17 resultados para Bergamacia
Resumo:
O grau de contaminação da pastagem por larvas de terceiro estágio (L3) de nematoides gastrintestinais foi avaliado em piquetes pastejados por ovelhas resistentes ou susceptíveis à verminose. O experimento foi realizado de 23 de novembro de 2007 a 22 de julho de 2008. Inicialmente, realizou-se a contagem de ovos por grama de fezes (OPG) de amostras individuais de 130 ovelhas adultas da raça Bergamácia. Dessas, foram selecionadas as nove ovelhas com contagens mais elevadas de OPG (susceptíveis) e as 10 com as menores contagens (resistentes). As ovelhas resistentes apresentaram menor contagem de OPG, maiores valores de volume globular, de proteína plasmática total e de eosinófilos sanguíneos, do que as ovelhas susceptíveis. O peso também foi maior no grupo resistente. Na pastagem, foram identificadas larvas de Haemonchus spp., Trichostrongylus spp. e Oesophagostomum spp. em média, as quantidades de L3 de Haemonchus spp. e de Trichostrongylus spp., na pastagem, foram 2,19 e 2,31 vezes, respectivamente, maiores nos piquetes pastejados pelo grupo susceptível do que nos do grupo resistente. Portanto, os animais susceptíveis devem ser eliminados do rebanho a fim de reduzir a contaminação da pastagem e otimizar a profilaxia das infecções por nematoides gastrintestinais.
Resumo:
Avaliou-se a influência dos níveis nutricionais da ovelha antes do parto, da idade à desmama e do sistema de terminação sobre as fibras musculares e a qualidade da carne dos cordeiros. Utilizaram-se matrizes mestiças Ile de France × Bergamacia criadas a pasto. As ovelhas foram divididas em dois grupos: um com suplementação alimentar 30 dias antes do parto e outro sem suplementação. Os animais (ovelha e cordeiros) foram subdivididos de acordo com a idade à desmama (45 ou 60 dias de idade) e os cordeiros desmamados foram submetidos a três sistemas de terminação: confinamento com dieta completa; confinamento somente com feno; e confinamento somente no pasto. O abate dos cordeiros foi realizado aos 30 kg de peso vivo ou aos 150 dias de idade. As características de carcaça analisadas foram morfofisiologia da fibra do músculo longissimus dorsi, fragmentação miofibrilar pós-morte (maturados nos dias 0, 3 e 7 pos mortem) e redução do pH e da temperatura da carne pós-abate. Não houve efeito da suplementação às ovelhas ou da idade à desmama sobre nenhuma das características avaliadas. A composição em fibras de contração lenta e oxidativa, contração rápida e oxidativa ou contração rápida e glicolítica não foi alterada pelos fatores em estudo, mas a área transversal das fibras foi menor nos cordeiros terminados com feno, assim como os valores de pH, temperatura e as medidas dos fragmentos de miofibrila. Com o aumento do tempo de maturação de 0 para 3 e 7 dias post mortem, houve redução do comprimento dos fragmentos de miofibrilas. O sistema de terminação de cordeiros em confinamento somente com feno interfere mais intensamente na qualidade da carne que o sistema de terminação a pasto ou em confinamento com dieta completa.
Resumo:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Resumo:
O experimento teve por objetivo avaliar o desempenho de cordeiros, do nascimento ao abate com 30-32kg de peso vivo na origem, usando-se 23 cordeiros Corriedale (C), 25 Bergamácia × Corriedale (BC) e 17 Hampshire Down × Corriedale (HC), terminados em pastagem de coast cross (Cynodon dactylon) ou em confinamento. O peso ao nascimento e o ganho de peso médio diário do nascimento ao desmame não foram influenciados pelo grupo genético (P>0,05). O ganho de peso médio diário do desmame ao abate (GPDA) de 0,144kg dos cordeiros confinados foi superior aos 0,106kg dos cordeiros em pastagem (P<0,05). O GPDA dos cordeiros BC (0,136kg) e HC (0,130kg) foram maiores (P<0,05) que o dos C (0,106kg) O sistema de terminação e de cruzamento (P<0,05) influiu no ganho de peso do nascimento ao abate (GPNA), com maiores ganhos observados para cordeiros confinados (0,137kg) e cruzados (0,132kg). Os cordeiros confinados atingiram o peso de abate (219 dias) mais cedo (P<0,05) que os da pastagem (258 dias). Os cordeiros terminados em confinamento, no dia do abate, apresentaram menor perda de peso da origem ao abate (3,16%), comparados aos da pastagem (5,17%) (P<0,05). Os resultados indicam que pode-se recomendar o cruzamento de ovelhas Corriedale com carneiros das raças citadas, bem como a terminação dos cordeiros em confinamento, desde que se tenha preocupação de avaliar os custos de produção deste sistema.
