136 resultados para Bombus morio
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Larval development of Physocephala (Diptera, Conopidae) in the bumble bee Bombus morio (Hymenoptera, Apidae). In the summer of 2012, a high incidence of conopid larvae was observed in a sample of female B. morio collected in remaining fragments of semidecidual forest and Cerrado, in the municipality of Sorocaba, state of São Paulo, Brazil. The larval development of conopid flies was studied, beginning at the larval instars (LO to L3) and PUP, until the emergence of the imago under laboratory conditions and inside the host. At the first instar, or LO, the microtype larvae measured less than 1 mm in length. During the transition from L1 to L3, the larvae grew in length. At L3, the larvae doubled their length (4 mm) and then started to develop both in length and width, reaching the PUP stage with 10 mm in length and 7 mm in width. The main characteristic that differentiates L3 from the early instars is the larger body size and the beginning of posterior spiracle development. The development from PUP to puparium took less than 24h. The bees died ten days after the fly oviposition, or just before full PUP development. The early development stages (egg-LO to L1) were critical for larva survival. The pupa was visible between the intersegmental sternites and, 32 days after pupation, a female imago of Physocephala sp. emerged from one bee. The puparium and the fly measured approximately 10 mm in length. In a single day of collection, up to 45% of the bumble bees collected were parasitized by conopid flies.
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This study describes the reproductive system of Stachytarpheta maximiliani (Verbenaceae), including its floral biology, nectar and pollen availability and insect foraging patterns, identifying whose species act as pollinators. It was carried out in a Brazilian Atlantic rain forest site. Observations on the pollination biology of the Verbenaceae S. maximiliani indicate that their flowering period extends from September through May. Anthesis occurs from 5:30 a.m. to 5:00 p.m. and nectar and pollen are available during all the anthesis. Many species of beetles, hemipterans, flies, wasps, bees and butterflies visit their flowers, but bees and butterflies are the most frequent visitors. The flowers are generally small, gathered in dense showy inflorescences. A complex of floral characteristcs, such as violet-blue color of flowers, long floral tubes, without scents, nectar not exposed, high concentration of sugar in nectar (about 32%), allowed identification of floral syndromes (melittophily and psicophily) and function for each visitor. The bees, Bombus morio, B. atratus, Trigonopedia ferruginea, Xylocopa brasilianorum and Apis mellifera and the butterflies Corticea mendica mendica, Corticea sp., Vehilius clavicula, Urbanus simplicius, U. teleus and Heraclides thoas brasiliensis, are the most important pollinators.
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Estudos de biologia floral e dos animais visitantes, em anos diferentes, foram feitos em duas populações (Brotas e Campinas) de jurubeba, um arbusto invasor neotropical. As flores, do tipo aberto, têm odor muito suave. Pétalas de côr violeta-pálido, contrastando com as anteras amarelas, formam um conjunto visualmente atrativo. O pólen é a única recompensa para os visitantes. A espécie é alógama. Uma média de 19% das flores em ambas as populações apresentaram estilete curto e somente flores de estilete longo formaram frutos, indicando a existência de andromonoicia funcional. As taxas de frutificação em condições naturais diferiram entre Brotas (43%) e Campinas (17%). A frutificação por polinização manual foi de 46% em Brotas e nula em Campinas, provavelmente devido a um longo período de seca. A regularidade da microsporogênese e a alta taxa de viabilidade dos grãos de pólen mostraram a normalidade do processo de reprodução sexuada. Anteras poricidas e outras características florais de S. paniculatum estão associadas à síndrome da polinização vibrátil, que requer abelhas especializadas para a retirada de pólen. Os principais polinizadores foram Oxaea flavescens, Bombus morio, e Xylocopa frontalis na população de Campinas e Augochloropsis sp 1 e Augochloropsis sp 2 na de Brotas.
