887 resultados para Anita Spinelli
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Insectivorous bats are the main reservoirs of rabies virus (RABV) in various regions of the world. The aims of this study were to (a) establish genealogies for RABV strains from different species of Brazilian insectivorous bats based on the nucleoprotein (N) and glycoprotein (G) genes, (b) investigate specific RABV lineages associated with certain genera of bats and (c) identify molecular markers that can distinguish between these lineages. The genealogic analysis of N and G from 57 RABV strains revealed seven genus-specific clusters related to the insectivorous bats Myotis, Eptesicus, Nyctinomops, Molossus, Tadarida, Histiotus and Lasiurus. Molecular markers in the amino acid sequences were identified which were specific to the seven clusters. These results, which constitute a novel finding for this pathogen, show that there are at least seven independent epidemiological rabies cycles maintained by seven genera of insectivorous bats in Brazil. (C) 2010 Elsevier Inc. All rights reserved.
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We have identified a globally important clonal complex of Mycobacterium bovis by deletion analysis of over one thousand strains from over 30 countries. We initially show that over 99% of the strains of M. bovis, the cause of bovine tuberculosis, isolated from cattle in the Republic of Ireland and the UK are closely related and are members of a single clonal complex marked by the deletion of chromosomal region RDEu1 and we named this clonal complex European 1 (Eu1). Eu1 strains were present at less than 14% of French, Portuguese and Spanish isolates of M. bovis but are rare in other mainland European countries and Iran. However, strains of the Eu1 clonal complex were found at high frequency in former trading partners of the UK (USA, South Africa, New Zealand, Australia and Canada). The Americas, with the exception of Brazil, are dominated by the Eu1 clonal complex which was at high frequency in Argentina, Chile, Ecuador and Mexico as well as North America. Eu1 was rare or absent in the African countries surveyed except South Africa. A small sample of strains from Taiwan were non-Eu1 but, surprisingly, isolates from Korea and Kazakhstan were members of the Eu1 clonal complex. The simplest explanation for much of the current distribution of the Eu1 clonal complex is that it was spread in infected cattle, such as Herefords, from the UK to former trading partners, although there is evidence of secondary dispersion since. This is the first identification of a globally dispersed clonal complex M. bovis and indicates that much of the current global distribution of this important veterinary pathogen has resulted from relatively recent International trade in cattle. Crown Copyright (C) 2011 Published by Elsevier B.V. All rights reserved.
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P>Aim The aim of this study was to investigate the possible associations between isolated growth hormone deficiency (IGHD) and periodontal attachment loss (PAL) in adults affected by congenital IGHD. Materials and methods Forty-five previously identified IGHD subjects were eligible for this study. The final study sample comprised 32 cases (gender:20M/12F; age:44.8 +/- 17.5) matched for age, gender, diabetes, smoking status and income to 32 controls (non-IGHD subjects). Participants were submitted to a full-mouth clinical examination of six sites per tooth and were interviewed using a structured, written questionnaire. Periodontitis was defined as proximal PAL >= 5 mm affecting >= 30% of teeth. Results No significant differences were observed in the percentage of sites with visible plaque between IGHD and non-IGHD subjects (59.4% versus 46.9%, p=0.32). IGHD subjects had significant less supragingival calculus (31.3% versus 59.4%, p=0.02) and more bleeding on probing (71.9% versus 18.8%, p < 0.01) than controls. PAL >= 5 mm was significantly more prevalent (100% versus 71.9%, p < 0.01) and affected more teeth (30.5% versus 6.7%, p < 0.01) in cases than in controls. After adjusting for supragingival calculus, IGHD cases had a higher likelihood of having periodontitis than controls (OR=17.4-17.8, 95% CI=2.3-134.9, p=0.004-0.005). Conclusion Congenital IGHD subjects have a greater chance of having PAL.
