1000 resultados para Pressão arterial Teses


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A sade da populao em Angola reflete o duplo desafio epidemiolgico entre as doenas infecciosas e o surgimento de doenas no transmissveis e os seus determinantes sociais e biolgicos. Em Angola, uma sociedade marcada por um crescimento econmico extraordinariamente rpido e com grandes mudanas comportamentais associadas a esse crescimento, as doenas cardiovasculares representam j a segunda causa de morte. Objectivos: medio de tendncias nos determinantes das doenas cardiovasculares como o tabagismo, consumo de lcool, ndice de massa corporal (IMC), relao cintura-quadril (RCQ) e pressão arterial, dois anos aps uma avaliao inicial de base populacional.

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A cafena o estimulante mais conhecido mundialmente, tendo um efeito viciante que implica a determinao de uma relao risco-benefcio. Os seus principais efeitos cardiovasculares so ao nvel da pressão arterial (PA), frequncia cardaca (FC) e catecolaminas plasmticas. Objetivos do estudo - Verificar as variaes nos parmetros eletrocardiogrficos, FC, PA e velocidade de onda de pulso arterial (VOP) nos estudantes da Escola Superior de Tecnologia da Sade de Lisboa (ESTeSL) aps consumo de caf.

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Introduo: As doenas cardiovasculares, entre elas, a hipertenso arterial constituem um dos problemas de sade de maior prevalncia, principalmente na populao idosa. Alguns estudos tm apontado o exerccio fsico aerbio como uma medida no farmacolgica, eficaz, para a preveno/controlo da hipertenso arterial. Objetivo: Este estudo avaliou o efeito agudo hipotensivo de uma sesso isolada de exerccio fsico aerbio num grupo de idosos hipertensos. Metodologia: A amostra foi composta por 20 idosos, de ambos os gneros, hipertensos, pertencentes a trs centros de convvio distintos. Os indivduos foram divididos aleatoriamente em dois grupos, o grupo que fez a sesso de exerccio (n=10, idade 81,2 4,71 anos) e o grupo de controlo (n=10, idade 81,2 3,12 anos). O grupo de exerccio participou numa sesso de exerccio fsico aerbio que teve 35 minutos de durao, sendo constituda por 5 minutos de aquecimento seguidos por duas fraes de marcha a uma intensidade de 40-60% da frequncia cardaca (FC) de reserva, cada uma delas com a durao de 10 minutos, separadas por um intervalo de recuperao de 5 minutos, terminando com 5 minutos de retorno calma. O grupo controlo permaneceu 35 minutos em repouso sentado. Todos indivduos foram sujeitos avaliao da pressão arterial (PA) e FC, antes, no intervalo, no trmino, 20 e 40 minutos aps a sesso de exerccio/35 minutos de repouso. Resultados: Observou-se que no grupo que fez o exerccio fsico a PA sistlica medida aos 40 minutos (123,04 23,07 mmHg) aps a sesso de exerccio foi significativamente inferior aos restantes momentos de avaliao, incluindo o valor observado em repouso (135,57 19,43 mmHg). A PA diastlica medida tambm aos 40 minutos (61,94 7,49 mmHg) aps a sesso foi inferior obtida ao intervalo da sesso (72,40 8,51 mmHg). A FC foi significativamente superior ao intervalo e no trmino da sesso comparativamente a todos os outros momentos de avaliao. Quanto ao grupo controlo no se verificaram diferenas significativas em nenhum dos parmetros avaliados. Concluso: Uma sesso isolada de exerccio aerbio de curta promove a ocorrncia do fenmeno hipotenso ps-exerccio em idosos hipertensos.

