918 resultados para Psicologia Social - História


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A pesquisa tem como tema a prtica de cuidado no matriciamento em sade mental na Estratgia da Sade da Famlia. Matriciamento uma metodologia de prtica de cuidado em sade, constitudo por uma equipe de profissionais especialistas, que possui o objetivo de oferecer apoio e retaguarda equipe de profissionais da Estratgia Sade da Famlia. A hiptese de que a prtica de matriciamento em sade mental um dispositivo de transformao do imaginrio social sobre a loucura. Trata-se de uma pesquisa de abordagem psicossocial de referencial terico na sociologia e na antropologia para discutir os conceitos de cultura, imaginrio social, prticas de cuidado e rede social, por entender que a prtica de cuidado no matriciamento em sade mental opera em rede e produz transformao no imaginrio social sobre a loucura. O estudo tem, inicialmente, como base metodolgica a sociologia para a anlise documental da Lei 10.216/2001 Reforma Psiquitrica brasileira - e da Portaria 154/2008 Ncleo de Apoio Sade da Famlia NASF. Em seguida, apoiada pela antropologia, a pesquisa utiliza o mtodo etnogrfico para a realizao de entrevista com quatro profissionais matriciadores, tendo a anlise do discurso como caminho para discutir e problematizar os dados coletados. Conclui-se, ento, que o matriciamento um dispositivo de rede e produo de cuidado que pode favorecer a transformao do imaginrio social sobre a loucura. Porm, de fundamental importncia que a rede tenha funcionalidade para que isto possa ocorrer de fato, pois o matriciamento um dispositivo de rede e de cuidado em sade.

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A presente tese aborda e discute a experincia sobre uma prtica clnica desenvolvida a partir de demandas que se originaram no prprio campo da pesquisa, o Centro Cultural Cartola, territrio sociocultural, que agregou, com a instaurao da clnica Afinando as Emoes, o radical psi s atividades oferecidas, passando a denominar-se psicossociocultural. Com a insero dessa nova prtica, foi possvel dizer que o Centro Cultural Cartola se confirma como Territrio da Esperana, lugar com possibilidades de oferecer uma rede de atividades capaz de auxiliar os sujeitos no processo de ressignificao, j que promove maior conscincia de si, instrumentalizando-os a romperem com a discriminao e o estigma que a pobreza lhes reserva como destino. A Afinando as Emoes configurou-se como clnica que atua no social, seja sob o ponto de vista terico, seja por confirmar a possibilidade do exerccio clnico dentro do espao habitado pelo sujeito da demanda, no qual o desejo e as singularidades so o destaque. Tambm faculta aos sujeitos que l se integram/entregam uma oportunidade de conhecerem e de experienciarem novas perspectivas de estar no mundo

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O objetivo deste trabalho relacionar e apresentar questes referentes ao Imaginrio Social acerca do professor de Educao Fsica e o modo como se v enquanto profissional na rea de educao. No Estado e na Cidade do Rio de Janeiro o quadro do incio dos anos 90 era de abandono do magistrio, havia um sentimento de descrena e de desnimo sobre a categoria que agravava a situao coletiva. No passado, aproximadamente na dcada de 1920, a figura do professor era remetida a algo transcendental, algum que exercia o ofcio entre Deus e os homens, outras vezes a imagem do professor estava diretamente ligada a uma nobre misso ou sacerdcio. Com o tempo, as representaes do professor comearam a sofrer profundas alteraes. A atividade do magistrio enquanto atividade sagrada se transforma, aos poucos, dando lugar a uma nova representao, a de que o professor mais um trabalhador. Isso provoca um deslocamento de sua imagem sagrada para uma imagem profana, de cotidiano, mais uma mo-de-obra. Considerando este contexto, a questo que orienta este trabalho : Qual a imagem que o Professor de Educao Fsica faz de si?

