1000 resultados para Epidemiologia Teses
Resumo:
Foi realizado um estudo retrospectivo ou caso controle em uma amostra de 500 pessoas selecionadas aleatoriamente da populao de Ribeiro das Neves, MG, Brasil, durante o perodo de junho de 1983 a janeiro de 1984, para verificar se variveis ligadas ao contato com animais no domiclio estariam associadas a ocorrncia da infeco humana por Toxoplasma gondii. Foram obtidas associaes estatisticamente significativas com relao ao contato com gatos, galinhas e porcos no domiclio e nenhuma associao quanto ao consumo de carne, leite e ovos.
Resumo:
Foram notificados Secretaria de Sade do Estado do Cear, no perodo de 1992 a 1995, 688 acidentes causados por serpentes peonhentas (mdia anual de 172 casos), com coeficiente de incidncia variando entre 0,9 e 5,8 por 100.000 habitantes. Dentre 473 casos em que houve referncia ao gnero da serpente 88,3% foram por Bothrops, 10,6% por Crotalus, 0,8% por Micrurus e 0,2% por Lachesis. Os meses de abril a setembro apresentaram maior incidncia. Houve predominncia de pacientes do sexo masculino (75,6%) e com idades entre 10 a 49 anos (72,3%). As regies anatmicas mais freqentemente picadas foram os membros inferiores (81,9%) e superiores (14,7%). O atendimento na unidade de sade que notificou o acidente ocorreu dentro de seis horas em 66,9% dos casos. A letalidade foi de 0,7%. Os acidentados foram sobretudo agricultores (62,7%), a maioria dos casos ocorreu no prprio local de trabalho. Os autores reforam que os acidentes ofdicos no Estado do Cear podem ser considerados acidentes de trabalho, acometem principalmente os trabalhadores rurais e constituem causa de bito.
Resumo:
As dermatofitoses so infeces superficiais capazes de produzir leses em tecidos queratinizados, como pele, plo e unhas. Foram examinados 6068 indivduos procedentes de Goinia, com suspeita clnica de infeces fngicas, durante 5 anos (1993-1997), verificando-se a incidncia e a etiologia das dermatofitoses nos referidos pacientes. Material coletado de vrias regies corpreas permitiu caracterizar 1595 dermatfitos em 1345 indivduos. A identificao dos dermatfitos realizada atravs de cultivo em gar Sabouraud e microcultivo em lmina, permitiu verificar uma maior freqncia de Trichophyton rubrum (37,4%), T. mentagrophytes (36,4%) e Microsporum canis (16%). Os dermatfitos foram mais freqentemente encontrados produzindo leses nos ps (30,5%), regio inguino crural (17,8%) e regio glabra do corpo (15,5%). Foi analisada a distribuio corporal das leses de dermatofitoses com os respectivos agentes etiolgicos encontrados. Melhores condies higinicas e diagnstico precoce da doena so necessrios para controlar e diminuir a incidncia de dermatofitoses na nossa regio.
Resumo:
De 1986 a 1997 foram encaminhados ao Laboratrio de Ensino e Pesquisa em Anlises Clnicas, da Universidade Estadual de Maring, 1418 pacientes suspeitos de leishmaniose tegumentar para diagnstico laboratorial. Os testes utilizados foram a intradermorreao de Montenegro, reao de imunofluorescncia indireta, pesquisa direta, isolamento e identificao de Leishmania. Destes pacientes, 955 (67,3%) apresentaram pelo menos um dos testes positivo, entre os quais 804 (84,2%) contraram a infeco no Estado do Paran, 665 (69,6%) tinham de 15 a 49 anos de idade, 658 (68,9%) eram do sexo masculino, 523 (54,8%) foram diagnosticados nos 3 primeiros meses de evoluo da leso e 74 (7,7%) apresentavam comprometimento nasobucofarngeo. Dos 83 municpios do Estado do Paran envolvidos, destacaram-se So Jorge do Iva (10,2%), Doutor Camargo (9,8%), Terra Boa (7,3%), Maring (7,3%), Jussara (6,0%) e Cianorte (4,5%). Foram isoladas 77 cepas de Leishmania (Viannia) braziliensis, predominando (63,6%) o serodema 1.
