22 resultados para AMEBAS
Resumo:
Foram isoladas amebas dos gêneros Vahlkampfia, Glaeseria, Acanthamoeba, Filamoeba, Amoeba, Platyamoeba e Hartmanella de dez diferentes marcas de água mineral engarrafadas, servidas no Rio de Janeiro, RJ (Brasil). Somente uma das marcas foi negativa para protozoários, enquanto que de todas as outras foram isoladas amebas de vida livre. O significado desses resultados é discutido como um indicador de qualidade da água mineral usada comercialmente, destacando-se o fato de que alguns desses microorganismos são potencialmente patogênicos.
Resumo:
OBJETIVO: Observar a ocorrência de amebas de vida livre dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria em amostras de poeira coletadas em hospitais. MÉTODOS: Foram coletadas 132 amostras de poeira em dois hospitais do município de Presidente Prudente, São Paulo. Os locais da coleta foram: Unidade de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico, Isolamento de Moléstias Infecciosas, Berçário, Emergência e Cozinha. As amostras foram semeadas em três meios de cultura: meio de ágar não nutriente com Escherichia coli, meio de ágar infusão de soja e microcultivo em meio de Pavlova modificado por Giazzi. As amebas isoladas foram identificadas segundo critérios morfológicos. RESULTADOS: O índice geral de positividade para amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria, foi de 45,5%, sendo positivas 41,6% das amostras de poeira coletadas no hospital universitário e 50% no hospital estadual. Obtiveram-se 45,5% de positividade do gênero Acanthamoeba e 3,8% para amebas do gênero Naegleria. CONCLUSÕES: As amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, estavam presentes em todos os ambientes estudados dos dois hospitais, sendo que as espécies do gênero Acanthamoeba foram as isoladas com maior freqüência.
Resumo:
Foram cultivadas fezes de 620 indivíduos para a pesquisa de amebas de vida livre, sendo 514 pacientes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ) e 106 crianças e adultos de um orfanato. Foram positivas 70 amostras (11,2%) sendo 55 provenientes de pacientes do HU-UERJ e 15 de internos do orfanato. Foram isoladas 60 amostras de Acanthamoeba, 6 de Vahlkampfia, 5 de Hartmannella e 1 Echinamoeba. Alguns indivíduos tiveram cultura de fezes repetidamente positiva para Acanthamoeba durante dois meses de observação. Das amostras de Acanthamoeba isoladas, 28 foram inoculadas em camundongos por via intranasal, tendo sido reisoladas 16 (57,1%) amostras à partir de cérebro e (ou) pulmões dos animais. O estudo histopatológico demonstrou processo inflamatório agudo com presença de polimorfonucleares e amebas no cérebro e pulmões de alguns animais. O encontro de amostras patogênicas em fezes humanas reforça a hipótese do eventual desenvolvimento, em indivíduos portadores, de meningoencefalite amebiana granulomatosa, como infecção oportunística de origem endógena.
Resumo:
Um estudo sobre a presença de amebas de vida livre em um hospital público foi desenvolvido na Cidade de Porto Alegre, RS. Poeira e biofilmes de 15 ambientes hospitalares, incluindo CTI, UTI pediátrica, cozinha, emergência, centro cirúrgico ambulatorial e centro cirúrgico, reservatórios de água, torneira e 6 bebedouros coletivos foram coletados mensalmente, de julho de 2004 a março de 2005, usando-se suabes estéreis, preparados para a pesquisa. As AVL foram isoladas em cultivo, utilizando-se meio de ágar não nutriente adicionado de Escherichia coli, mortas pelo calor. A identificação dos protozoários foi feita pela observação morfológica de cistos e trofozoítos, segundo critérios morfológicos de Page (1988). Das 135 amostras coletadas dos 15 ambientes estudados, 47 (35%) foram positivas para AVL. Destas, 34% apresentaram características morfológicas próprias do gênero Acanthamoeba.
Resumo:
Amebas de vida livre (AVL), tais como Acanthamoeba spp., Naegleria spp. e Balamuthia mandrillaris, são potenciais agentes de infecções humanas podendo ser encontradas no meio ambiente como solo, água fresca e ar atmosférico. No Brasil, de um modo geral, há poucos trabalhos relatando a importância do estudo desses patógenos em ambientes hospitalares. Assim este trabalho visou estudar a presença de Acanthamoeba spp. e Naegleria spp. na poeira e biofilmes de 15 ambientes diferentes (CTI, UTI pediátrica, Centro Cirúrgico, Centro Cirúrgico Ambulatorial, Emergência, Cozinha, Reservatórios de Azulejo e de Concreto, 06 Bebedouros e 01 Torneira) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, RS (HCPA). Coletas mensais de poeira e biofilmes foram realizadas com suabes passados aleatoriamente nos locais de coleta, de julho de 2004 e março de 2005, totalizando 135 amostras. Após sedimentação do material, o sedimento foi usado como inóculo em placas de Petri com ágar não nutriente 1,5%, previamente inoculadas com E. coli. As amostras foram incubadas durante 10 dias a 30°C. Das 135 amostras coletadas dos 15 ambientes do HCPA, 47 (35%) foram positivas para AVL, segundo critérios morfológicos de Page. Destas, 34% apresentaram características morfológicas próprias do gênero Acanthamoeba, sendo 03 desses isolados confirmados por PCR.