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Head lice (Pediculus humanus capitis) infestations affect schoolchildren worldwide, creating social, economic and health consequences for families. Problems with self-detection, chronic infestations and classroom transmission are compounded by increasing resistance of the lice to pediculicides. Public health strategies are based on limited research and little is known about transmission dynamics. Mismanagement and transmission in the general community are blamed for control failure. The purpose of this study was to explore community head-lice experience in Brisbane, Australia, and to identify critical factors underlying control failure. A home-based pilot survey used physical examination to verify transmission and treatment patterns which were self-reported by a group of trace-contact families in addition to other unconnected participants. The survey was enlarged to further compare therapy outcomes and suspected risk factors. The findings reinforce those of previous studies - that children attending school and early childhood centres, and subsequently their families, are most at risk of contracting pediculosis capitis, and some may carry lice for years. First-line (pediculicidal) treatment and even additional physical methods of hand-picking and fine-toothed combing usually fail to eradicate lice quickly and completely (overall cure-rate 39 per cent, n = 84 cases). Failures were linked to hair characteristics. Public education alone may not control pediculosis. Accurate diagnosis requires considerable experience; a strong case exists for returning to institutional surveillance.
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O presente trabalho tem como objetivo entender como se deu a integra????o do Programa Bolsa Fam??lia com a assist??ncia social, tendo em vista que na maior parte dos munic??pios a gest??o do PBF est?? sob a responsabilidade das Secretarias Municipais de Assist??ncia Social. Ao analisar o PBF, foi poss??vel notar duas principais caracter??sticas: 1) descentraliza????o e 2) intersetorialidade. No caso da primeira, as responsabilidades s??o descentralizadas para estados e munic??pios. A implementa????o do PBF dependeu de processos de negocia????o e coordena????o federativa, constru??das a partir de mecanismos volunt??rios de ades??o e pactua????o. J?? com rela????o ?? segunda caracter??stica, o PBF ?? um programa de transfer??ncia de renda com condicionalidades, assim, ele se articula com as ??reas de sa??de e educa????o, que fazem o acompanhamento das condicionalidades das fam??lias benefici??rias. A assist??ncia social tem participa????o nas duas caracter??sticas. Na descentraliza????o, a assist??ncia foi aos poucos incorporando a gest??o municipal do PBF. Quanto ?? integra????o na intersetorialidade do Programa, a assist??ncia social tem o papel de ofertar o acompanhamento familiar ??s fam??lias que n??o cumprem os compromissos da agenda de sa??de ou a frequ??ncia escolar, no acompanhamento das condicionalidades. Para analisar as formas como a assist??ncia social participa da gest??o do PBF foram elaboradas tipologias de estrutura de gest??o do programa. O trabalho tamb??m contou com a an??lise de quatro fontes de dados diferentes: duas quantitativas (Censo SUAS 2011 e Relat??rio de Ades??o dos Munic??pios ao PBF) e duas qualitativas (relat??rios de visitas municipais e question??rios aplicados aos gestores municipais ou t??cnicos do PBF). Com base nas tipologias e nos dados analisados, dentro da assist??ncia foram encontrados tr??s modelos diferentes: gest??o do PBF como uma unidade central no ??rg??o gestor, gest??o do PBF com equipe exclusiva no CRAS e gest??o do PBF sob responsabilidade do PAIF. A partir das pesquisas e das observa????es, foi poss??vel identificar que em 93% dos munic??pios a gest??o do PBF est?? como responsabilidade do ??rg??o gestor da assist??ncia, nos demais a gest??o ?? responsabilidade do gabinete do prefeito ou de outras ??reas, como sa??de, educa????o, finan??as, administra????o ou outras. O trabalho localizou ainda quatro espa??os onde a assist??ncia social participa da gest??o do PBF de forma integrada: 1) Cadastro ??nico, 2) transfer??ncia fundo a fundo para o IGD, 3) Protocolo de Gest??o Integrada de Servi??os Benef??cios e Transfer??ncia de Renda no ??mbito do SUAS, e seus desdobramentos, e 4) presen??a do PBF nas Comiss??es, F??runs e Conselhos de Assist??ncia Social. Ao final, constatou-se que as fontes utilizadas na pesquisa n??o detalham como ?? a participa????o da assist??ncia na gest??o do PBF. Tendo em vista que na maior parte dos munic??pios a assist??ncia ?? a respons??vel pela gest??o do Programa, as considera????es finais trazem a recomenda????o de o Censo SUAS ser o instrumento que pode fornecer insumos para avalia????o de gest??o do PBF, facilitando o planejamento de a????es e di??logos com as equipes municipais
