920 resultados para Single Health System
Resumo:
A presente tese teve como objetivo explicar a dinmica poltico-institucional que produziu um quadro de relaes intergovernamentais polarizado na poltica de sade no mbito do SUS ao final da dcada de 1990. Tal polarizao ocorreu em virtude da presena simultnea de expressivo grau de municipalizao e elevada capacidade indutiva e regulatria do Ministrio da Sade. As abordagens anteriores presentes na literatura sobre a descentralizao do SUS produziam explicaes parciais em virtude de apontarem como fatores explicativos da polarizao um conjunto de razes especficas, em especial o escopo expressivamente descentralizador da Constituio de 1988, as preferncias municipalistas do Movimento da Reforma Sanitria, o contedo das normas operacionais, o legado centralizador da trajetria da poltica de sade no Brasil, a agenda centralizadora das reformas econmicas realizadas a partir da implementao do Plano Real, entre outros. Com base no arcabouo terico do NeoInstitucionalismo Histrico, essa tese prope uma abordagem que integra os diversos fatores condicionantes do jogo federativo setorial em torno de uma explicao sequencial das decises que marcaram a trajetria da descentralizao do SUS. Nessa abordagem, a trajetria das relaes intergovernamentais o resultado cumulativo de uma longa cadeia de decises tomadas em contextos singulares que marcaram os governos Collor, Itamar e FHC, onde a escolha de um governo afetou o leque de opes disponveis ao governo seguinte, deixando-lhe menos margem de mudana. Nessa lgica, a polarizao federativa vista como o produto no intencional de uma sequncia de decises que, acumuladas ao longo da dcada, concentraram poder, atribuies e recursos na Unio e nos municpios.
Resumo:
A valorizao da utilizao de indicadores assistenciais no monitoramento do desempenho dos sistemas de servios de sade cresceu de forma significativa nas ltimas dcadas. A expanso do Sistema nico de Sade/SUS e do Sistema de Sade Suplementar, e as formas de gesto adotadas estimularam o uso de indicadores na avaliao do desempenho, qualidade e segurana nos hospitais, sendo propostos sistemas de indicadores. No houve uma correspondente preocupao com as condies de produo dos dados e informaes para esses indicadores nos servios de sade. O artigo discute algumas das condies necessrias para a qualidade nos indicadores para a gesto da assistncia nos hospitais: uma cultura de valorizao da informao clnica, administrativa e de pesquisa, compartilhada por todos, e a adequada gesto dos registros clnicos, estatsticas hospitalares e sistemas de informaes hospitalares. No existem propostas prontas para a gesto da informao nos hospitais, fazendo-se necessrio desenvolver uma capacidade institucional de incorporar e utilizar, na forma mais adequada para cada instituio e contexto, competncias e recursos materiais e humanos diversificados, para que a gesto da informao se transforme em um processo dinmico e parte da gesto do servio como um todo
Insero dos hospitais universitrios s polticas do SUS : o caso do Hospital Universitrio Gafe e Guinle
Resumo:
A crise por que passam os Hospitais Universitrios HUs, incluindo o Hospital Universitrio Gaffre e Guinle, atualmente, deve ser analisada e entendida como decorrente da crise institucional por que passa o aparelho formador na rea de sade, da crise de financiamento e da estrutura de gastos do sistema de sade e de conduo das polticas pblicas. No entanto, possvel estabelecer novas bases de parceria dos HUs com os gestores do Sistema nico de Sade - SUS, para construo dos instrumentos necessrios tanto para a efetivao da hierarquizao e regionalizao dos servios, como para novas diretrizes curriculares, contribuindo, assim, na superao de alguns fatores determinantes da crise. A lgica organizacional da insero no Sistema nico de Sade, fora os HUs a adaptarem-se ao atendimento da demanda espontnea e necessidade de faturamento na tabela do SUS, com conseqentes distores no atendimento, desperdcios e pouca resolutividade do sistema, levando a um descompasso entre demanda, oferta, modelo assistencial, currculo e pesquisa.
Resumo:
Para implementar polticas pblicas nos municpios, um dos problemas a ausncia de dados que informem a realidade da situao local, o que evidencia o benefcio e a necessidade dos instrumentos de tecnologia de informao para maior eficincia e eficcia na gesto pblica. No municpio de Louveira, analisou-se o caso especfico da implantao de uma ferramenta da tecnologia de informao que utilizado por toda a prefeitura, denominado no local como Carto Cidado, que visa documentar o acesso e utilizao dos servios pblicos municipais, porm no estudo do caso foi realizado um corte para averiguar o instrumento como estratgia de gesto para aprimorar o planejamento no municpio, mais precisamente na rea da sade. A gesto do sistema do Carto Cidado aliado aos registros em pronturio eletrnico de sade deram maior confiabilidade ao banco de dados da sade municipal, possibilitando averiguar e traar estratgia definida para a gesto do Sistema nico de Sade (SUS) local, assim como permitiu melhor averiguao dos desvios do sistema. Finalmente, apresentamos questionamentos sobre o sistema SUS frente a municipalizao e ainda sobre e a questes do pacto de sade e do prprio pacto federativo brasileiro.
