999 resultados para Hormônios Peixes
Resumo:
Com o objetivo de analisar a diversidade da ictiofauna na praia de Jaguaribe, localizada na ilha de Itamarac - PE, foram realizadas quatro coletas (abril e novembro de 2003 e maro e agosto de 2004) com 10 arrastos cada, feitos com redes de arrasto. Um total de 25 espcies e 24 gneros foram registrados compreendendo 7 ordens e 15 famlias. A ordem Perciformes foi a mais freqente, representando 82,25% do total de peixes amostrados. Houve predominncia dos representantes da famlia Sciaenidae (49,40%) e a espcie mais abundante foi Ophioscion punctatissimus Meek & Hildebrand, 1925, com aproximadamente 40,77% do total das espcies. Na anlise da diversidade de Shannon, o ms de novembro foi o que obteve maior diversidade (0,805) e eqitabilidade (0,843) e o ms de maro, o que obteve a menor diversidade (0,562) e eqitabilidade (0,540). Uma tendncia de maior abundncia da ictiofauna foi observada no perodo chuvoso, sugerindo que as variaes pluviomtricas afetam a comunidade de peixes local.
Resumo:
Este estudo teve como objetivo verificar alteraes na taxocenose de peixes devido instalao da Pequena Central Hidreltrica Salto Forqueta no curso do rio Forqueta. A rea de estudo localiza-se na bacia hidrogrfica do rio Taquari, entre os municpios de Putinga (margem esquerda do rio) e So Jos do Herval (margem direita do rio). O estudo abrangeu quatro etapas: Etapa I - dez/2000 a fev/2002 (anterior ao represamento), Etapa II - dez/2002 a jan/2004 (primeiro ano subseqente ao represamento), Etapa III - maio/2004 a abr/2005 (segundo ano aps o represamento) e Etapa IV - maio/2005 a jul/2006 (terceiro ano aps o represamento). As amostragens foram realizadas com redes de espera de malhas diversas. Foram registradas 28 espcies na Etapa I, 21 espcies na Etapa II, 19 espcies na Etapa III e 18 espcies na Etapa IV, sendo que as maiores taxas de abundncia nas quatro etapas de monitoramento variaram entre as espcies Astyanax spp., Hemiancistrus punctulatus Cardoso & Malabarba, 1999, Steindachnerina biornata (Pearson, 1924), Oligosarcus jenynsii (Gnther, 1864) e Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824). Verificaram-se diversas alteraes na ictiocenose local, porm, as alteraes no se mostraram estatisticamente significativas.
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Duas espcies de piranhas ocorrem no rio Ibicu, um dos principais afluentes do rio Uruguai. Com o objetivo de analisar a distribuio e a alimentao destas espcies, foram realizadas coletas de dezembro de 1999 a janeiro de 2002, utilizando-se diferentes artes de pesca em trs pontos do rio, sendo que cada ponto foi amostrado em dois ambientes (lntico e ltico). Foram capturados 203 indivduos de Serrasalmus maculatus Kner, 1858 e 86 de Pygocentrus nattereri Kner, 1858, sendo que a maior captura de ambas as espcies ocorreu no ambiente lntico e prximo ao rio Uruguai, onde P. nattereri parece estar mais concentrada. O nmero de exemplares capturados por horrio no apresentou variaes significativas em P. nattereri enquanto que S. maculatus apresentou a maior captura na reviso da meia-noite. Juvenis de S. maculatus (2-4 cm de comprimento padro) consumiram preferencialmente nadadeiras e insetos. Nas demais classes de tamanho de ambas as espcies, restos de peixes foi o alimento predominante, havendo sobreposio alimentar intra e interespecfica nas maiores classes (8-16 cm e >16 cm de comprimento padro). No foram constatadas diferenas no ndice de repleo entre os horrios e os ambientes para as duas espcies.
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Este estudo foi realizado no rio Cear Mirim, Estado do Rio Grande do Norte. No local de coleta, este rio apresenta guas transparentes e predominncia de macrfitas aquticas nas margens. Este estudo teve como objetivos descrever os hbitos alimentares e verificar a existncia de sobreposio alimentar na dieta de quatro espcies simptricas de Cheirodontinae: Compsura heterura Eigenmann, 1915 (n= 452), Serrapinnus heterodon (Eigenmann, 1915) (n= 473), S. piaba (Ltken, 1875) (n= 509) e Serrapinnus sp. A (n= 313). Os espcimes foram coletados mensalmente, entre abril de 2001 e abril de 2002, com redes de arrasto. Os contedos estomacais foram analisados atravs dos mtodos de frequncia de ocorrncia, composio percentual e ndice de importncia alimentar. A sobreposio alimentar foi calculada entre os pares de espcies atravs do ndice de Morisita. As espcies no mostraram variao sazonal na dieta. Algas, matria vegetal, microcrustceos e insetos autctones foram predominantes na dieta das espcies. Serrapinnus heterodon e Serrapinnus sp. A apresentaram hbito alimentar onvoro, enquanto C. heterura e S. piaba apresentaram o hbito alimentar onvoro com tendncia herbivoria. Alm disso, altos valores de sobreposio alimentar entre as espcies foram observados em decorrncia do consumo de itens similares. Estes resultados sugerem que os recursos alimentares so abundantes e suficientes para serem partilhados por estas quatro espcies onvoras em simpatria.
