1000 resultados para Cana-de-açúcar - São Paulo (Estado)
Resumo:
Caractersticas morfolgicas, fsicas, qumicas e mineralgicas foram estudadas em seis perfis de solos localizados em uma topossequncia de 20 km de extensão, ao norte do Rio Piracicaba, na regio de Iracempolis. Na superfcie V, mais antiga e elevada (parte superior do Morro Azul) ocorre um Latossolo Vermelho Amarelo de textura mdia (LV-m) (Quartzipsammentic Haplortox, caulintico); na encosta do Morro Azul, inferior superfcie V e que constitui a superfcie de erosão IV encontra-se uma Terra Roxa Estruturada - (TE) (Oxic Paleustulf, caulintico); na transio encosta-pedimento um Podzlico Vermelho Amarelo Latosslico (PVL) (Typic Paleustulf, oxdico); na superfcie III (pedimento), a mais extensa regio estudada ocorre um latossolo Vermelho Escuro - (LE) (Oxic Paleustulf, caulintico) e um Latossolo Roxo(LR) (Oxic Paleustulf, oxdico) e finalmente na superfcie erosional II, a mais jovem da topossequncia, prxima ao Rio Piracicaba ocorre um Podzlico Vermelho Amarelo - PV (Typic Paleustulf). Os solos mais intemperizados ocorrem nas superfcies mais velhas e estveis enquanto que os solos menos intemperizados ocorrem nas superfcies mais jovens e instveis. O LE e o LR esto, nesta regio, sempre associado, ocorrendo numa mesma superfcie. As diferenas entre o TE e o LR, solos desenvolvidos de um mesmo material originrio, se deve principalmente a posio que eles ocupam no relevo; pois a TE normalmente ocorre em superfcie instveis enquanto que o LR ocorre em superfcies mais estveis. Apesar do substrato rochoso entre as superfcies ser varivel, a caulinita foi o mineral dominante nestes solos. Constitue excessão apenas o PV, localizado na superfcie mais recentes, onde h predominncia de argilo-mineral 2:1, minerais estes herdados do material originrio. A gibbsita encontrada na maioria dos solos parece ter origem pedogentica.
Resumo:
Aplicou-se ethephon nas dosagens de 0,2 e 3 l/ha em cana-de-açúcar NA 56-79, 31 dias antes da colheita. Dos colmos colhidos foram efetuadas avaliaes referentes a: infestao da broca da cana; gemas danificadas,entumescidas e brotadas; altura dos colmos; comprimento do pice; nmero total de gemas e por ltimo, anlises tecnolgicas para Pol, Brix, pureza e teor de fibras. Os toletes obtidos desses colmos foram plantados combinando-se as trs dosagens de ethephon com trs densidades de plantio: colmos simples, cruzados e duplos. Foram coletados dados semanais e posteriormente mensais de brotao e dados mensais de altura dos colmos. Dados de produo e nmero de colmos produzidos foram tomados por ocasio do 1, 2 e 3 cortes da cana-de-açúcar. Os resultados revelaram que a aplicao de ethephon 2 l/ha, no estgio que antecede a colheita, promoveu um aumento do nmero de gemas e na altura dos colmos, e a dosagem 3 l/ha reduziu o teor de fibras na regio apical da cana-de-açúcar em relao ao controle. Observou-se um aumento na velocidade de emergncia de gemas obtidas de colmos tratados com o produto na dosagem 2 l/ha, antes do incio do perfilhamento. Quanto densidade de plantio, colmos duplos possibilitaram maior velocidade de emergncia, seguidos de colmos cruzados, com relao a colmos simples. O crescimento, perfilhamento e produo de trs anos consecutivos da cana-de-açúcar proveniente de toletes obtidos de plantas tratadas com ethephon no diferiram do controle. Notou-se um maior nmero de colmos produzidos no 1 ano, na densidade de plantio colmos duplos, quando comparados a colmos simples, sem, contudo, haver um aumento correspondente na produo.