Fragilidades dos mecanismos de controle das organizaes sociais de sade no municpio do Rio de Janeiro
Resumo:
Nosso problema de pesquisa neste trabalho a avaliao do funcionamento dos principais mecanismos de controle das organizaes sociais de sade, no caso especfico do Municpio do Rio de Janeiro. As reiteradas denncias de irregularidades e ilegalidades pelo Tribunal de Contas do Municpio do Rio de Janeiro e pelo Ministrio Pblico do Estado do Rio de Janeiro levantaram dvidas acerca da adequao dos processos de monitoramento, fiscalizao e controle dessas entidades. Disto decorre nosso objetivo central de pesquisa, que identificar as fragilidades do novo modelo de gesto por organizaes sociais de sade, no caso da cidade do Rio de Janeiro. Para isso, foram analisados: o arcabouo jurdico-normativo do modelo local, a partir de anlise comparativa da legislao municipal que regulamenta seu funcionamento (Lei 5.026/09) e sua contraparte federal (Lei 9.637/98); indicadores de sade que mensurassem o desempenho das OSS; todas as inspees realizadas pelo TCM-RJ at o fim de 2015; e o conjunto de recomendaes enviado pelo MP-ERJ para a Prefeitura aps deflagrao da Operao Ilha Fiscal, que acarretou a desqualificao da OS BIOTECH e a priso de seus dirigentes, acusados de desviar mais de R$48 milhes em recursos pblicos. Ao final, constatouse que as fragilidades da legislao municipal e dos decretos executivos que regulamentam a atuao das OSS no MRJ no permitem o exerccio efetivo do comando da parceria, em afronta, portanto, ao dispositivo constitucional que determina que a atuao de entidades privadas no mbito do SUS pode se dar apenas de modo complementar. Ademais, verificou-se total inadequao da estrutura de controle pela Prefeitura, cuja principal consequncia foi tornar o modelo de reforma gerencialista em um modelo que incentiva o comportamento patrimonialista no mbito da sade pblica, uma vez que o controle de meios absolutamente negligenciado.
Resumo:
A existncia de hospitais especficos para pacientes de longa permanncia se justifica pela necessidade de profissionais e cuidados especializados na sua assistncia. O processo que leva alta hospitalar nessas instituies tem se mostrado mais complexo do que apenas a estabilizao do quadro clnico, incluindo fatores que adiam a sada do paciente. O objetivo desta dissertao identificar os motivos pelos quais pacientes de alta hospitalar permanecem internados dentro de um hospital pblico de longa permanncia situado na Grande So Paulo, na regio do Alto Tiete. Um estudo exploratrio descritivo transversal identificou 1.211 internaes entre janeiro de 2011 e dezembro de 2014, sendo a mdia de idade de 53,9 anos e com predomnio do sexo masculino (62,7%). Das 822 internaes analisadas, ocorreram atrasos na sada em 466 casos (56,7%). A mdia de atraso foi de 19,1 dias (variao de 1 a 606 dias), gerando um total de 8.895 pacientes-dia que poderiam ter sido evitados. Os principais motivos de atraso foram: transporte familiar (39,7%), aguardo de ambulncia (14,8%), suporte da rede (12,7%), resistncia familiar para sada (12,4%) e adequao de casa/equipamentos (9,4%). Foram propostas formas que poderiam acarretar em diminuio do perodo de internao hospitalar, uma vez que essa atuao resultado de combinaes de diversos fatores em diferentes reas. Entretanto, as medidas que devem ser tomadas fundamentam-se num adequado entendimento do sistema de sade local, do contexto cultural e da legislao vigente.
Resumo:
A anlise do financiamento do Sistema nico de Sade (SUS) extremamente complexa. Enquanto grande parte dos estudos desta temtica concentra-se na anlise das transferncias constitucionais e legais (automticas) da Unio e Estados para os governos subnacionais, poucos so os trabalhos dedicados anlise das transferncias voluntrias (TVs). De certa forma, pode-se dizer que tal tema ou ignorado pela comunidade epistmica ou tratado de forma apenas marginal nos estudos acadmicos. Com o intuito de complementar essa parte pouco explorada da literatura da sade, o presente trabalho realiza uma anlise exploratria sobre a realizao de transferncias discricionrias efetivadas entre as diferentes esferas de governo e busca compreender a relevncia deste tipo de repasse para o financiamento da sade. Embasado em conceitos advindos da teoria federalista, o trabalho procura entender se o caso das transferncias voluntrias na sade pode ser considerado como uma expresso do federalismo coercivo. Alm da atualizao sobre as regras de financiamento do SUS, realizou-se como uma das etapas de anlise entrevistas com gestores de sade, alm da anlise de dados secundrios. Como concluses, verificou-se que na etapa de anlise documental, as TVs podem ser configuradas como instrumentos de centralizao de poder decisrio (Misoczky, 2003), uma vez que impem aos municpios os objetivos desenhados por governos superiores e demonstram uma relao coerciva de federalismo (Watts, 2006; Arretche, 2004). No entanto, a anlise de dados do municpio de So Paulo permitiu relativizar esta situao em termos econmicos, dada a baixa representatividade das transferncias voluntrias frente aos gastos totais.