Resumo:
Foram estudados 31 casos de esporotricose diagnosticados na regio central do Rio Grande do Sul, no perodo 1988-1997. Os dados obtidos foram comparados com os de um estudo de trs dcadas anteriores, evidenciando decrscimo na incidncia da micose e alterao no perfil da infeco, com diminuio de casos em pacientes residentes na zona rural, em crianas, mulheres e agricultores. Na ltima dcada, a micose foi mais freqente no adulto residente na zona urbana, de profisses variadas, estando o incio da doena freqentemente associada ao lazer rural, como pescarias e caadas.
Resumo:
As dermatofitoses so os distrbios infecciosos de pele mais comuns do mundo. Na presente pesquisa foram avaliados 2.297 pacientes com leses clnicas sugestivas de dermatofitoses das quais, 534 (23,2%) mostraram-se positivas para dermatfitos. Destes, o T. rubrum foi a espcie mais prevalente (49,6%; p <= 0,05), seguido por T. tonsurans (34,4%; p <= 0,05), M. canis (7%) e T. mentagrophytes (6,2%). Ao correlacionar-se as espcies isoladas com os respectivos stios anatmicos, observou-se que o T. tonsurans foi o isolado mais freqente nas leses do couro cabeludo (73,9%; p <= 0.01). Por outro lado, o T. rubrum foi o principal envolvido nas leses do corpo (72,8%; p <= 0,05). Portanto, nas infeces do couro cabeludo, observou-se o predomnio absoluto do T. tonsurans, dado este que se contrapem, as estatsticas dos estados brasileiros da regio Sudeste e Sul, bem como de outras regies do mundo que correlacionam, ainda, o M. canis como sendo o microrganismo mais freqentemente isolado nas Tinea capitis.
Resumo:
Desde 1981, o Brasil tem registrado epidemias de dengue de grande magnitude e atualmente circulam simultaneamente dois sorotipos DEN-1 e DEN--2, em mais de 2.700 municpios. Em Salvador - Bahia, situada na Regio Nordeste do pas, ocorreram duas epidemias nos anos de 1995 e 1996, e posterior endemizao da doena. Este estudo analisa a incidncia desta virose nesse municpio, no perodo de 1995 a 1999, considerando entre outras variveis, sua distribuio nos Distritos Sanitrios e a situao de densidade do Aedes aegypti. Utiliza como fonte de dados registros oficiais de notificao e do programa de combate vetorial da cidade. A taxa de incidncia de dengue foi de 691,4 e 393,5 por 100.000 habitantes, respectivamente, em 1995 e 1996, reduziu-se para 65 por 100.000 em 1998. Nos Distritos Sanitrios mais carentes, este indicador alcanou valores superiores a 800 por 100.000 habitantes. O ndice de Infestao Predial pelo Aedes chegou a atingir 54,1% em um dos seus bairros. Considerando a importncia da reemergncia do dengue no mundo os autores discutem os possveis fatores que condicionaram a introduo do vrus, as suas apresentaes epidemiolgicas no curso de 4 anos, e a efetividade do programa de combate vetorial.
Resumo:
Os dermatfitos so um grupo de fungos taxonomicamente relacionados que tm a capacidade de invadir os tecidos queratinizados (pele, plo e unha) dos homens e animais produzindo infeces denominadas dermatofitoses. Com o intuito de avaliar a epidemiologia e etiologia das infeces causadas por estes fungos em Goinia, GO, foram examinadas no Laboratrio de Micologia do Instituto de Patologia Tropical e Sade Pblica da Universidade Federal de Gois, de janeiro a dezembro de 1999, 1.955 amostras de indivduos com suspeita clnica de dermatofitoses. Foram isolados 445 (22,8%) cepas de dermatfitos e identificados principalmente Trichophyton rubrum (49,4%), Trichophyton mentagrophytes (30,8%) e Microsporum canis (12,6%). Quanto localizao das leses, os membros inferiores, unhas dos ps e couro cabeludo foram as regies mais acometidas. Neste estudo foram avaliados dados correlacionados a sexo, faixa etria, local das leses e agente etiolgico.