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Sistemas parentais so construdos atravs das interaes no cotidiano dos pais com seus filhos e com base nos padres culturais vigentes, dentro de um perfil socioeconmico e da história de vida dos indivduos. Importantes componentes dos sistemas parentais so as metas de socializao e as prticas educativas. As metas de socializao se referem a como os pais desejam que seus filhos sejam no futuro, quilo que eles esperam que sua criao ajude a promover em seus filhos. J as prticas educativas so as prticas de comunicar criana a forma correta com que se espera que ela se comporte. A reviso bibliogrfica evidencia que as metas de socializao e prticas educativas so afetadas pelo ambiente cultural dos cuidadores e por variveis socioeconmicas, mas no h estudos a respeito de possveis impactos causados por situaes de vida particularmente difceis. A presente dissertao se props a examinar as metas de socializao e prticas educativas de mes cujos filhos esto em tratamento oncolgico, contrastando-as com as de mes de crianas saudveis. Nesse sentido, o objetivo estabelecido foi o de investigar se havia particularidades nas metas de socializao e formas de cuidado de mes com filhos que tenham cncer devido situao especfica vivida de um tratamento oncolgico. Hipotetizou-se que a vivncia da experincia do cncer e a insero em uma instituio de tratamento, no caso, o Instituto Nacional do Cncer (INCA), teriam impacto no sistema de cuidados e metas parentais. Participaram deste estudo 20 mes de crianas de trs a cinco anos que estavam em tratamento oncolgico no INCA e 20 mes de crianas na mesma faixa etria sem problemas de sade diagnosticados. Todas assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram aplicados os formulrios "Dados de identificao" e "Dados sociodemogrficos", e o Questionrio de Metas de Socializao. Foi tambm realizada com as mes uma entrevista semiestruturada, com questes abertas que buscaram investigar prticas educativas. A anlise de dados contemplou uma parte de anlises quantitativas em que os dados foram tratados descritivamente (mdias, percentuais etc.) e empregados testes no-paramtricos para comparao entre os grupos de mes. Anlises qualitativas, voltadas para as respostas ao questionrio de metas de socializao e entrevista sobre prticas de cuidado educativas foram realizadas atravs do mtodo de anlise de contedo temtico-categorial. Encontrou-se que as metas de socializao das mes de crianas em tratamento oncolgico apresentaram diferenas em relao s das mes de crianas sem diagnstico de doena, refletindo uma tendncia mais individualista. Tambm foram encontradas diferenas entre os dois grupos nas aes para atingir as metas, sendo visto um uso menor da estratgia educar e orientar por parte do grupo das mes de crianas em tratamento no INCA, refletindo uma tendncia mais pragmtica. Quanto s prticas educativas no foram encontradas diferenas significativas entre os dois grupos. Espera-se que esse estudo traga contribuies para a formulao de programas de interveno, para pais e cuidadores, atravs da melhor compreenso das metas e prticas maternas utilizadas nesta situao particular e de grande dificuldade para as crianas e suas famlias

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O presente estudo objetiva conhecer os contedos veiculados velhice no jornal Folha de S. Paulo. Trata-se de uma pesquisa exploratria, descritiva e documental, com abordagem metodolgica quali-quantitativa pautada na Teoria das Representaes Sociais. Foram analisados dois perodos: 1) de 01 de janeiro de 2001 at 31 de dezembro de 2003 e; 2) de 01 de janeiro de 2004 at 31 de dezembro de 2006. O jornal foi escolhido devido a: Prestgio, Credibilidade, Circulao e Acervo digitalizado. Foram consultados seis termos: Envelhecimento, Velhice, Terceira Idade, Idoso, Idosa e, Estatuto do Idoso. Foi desenvolvido um protocolo de pesquisa para anlise da mdia impressa. Adotaram-se como critrios de excluso: (1) Matrias repetidas entre termos, (2) Matrias com erro de leitura, (3) Matrias publicadas em extenses Regionais da Folha; e, (4) Relao da matria com o objeto da pesquisa (classificadas como 0, 1 e 2). As matrias 2, consideradas como de estreita relao com a pesquisa conformaram a amostra para anlise. Os dados foram submetidos s seguintes anlises: analise estatstica descritiva e anlise de contedo temtica. Contou-se com auxlio dos programas Excel e SPSS. Na apurao dos dados, constatou-se que, das 4108 matrias disponveis no acervo do jornal, 346 preenchiam os critrios de incluso. A anlise revela que a cobertura da velhice na mdia no foi regular nos seis anos analisados, sendo que, houve um aumento de 5,78% de matrias publicadas no segundo perodo. O ano de maior publicao de matrias foi 2003, aspecto que coincide com a promulgao do Estatuto do Idoso. A difuso (67,34%) foi gnero moscoviciano mais utilizado pelo Jornal para tratar o tema da velhice. A anlise das Sees indica que o tratamento da velhice por parte do Jornal est vinculado a diversas temticas relacionadas com a cotidianidade dos leitores principalmente com assuntos relacionados sade e a aspectos econmicos. O estudo tambm revelou que a localizao e o tamanho da matria sugerem que trata-se de matrias de menor importncia, no consideradas como de publicao imediata e que atraem menos a ateno do leitor. A anlise do conjunto de antettulos, ttulos e subttulos revelou que os termos utilizados para referir-se ao objeto de estudo esto vinculados a elementos derivados do conhecimento cientfico e da normativa sobre o assunto. A anlise do material textual resultou em 4011 URs associadas a 57 unidades de significao revelando homogeneidade quantitativa nos dois perodos estudados. A agregao dessas unidades resultou em 10 categorias representacionais: Sade e Doena; Sentidos de Envelhecer; Realidade Demogrfica; Trabalho, Aposentadoria e Renda; Maus-tratos e discriminao; Legislao e proteo do idoso; Servios e Mercado; Recreao e Voluntariado; Famlia e velhice e; Cognio na velhice. Constata-se que a velhice representada no Jornal atravs de duas imagens que se contrapem: A primeira imagem da velhice, denominada neste trabalhado como velha velhice est relacionada com os valores negativos tradicionalmente associados a essa fase relacionados a doena, a dependncia, a vulnerabilidade fsica e cognitiva e as dificuldades econmicas. A segunda imagem designada de nova velhice est relacionada com valores considerados positivos relacionados com a busca do envelhecimento saudvel. Constatou-se que essas representaes so concomitantes nos dois perodos analisados. A mdia, sem dvida, constitui um objeto transformador da realidade na medida em que atravs dela que as representaes sociais circulam em grande escala