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RESUMO Introduo O acidente vascular cerebral (AVC) a segunda causa de morte a nvel mundial e a terceira nos pases industrializados. A idade o factor de risco no modificvel mais importante para AVC, verificando-se um aumento da incidncia de AVC at ao limite mais extremo da idade avanada. Presentemente, mais de metade de todos os AVCs ocorrem em doentes com mais de 75 anos, e, dado que a esperana de vida est a aumentar, sendo os muito idosos o segmento de crescimento mais rpido da populao, de esperar que este segmento da populao venha a contribuir com uma proporo cada vez maior do nmero total de AVCs. O AVC no doente idoso apresenta caractersticas particulares, sendo diferente do AVC no doente mais jovem relativamente a factores de risco, a subtipos clnicos e etiolgicos de AVC, e a prognstico. O factor de risco ardiovascular mais importante para AVC em doentes idosos a fibrilhao auricular. O enfarte cerebral em doentes idosos clinicamente mais grave do que nos restantes doentes, associando-se esta maior gravidade a uma maior incidncia de enfartes cardioemblicos. As taxas de letalidade so mais elevadas nos doentes mais idosos, e o estado funcional dos sobreviventes , igualmente, pior, a curto e a longo prazo. Contudo, uma proporo importante de doentes idosos com AVC sobrevive em bom estado funcional. At agora, muito poucos estudos procuraram identificar factores preditivos independentes de resultado em doentes idosos com AVC em geral, de qualquer subtipo patolgico, e menos ainda em doentes idosos apenas com AVC isqumico. Objectivos: O objectivo principal deste estudo consistiu em descrever a contribuio do AVC para a passagem de um estado independente para um estado de dependncia ou morte numa coorte de doentes idosos que sofreram o seu primeiro AVC isqumico ao longo da vida, e em identificar os factores que a determinam. Paralelamente, como objectivo secundrio, foi analisada a demografia, factores de risco, aractersticas clnicas e de resultado da coorte de doentes idosos, estratificada em dois grupos de idade. Mtodos: No perodo entre 1 de Julho de 2003 e 31 de Dezembro de 2005, foram recrutados todos os doentes com idade igual ou superior a 70 anos, internados consecutivamente no Servio de Medicina I do Hospital Egas Moniz, pelo seu primeiro AVC isqumico ao longo da vida. Foi adoptada a definio de AVC da Organizao Mundial de Sade (OMS). Os doentes foram avaliados na fase aguda, data da alta hospitalar e em consultas de seguimento aos 1, 3 e 6 meses. Foi elaborado um protocolo padronizado para a avaliao na fase aguda, e outro para as consultas de seguimento. O protocolo destinado fase aguda inclua informao sobre: (1) dados sociodemogrficos; (2) factores de risco vascular e outras comorbilidades; (3) avaliao cognitiva pr-AVC; (4) avaliao de incapacidade pr-AVC; (5) dados de avaliao mdica geral na fase aguda; (6) ndice de comorbilidade mdica geral de Charlson; (7) dados de avaliao neurolgica do doente, quer de uma forma especificada, quer sintetizados numa escala de gravidade dos dfices neurolgicos, a National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) e na classificao clnica do Oxfordshire Community Stroke Project (OCSP); (8) resultados laboratoriais de rotina primeiros valores aps o incio do AVC); (9) resultados dos principais exames complementares de diagnstico: TC crneo-enceflica sem contraste, lectrocardiograma, ecocardiograma trans-torcico, doppler das artrias cervicais extracraneanas; e outros exames, em doentes seleccionados; (10) a classificao etiolgica dos AVCs segundo os critrios do Trial of Org 10172 in Acute Stroke Treatment (TOAST); (11) principais complicaes neurolgicas e mdicas, ocorridas durante o internamento; (12) principais intervenes teraputicas; (13) estado vital (morte data da alta ou at aos 28 dias; data e causa de morte); (14) gravidade dos dfices neurolgicos e estado funcional data da alta; (15) destino aps a alta.O protocolo elaborado para as avaliaes de seguimento inclua informao sobre:(1) estado vital (morte; data de morte; causa de morte); (2) local de residncia; (3)teraputica efectuada; (4) ocorrncia de eventos cerebrovasculares recorrentes ou cardiovasculares; (5) presena de sintomas e/ou sinais de insufucincia cardaca; (6) avaliao da gravidade dos defices neurolgicos residuais; (7) avaliao funcional; (8) nova avaliao cognitiva (realizada apenas na consulta dos 6 meses).A anlise estatstica consistiu, em primeiro lugar, numa anlise descritiva da coorte global de doentes seguida de uma anlise comparativa dos doentes estratificados em dois grupos de idade (< 80 versus @ 80 anos), relativamente ao conjunto de todas as variveis independentes e de resultado; em segundo lugar, no subgrupo de doentes sem incapacidade pr-AVC, aps um processo de seleco de variveis, foram desenvolvidos, pelo mtodo de regresso logstica mltipla backward stepwise, modelos preditivos para o resultado