Resumo:
Procurou-se, em casa de vegetao, com o feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) respostas a quatro nveis de fsforo aplicado em cinco solos do Estado de São Paulo, a saber: Areia Quartzosa, ordem Entissol; Podzlico Vermelho Amarelo (2), ordem Ultissol; Latossolo Roxo, ordem Oxissol e Terra Roxa Estruturada, ordem Alfissol. Fizeram-se as correlaes pertinentes e as seguintes concluses foram tiradas: 1. Houve resposta significativa ao fsforo adicionado aos solos; 2. A utilizao efetiva do fsforo pela leguminosa foi baixa; 3. As melhores correlaes correlaes do P solvel com a matria vegetal seca (MVA) e o P total na MVS foram obtidas com os extratores H2SO4 0,05 N (mtodo do IAC) e H2SO4 0,025 N + HCl 0,05 N (mtodo de Mehlich (r=0,94**), e 4. Os dois extratores usados para o P orgnico deram correlaes similares com a MVS e o P total nesta MVS (r=0,69**).
Resumo:
Vrios mtodos de extrao para o P solvel, o P orgnico e o P total foram comparados em 5 (cinco) solos do Estado de São Paulo, que são: a) areia quartzosa (Entissol); b) podzolisado vermelho amarelo, variao Lara (Ultissol); c) latossol vermelho (Oxissol); d) podzolisado vermelho amarelo, variao Piracicaba (Ultissol); e) terra Roxa Estruturada (Alfissol). De acordo com os dados, as seguintes concluses foram tiradas: 1. Os melhores extratores para o P solvel foram H2SO4 0,05 N (mtodo -IAC) e H2SO4 0,025 N + HC1 0,05 N (mtodo Mehlich). 2. Para remover e medir o P orgnico, os extratores foram equivalentes. 3. 0 mtodo qumico de Sommers e Nelson e aquele de Jackson foram os melhores para o P total no solo.
Resumo:
A partir dos dados de produo em volume de ltex, extrado de clones de seringueira (Hevea spp.), durante 17 anos no Centro Experimental Theodureto de Camargo (Campinas, regio de planalto) e 16 anos na Estao Experimental Vale do Ribeira (Pariquera-A, regio litornea), ambos pertencentes ao Instituto Agro_ nmico do Estado de São Paulo, Campinas, foi estudado o comportamento da produo de cada clone. Pelo teste de Tukey foi possvel determinar, considerando-se as duas regies, os melhores clones quanto ao potencial produtivo dado pelas mdias de produo. Entre os melhores encontram-se: RRIM 600 e BSA 20. 0 primeiro pertence a Estao Experimental e o segundo ao Centro Experimental. Em seguida tem-se um grupo intermedirio, formado pelos clones CA 1328, Tjir 16, C 228, RRIm 526, C 297, LCB 510 e Fx 25, todos pertencentes ao Centro Experimental. Os menos produtivos foram: Fx 25, C 290 e RRIM 600, todos pertencentes ao Centro Experimental. 0 clone Fx 25 apresentou baixa produo nas regies estudadas, porm sua produo na Estao Experimental foi superior do Centro Experimental, bem como s dos clones C 290 e RRIM 600, cultivados no Centro Experimental.
Resumo:
O presente trabalho foi desenvolvido na Estao Experimental de Piracicaba, SP, utilizando-se seis cultivares de cana-de-açúcar, com o objetivo de comparar a porcentagem de colmos infestados e a intensidade de infestao como tcnicas para avaliar o ataque pelo complexo broca-podrides. As cultivares foram plantadas em abril de 1985, sendo as avaliaes realizadas nos meses de maio, julho e setembro do ano seguinte. Com base nos resultados obtidos, constatou-se que no h diferenas entre as porcentagens de colmos infestados externa e internamente pelo complexo broca-podrides. A intensidade de infestao interna foi maior que a externa, verificando-se entre estes parmetros uma correlao linear positiva e altamente significativa. Nem sempre se constatou correlao significativa entre porcentagem de colmos infestados e intensidade de infestao. A maior porcentagem de interndios infestados foi observada na regio basal do colmo, e a menor na apical.
Resumo:
Folhas de cana-de-açúcar (Saccharum spp) de trs variedades (NA 56-79, IAC 58-480 e RB 73-5275)em quatro estdios de maturidade (11, 12, 13 e 14 meses) foram analisadas para a determinao de cidos orgnicos e potssio. O cido trans-acontico constituiu cerca de 60% do total de cidos orgnicos seguido pelos cidos mlico, glutrico, succinics, alfa cetoglutrico, malnico e fumrico. Foram observadas diferenas significativas entre as variedades e entre os estdios de maturidade para todos os cidos orgnicos identificados. No foram observados coeficientes de correlao significativos entre os teores de potssio e de cidos orgnicos.