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The pollination ecology and breeding systems of Tabebuia aurea (Manso) Benth. & Hook., and T. ochracea (Cham.) Standl. were investigated in an area of cerrado vegetation in the Federal District of Brazil. These species occur sympatrically, flower massively and synchronously for a month, during the dry season (July to September). Both have diurnal anthesis, with similar floral structures, a yellow tubular corolla and produce nectar. Fourteen species of bees visited both Tabebuia species, but, only three Centris species and Bombus morio, were considered potential pollinators, because of their high frequency on the flowers and their efficiency in carrying pollen. Tests on the breeding systems of T. aurea and T. ochracea demonstrated that boths species are self-incompatible, with late-acting self-incompatibility. The proportion of fruit set from cross pollination (T. aurea 17.2% and T. ochracea 12.3%) in both species was low considering the great number of flowers displayed. This suggests a lack of maternal resources for fruit-set. The great amount of seeds per fruit (about 92 in T. aurea and 285 in T. ochracea) may represent an investment of maternal resources allocated on higher quality of fertilized ovules.
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A biologia reprodutiva de Senna sylvestris foi estudada na Estação Ecológica do Panga (EEP), Uberlândia-MG e no distrito de Macaúbas, Patrocínio-MG. S. sylvestris é um arbusto com altura máxima de 5m e período de floração entre Janeiro e Abril. As flores são hermafroditas, zigomorfas, com corola de cor amarelo intenso, dispostas em inflorescências do tipo panícula. O estigma é do tipo úmido não papiloso e crateriforme, possuindo pêlos ao seu redor. As anteras são poricidas e o androceu é heterântero, com três estaminódios, quatro estames menores na porção superior da flor, dois estames maiores na porção inferior e entre eles um estame central com antera mais delgada. S. sylvestris é auto-estéril e não agamospérmica, com auto-esterilidade envolvendo fenômenos de ação tardia. Tubos polínicos de autopolinizações e polinizações cruzadas crescem e penetram os óvulos, mas frutos e sementes só se desenvolvem após polinizações cruzadas com anteras grandes. Os estames menores e o central de antera mais delgada, produzem pólen inviável. Estes estames servem apenas como pontos de fixação durante as visitas das abelhas. O pólen das anteras pequenas pode formar tubos polínicos, mas nenhum fruto resultou das polinizações com este tipo de pólen. Os principais visitantes e polinizadores são abelhas grandes Xylocopa brasilianorum, Oxaea flavescens, Bombus morio e espécies do gênero Centris que coletam pólen por vibração das anteras. Foram observadas diferenças na riqueza de espécies de abelhas entre as áreas e entre os anos de estudo. Menor número de polinizadores em Macaúbas pode ser explicado pelo maior grau de perturbação da vegetação. Entretanto diferenças na riqueza e no número de polinizadores não parecem explicar a produção natural de frutos, que foi baixa nas espécies estudadas.
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A fenologia reprodutiva, a biologia da polinização e o sistema de reprodução de Cambessedesia hilariana foram estudados em uma população rupícola em Vinhedo, São Paulo, sudeste do Brasil. Essa espécie apresenta pico de floração entre outubro e dezembro, com alta produção de flores por dia. A antese se inicia por volta das 7:00 h com o afastamento das pétalas, seguida pela disposição em grupo dos elementos reprodutivos na parte inferior da flor. O recurso disponível é o pólen, liberado por vibrações realizadas pelas abelhas. O estigma é receptivo e o pólen é viável, ambos durante cerca de 60 horas. A frutificação em condições naturais (70%) assemelha-se à obtida por meio de polinizações cruzadas manuais (74%) sendo maiores que as porcentagens obtidas em flores autopolinizadas manualmente (12,5%), porém não há indícios de reações de autoincompatibilidade nos tubos polínicos. Os principais polinizadores são Bombus morio, Centris sp., Centris cf. nitens, Euglossa cordata e Xylocopa sp. O visitante mais freqüente é Centris sp. (50,71%), contudo suas visitas resultam nas menores taxas de formação de frutos e sementes quando comparadas às taxas resultantes de visitas das outras espécies de abelhas. Altas taxas de frutificação e formação de sementes em C. hilariana parecem estar relacionadas à diversidade de abelhas, ao comportamento de forrageio, à capacidade de transporte de pólen e à freqüência de visitas ao longo do período de floração, bem como ao sistema reprodutivo que favorece a xenogamia.