morte ou dependncia versus estar vivo e independente aos 6 meses. Para a seleco das variveis, procedeu-se em primeiro lugar a anlise bivariada, tendo sido removidas as variveis que no apresentavam associao significativa com o resultado. Em segundo lugar, as restantes variveis foram classificadas em cinco grupos, sendo o primeiro constitudo pelas variveis demogrficas (gnero e idade), o segundo, por uma varivel do exame clnico geral, o terceiro, pelas variveis da avaliao neurolgica inicial, o quarto, por uma varivel imagiolgica, e o quinto por uma varivel de comorbilidade mdica geral. Resultados: Populao geral de doentes Durante o perodo de 30 meses em que se procedeu ao recrutamento prospectivo de doentes, foram internados consecutivamente 145 doentes que preenchiam os critrios de incluso, dos quais 142 aceitaram participar no estudo. A idade mdia dos doentes era de 79,56,0 anos e 69,7% eram do sexo feminino. O factor de risco vascular mais frequente no conjunto da populao foi a hipertenso arterial, atingindo 73,2% dos doentes. A diabetes mellitus e o consumo de tabaco, passado ou corrente, foram presentes em igual proporo de doentes (27,5%, cada). A fibrilhao auricular, antes ou durante o internamento hospitalar, foi detectada em 39,3% dos doentes. A proporo de doentes com incapacidade prvia ao AVC (score de Rankin modificado pr-AVC > 2) foi de 19%, traduzindo, pelo menos em parte, a presena de numerosas comorbilidades (insuficincia cardaca em 39,4% dos doentes; doena osteo-articular em 38,7%; incontinncia de esfincteres em 31,0%; dfice cognitivo em 18,4%; dfice visual em 18,3%; e dfice auditivo em 15,6%). O ndice de comorbilidade de Charlson foi superior a 1 em 54,9% dos doentes. Na avaliao neurolgica inicial, atravs da escala de NIHSS,aproximadamente metade dos doentes (50,7%) tinha um score igual ou superior a 7, sendo este o valor mediano deste score para o conjunto dos doentes. Aos 28 dias e seis meses, as taxas de letalidade foram de 5,6% e 22,5%, respectivamente. Dos sobreviventes, aos seis meses, 44,5% apresentava incapacidade moderada ou grave (score de Rankin modificado > 2). No conjunto de toda a populao, a proporo de doentes com score de Rankin modificado > 2 aumentou de 19% antes do AVC para 57% aos seis meses, sendo de 34,5% a proporo de doentes com incapacidade moderada ou grave. Nos 115 doentes sem incapacidade antes do AVC, a taxa de letalidade, aos seis meses, foi de 19,1%, e dos sobreviventes, 34,5% ficaram com incapacidade moderada a grave (score de Rankin modificado > 2). Comparao dos doentes estratificados em dois grupos de idade Dos 142 doentes que aceitaram participar no estudo, 75 (52,8%) tinham idade igual ou superior a 80 anos. Neste grupo de doentes, em comparao com o grupo mais jovem, havia mais doentes do sexo feminino (77,3% versus 61,2%; p=0,037), mais vivos (54,7% versus 37,3%; p=0,038), menos doentes a viver em suas casas com esposa/companheiro (34,7% versus 56,7%; p = 0,008), mais doentes a viver com familiares ou cuidador (34,7% versus 17,9%; p = 0,024), e mais doentes a viver em instituio (8,0% versus 0,0%; p=0,029). Relativamente aos factores de risco vascular, o grupo mais idoso apresentou uma frequncia mais elevada de fibrilhao auricular pr ou intra-hospitalar (48,6% versus 28,8%; p = 0,016) e de insuficincia cardaca (49,3% versus 28,4%; p = 0,011), e uma frequncia mais baixa de antecedentes de tabagismo (20,0% versus 35,8%; p=0,035), consumo de lcool (6,7% versus 22,4%; p=0,007) e doena arterial perifrica (2,7% versus 13,4%; p=0,017). A incapacidade prvia ao AVC, definida pelo ndice de Barthel (score <100), ou pela escala de Rankin modificada (score >2), foi mais frequente no grupo mais idoso (56,0% versus 31,3%, com p = 0,003 e 29,3% versus 7,5%, com p = 0,001, respectivamente). A proporo de doentes com pressão arterial (PA) sistlica inicial elevada menor no grupo de doentes mais idoso (57,3% versus 76,1%; p=0,018). Na avaliao neurolgica inicial, este grupo apresentou uma maior proporo de doentes com afundamento do estado de conscincia (62,7% versus 31,3%; p<0,001), afasia (42,7% versus 17,9%; p = 0,001), alterao da motilidade ocular (36,0% versus 20,9%; p = 0,047), e com um score de NIHSS inicial @ 7 (65,3% versus 34,3%; p<0,001). A distribuio dos subtipos clnicos do OCSP foi diferente entre os dois grupos de doentes (p=0,001). Os enfartes total e parcial da circulao anterior (TACI e PACI, respectivamente) foram mais frequentes no grupo de doentes com idade mais avanada (18,7% versus 6,0%, para o TACI; 48,0% versus 28,4%, para o PACI). Os enfartes lacunares e da circulao posterior (LACI e POCI, respectivamente) foram mais frequentes no grupo de doentes mais novo (52,2% versus 29,3%, para o LACI; 13,4% versus 4,0%, para o POCI). Na classificao etiolgica, apenas o AVC por ocluso de pequenos vasos foi mais frequente no grupo de doentes menos idoso (22,4% versus 2,7%; p < 0,001). No final do perodo de seguimento, o grupo