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Atualmente o tabagismo considerado pela Organizao Mundial da Sade (OMS) como um fator de risco vida a ser combatido com alta prioridade. No entanto, um processo macio de propaganda e marketing parece ter sido historicamente decisivo para dar prtica de fumar uma representao positiva, atravs de uma associao sistemtica entre o consumo de derivados do tabaco e o ideal de auto-imagem, como beleza, sucesso, sade e liberdade. Essa transformao da imagem do cigarro de smbolo de status e sade para uma sria doena a ser combatida evidencia a importncia de analisar o tabagismo como um fenmeno psicossocial. O objetivo geral desta investigao consiste, portanto, em analisar comparativamente as representaes sociais acerca do tabagismo construdas por grupos de indivduos que se incluam diferencialmente nas condies de fumantes, ex-fumantes e no-fumantes. A pesquisa foi realizada com uma amostra de 500 (quinhentos) participantes residentes no Estado do Rio de Janeiro, de ambos os sexos, podendo pertencer s categorias de fumantes, ex-fumantes e no-fumantes. A coleta de dados foi realizada por meio eletrnico, atravs da aplicao de um questionrio, que em parte focaliza os dados sciodemogrficos dos participantes e, em outra, apresenta questes abertas e fechadas, incorporando ainda uma tarefa de evocao livre ante o termo indutor tabagismo ou prtica de fumar. Os resultados da anlise estrutural da representao social do tabagismo possibilitou verificar uma unanimidade quanto significao controversa que atribuda a ele. De um lado, verificam-se dimenses negativas desta prtica, que so objetivadas pelas implicaes e repercusses na sade dos fumantes ativos e passivos e, por outro lado, existem as dimenses positivas, que representam as funes sociais do tabagismo, e as sensaes prazerosas que ele provoca nos fumantes. Observa-se o processo de construo de uma nova representao social do tabagismo, onde estabelecida uma conexo entre uma velha representao do tabagismo enquanto hbito de vida, estilo de vida, com uma nova representao, o tabagismo como vcio/dependncia, criando novos significados e imagens do objeto. Para concluir, vale ressaltar que as representaes sociais dos ex-fumantes e dos no-fumantes mostraram-se bastantes prximas, ressaltando essencialmente os aspectos negativos do tabagismo, enquanto que a dos fumantes diferenciam-se um pouco ao apresentar elementos como prazer. Mas de modo geral, as representaes no mostraram-se to distintas, revelando que os prprios fumantes vivenciam uma relao muito antagnica com o tabagismo, manifestando em diversos momentos vontade de tornarem-se ex-fumantes. Parece que a representao do tabagismo como um hbito glamoroso no mais existe e que de fato a poltica de controle a ele vem obtendo xito com suas medidas restritivas o que algo extremamente positivo para nossa sociedade do ponto de vista da sade pblica. No entanto, na esfera social, parece necessrio que essa atmosfera de temor e asco envolta no tabagismo seja pensada e refletida, para que no resulte em discriminao social com os tabagistas, tornando-os novamente vtima, mas de uma nova situao social