Resumo:
Caldo de cana da variedade NA 56-79, em quatro estdios de maturidade (4, 6, 8 e 12 meses) fertilizada com vinhaa foi analisada para a determinao dos teores de potssio e cido trans-acontico. A fertilizao com vinhaa provocou reduo significativa nos teores de acares redutores totais e aumento nos teores de potssio e de cido trans-acontico. Uma correlao positiva significativa foi encontrada entre a produo de cido trans-acontico e o teor de potssio. O teor de cido trans-acontico foi reduzido com a maturidade das plantas.
Resumo:
Os teores dos cidos trans-acontico, mlico, malnico e succnico foram determinados no caldo de cana das variedades IAC 58-480, RB 73-5275 e NA 56-79, em quatro estdios de maturidade (11, 12, 13 e 14 meses). O cido trans-acontico constituiu cerca de 84% do total dos cidos orgnicos seguido pelo cido mlico com 14%. Os cidos oxlico, glutrico, alfa-cetoglutrico e ctrico foram encontrados em nveis inferiores a 1%. Os nveis dos cidos succnico, mlico e trans-acontico diminuram com a maturidade da planta enquanto os de malnico aumentaram. No foram encontradas diferenas significativas entre as variedades estudadas em relao aos teores de cido trans-acontico.
Resumo:
A presente pesquisa teve por objetivo desenvolver tcnicas para infestao artificial de cana-de-açúcar com ovos de Diatraea saccharalis (Fabr.,1794) visando aos estudos com Trichogramma spp. Avaliou-se a forma mais adequada de obteno de ovos de D. saccharalis na planta, estudando-se o parasitismo por Trichogramma distinctum Zucchi, 1988 e T. galloi Zucchi, 1988 sobre ovos colocados em papel sulfite e sobre ovos obtidos na propria folha de cana-de-açúcar, atravs do confinamento de casais de broca sobre a mesma. Paralelamente, desenvolveu-se uma tcnica para se estimar o nmero de ovos obtidos nas infestaes artificiais, que consistia na colocao de uma folha transparente e quadriculada sobre a postura, avaliando-se o nmero de "quadrados" correspondentes rea da mesma. 0 numero de ovos era ento estimado atravs de equaes de regressão obtidas em funo do tamanho da postura. A utilizao de papel sulfite na infestao de ovos de D. saccharalis diminuiu o parasitismo por T. galloi e T. distinctum, sendo o confinamento de casais da broca-da-cana sobre a folha de cana-de-açúcar, a forma mais adequada para obteno dos ovos desta praga, nos estudos com estes parasitides. A metodologia desenvolvida para contagem de ovos de D. saccharalis mostrou-se valida para as infestaes artificiais em campo.
Resumo:
O uso de levedura seca e concentrada de vinhaa, associados ao bagao de cana-de-açúcar auto-hi drolisado (BAH) em raes de confinamento, foi testado em comparao com raes tambm base de BAH, contendo farelo de algodo como fonte de protena. Durante 122 dias foi conduzido ura experimento de ganho de peso com novilhos confinados (peso vivo inicial = 316kg). As raes, formuladas para proporcionarem ganho de peso lkg por dia, continham 50% de BAH, 12,7% da fonte de protena (farelo de algodo ou concentrado de vinhaa ou levedura), 17,8% de milho e 12,5% de cana picada como volumoso complementar, na materia seca (M.S.). 0 ganho de peso mdio foi de 843, 989 e 580g/cabea/dia para as raes contendo farelo de algodo, levedura e concentrado de vinhaa, respectivamente. As raes contendo levedura e farelo de algodo proporcionaram ganhos de peso significativamente superiores (R <_ 0,01) quando comparadas rao contendo concentrado de vinhaa, no ocorrendo diferenas significativas entre as duas primeiras, nem mesmo ao nvel de 5% pelo teste de Tukey. Conclui-se que a levedura seca pode substituir totalmente o farelo de algodo em raes completas para confinamento contendo bagao de cana auto-hidrolisado, devendo-se, entretanto, considerar os aspectos econmicos dessa substituio.
Resumo:
O efeito da adio de benzoato de sdio sobre a fermentao alcolica de meio de melao de cana-de-açúcar com 15% de acares redutores totais foi estudado utilizando a levedura industrial Saccharomyces cerevisiae M-300-A. Foram adicionados 7,5 miligramas de benzoato de sdio para 0,8 gramas de levedura seca durante 0, 2, 4 e 6 ciclos fermentativos. Com a adio de benzoato ocorreu aumento na produo de etanol, reduo do crescimento da levedura e dos teores de glicerol e dos lcoois n-proplico, isobutlico e isoamlico. O inibidor no provocou reduo da viabilidade celular e aps a retirada do inibidor a levedura voltou a apresentar crescimento. Este fato sugere a possibilidade do uso do benzoato em destilarias de lcool combustvel.