de doentes mais idoso tinha uma maior proporo de casos fatais (33,3% versus 10,4%; p=0,001), e, nos sobreviventes, uma maior proporo de doentes incapacitados, quer com a incapacidade definida pelo ndice de Barthel (score < 100) ou pela escala escala de Rankin modificada (score > 2) (78,0% versus 51,7% com p=0,004 e 56,0% versus 35,0% com p=0,027, respectivamente). Modelos preditivos Na anlise multivarivel foi includo apenas o grupo de doentes que no tinha incapacidade prvia ao AVC, constitudo pelos 115 doentes que tinham um score de Rankin pr-AVC igual ou inferior a 2. No desenvolvimento dos modelos, as variveis idade e gnero, a PA sistlica inicial codificada (@140 mmHg), a varivel de imagem cortical extenso e o ndice de comorbilidade de Charlson, so comuns a todos eles. As variveis neurolgicas, diferentes de modelo para modelo, so: o score de NIHSS, no modelo1; o score de coma de Glasgow (15 versus <15), no modelo 2; o subtipo clnico TACI, no modelo 3; e as variveis neurolgicas clnicas, afasia, extino, parsia de mais do que um membro, campos visuais e motilidade ocular, no modelo 4. O modelo 1, em que o score de NIHSS constituiu a forma de avaliao do dfice neurolgico inicial, foi o que teve melhor exactido preditiva, classificando correctamente 85,2% dos doentes e explicando 60% da varincia no resultado (R2 de Nagelkerke). A capacidade discriminativa deste modelo, medida atravs da area under the receiver operating characteristic (ROC) curve (AUC), foi a mais elevada (0,893), embora no sendo estatisticamente diferente da AUC dos outros modelos. Os preditores independentes de mau resultado neste modelo foram o gnero feminino, a PA sistlica inicial @ 140 mmHg e o score de NIHSS inicial. Em todos os restantes modelos, as variveis da avaliao neurolgica inicial foram igualmente preditores independentes de resultado, em conjunto com o gnero feminino e o ndice de comorbilidade de Charlson. A idade e a PA sistlica inicial foram tambm preditores independentes de resultado nos modelos 3 e 4, e a varivel cortical extenso no modelo 2. Concluses No presente estudo, considerando a totalidade dos doentes, aos 6 meses aps o AVC, as propores dos doentes que morrem ou ficam incapacitados, em particular a dos doentes incapacitados, so mais altas do que as encontradas em estudos inclundo doentes de todas as idades com o seu primeiro AVC isqumico, reflectindo o pior prognstico dos doentes mais idosos com AVC isqumico, em que uma proporo importante apresenta incapacidade j antes do AVC. No entanto, considerando apenas os doentes sem incapacidade prvia ao AVC, as propores encontradas para morte ou incapacidade aos 6 meses foram prximas das de estudos de base populacional inclundo doentes de todas as idades com o seu primeiro AVC isqumico. O presente estudo demonstrou que em doentes idosos que sofrem o seu primeiro AVC isqumico ao longo da vida, e que no tinham incapacidade prvia ao AVC, a gravidade do dfice neurolgico inicial , do mesmo modo que nos doentes com AVC isqumico de todas as idades, o principal preditor independente de resultado. O score de NIHSS demonstrou ser um importante preditor independente de resultado em doentes idosos com AVC isqumico, eliminando a contribuio independente para o resultado de vrios outros preditores potenciais, o que no aconteceu quando a gravidade do AVC foi medida atravs de outras variveis de validade e fiabilidade mais incerta. O presente estudo demonstra como o resultado de uma anlise multivarivel fortemente afectado pelas variveis independentes utilizadas. Os vrios modelos apenas diferiam na forma como foi avaliada a gravidade neurolgica do AVC, originando, mesmo assim, resultados bastante diferentes. Este facto refora a necessidade de utilizar para o desenvolvimento dos modelos variveis clinicamente relevantes, com elevada fiabilidade e validade comprovadas. Uma das caractersticas dos doentes muito idosos a presena de mltiplas comorbilidades simultaneamente. O presente estudo sugere que o efeito da comorbilidade sobre o resultado pode ocorrer por intermdio da maior gravidade neurolgica do AVC,embora estes resultados necessitem de ser confirmados em estudos com maior nmero de doentes. Este achado, a confirmar-se, da maior importncia, levando a que a preveno e tratamento da patologia cardiovascular e cerebrovascular deva ser encarada como um todo. O presente estudo mostra que os doentes muito idosos com AVC isqumico apresentam caractersticas epidemiolgicas e clnicas especficas, mesmo quando a comparao feita entre dois diferentes estratos de doentes idosos. Em particular, a maior frequncia,neste grupo de doentes, de fibrilhao auricular, associada maior frequncia dos enfartes TACI e PACI da classificao clnica do OCSP, que so os subtipos clnicos mais frequentemente de etiologia cardioemblica, tm importantes implicaes relativamente a preveno e tratamento, reforando a importncia da anticoagulao teraputica tanto para preveno primria como secundria.