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O presente trabalho trata de uma pesquisa-interveno realizada em uma instituio de acolhimento de crianas de zero a seis anos, situada na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A pesquisa foi desenhada a partir de demandas construdas coletivamente com a equipe tcnica, a presidncia e as cuidadoras da instituio de acolhimento. A história do local pesquisado atravessada pelas histórias da tuberculose e do bairro, que contextualizam o momento e auxiliam na compreenso das relaes entre a instituio de acolhimento e as crianas/famlias. Como anlise das prticas de abrigamento trs analisadores foram escolhidos: chave, cortina e dinheiro. Atravs de cada um deles foi possvel analisar a instituio acolhimento no que tange ao trabalho exercido pelos profissionais assim como s prticas de cuidado que vm sendo adotadas na assistncia infncia atual, especialmente na instituio de acolhimento onde a pesquisa foi realizada. Foi possvel perceber que as prticas de abrigamento esto diretamente relacionadas viso que os funcionrios, equipe, presidncia e direo tm das crianas abrigadas, levando reflexo a respeito de a qual infncia essas criancas tm direito

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O presente trabalho visa demonstrar de que maneira os grafites se enquadram nos modos de narrao e construo de laos de sociabilidade da sociedade ps-moderna. Segue-se o pensamento de Gianni Vattimo que questiona a ideia outrora dominante de uma história universal e linear, caracterstica do pensamento moderno. O filsofo prope que pensemos na figura fragmentada de mosaicos de narrativas onde prevalecem histórias locais de grupos antes vistos como subculturas. Com a difuso e acessibilidade aos diversos meios de comunicao, vislumbra-se a emergncia de vozes outrora silenciadas pelo status quo, permitindo a materializao das vrias weltanschauung (vises de mundo) dos grupos sociais na contemporaneidade. A disseminao dessas vozes no procura mais apresentar a história por meio de fatos concretos de um saber legtimo, mas atravs de fbulas que permitam a visualizao e despertem o imaginrio desses grupos sufocados. Na sociedade ps-moderna existem tantas narrativas locais quanto tribos urbanas. Ademais so abordadas as tenses existentes entre grafite e pichao e da comercializao e institucionalizao do grafite sob a alcunha de "arte urbana". Tambm destacado o papel dos museus na formao de identidades e de patrimnios locais e de como essas instituies culturais exercem influncia na constituio de novos imaginrios sociais ou na manuteno destes, que esto presentes na sociedade contempornea. As cidades, bairros e territrios, e o sentimento de pertencimento, so essenciais para que as intervenes urbanas possam ocorrer. Assim, explicitada a relao das diversas tribos urbanas com os espaos das cidades, os desdobramentos da globalizao sobre esses grupos e a constituio de memrias subterrneas, que podem se constituir em foras de resistncia aos movimentos culturais miditicos

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A presente dissertao de mestrado tem em vista adentrar a noo heideggeriana de tdio, de um tal modo que seja possvel delinear sua relao com o horizonte histrico da era da tcnica e o modo como a psicologia, em meio a um tal cenrio, se encontra em crise enquanto disciplina acadmica. A trajetria percorrida ser a de, a princpio, indicar as principais influncias ao pensamento heideggeriano, i.e., a fenomenologia e a hermenutica em busca da mudana que Heidegger imprime a tais disciplinas. Posteriormente ser visto que a noo de ser-a se torna essencial para a compreenso do que est em jogo com a tonalidade afetiva do tdio. Dito de maneira enxuta, a tonalidade do tdio inerente ao esquecimento e abandono do modo de ser do ser-a, enquanto ente marcado fundamentalmente por ser abertura de mundo. A partir de um tal esquecimento e abandono, o homem da tcnica se pauta pela animalidade para encontrar sua prpria essncia. A partir da certeza da animalidade como critrio para o homem avaliar a si mesmo, a psicologia se encontra rebaixada a uma posio de subdisciplina das cincias biolgicas, em particular das neurocincias. Em um cenrio como esse urge a construo de uma psicologia de resistncia, que se paute pela medida do homem como ente originariamente livre