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Esta pesquisa tematizou o ensino inicial da leitura na escola primária, no estado do Espírito Santo, nos anos de 1960, com o objetivo de analisar princípios que fundamentam o “método global” e sua apropriação no campo da política educacional, para justificar a representação desse método como eficaz para a alfabetização de crianças. Para tanto, nos debruçamos sobre manuais didáticos elaborados para o ensino inicial da leitura, que propõem o “método global” por meio de contos e historietas, que circularam em escolas capixabas. Desse modo a questão central que norteou esta investigação foi: Que apropriações foram feitas de princípios que fundamentavam o “método global” pelas professoras autoras de manuais didáticos (de contos e historietas) que circularam no Estado do Espírito Santo, nos anos de 1960? Os manuais didáticos que integram o corpus documental da análise compreendem: as mais belas histórias: pré-livro, parte do mestre [196?]; as mais belas histórias: pré-livro (1964) e as mais belas histórias: pré-livro, bloco de atividades [196?], de autoria Lúcia Casasanta. O livro de Lilí: método global, manual da professora (1940) e o livro de Lilí: cartilha (1961), de Anita Fonseca e o circo do Carequinha, manual do professor (1969), de Maria Serafina de Freitas. Além dessas fontes privilegiamos outras como revista pedagógica, correspondências oficiais, ata de reunião pedagógica, jornal, orientações/prescrições para prática pedagógica. Consideramos na análise o esquema conceitual apresentado por Roger Chartier: circulação, representação, apropriação e práticas culturais e, ainda o conceito de cultura escolar de Dominique Julia. Compreende-se que foram feitas apropriações inventivas, dos princípios teóricos formulados por Jean-Ovide Decroly, pelas autoras dos manuais didáticos e estes puseram em circulação a representação de método e de ensino da leitura que foi apropriada e legitimada pela política educacional capixaba. Entende-se que a proposta do “método global” não provocou significativas modificações na condição de passividade do aluno no processo de aprendizagem da leitura, tendo em vista a naturalização dos processos de desenvolvimento da criança e permanência de procedimentos mecanicista e reducionista da língua.
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Os glicoesfingolipídios (GSLs) são importantes componentes da membrana celular, organizados em microdomínios, relacionados a receptores de membrana e comportamento anti-social da célula neoplásica como crescimento descontrolado, invasão e ocorrência de metástases. OBJETIVO: Como a expressão de GSLs no carcinoma espinocelular (CEC) é tema pouquíssimo estudado decidiu-se realizar estudo prospectivo visando avaliar a expressão de GSLs no CEC do trato aerodigestivo superior. MÉTODO: Coletou-se 33 amostras de CEC e mucosa normal e GSLs extraídos e purificados por cromatografia de fase reversa em coluna de C-18 e hidrólise alcalina em metanol. Os GSLs foram quantificados por densitometria das placas de cromatografia de alta resolução em camada delgada coradas com orcinol. RESULTADOS: Observou-se aumento significativo de GSLs no CEC (3,57µg/mg) em comparação à mucosa normal (1,92µg/mg), principalmente do monosialogangliosídeo (GM3), trihexosilceramida (CTH), dihexosilceramida (CDH), globosídeo (Gb4). A expressão de monohexosilceramida (CMH) foi semelhante no CEC e na mucosa normal. O aumento do GM3 no CEC foi demonstrado por métodos imunoquímicos empregando-se MAb DH2 (anti-GM3). Analisando-se os carboidratos do CMH por cromatografia gasosa acoplado a espectrômetro de massa constatou-se que a mucosa normal expressa glucosilceramida e o CEC glucosilceramida e galactosilceramida. CONCLUSÃO: O aumento de GSLs no tecido tumoral pode representar alterações dos microdomínios da membrana celular resultantes do processo de transformação maligna, responsáveis por uma maior interação célula-célula e célula-matriz aumentando seu potencial de infiltração e metástase, possibilitando o emprego dos GSLs e de MAbs no diagnóstico e no tratamento do CEC, a exemplo do que ocorre no melanoma.