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RESUMO: A sndrome de apneia hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS), pela sua prevalncia e consequncias clnicas, nomeadamente as de natureza cardiovascular, actualmente considerada um problema de sade pblica. A patognese da doena cardiovascular na SAHOS no est ainda completamente estabelecida, mas parece ser multifactorial, envolvendo diversos mecanismos que incluem a hiperactividade do sistema nervoso simptico, a disfuno endotelial, a activao selectiva de vias inflamatrias, o stress oxidativo vascular e a disfuno metablica. A teraputica com CPAP diminui grandemente o risco de eventos cardiovasculares fatais e no fatais. O CPAP est inequivocamente indicado para o tratamento da SAHOS grave, no entanto, no consensual a sua utilizao nos doentes com SAHOS ligeira/moderada sem hipersonolncia diurna associada. Tendo em conta este facto, fundamental que as indicaes teraputicas do CPAP nestes doentes tenham uma relao custo-eficcia favorvel. Assim, dado o posicionamento do estado da arte relativamente ao estudo da disfuno endotelial e da activao do sistema nervoso simptico estar centrada maioritariamente nos doentes com SAHOS grave, desenvolvemos este estudo com o objectivo de comparar os nveis plasmticos de nitratos, os nveis de catecolaminas urinrias e os valores de pressão arterial nos doentes com SAHOS ligeira/moderada e grave e avaliar a resposta destes parmetros ao tratamento com CPAP durante um ms. Realizmos um estudo prospectivo, incidindo sobre uma populao de 67 doentes do sexo masculino com o diagnstico de SAHOS (36 com SAHOS ligeira/moderada e 31com SAHOS grave). O protocolo consistia em 3 visitas: antes da teraputica com CPAP (visita 1), uma semana aps CPAP (visita 2) e um ms aps CPAP (visita 3). Nas visitas 1 e 3, eram submetidos a trs colheitas de sangue s 11 pm, 4 am e 7 am para doseamento dos nitratos plasmticos e na visita 2 apenas s 7 am. Nas visitas 1 e 3 era tambm efectuada uma colheita de urina de 24 horas para o doseamento das catecolaminas urinrias e eram submetidos a uma monitorizao ambulatria da pressão arterial de 24 horas (MAPA). Foi ainda estudado um grupo controlo de 30 indivduos do sexo masculino no fumadores sem patologia conhecida e sem evidncia de SAHOS. Antes da teraputica com CPAP, verificou-se uma diminuio significativa dos nveis de nitratos ao longo da noite quer nos doentes com SAHOS ligeira/moderada, quer nos doentes com SAHOS grave. No entanto, esta reduo diferia nos 2 grupos de doentes, sendo significativamente superior nos doentes com SAHOS grave (27,620,1% vs 16,518,5%; p<0,05). Aps um ms de tratamento com CPAP, verificou-se um aumento significativo dos valores de nitratos plasmticos apenas nos doentes com SAHOS grave, mantendo-se os nveis de nitratos elevados ao longo da noite, j no existindo o decrscimo desses valores ao longo da mesma. Os valores de noradrenalina basais eram significativamente superiores nos doentes com SAHOS grave comparativamente com os doentes com SAHOS ligeira/moderada (73,930,1g/24h vs 48,519,91g/24h; p<0,05). Aps um ms de teraputica com CPAP, apenas se verificou uma reduo significativa nos valores da noradrenalina nos doentes com SAHOS grave (73,930,1g/24h para 55,421,8 g/24h; p<0,05). Os doentes com SAHOS grave apresentaram valores de pressão arterial mais elevados do que os doentes com SAHOS ligeira/moderada, nomeadamente no que diz respeito aos valores de pressão arterial mdia, sistlica mdia de 24 horas, diurna e nocturna e diastlica mdia de 24 horas, diurna e nocturna. Aps um ms de teraputica com CPAP, verificou-se uma reduo significativa dos valores tensionais apenas nos doentescom SAHOS grave, para a pressão mdia (-2,32+5,0; p=0,005), para a sistlica mdia de 24 horas (-4,0+7,9mmHg; p=0,009), para a pressão sistlica diurna (-4,3+8,8mmHg; p=0,01), para a pressão sistlica nocturna (-5,1+9,0mmHg; p=0,005), para a pressão diastlica mdia de 24 horas (-2,7+5,8mmHg; p=0,016), para a pressão diastlica diurna (-3,2+6,3mmHg; p=0,009) e para a pressão diastlica nocturna (-2,5+7,0mmHg; p=0,04). Os nveis tensionais dos doentes com SAHOS grave aps CPAP atingiram valores semelhantes aos dos doentes com SAHOS ligeira/moderada, relativamente a todos os parmetros avaliados no MAPA. Este estudo demonstrou que antes do tratamento com CPAP, existe uma reduo dos nveis de nitratos ao longo da noite no s nos doentes com SAHOS grave mas tambm nos doentes com SAHOS ligeira/moderada. No entanto, a teraputica com CPAP leva a um aumento significativo dos valores de nitratos plasmticos apenas nos doentes com SAHOS grave, mantendo-se os nveis de nitratos elevados ao longo da noite, j no existindo o decrscimo desses valores ao longo da mesma. O tratamento com CPAP durante um ms, apenas reduz os nveis de noradrenalina urinria e os valores de pressão arterial nos doentes com SAHOS grave.