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Considerando-se o papel representado pela literatura diante da formao de novas subjetividades, esta pesquisa investigou os discursos acerca do feminino presentes em trs romances de autoria feminina do sculo XIX Razo e sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Mansfield Park da romancista Jane Austen, uma das escritoras mais aclamadas da Inglaterra. Utilizando-se os personagens femininos desses romances e como eles se posicionam diante das relaes afetivas e sociais, buscou-se estabelecer um paralelo entre a literatura e a história das mulheres. Sendo considerada uma das responsveis pela consolidao do gnero romanesco ingls, Jane Austen insere em seus romances a questo da feminilidade como histrica e socialmente construda, alm de ser ela prpria tambm um exemplo da desconstruo dos papis femininos, j que escreveu num tempo no qual a vida literria no era um espao que as mulheres deveriam ocupar. No entanto, muitas vezes, tanto a discusso sobre as representaes das mulheres nas suas obras, como a prpria representatividade da autora para o campo de atuao das mulheres inglesas so negligenciados devido a uma leitura superficial de seus romances. Assim, este trabalho buscou dialogar com a história das mulheres, enriquecendo este campo de estudo, trazendo novos dados e formas de pensar as relaes das mulheres na sociedade, atravs da literatura, alm de objetivar dar mais destaque romancista dentro deste campo de estudo. No foi inteno fazer uma anlise literria das obras, mas uma anlise dos discursos existentes por trs dos papis femininos nos romances escritos por Jane Austen, enquanto possvel espelho da viso social da feminilidade, levando-se em considerao o contexto scio histrico em que foram escritas

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Este estudo tem como objeto o cuidado de Enfermagem e suas memrias e representaes sociais para enfermeiros hospitalares inseridos nas unidades de referncias para pessoas que viviam com o HIV/aids no Rio de Janeiro, no decorrer de 1980 a 1991. Os objetivos especficos foram: identificar a memria social do cuidado de enfermagem implementado pelos enfermeiros aos acometidos pelo HIV/aids no Municpio do Rio de Janeiro; descrever as prticas de cuidado pelos enfermeiros no contexto do recorte temporal adotado no estudo; descrever o processo de enfrentamento da epidemia da aids pelos enfermeiros, tanto no contexto do cuidado de enfermagem no espao hospitalar, quanto nas relaes sociais estabelecidas; analisar as memrias e representaes sociais de enfermeiros acerca do cuidado de Enfermagem prestado s pessoas com HIV/aids em situao de hospitalizao na primeira dcada da epidemia. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de campo, com abordagem qualitativa, baseada nos pressupostos tericos da memria social propostos por S em sua interface com a teoria de representaes sociais no campo da Psicologia Social. Realizada com 30 enfermeiros que atuaram em hospitais considerados de referncia para o tratamento de clientes que viviam com HIV/aids. Os dados foram coletados por uma entrevista semiestruturada e a visualizao de 12 fac-smiles escolhidos de forma aleatria na imprensa. A populao de estudo predominantemente do sexo feminino e com idade entre 51 a 60 anos. Os principais resultados apontam que a memria social do cuidado de enfermagem se constitui a partir de diferentes objetos representacionais (cuidado de enfermagem, aids e biossegurana), instncias da memria social (pessoal, pblica, prtica, coletiva, comuns, histrica oral e histrica documental) e diversos elementos que constituem esta memria (ambiente de cuidado e relaes sociais, familiares e laborais, dentre outras). Emergiram sete categorias de anlise: O processo do cuidado de Enfermagem: do enfrentamento, da capacitao e do desenvolvimento; Sentimentos dos enfermeiros e dos clientes descritos pelos participantes no processo de cuidar; O processo de cuidado direto ao cliente no incio da epidemia; Memrias da autoproteo profissional e da proteo ao cliente no contexto do HIV/aids; Os contextos do cuidado: ambiente, materiais e recursos humanos; Memrias dos enfermeiros sobre os clientes acometidos pelo HIV e Relacionamento interpessoal. Destaca-se que a memria do cuidado de enfermagem se mostra ligada construo representacional da aids (no familiar/familiar), do cuidado de enfermagem (sem controle/sob controle) e constituio de um grupo social com forte identidade, o dos enfermeiros da aids. Conclumos que o estudo mostrou o trabalho pioneiro dos enfermeiros com o HIV/aids no ambiente hospitalar. Esses profissionais tiveram que cuidar desses clientes em meio possibilidade de contaminao, ao mesmo tempo em que desenvolviam um autocuidado, em alguns momentos exagerados devido ao desconhecimento sobre a sndrome, como forma de preservao da sua sade, bem como de sua famlia. A memria social como conceito guarda-chuva mostrou-se pertinente para a anlise dos dados, permitindo recuperar, ao menos em parte, a dinmica do cuidado de enfermagem nos primeiros anos da sndrome.