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The floral phenology and reproductive biology of six sympatric arboreal Myrtaceae species were studied in the coastal plain forest (Ubatuba, Brazil, 44 degrees 48`W 23 degrees 22`S), from September 1999 to April 2002. Flowering started in the transition from the driest to the most humid season (Sep/Oct) and lasted until March. The sequence with which the species flowered each year was consistently the same. However, the timing of flowering onset, peak, end, and overlap differed from one year to another. Myrtaceae species were classified as xenogamic according to the pollen:ovule ratios, but two of them seem to present some degree of self-compatibility. Flowers of all species opened at sunrise and lasted for I day. Bombus morio (Apidae: Bombini) was the most common visitor followed by Melipona rufiventris (Apidae: Meliponini). Buzz pollination in Myrtaceae was common at the study area and seems to be related to bees` behaviour and to some aspects of flowers` morphology.
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Realizaram-se estudos sobre as formas de reprodução de Stenolobium stans (Juss.) Seem e determinou-se a diversidade, freqüência e constância dos insetos visitantes nas flores em diferentes horas, durante quatro anos. As flores de S. stans começam a se abrir nas primeiras horas do dia entre 5 e 6h, com duração de 3 a 8h. Quando o estigma está receptivo, o pólen tem 90% de viabilidade. Além do pólen, a flor possui outros atrativos para os insetos visitantes, ou seja, os osmóforos responsáveis pelo odor adocicado, luz ultravioleta refletida e néctar com 25% de açúcar. A planta é autocompatível, reproduzindo-se por autogamia, geitonogamia ou xenogamia o que determina a necessidade de polinizadores externos e justifica ser a espécie vegetal em estudo uma séria invasora de campos e pastagens. Grande diversidade de insetos foi verificada visitando as flores, com predominância das abelhas. Os polinizadores foram Centris collaris Lepeletier, Bombus morio (Swederus), Eulaema nigrita Lepeletier e Epicharis sp. No meio rural houve menor incidência das espécies nativas do que no ambiente urbano, com predominância da abelha introduzida Apis mellifera L. Fatores ambientais, principalmente a temperatura, luminosidade, umidade relativa do ar e velocidade do vento, influenciaram a atividade forrageadora dos insetos.
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Studies were carried out with Lagerstroemia speciosa Pers. on floral reproductive systems, diversity and constancy of visiting insects at different hours of day, the behaviour of these insects at the flowers and the influence of these environmental factors in relation to their visits. The fenology, anthesis and others particularity of this vegetal species was studied. A great diversity of insects was verified visiting the flowers with the predominance of bees. The most frequent and constant species encountered were: Nannotrigona testaceicornis (Lepeletier, 1836) (40,2%), Tetragonisca angustula (Latreille, 1811) (16,9%), Apis mellifera Linnaeus, 1758 (11,8%), Plebeia droryana (Friese, 1900) (9,1 %) e Exomalopsis fulvofasciata (Smith, 1879) (8,5%). The blossoms possessis features of melittophily syndrome and diurnal anthesis. The environmental factors influence the insects foraging activity, mainly temperature, light, time of day, humidity and wind speed. The effective pollinators were the large insects like Bombus morio (Swederus, 1787), Bombus atratus (Franklin, 1913), Centris tarsata (Smith, 1874), Centris flavifrons Fabricius, 1775, Xylocopa suspecta Camargo & Moure, 1988, Xylocopa frontalis (Olivier, 1789) and Eulaema nigrita Lepeletier, 1841.