Resumo:
Foram analisados os custos de produção e o retorno econômico do quilograma de carcaça, de 13 cordeiros Corriedale (C), 14 Bergamácia x Corriedale (BC) e 9 Hampshire Down x Corriedale (HC), em pastagem de Cynodon dactylon e 10 C, 11 BC e 8 HC em confinamento, recebendo ração completa, com 18% de proteína bruta e 72% de nutrientes digestíveis totais, idênticos ao da pastagem. A lotação utilizada foi de 20 cordeiros/ha. No confinamento, considerou-se 0,5m²/cordeiro. A despesa total para terminação dos cordeiros na pastagem foi R$2.382,40 e para terminação em confinamento foi R$2.918,40, com as respectivas receitas de R$3.686,90 e R$4.498,03. O custo de produção do kg de carcaça dos cordeiros confinados (R$2,30), em valor absoluto foi superior, porém, muito próximo dos terminados em pastagem (R$2,26). O retomo econômico para os cordeiros terminados em confinamento (R$1.579,63) foi superior ao dos terminados em pastagem (R$1.304,50), mostrando uma diferença em valores absolutos de R$275,13 a favor dos cordeiros confinados. A produção de carne de cordeiro em confinamento é economicamente viável.
Resumo:
O objetivo deste experimento foi comparar as características qualitativas de carcaças de 36 cordeiros terminados em pastagem de coastcross, sendo 13 Corriedale, 14 Bergamácia x Corriedale e 9 Hampshire Down x Corriedale, e 29 cordeiros terminados em confinamento, sendo 10 Corriedale, 11 Bergamácia x Corriedale e 8 Hampshire Down x Corriedale. As médias das variáveis (escala de 1 a 5) condição corporal: 2,70 e 3,13; conformação: 2,65 e 3,35; e cobertura de gordura: 2,43 e 2,95; foram superiores para os cordeiros do confinamento que para cordeiros em pastagem. Na escala de 1 a 3, foram avaliadas a cor da gordura: 1,66 e 1,94; cor da carne: 1,66 e 1,72; e consistência de gordura: 1,62 e 1,83, respectivamente, para os cordeiros em pastagem e em confinamento. A área de olho de lombo foi significativamente (10,21 vs. 9,03 cm²), bem como a espessura de gordura de cobertura: 1,10 vs. 1,70 mm, foi superior para os cordeiros confinados. As médias das porcentagens de músculo no lombo foram de 54,92 e 57,94%; para gordura, 9,29 e 12,95%; e osso, 35,78 e 29,10%, respectivamente, para cordeiros em pastagem e confinamento. Entre os sistemas de terminação, não houve diferenças para porcentagem de proteína (19,71 e 19,10%, respectivamente), mas houve diferença para teor de lipídios, com 5,43% para cordeiros em pastejo e 11,54% para cordeiros confinados. Para as variáveis analisadas não houve diferenças significativas entre os cruzamentos.
Resumo:
O trabalho foi realizado com objetivo de realizar um estudo alométrico dos tecidos ósseo, muscular e adiposo na meia carcaça esquerda de cordeiros em crescimento. Foram utilizados 36 cordeiros machos inteiros, sendo 24 Santa Inês e 12 Bergamácia. Os animais foram confinados em gaiolas individuais e alimentados ad libitum. O abate ocorreu quando os animais atingiram os pesos vivos de 15, 25, 35 e 45 kg. Após a carcaça ter sido limpa e resfriada, foram obtidos os cortes comerciais a partir da meia carcaça esquerda. A quantidade dos diferentes tecidos foi obtida a partir da dissecação da perna, do lombo, da costeleta, costela/fralda e paleta. A quantidade total dos tecidos ósseo, muscular e adiposo foi obtida pela adição das quantidades de cada corte comercial. O estudo do desenvolvimento relativo da composição tecidual foi feito por meio do modelo de HUXLEY (1932). Constatou-se crescimento heterogônico negativo (b < 1) para o tecido ósseo, crescimento isogônico (b =1) para o tecido muscular e heterogônico positivo (b > 1) para a gordura, em relação ao peso da ½ carcaça.