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O Centro Cultural Cartola, sediado no bairro da Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, foi criado a partir da observao de que os processos de preservao de memria, de transmisso da história e dos saberes do samba carioca se encontravam profundamente fragilizados pela engrenagem comercial e turstica a que foram subvertidos, principalmente nos redutos tradicionais dessa expresso cultural. Reconhecido como Ponto de Cultura, em 2005, o Centro Cultural Cartola foi proponente da candidatura do samba do Rio de Janeiro a Patrimnio Cultural Imaterial Brasileiro e, desde ento, vem trabalhando o protagonismo social de sambistas, visando a sua afirmao social e a salvaguarda desse patrimnio, com a implantao de uma poltica de resgate, valorizao e difuso dos bens registrados: Partido- Alto, Samba de Terreiro e Samba-enredo. Desde 2009, passou a ser reconhecido como um Ponto de Cultura. Esta pesquisa de doutorado tem por hiptese central verificar o impacto da poltica de patrimnio junto aos agentes de cultura popular e como esse fato vem possibilitar- lhes sua elevao condio de protagonistas sociais da prpria história, a fim de garantir- lhes direitos e a valorizao da identidade cultural que representam. Paralelamente, procurou- se conhecer a implantao de um museu de memria social, bem como levantar as principais conquistas e dificuldades do CCC no cumprimento de sua misso institucional, no que se refere preservao do samba carioca e s interferncias sociohistricas a que submetido, considerando-o como algo fludo e mutante. Parte essencial ser tambm verificar se o discurso dos sambistas sobre sua arte e identidade mudou com a incorporao do conceito de patrimnio. Ressalta-se que a implantao do processo de salvaguarda das matrizes do samba do Rio de Janeiro que no est dissociada dos seus criadores e das prticas socioculturais na construo de aes de preservao, fomento e difuso de bens titulados

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O presente trabalho tem como principal objetivo analisar o imaginrio social sobre a loucura a partir das produes literrias de autores brasileiros do final do sculo XIX e incio do sculo XX. O perodo escolhido para realizao desta pesquisa deve-se ao fato de ter sido cenrio do advento do alienismo no Brasil, com a criao do primeiro hospcio brasileiro e da primeira lei de assistncia aos alienados, o que revela um processo de transio da viso mstica e religiosa em relao loucura para uma viso cientfica. neste contexto que se destacam as obras de Machado de Assis, Olavo Bilac e Lima Barreto que foram selecionadas para anlise desta pesquisa e que tm em comum o tema da loucura e questes afins. Sob o aspecto metodolgico a pesquisa teve como base fundamental o referencial terico da sociologia compreensiva, proposta por Michel Maffesoli, particularmente na noo de imaginrio social, a partir de uma crtica ao modelo dominante da produo de conhecimento. Foram elaboradas seis grandes noes, concebidas a partir das obras literrias, so elas: cincia, alienao, institucionalizao, periculosidade, produo de identidade e medicalizao. Alm das discusses, vrios fragmentos exemplificam e possibilitam uma melhor discusso de cada uma destas noes. Concluiu-se, em consonncia com Antonio Candido, ser evidente a importncia da literatura, assim como de outras formas de arte e cultura, para compreender o imaginrio social de uma poca sobre os temas em questo, da mesma forma em que a prpria literatura contribui para produzi-los