------------ ABSTRACT: In severe obstructive sleep apnea (OSA) reduced circulating nitrate, increased levels of urinary norepinephrine (U-NE) and changes in systemic blood pressure (BP) have been described and are reverted by Continuous Positive Airway Pressure (CPAP). However, the consequences of mild/moderate OSA on these parameters and the CPAP effect upon them are not well known. We aimed to: 1) compare the levels of plasma nitrate (NOx) and U-NE of mild/moderate and severe male OSA patients 2) compare BP in these patient groups; and 3) determine whether CPAP improves sympathetic dysfunction, nitrate deficiency and BP in these patients. This prospective study was carried out in 67 consecutive OSA patients (36 mild/moderate and 31 severe patients) and NOx (11 pm, 4 am, 7 am), 24-h U-NE and ambulatory blood pressure monitoring were obtained before and after 4 weeks of CPAP. Baseline: NOx levels showed a significant decrease (p<0.001) during the night in both groups of patients. The U-NE and BP were significantly higher in the severe group. Post CPAP: After one month of CPAP, there was a significant increase of NOx, a reduction of U-NE and BP only in severe patients. This study shows that in contrast to severe OSA patients, those with mild/moderate OSA, which have lower values of BP and U-NE at baseline, do not benefit from a 4 weeks CPAP treatment as measured by plasma nitrate, 24-h U-NE levels and BP.

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Os equipamentos de medio utilizados nos hospitais tm uma funo muito importante na deteo e diagnstico de doenas como o caso da pressão arterial. Entre esses equipamentos encontram-se os esfigmomanmetros digitais portteis que so em muitos casos os primeiros a serem utilizados e a fornecerem um primeiro diagnstico da pressão arterial do doente como no caso das urgncias hospitalares. Para que os diagnsticos prescritos pelos profissionais de sade - mdicos e enfermeiros seja o mais correto necessrio conhecer as condies de trabalho em que se encontram os esfigmomanmetros digitais existentes nas unidades de sade. Sendo os esfigmomanmetros digitais equipamentos com uma importncia relevante na vida do ser humano, estes deveriam fazer parte da lista de equipamentos que esto englobados na metrologia legal, situao que neste momento ainda no foi concretizada e cada hospital toma a deciso espontnea se efetua a calibrao ou verificao internamente dos seus esfigmomanmetros digitais. Pretende-se com este trabalho dar a conhecer o estado ao nvel dos erros de alguns esfigmomanmetros digitais existentes nos hospitais envolvidos no trabalho e desenvolver um procedimento de verificao interna dos mesmos com auxlio de um manmetro analgico calibrado e um estetoscpio duplo mtodo de medio auscultatrio - e comparar esses resultados com a utilizao de um simulador mtodo de medio oscilomtrico.

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Dissertao apresentada na Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obteno do grau de Mestre em Engenharia Biomdica

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A manuteno de uma adequada pressão de perfuso cerebral essencial para a preveno de isqumia cerebral. Flutuaes fisiolgicas da pressão arterial a montante so compensadas localmente pela autoregulao cerebral. A reserva vascular cerebral necessria eficcia desta autoregulao pode ser determinada medindo as modificaes no fluxo sanguneo cerebral em resposta a estmulos vasodilatadores. O Doppler Transcraneano tem sido usado para a determinao da velocidade do fluxo sanguneo cerebral modificada por esses estmulos. Descrevemos um mtodo de anlise da capacidade de reserva da circulao cerebral pelo Doppler Transcraneano sob efeito do CO2. Este mtodo pode ser til para a caracterizao das alteraes hemodinmicas que ocorrem em vrios tipos de doena isqumica cerebral.