Resumo:
Este trabalho teve o escopo de dar a pblico os resultados das anlises efetuadas num total de 625 amostras de amendoim descascado, na sua maioria HPS ("hand pick selected"), durante os anos de 1988 (517) e 1989 (108). Considerando que a legislao brasileira permite um mximo de 30 /g/kg, somadas as aflatoxinas B1 e G1, os resultados mostraram que em 1988, 52% das amostras (correspondentes a lotes), estavam contaminadas e em 1989, 34%. Os nveis mdios de aflatoxina nas amostras contaminadas foram de 13 3,8 g/kg em 1988 e 414,8 g/kg em 1989, que podem ser considerados elevados. O contingente de lotes utilizveis pela indstria foi de 67% em 1988 e 76% em 1989 (correspondentes s amostras com nveis no detectveis e abaixo de 30 g/kg).
Resumo:
Foi estudada a avifauna de quatro fragmentos florestais em uma rea de cultivo de cana-de-açúcar na regio de Campos dos Goytacazes, norte do estado do Rio de Janeiro. A dieta bsica e a estrutura das guildas trficas foi determinada. O estudo foi realizado de outubro de 2000 a julho de 2001, utilizando-se capturas com redes ornitolgicas, registros visuais e auditivos e anlise de fezes. Quarenta e quatro espcies foram registradas e agrupadas em oito guildas trficas (insetvoros, granvoros, carnvoros, frugvoros, piscvoros, nectarvoros, onvoros e detritvoros). Estas espcies foram tambm subdivididas em guildas mais especficas, associadas a seus hbitats. Algumas espcies apenas sobrevoaram os fragmentos, como Egretta thula (Molina, 1782), enquanto outras foram consideradas residentes, como Manacus manacus (Linnaeus, 1766). Algumas, como Amazona amazonica (Linnaeus, 1766), somente utilizaram os fragmentos para repouso noturno. Espcies pequenas de sub-bosque provavelmente no se deslocaram entre fragmentos, dada a relativa grande distncia entre eles. Predadores como Rupornis magnirostris (Gmelin, 1789) utilizaram tanto os fragmentos quando as reas abertas e canaviais em seu entorno. Estes fragmentos esto em situao crtica, abrigando principalmente espcies generalistas e/ou especialistas de bordas; porm ainda são utilizados de alguma forma por espcies de interesse ecolgico, como Rhynchocyclus olivaceus (Temminck, 1820) e A. amazonica.
Resumo:
O objetivo deste estudo foi investigar a biologia alimentar de Knodus moenkhausii (Eigenmann & Kennedy, 1903) em riachos do Alto rio Paran no Estado de São Paulo. Em oito riachos (R1-R8), K. moenkhausii se alimentou de 18 itens, dos quais algas, ninfas de efemerpteros e larvas de dpteros foram os itens autctones mais freqentes e dominantes; fragmentos de insetos terrestres, himenpteros e aranhas foram os itens alctones mais freqentes e dominantes. No riacho R2, K. moenkhausii apresentou dieta distinta dos demais riachos, principalmente em funo da profundidade, tipo de substrato e da presena de vegetao ripria. No riacho R9, amostrado mensalmente durante um ano, foram identificados 15 itens, dos quais insetos terrestres predominaram ao longo do ano; larvas de dpteros e algas foram pouco expressivas nos perodos de dezembro-janeiro (perodo mais quente e chuvoso) e junho-julho (perodo mais frio e seco). No riacho R9 foram realizadas observaes subaquticas durante mergulho livre, onde observamos a cata de itens na coluna d'gua junto do substrato, da vegetao submersa e na superfcie da gua. A elevada variedade de itens consumidos - condicionada s variaes do hbitat e sazonais - e a prtica de diversas tticas nos permitem considerar K. moenkhausii uma espcie oportunista quanto ao uso dos recursos alimentares. Este oportunismo aparentemente se reflete na abundncia da espcie, demonstrando boa capacidade em alocar parte significativa de sua energia reproduo, mesmo em ambientes fisicamente impactados por ao antrpica.