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Realizaram-se estudos sobre sistemas de reprodução de Cassia spectabilis (L.) D C. (Leguminosae) observando-se a diversidade, freqüência e constância dos insetos visitantes em diferentes horários. Também testou-se a influência dos fatores ambientais em relação às visitas. Os resultados de polinização manual sugerem que C. spectabilis é autocompatível, porém, a xenogamia é o sistema de reprodução predominante. As inflorescências foram visitadas por uma grande quantidade de insetos, havendo predominância de abelhas. O horário de maior ocorrência dos insetos nas flores de C. spectabilis foi das 8 às 14 h e de menor ocorrência entre 7 e 8 h e das 17 às 18 h. Quanto ao comportamento dos insetos em relação à flor de C. spectabilis, observou-se que Xylocopa frontalis Olivier, X. suspecta Camargo & Moure, Bombus morio Swederus e Centris scopipes Friese possuem comportamento e morfologia adequados aos polinizadores legítimos; C. similis F., Oxaea flavescens Klug e Epicharis rustica flava Cockerell foram considerados polinizadores ocasionais. Pseudaugochloropsis graminea (F.), Tetragonisca angustula Latreille e A. mellifera L. foram considerados pilhadores. A polinização por vibração é o método usado pelas abelhas para coleta de pólen.
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
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Nectarivorous flower mites can reduce the volume of nectar available to pollinators. The effects of the flower mite Proctolaelaps sp. on nectar availability in flowers of a melittophilous bromeliad Neoregelia johannis (Bromeliaceae) was evaluated in a coastal rain forest in south-eastern Brazil. In a randomized block experiment utilizing 18 flower pairs, one per bromeliad ramet, pollinators (Bombus morio) and mites were excluded, and then nectar volume, sugar concentration and sugar mass were quantified over the anthesis period. Mites significantly reduced nectar volume early in the morning (6h00-8h00), but not later (10h00-12h00). Mites decreased total volume of nectar available up to 22%. Sugar concentration in nectar was higher earlier in the morning, and decreased between 10h00-12h00. The pronounced consumption of nectar by mites during the period of higher sugar concentration reduced the total amount of sugar available to pollinators by 31%. This is the first study showing that flower mites decrease nectar rewards in a melittophilous plant. Because nectar volume by itself incompletely describes nectar production rates and the effects of nectar removal by flower mites on the availability of sugar, our study highlights the inclusion of sugar content in future studies assessing the effects of thieves on nectar production rates. Copyright © 2010 Cambridge University Press.
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Pós-graduação em Ciências Biológicas (Biologia Celular e Molecular) - IBRC
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A polinização é um serviço indireto prestado pelos ecossistemas, de valor ambiental e econômico para a sociedade humana. Em função dessa importância, a conservação de espécies de abelhas nativas é fundamental e o conhecimento de aspectos da biologia e ecologia dessas espécies é a base para a proposição de planos de manejo e conservação. Neste trabalho, foram feitas observações focais, avaliando os padrões de atividades diárias e sazonais, com ênfase no comportamento de coletas de recursos de abelhas nativas em flores de Solanum lycocarpum, uma espécie em que é característica a síndrome de polinização vibrátil. Os visitantes observados foram dez espécies de abelhas: Apis mellifera L., Oxaea flavescens K.; Centris sp1, Centris sp2, Exomalopsis sp.., Xylocopa suspecta M., Xylocopa frontalis K., Bombus morio S., Bombus atratus F., Trigona sp., além de espécies de abelhas da família Halictidae. As abelhas maiores, como Xylocopa, Oxaea, Centris e Bombus são certamente os polinizadores mais eficientes de Solanum lycocarpum. Isso se deve ao comportamento dessas abelhas nas flores, particularmente em relação à posição da abelha em relação ao cone de anteras quando forrageia e à seqüência de movimentos que cada uma desenvolve nas flores.