Resumo:
OBJETIVO: Observar a ocorrência de amebas de vida livre dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria em amostras de poeira coletadas em hospitais. MÉTODOS: Foram coletadas 132 amostras de poeira em dois hospitais do município de Presidente Prudente, São Paulo. Os locais da coleta foram: Unidade de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico, Isolamento de Moléstias Infecciosas, Berçário, Emergência e Cozinha. As amostras foram semeadas em três meios de cultura: meio de ágar não nutriente com Escherichia coli, meio de ágar infusão de soja e microcultivo em meio de Pavlova modificado por Giazzi. As amebas isoladas foram identificadas segundo critérios morfológicos. RESULTADOS: O índice geral de positividade para amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, dos gêneros Acanthamoeba e Naegleria, foi de 45,5%, sendo positivas 41,6% das amostras de poeira coletadas no hospital universitário e 50% no hospital estadual. Obtiveram-se 45,5% de positividade do gênero Acanthamoeba e 3,8% para amebas do gênero Naegleria. CONCLUSÕES: As amebas de vida livre, potencialmente patogênicas, estavam presentes em todos os ambientes estudados dos dois hospitais, sendo que as espécies do gênero Acanthamoeba foram as isoladas com maior freqüência.
Resumo:
At this moment, the duality of species suggested for E. histolytica is being considered for discussion. In order to contribute to settling this question, we investigated the possibility of conversion of avirulent ameba to virulent ones, as well as, the possibility of increasing virulence of virulent strains, by means of association with bacteria. Five strains of E. histolytica were employed, two of them regarded as avirulent and three virulent ones. Amebas were associated with the bacteria Escherichia coli 055 and 0115, previously demonstrated as capable to modify the pathogenic behavior of E. histolytica. Changes in virulence of amebas were assessed by cytopathic effect upon cultured mammal cells and erythrophagocytosis. The virulence of pathogenic strains was significantly increased after bacteria association in opposition to what was observed for nonpathogenic ones, which were not influenced by bacteria association.
Resumo:
In regions with high prevalence, Blastocystis hominis is frequently found in association with Entamoeba histolytica/E. dispar in xenic cultures. Its exacerbated growth is often superimposed on the growth of amebas, thus impeding the continuation of the amebas in the culture, within a few generations. The present study reports on the excellent efficacy (100%) of the antifungal agent miconazole in eliminating B. hominis from cultures of E. histolytica/E. dispar, thereby maintaining the integrity of the trophozoites of the amebas. Nystatin presented low efficacy (33.3%).
Resumo:
Free-living amoebae serve as hosts for a variety of amoebae-resisting microorganisms, including giant viruses and certain bacteria. The latter include symbiotic bacteria as well as bacteria exhibiting a pathogenic phenotype towards amoebae. Amoebae-resisting bacteria have been shown to be widespread in water and to use the amoebae as a reservoir, a replication niche, a protective armour as well as a training ground to select virulence traits allowing survival in the face of microbicidal effects of macrophages, the first line of defense against invading pathogens. More importantly, amoebae play a significant role as a melting pot for genetic exchanges. These ecological and evolutionary roles of amoebae might also be at play for giant viruses and knowledge derived from the study of amoebae-resisting bacteria is useful for the study and understanding of interactions between amoebae and giant viruses. This is especially important since some genes have spread in all domains of life and the exponential availability of eukaryotic genomes and metagenomic sequences will allow researchers to explore these genetic exchanges in a more comprehensive way, thus completely changing our perception of the evolutionary history of organisms. Thus, a large part of this review is dedicated to report current known gene exchanges between the different amoebae-resisting organisms and between amoebae and the internalized bacteria.
Resumo:
As parasitoses intestinais constituem um grave problema de saúde pública, sobretudo nos países em desenvolvimento, sendo uma das principais causas de morbimortalidade no Mundo ( NEVES, 2005) . Segundo a Organização Mundial da Saúde ( OMS/WHO ) , mais de 2 bilhões de pessoas são infetados por protozoários intestinais e helmintos no mundo ( OMS, 2010) . Estima-se que mais de 10% da população mundial esteja infetada por E. histolytica E. dispar, sendo a ocorrência estimada em 50 milhões de casos invasivos/ano. Amebas como Entamoeba coli, Endolimax nana e Iodamoeba butschilii, são encontradas nas fezes com frequência em todos os países do mundo, apesar de não serem consideraras patogénicas ao homem em condições normais, devem ser identificadas nas análises parasitológico das fezes por serem indicadores do nível de saneamento ( OMS, 2010) .Dos helmintos intestinais mais frequentes no mundo e que causam maiores problemas de saúde pública, destacam-se Ascaris lumbricoides ( 1 bilhão ) , Trichuris trichiura ( 795 milhões) e Ancylostoma sp. ( 740 milhões) . As maiores taxas de infeção e transmissão por helmintos ocorrem na África subsaariana, América Latina, China e leste da Ásia ( OMS, 2010) . Os parasitas intestinais correspondem a uma das principais causas de má nutrição infantil, podendo levar ao retardamento no desenvolvimento físico e mental das crianças que na idade pré-escolar e escolar estão mais sujeitas às infeções parasitárias, por não possuírem ainda consciência dos hábitos corretos de higiene e por terem o sistema imune ainda em formação ( GRAY et al., 1994) . Este trabalho teve como objetivo determinar a prevalência das parasitoses intestinais que afetam as crianças da comunidade de Rincão/Santa Catarina, Ilha de Santiago, Cabo Verde.