Resumo:
O gnero Candida spp responsvel por cerca de 80% das infeces fngicas no ambiente hospitalar e constitui causa relevante de infeces de corrente sangunea. Nos Estados Unidos da Amrica, Candida spp a quarta causa mais comum de infeces de corrente sangunea, respondendo por cerca de 8% dos casos das infeces documentadas neste stio. Espcies no-albicans respondem hoje por ao menos 50% das infeces invasivas por Candida spp, apresentando peculiaridades de histria natural e sensibilidade a antifngicos. A mortalidade geral de fungemias por Candida spp da ordem de 40 a 60%, tornado esta complicao infecciosa um grande desafio para os clnicos que trabalham em hospitais tercirios em diferentes pases.
Resumo:
Estudo retrospectivo descritivo dos 3.314 casos de malria notificados na rea de abrangncia da Superintendncia de Controle de Endemias, Campinas (88 municpios, 5.366.081 habitantes), no perodo de 1980 a 2000. Foram considerados elementos da histria da expanso da malria na regio. Houve queda dos casos diagnosticados mesmo em perodos de recrudescimento da malria na Amaznia. Predominaram homens (83%), em idade produtiva (20 a 49 anos), vindos principalmente de Rondnia, Par e Mato Grosso; 59% foram diagnosticados nos 3 primeiros dias dos sintomas. Considerou-se o possvel impacto positivo de campanhas educativas endereadas s populaes de risco e aos profissionais de sade na regio. Em reas no endmicas, a assistncia oportuna ao paciente com malria, a vigilncia epidemiolgica/entomolgica e a aes educativas podem diminuir a gravidade dos casos e impedem o estabelecimento de focos de transmisso.
Resumo:
Desde os anos cinqenta uma doena similar a febre amarela, porm considerada como nova doena, ocorre em reas dos vales dos Rios Juru, Purus e Madeira. Temida pelos residentes locais pela alta letalidade, sendo clinicamente uma hepato-encefalopatia de evoluo fulminante (mdia de 5 a 6 dias). Dos que apresentam manifestaes neurolgicas 90% evoluem a bito. A doena popularmente conhecida como febre negra de Lbrea e pelos patologistas como hepatite de Lbrea pela histopatologia heptica mostrar o aspecto vacuolar dos hepatcitos, da considerarem-na uma nova doena. Incide principalmente em crianas e adolescentes do sexo masculino. O achado do HBsAg e de marcadores de vrus da hepatite D no soro e fgado dos pacientes, levaram os pesquisadores a considerarem a febre negra de Lbrea como uma superinfeco ou coinfeco do HDV. Na falta de vacina especfica contra o HDV, a vacinao contra hepatite B aplicada aps o nascimento a preveno recomendada.
Resumo:
O Programa de Hepatopatias do Hospital da Fundao Santa Casa de Misericrdia do Par surgiu pela necessidade de prestar assistncia a hepatopatas na regio amaznica priorizando assistncia qualificada, identificao das etiologias, seguimento clnico, e tratamento direcionado. Este trabalho visa descrever dados relativos epidemiologia clnica, fatores etiolgicos e anlise histopatolgica. Dos 1469 pacientes avaliados, atravs de exames clnicos, laboratoriais, endoscpicos e de imagem e/ou histopatolgico, foram considerados hepatopatas crnicos 935 (63,6%). Nesta casustica, a mdia de idade foi 50 anos, 666 (71,2%) do sexo masculino e maior procedncia de Belm. Os agentes etiolgicos mais prevalentes foram alcoolismo (53,7%) e hepatites virais (39,1%). Bipsia heptica realizada em 403/935 (43,1%), demonstrou hepatite crnica (34%) e cirrose (34%) na maioria das amostras. Conclui-se, portanto, que a doena heptica crnica na regio mais prevalente no sexo masculino, sendo o alcoolismo a principal etiologia e mais da metade dos casos se encontravam em fase avanada no momento do diagnstico.
Resumo:
O autor, depois de citar os trabalhos de John Snow no estudo da epidemia de clera em Londres (1855), chama a ateno para a referncia que Ribeiro Sanches faz, mais de cem anos antes, aco conduzida por Duarte Lopes no controlo da epidemia perto de Coimbra.