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Tentamos responder a uma nica questo, que se coloca duplamente, problema a nosso ver central para a Psicologia: qual o estatuto ontolgico do pensamento? Assim, igualmente: qual o estatuto ontolgico do psiquismo? Se a subjetividade ou o esprito, seja como psiquismo (afetos, devires, alma) ou pensamento (ideias, representaes, mente) algo, e sabemos no se confundir com o corpo presente ou o crebro (imagens atuais), o que ela ento? Construindo um recorte perceptivo onde possa emergir a intuio que nos permita responder a essa colocao de problema, buscamos na primeira dissertao da tese, tendo por eixo uma anlise de fato, desenhar a gnese da subjetivao coletiva em nosso presente. O psiquismo no capitalismo globalizado deslizaria rumo esquizofrenizao, que nada mais que o crescente despertar intuitivo da subjetividade em virtude de um aumento de potncia dos coletivos humanos (virtualizao) que tende a uma mudana de forma, a encarnao de uma nova viso de si e do mundo: a superao da transcendncia (diviso entre os modos de ser ou indivduos por representaes fixas, simtrica sensao de separao entre o indivduo e seu meio), ou seja, um mergulho na imanncia ou reconexo com o Todo coletivo e comum, Virtual. Na segunda dissertao, avanaremos a problematizao em direo a uma anlise de direito, partindo da ontologia spinozista (ser da Natureza) e da metafsica bergsoniana (colocar os problemas em termos temporais, processuais, e no espaciais, fixos), ao interrogar-se sobre a natureza desse comum, o Virtual ou atributo Pensamento, no qual o atributo Extenso ou Atual seria apenas um recorte para uma conscincia qualquer dessa durao indivisvel comum (seleo que constitui seu interesse ou resoluo do problema da vida). Nesta relao que constri ao mesmo tempo a subjetividade (viso de mundo, Esprito) e a objetividade (Mundo ou a viso de uma subjetividade), demonstra-se que o que tomamos como matria apenas uma abstrao de forma espacial-geomtrica, quantitativa, desse fluxo vital que, no Tempo (Acontecimento, Ato Puro, Verbo), um todo, um bloco de forma temporal-afetiva, qualitativa. Assim, nossa tese ou hiptese: (1) toda psicologia de direito (gnese, virtualidade) e de fato (prtica, atualidade) uma psicologia social, seu tecido comum o Pensamento, construdo concretamente e permanentemente em redes vivas de comunicao diferencial, criativas, pois tendem por sua prpria natureza temporal ao aumento de potncia (alegria) segundo sua durao singular imanente − interdito Moral como forma transcendente, que pela sua assimetria sempre um problema mal colocado; e (2) que a viso do Virtual no apenas evidencia um novo ponto de vista da psicologia, mas coloca em questo o paradigma cientfico-poltico-notico hegemnico, voltado para o presente e o corpo, a vida como signo ou representao (anlise e julgamentos, crtica), para dar visibilidade a um saber do sentido da vida, voltado para o Esprito, a imanncia presente do passado (Memria) e do futuro (Criao); um saber que no nega ou negligencia o corpo, mas, ao contrrio, o eleva ensima potncia de vida como pensamento e ao, reconectando todo corpo individual e presente ao corpo comum coletivo e histrico do qual jamais pode ser separado

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A compreenso e anlise da diferenciao social tem sido desde h muito estudada pela Psicologia Social, tanto ao nvel subjectivo, como ao nvel de comportamentos claramente discriminatrios ou mesmo hostis entre diferentes grupos sociais. A sociedade, hoje, valoriza mais comportamentos de tolerncia e flexibilidade, no sendo socialmente desejvel manifestar atitudes preconceituosas face a grupos minoritrios, contudo, estas continuam a existir ao nvel latente. Constata-se que, para alm da precarizao do emprego, existem pessoas que encontram maiores dificuldades em ser admitidas nas empresas, como, por exemplo, pessoas com deficincia, ex-toxicodependentes, ex-presidirios, desempregados de longa durao e mesmo os jovens procura do primeiro emprego. Estes grupos de pessoas tm sido apoiados pelo Estado, atravs do Instituto de Emprego e Formao Profissional para aceder formao profissional e ao emprego. Compreende-se que o empresrio se centre essencialmente na produtividade e no queira correr riscos, evitando a integrao de pessoas tidas como problemticas. Por outro lado, esta realidade pode encobrir atitudes de discriminao e preconceito relativamente a alguns grupos sociais. Este artigo reflecte esta problemtica e evidencia as atitudes dos empresrios de PMES no Algarve, face admisso de pessoas na sua empresa e admisso nas empresas em geral. Verificmos, assim, que os grupos sociais a que as pessoas pertencem determinam, de algum modo, o seu acesso ao emprego.