de asa de nariz, esforço expiratório), com gravidade suficiente para determinar a hospitalização e cujos pais aceitaram participar do estudo. Todos os pacientes da pesquisa foram submetidos à avaliação clínica, radiológica e da perfusão pulmonar com o radiofármaco. A cintilografia foi realizada na condição de crise (primeiras 24 horas da admissão) e na convalescência (depois de 7 dias da alta hospitalar). A quantificação do fluxo sangüíneo pulmonar, representada em valores percentuais, foi realizada em três áreas de interesse, nas projeções anterior e posterior, de ambos os pulmões. As comparações foram feitas entre ambos os pulmões e entre as condições de crise e controle, considerando as áreas de interesse e os gradientes entre elas e entre as projeções anterior e posterior das mesmas. Para análise comparativa das médias foi utilizado o teste t de Student para amostras pareadas, considerando o nível de significância de 0,05. Resultados: Iniciaram o estudo transversal 38 pacientes e permaneceram no estudo longitudinal 19 pacientes; da amostra total, 22 eram do sexo masculino. A idade variou de 1 a 8 meses (média 2,8 meses). A distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar regional foi maior na região superior do pulmão esquerdo (PE) em relação ao pulmão direito (PD), na crise (P < 0,001), e maior na região média do PD, no controle. Os gradientes de distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar entre as regiões superior e média e superior e inferior foi maior no PE, na crise e no controle (P < 0,05). O gradiente de distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar entre as regiões média e inferior foi maior no PD, na crise e no controle. O gradiente de distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar no eixo ântero-posterior na região superior foi > 1,0 em ambos os pulmões, na crise, e apenas no PE, no controle; na região média, foi > 1,0 em ambos os pulmões, na crise e no controle; na região inferior, foi > 1,0 apenas no PD, na crise e no controle (P < 0,05). A distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar, comparada entre crise e controle, não mostrou diferença em quaisquer das regiões ou dos gradientes avaliados. Não houve associação entre o padrão de distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar regional na crise com a avaliação clínica ou com a avaliação radiológica dos pacientes. Conclusão: não se evidenciou uma distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar com caraterística de expressar o padrão da relação ventilação-perfusão em lactentes jovens hospitalizados com bronquiolite viral aguda. Ocorreu apenas uma tendência de redirecionamento da distribuição do fluxo sangüíneo pulmonar para as regiões superiores.

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Objetivos – Descrever as características clínicas de crianças entre 1 e 12 meses hospitalizadas com diagnóstico de bronquiolite viral aguda (BVA), nos primeiros dias de internação, e verificar se o tempo de dessaturação de oxigênio (TD) tem valor prognóstico nesses pacientes. Metodologia – Estudo de coorte realizado de maio a outubro de 2001 com 111 pacientes entre 1 e 12 meses de idade internados no Hospital da Criança Santo Antônio, de Porto Alegre (RS), com diagnóstico de BVA na admissão, com saturação transcutânea de oxigênio da hemoglobina (SatHb) menor que 95% e em oxigenoterapia por cateter extranasal há menos de 24 horas. A gravidade foi verificada através do tempo de internação, tempo de oxigenoterapia e tempo para saturar 95% em ar ambiente (desfechos). Foram realizadas avaliações clínicas duas vezes ao dia (manhã e tarde), durante o período em que o paciente necessitou de oxigênio suplementar (até atingir saturação transcutânea de oxigênio de 95% em ar ambiente), com limite de dez avaliações. Os pacientes tiveram o oxigênio adicional retirado. Foi verificado, então, o tempo necessário para a saturação decrescer até 90% (TD90) e 85% (TD85), limitando-se a medida em no máximo cinco minutos. Foi constituído um escore de gravidade com os sinais clínicos anotados. Utilizou-se o teste do qui-quadrado ou teste exato de Fischer para comparar entre si os grupos de variáveis categóricas e o teste t ou MannWhitney para variáveis numéricas. Foi utilizada a correlação de Spearman para avaliar associações entre variáveis contínuas de distribuição assimétrica (escore de gravidade, tempo de internação, tempo de oxigenoterapia total e tempo para saturar acima ou igual a 95% em ar ambiente). Considerou-se alfa crítico de 5% em todas as comparações, exceto nas correlações em que foi utilizada a correção de Bonferroni para comparações múltiplas (30 correlações: p= 0,002; 10 correlações: p= 0,005). Os dados relativos ao peso e estatura para a idade foram digitados e analisados no programa específico do EpiInfo que utiliza o padrão NCHS (EpiNut). Resultados – Houve leve predomínio do sexo masculino (54%), predominância de idade inferior a quatro meses (61,3%), prevalência maior nos meses de junho e julho, freqüência elevada de história de prematuridade (23%) e de baixo peso de nascimento (14%). As manifestações clínicas prévias à hospitalização (falta de ar, chiado no peito, febre e parar de respirar) ocorreram, na sua maioria, nos três dias anteriores. Da população estudada, 45% tinha história de sibilância prévia, a maioria com um ou dois episódios relatados (31,5%). Esses pacientes foram analisados separadamente e tiveram resultados semelhantes ao grupo com BVA. A freqüência de desnutrição moderada e grave, excluídos os pacientes com história de prematuridade, foi de 26 pacientes (23%). Todos os pacientes utilizaram broncodilatador inalatório; 20% do grupo com BVA receberam corticosteróides sistêmicos e 47% de toda população, antibióticos. A mediana do uso de oxigênio em pacientes com BVA foi de 4,4 dias (IIQ 70,2-165,2) e o tempo de oxigenoterapia até saturar 95% em ar ambiente foi de 3,4 dias (IIQ 55-128). A mediana do tempo de internação hospitalar foi de 7 dias (IIQ 5-10,5) entre os pacientes com BVA; neste aspecto, apresentou diferença (p = 0,041) em relação ao grupo com sibilância prévia, que teve um tempo de internação mais longo (9 dias, IIQ 5-12). Observou-se pouca variabilidade clínica no período estudado, através da aplicação do escore clínico. Não se encontraram correlações estatisticamente significativas entre os escores clínicos e os TDs com os desfechos. Conclusões – Os TDs como elementos auxiliares na avaliação de pacientes em oxigenoterapia não foram clinicamente úteis neste estudo. É possível, no entanto, que, avaliando pacientes com maiores diferenças clínicas entre si, essas aferições possam mostrar-se importantes.