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Descreve-se o caso de uma arterite de Takayasu tipo II numa mulher jovem, com hipertenso arterial grave, resistente teraputica mdica. No exame histolgico encontraram-se leses compatveis com o diagnstico clnico. Foi feita revascularizao com enxerto complexo. Apesar de no ter sido possvel recuperar a insuficincia renal que se estabelecera como consequncia das leses renais da hipertenso arterial, a eliminao dos factores de manuteno da elevao da pressão arterial diminuiu o risco de complicaes graves nesta doente.

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Os autores descrevem um caso clnico de paciente de 42 anos, com enfarte agudo do miocrdio (EAM) ao 3 dia de puerprio, tendo efectuado angioplastia directa. A propsito deste caso fez-se uma reviso das principais alteraes fisiolgicas cardiovasculares e da hemostase na gravidez, habitualmente bem toleradas pelas gestantes, mas que em mulheres com factores de risco ou com doena cardaca prvia aumentam a probabilidade de eventos cardiovasculares. O volume sanguneo e o dbito cardaco aumentam em mdia 50% durante a gestao, a concentrao de hemoglobina diminui e a menor resistncia vascular perifrica condiciona uma queda da pressão arterial na primeira metade da gravidez. No ps parto imediato verifica-se um incremento na pressão de enchimento ventricular, volume sistlico e dbito cardaco e no perodo peri-parto que o risco cardiovascular se encontra mais elevado. A incidncia de EAM na gravidez e puerprio baixa, no entanto a tendncia de aumento, tendo em conta o nmero crescente de gestaes nos extremos da idade reprodutiva.

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A sncope neurocardiognica (SNc) uma entidade clnica comum, resultante de uma resposta autonmica reflexa excessiva durante o stress ortosttico. As diferentes opes teraputicas so controversas e de eficcia limitada. O treino de ortostatismo (TTr) tem-se mostrado uma alternativa prometedora no tratamento destes doentes (D). No entanto, permanece por esclarecer o seu mecanismo de aco e o impacto clnico numa populao com SNc recorrente. Objectivo: Caracterizar a resposta hemodinmica e autonmica durante um programa de TTr em doentes com SNc refratria s medidas convencionais. Populao e mtodos: Foram estudados 28D (50% do sexo masculino, 4114 anos), sem evidncia de cardiopatia, com SNc documentada em teste de ortostatismo passivo. O TTr incluiu 9 sesses hospitalares (3x/semana, 30 minutos) com monitorizaco contnua de pressão arterial e frequncia cardaca (60 - 6 sesses - 70 - 3 sesses), complementadas com treino dirio no domiclio e elevao da cabeceira a 10 durante o sono. O volume sistlico, o dbito cardaco, a resistncia vascular perifrica, a sensibilidade do barorreflexo e a variabilidade da frequncia cardaca foram calculados. Todos os doentes foram reavaliados no fim do 1. ms e no final de cada 6 meses num perodo mximo de 36 meses (follow-up 2412 meses). Resultados: Ao longo das sesses de TTr verificou-se um aumento significativo e consistente da resistncia total perifrica (1485225 vs. 1591187 dyne*s/cm5, p < 0,05) associado a uma diminuio do seu desvio-padro (20660 vs. 15042, p < 0,05). Durante o perodo de follow-up, houve recorrncia de sncope em 5D (19%), com reduo significativa do nmero de sncopes (4,03,2/D nos 12 meses pre-TTr vs. 1,40,8/D pos-TTr, p < 0,05). Concluso: Em doentes com SNc refratria, o TTr mostrou ser uma opo teraputica eficaz, com benefcio a longo prazo. A melhor tolerncia ao ortostatismo parece resultar do aumento da reserva vasoconstritora e da sua menor variabilidade.

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Num grupo de 64 doentes de uma Unidade de Cuidados Intensivos, 24 dos quais submetidos a ventilao mecnica, foi determinada a influncia da modificao da volmia nas caractersticas do Doppler cardaco, atravs da negativizao do balano hdrico e correspondente modificao da pressão venosa central. Com a modificao da volmia, a relao E/A do fluxo transvalvular mitral mostrou uma tendncia para reduzir, o tempo de desacelerao da onda E mitral para diminuir, o tempo de relaxamento isovolumtrico para aumentar, e a veia cava inferior reduziu o seu dimetro expiratrio e aumentou o valor do colapso inspiratrio. No se observou uma correlao significativa entre os valores das variveis estudadas e a modificao da volmia, inclusivamente entre a pressão venosa central e o balano hdrico. A modificao da volmia em doentes crticos modifica as caractersticas de determinados parmetros de ecocardiografia- -Doppler, mas no possvel predizer a magnitude dessa variao.