Resumo:
O ressarcimento ao Sistema nico de Sade (SUS), criado pela Lei n. 9.656, de 1998, apresentou resultados expressivos no perodo 2011-2014, em contraposio ao perodo 2007-2010. O presente estudo, de carter exploratrio, buscou analisar o ressarcimento ao SUS, sua origem, base legal, fundamentao jurdica, organizao, funcionamento, desempenho operacional e efetividade, com foco nos resultados alcanados no perodo 2011-2014. Para isso, o autor apoiou-se em estudos anteriores, em documentos e relatrios oficiais, na legislao em vigor, nos acrdos do Tribunal de Contas da Unio e nas aes ajuizadas perante o Supremo Tribunal Federal. As anlises efetuadas indicam que os resultados alcanados nos ltimos quatro anos so promissores, refletindo um cenrio favorvel consolidao do ressarcimento ao SUS como um importante instrumento de regulao para o setor de sade suplementar.
Resumo:
A ateno sade da populao no Brasil gera um grande volume de dados sobre os servios de sade prestados. O tratamento adequado destes dados com tcnicas de acesso grande massa de dados pode permitir a extrao de informaes importantes para um melhor conhecimento do setor sade. Avaliar o desempenho dos sistemas de sade atravs da utilizao da massa de dados produzida tem sido uma tendncia mundial, uma vez que vrios pases j mantm programas de avaliao baseados em dados e indicadores. Neste contexto, A OCDE Organizao para Cooperao e Desenvolvimento Econmico, que uma organizao internacional que avalia as polticas econmicas de seus 34 pases membros, possui uma publicao bienal, chamada Health at a Glance, que tem por objetivo fazer a comparao dos sistemas de sade dos pases membros da OCDE. Embora o Brasil no seja um membro, a OCDE procura inclu-lo no clculo de alguns indicadores, quando os dados esto disponveis, pois considera o Brasil como uma das maiores economias que no um pas membro. O presente estudo tem por objetivo propor e implementar, com base na metodologia da publicao Health at a Glance de 2015, o clculo para o Brasil de 22 indicadores em sade que compem o domnio utilizao de servios em sade da publicao da OCDE. Para isto foi feito um levantamento das principais bases de dados nacionais em sade disponveis que posteriormente foram capturadas, conforme necessidade, atravs de tcnicas para acessar e tratar o grande volume de dados em sade no Brasil. As bases de dados utilizadas so provenientes de trs principais fontes remunerao: SUS, planos privados de sade e outras fontes de remunerao como, por exemplo, planos pblicos de sade, DPVAT e particular. A realizao deste trabalho permitiu verificar que os dados em sade disponveis publicamente no Brasil podem ser usados na avaliao do desempenho do sistema de sade, e alm de incluir o Brasil no benchmark internacional dos pases da OCDE nestes 22 indicadores, promoveu a comparao destes indicadores entre o setor pblico de sade do Brasil, o SUS, e o setor de planos privados de sade, a chamada sade suplementar. Alm disso, tambm foi possvel comparar os indicadores calculados para o SUS para cada UF, demonstrando assim as diferenas na prestao de servios de sade nos estados do Brasil para o setor pblico. A anlise dos resultados demonstrou que, em geral, o Brasil comparado com os pases da OCDE apresenta um desempenho abaixo da mdia dos demais pases, o que indica necessidade de esforos para atingir um nvel mais alto na prestao de servios em sade que esto no mbito de avaliao dos indicadores calculados. Quando segmentado entre SUS e sade suplementar, a anlise dos resultados dos indicadores do Brasil aponta para uma aproximao do desempenho do setor de sade suplementar em relao mdia dos demais pases da OCDE, e por outro lado um distanciamento do SUS em relao a esta mdia. Isto evidencia a diferena no nvel de prestao de servios dentro do Brasil entre o SUS e a sade suplementar. Por fim, como proposta de melhoria na qualidade dos resultados obtidos neste estudo sugere-se o uso da base de dados do TISS/ANS para as informaes provenientes do setor de sade suplementar, uma vez que o TISS reflete toda a troca de informaes entre os prestadores de servios de sade e as operadoras de planos privados de sade para fins de pagamento dos servios prestados.
Resumo:
RONCALLI, Angelo Giuseppe. A organizao da demanda em servios pblicos de sade bucal: universalidade, eqidade e integralidade em Sade Bucal Coletiva. raatuba, 2000. 238p. Tese (Doutorado em Odontologia Preventiva e Social). Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho
Resumo:
NORO, Luiz Roberto Augusto et al. Incidncia de crie dentria em adolescentes em municpio do Nordeste brasileiro, 2006, Cadernos de Sade Pblica, Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 783-790, abr. 2009.