Resumo:
Os parasitas intestinais continuam a ser um problema de saúde pública em Cabo Verde, principalmente nas comunidades onde as condições sócio-económicos e ambientais favorecem o desenvolvimento destes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO), mais de 2 bilhões de pessoas são infectados por protozoários intestinais e helmintos no mundo (OMS, 2010). Estima-se que mais de 10% da população mundial esteja infectada por E. histolytica/ E. dispar, e as amebas não patogénicas mais encontradas em fezes humanas em todo mundo destcam-se Entamoeba coli, Endolimax nana e Iodamoeba butschilii. Dos helmintos intestinais mais frequentes no mundo destacam-se Ascaris lumbricoides (1 bilhão), Trichuris trichiura (795 milhões) e Ancylostoma sp. (740 milhões), com maiores taxas de infecção e transmissão na África sub-saariana, América Latina, China e leste da Ásia (OMS, 2010). O presente trabalho teve como objectivo, determinar a prevalência das parasitoses intestinais que afectam as crianças dos 2 a 12 anos da comunidade de Rincão/Santa Catarina, na ilha de Santiago, Cabo Verde e aprovado pelo Comité Nacional de Ética para Pesquisa em Saúde (CNEPS). Os trabalhos de campo decorreram entre Junho a Outubro de 2011. As amostras foram analisadas na Unidade Sanitária Base de Rincão e no Laboratório análises Clínica do Hospital Regional Santiago Norte. De acordo com os resultados obtidos nesse estudo, existe uma alta prevalência de parasitas intestinais nas crianças da comunidade em estudo, havendo necessidade de expandir estudos do género à outras comunidades do país, apostando na educação sanitária e campanhas de desparasitação. A alta taxa de anemia encontrada, é um aspecto que deverá ser continuamente estudada, de forma a determinar as causas relacionadas com a alta prevalência de anemia no país, que segundo a classificação da magnitude da anemia da OMS é grave.
Resumo:
An amoeba isolated from an aquatic biotope, identified morphologically as Saccamoeba limax, was found harbouring mutualistic rod-shaped gram-negative bacteria. During their cultivation on agar plates, a coinfection also by lysis-inducing chlamydia-like organisms was found in some subpopulations of that amoeba. .Here we provide a molecular-based identification of both the amoeba host and the two bacterial endosymbionts. Analysis of the 18S rRNA gene revealed that this strain is the sister-group to Glaeseria, for which we proposed the name Saccamoeba lacustris. The rod-shaped endosymbiont was identified as a member of Variovorax paradoxus group (Comamonadaceae, Beta-Proteobacteria). No growth on bacteriological agars was recorded, hence this symbiont might be strictly intracellular. The chlamydia-like parasite was unable to infect Acanthamoeba and other amoebae in coculture, showing high host specificity. Phylogenetic analysis based on the 16S rDNA indicated that it is a new member of the family Parachlamydiaceae (order Chlamydiales), for which we proposed the name 'Candidatus Metachlamydia lacustris'.
Resumo:
In this study, we enlarged our previous investigation focusing on the biodiversity of chlamydiae and amoebae in a drinking water treatment plant, by the inclusion of two additional plants and by searching also for the presence of legionellae and mycobacteria. Autochthonous amoebae were recovered onto non-nutritive agar, identified by 18S rRNA gene sequencing, and screened for the presence of bacterial endosymbionts. Bacteria were also searched for by Acanthamoeba co-culture. From a total of 125 samples, we recovered 38 amoebae, among which six harboured endosymbionts (three chlamydiae and three legionellae). In addition, we recovered by amoebal co-culture 11 chlamydiae, 36 legionellae (no L. pneumophila), and 24 mycobacteria (all rapid-growers). Two plants presented a similar percentage of samples positive for chlamydiae (11%), mycobacteria (20%) and amoebae (27%), whereas in the third plant the number of recovered bacteria was almost twice higher. Each plant exhibited a relatively high specific microbiota. Amoebae were mainly represented by various Naegleria species, Acanthamoeba species and Hartmannella vermiformis. Parachlamydiaceae were the most abundant chlamydiae (8 strains in total), and in this study we recovered a new genus-level strain, along with new chlamydiae previously reported. Similarly, about 66% of the recovered legionellae and 47% of the isolated mycobacteria could represent new species. Our work highlighted a high species diversity among legionellae and mycobacteria, dominated by putative new species, and it confirmed the presence of chlamydiae in these artificial water systems.