Resumo:
Foram utilizados 103 cordeiros, machos e fêmeas, Santa Inês puros (SS) e cruzas Santa Inês com Texel (TS), Ile de France (FS) e Bergamácia (BS), confinados em gaiolas individuais. Os cordeiros foram abatidos em quatro pesos: 15,0; 25,0; 35,0 e 45,0 kg de peso vivo. Após o abate e resfriamento da carcaça, foram feitos os seguintes cortes e calculadas as porcentagens em relação ao peso da carcaça fria: pescoço (PP), costela/fralda (PCF), costeleta (PC), lombo (PL), paleta (PPA) e perna (PPE), sendo esses dois últimos sem os braços. Os pescoços praticamente não variaram com o aumento dos pesos de abate. Os pescoços dos cordeiros TS e FS foram menores, comparados aos dos cordeiros SS e BS, na maioria dos pesos de abate estudados. A paleta também não variou com o aumento dos pesos de abate, havendo tendência para diminuição. Aos 45 kg, os cordeiros TS e FS apresentaram PPA maiores em relação aos cordeiros SS e BS. Nos outros pesos de abate, praticamente não houve diferenças para PPA entre os grupos genéticos. A costela/fralda elevou-se com o aumento dos pesos de abate, sendo que, em pesos de abate elevados, os cordeiros TS mostraram maiores proporções. Para a PC, praticamente não houve diferenças entre os pesos de abate. As fêmeas FS, entretanto, aos 35 e 45 kg, apresentaram menores PCF que os machos FS. O lombo tendeu a elevar-se com o aumento dos pesos de abate, mas foram detectadas diferenças para os animais abatidos aos 15 kg, em relação aos outros pesos de abate. Entre os grupos genéticos, praticamente não houve diferenças para PL. As pernas diminuíram com o aumento dos pesos de abate. Aos 35 kg de peso vivo, os cordeiros machos TS e as fêmeas FS obtiveram melhores PPE em relação aos outros grupos genéticos.
Resumo:
O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estudar o efeito do sexo dos animais, do grupo genético e do peso de abate no desempenho de animais confinados. Foram utilizados 103 cordeiros, machos e fêmeas, Santa Inês puros (SS) e cruzas Santa Inês com Texel (TS), Ile de France (FS) e Bergamácia (BS), confinados em gaiolas individuais. Mediram-se a dieta fornecida e as sobras diárias, para cálculo do consumo de matéria seca (MS), energia metabolizável (EM), proteína digestível (PD) e fibra em detergente neutro (FDN). Os cordeiros foram abatidos em quatro pesos: 15, 25, 35 e 45 kg de peso vivo. Avaliaram-se o ganho de peso diário (GPD), o número de dias no confinamento (ND), a conversão alimentar (CA) e o consumo de MS, PD, em e FDN, nas três fases de crescimento: 15 a 25 kg (1), 25 a 35 kg (2) e 35 a 45 kg (3). Também foram avaliados as idades de abate (IA), o peso do corpo vazio (PCVZ) e rendimento de carcaça (RC). Aos 35 e 45 kg, os cordeiros TS e FS apresentaram IA inferiores e as cordeiras SS, IA superiores. O ND dos cordeiros BS de 35 a 45 kg foi maior que dos TS. Aos 35 e 45 kg, o PCVZ dos cordeiros TS e FS foram menores. Os melhores GPD foram dos cordeiros TS, seguidos do FS e SS. Os consumos de MS, PD, em e FDN foram semelhantes entre os grupos genéticos, nas fases 1 e 2 de crescimento. Verificou-se que os cordeiros TS tenderam a aumentar o consumo, com o incremento de peso, enquanto os outros grupos tenderam a diminuir. A CA elevou-se com o aumento de peso, com exceção dos machos FS. Os machos não apresentaram diferenças na CA entre os grupos genéticos, entretanto, as fêmeas TS e FS apresentaram valores melhores. Aos 35 e 45 kg, as fêmeas apresentaram maiores RC que os machos. Aos 35 kg, os melhores RC foram dos machos TS.
Resumo:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Resumo:
Pós-graduação em Medicina Veterinária - FMVZ
Resumo:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Resumo:
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Resumo:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)