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Objectivo e desenho: estudo prospectivo de avaliao da possibilidade de aplicao e utilidade clnica da ecocardiografia transtorcica (ETT) na avaliao da hpotenso numa Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP). Local: UCIP de 16 camas. Material e mtodos: Includos doentes com hipotenso (pressão arterial sistlica 90 mmHg ou mdia (PAM) < 60 mmHg, que no respondeu administrao de soros no espao de 30 minutos). Os objectivos do ETT foram: excluir cardiopatia estrutural grave, avaliao de outras alteraes cardacas (alteraes das dimenses das cavidades e funo ventricular esquerda), anlise da veia cava inferior (VCI) e determinao do ndex cardaco (IC). Resultados: de um total de 208 doentes foram includos 198 (4,5% de exames impossveis), com mdia etria de 63,4 +/- 16,2 anos, 129 do sexo masculino, APACHE II 30,1 +/- 9,9, SAPS II 68,8 +/- 20,5, SOFA 11,6 +/- 3,8 MODS 10,9 +/- 3,9. Observou-se uma mortalidade de 51% (n=101), e 168 (85,2%) doentes estavam ventilados. Oitenta e oito (44,4%) doentes apresentaram alteraes cardacas, dos quais 28 (14%) classificadas como graves: trs valvulopatias articas graves, quatro endocardites, nove miocardiopatias dilatadas, dois tamponamentos (18 doentes com alteraes graves insuspeitas, 9%), seis enfartes agudos do miocrdio, quatro alteraes da cintica segmentar. Estes doentes apresentaram uma mortalidade e ndices de gravidade mais elevados (p <0,001). Em relao ao IC, 157 doentes apresentaram um valor normal ou elevado, os quais apresentaram todos um valor de resistncias ventriculares perifricas baixo. Por anlise de regresso logstica, verificou-se uma relao entre o ndex da VCI e os dias de internamento (p = 0,05) e entre o IC, ndex da VCI e a mortalidade (p =0,008 e 0,041 respectivamente). Concluses: Observou-se uma elevada prevalncia de patologia cardaca entre os doentes admitidos numa UCIP com hipotenso (n =88, 44,4%), dos quais 14% consideradas graves. Estes doentes tiveram maior mortalidade e ndices de gravidade mais elevados. A anlise conjunta do IC e da VCI pode ser til na definio do padro hemodinmico do doente hipotenso e certos parmetros ecocardiogrficos, em especial o ndex da VCI, podem ser teis no prognstico destes doentes.

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Objectivo: estudo comparativo simultneo de medies invasivas utilizando o cateterismo da artria pulmonar e no invasivas utilizando a ecocardiografia transtorcica (ETT) de 4 parmetros hemodinmicos: dbito cardaco (DC), pressão de encravamento da artria pulmonar (PCP), pressão venosa central (PVC), e pressão sistlica da artria pulmonar (PSAP). Material e Mtodos: estudo prospectivo numa Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) mdico-cirurgica. Foram estudados 41 doentes em ps-operatrio de transplante heptico, nos quais o DC, a PCP, a PVC e a PSAP foram obtidos em simultneo por 2 observadores independentes, utilizando a ETT e o cateterismo invasivo da artria pulmonar. Para a quantificao por ETT dos parmetros foram utilizadas frmulas descritas na literatura. As medies invasivas e no invasivas foram comparadas atravs de uma anlise de correlao linear e de Bland-Altman. Resultados: Verificou-se uma boa correlao nas medies invasivas e no invasivas do DC (r=0,97) e PVC (r=0,88). As correlaes entre as medies invasivas e no invasivas da PCP e da PSAP foram fracas (r=0,41 e r= 0,118 respectivamente). O intervalo de confiana de 95% e bias para o DC foi negligencivel, em especial para valores de DC abaixo dos 6l/minuto. A ETT subestima em regra o DC, mas as duas tcnicas mostraram uma correlao significativa entre si. Concluses: a ETT pode estimar de forma fidedigna o DC em doentes submetidos a transplante heptico. A determinao no invasiva das restantes variveis hemodinmicas por ETT pode estar sujeita a uma variabilidade grande relacionada com as caractersticas dos doentes. Apesar dos dados terem sido obtidos num grupo especfico de doentes, podem ajudar a definir uma aplicao futura da ecocardiografia em Cuidados Intensivos.