Resumo:
Este estudo teve como objetivo avaliar a influncia do ciclo hidrolgico sobre a dieta e estrutura trfica da ictiofauna no Pantanal. Foram realizadas amostragens mensais entre maro de 2000 e fevereiro de 2001, no rio Cuiab e na lagoa Chacoror. A anlise dos contedos estomacais de 58 espcies permitiu o reconhecimento de oito categorias trficas. Peixes das categorias piscvora, detritvora e lepidfaga foram os que apresentaram menor variao na composio da dieta em ambos os ambientes, independente do perodo hidrolgico. Os efeitos do pulso de inundao foram pronunciados na abundncia numrica e na biomassa das categorias detritvora e omnvora, enquanto variaes nestes parmetros apresentaram-se relacionadas ao tipo de ambiente para as categorias piscvora, invertvora e insetvora. Os resultados sugeriram que tanto a especializao por alguns itens alimentares quanto a provvel elevada disponibilidade de recursos alimentares nos ambientes investigados contriburam para o fraco efeito do ciclo hidrolgico na organizao trfica da ictiofauna. Atravs do aumento da conectividade hidrolgica, o pulso de inundao do rio Cuiab possibilita o deslocamento dos organismos pelo sistema, que deve determinar a variabilidade na estrutura das categorias trficas.
Resumo:
Estudamos a dieta dos juvenis de Trachinotus carolinus (Linnaeus, 1766) em praias da Baa de Sepetiba (Rio de Janeiro, Brasil) entre janeiro de 2000 e abril de 2001. Procuramos avaliar a plasticidade trfica de peixes desta espcie ao longo de um gradiente espacial com diferentes nveis de exposio s ondas, sazonalidade, alm de avaliar mudanas ontogenticas na dieta. Os itens alimentares foram analisados atravs do ndice de importncia relativa (IIR), determinado pelos valores das frequncias de ocorrncia, de nmero e de peso. Os itens de maior importncia foram do subfilo Crustacea, ordens Mysidacea, e o representante da ordem Decapoda Emerita brasiliensis (Schmitt, 1935), alm de Cefalochordata, representado por Branchiostoma platae (Fitzinger, 1862). Na zona de maior exposio s ondas (praia de Barra de Guaratiba) e com substrato predominantemente arenoso, a dieta foi constituda principalmente por Emerita brasiliensis e Cirripedia, este ltimo presente nos costes rochosos que limitam a praia; na zona de exposio intermediria (praia de Muriqui), houve um predomnio de Mysidacea e Branchiostoma platae; na zona mais protegida (praia de Itacuru), os itens de maior abundncia foram Polychaeta, Mysidacea e Branchiostoma platae. Sazonalmente no ocorreu variao no uso de Mysidacea, enquanto Branchiostoma platae foi mais consumido durante o inverno, Polychaeta na primavera e Cirripedia e Emerita brasiliensis, no vero. Mysidacea foi o alimento predominante em todas as classes de tamanho, enquanto Polychaeta foi utilizado predominantemente por peixes menores que 20 mm de comprimento padro e Emerita brasiliensis e Cirripedia foram consumidos principalmente por indivduos maiores que 40 mm, somente na praia de maior exposio. O sucesso no uso de praias desprotegidas e zonas de arrebentao por esta espcie de peixe pode ser em parte devido estratgia trfica oportunista, que utiliza uma ampla variedade de recursos disponveis no ambiente.
Resumo:
O objetivo deste estudo foi descrever o desenvolvimento embrionrio, larval e juvenil da jurupoca, Hemisorubim platyrhynchos (Valenciennes, 1840), bem como as mudanas nos padres de crescimento alomtrico durante a ontogenia inicial da espcie. Um total de 90 ovos, 210 larvas e 24 juvenis provenientes de reproduo induzida foram analisados quanto a variveis morfomtricas e mersticas, alm do coeficiente de crescimento alomtrico em relao cabea, tronco e cauda durante o perodo larval e juvenil inicial. Os ovos apresentaram dimetro mdio de 1,74 mm, espao perivitelino amplo (21,29%), com mdia de 0,37 mm, e dimetro mdio do vitelo de 1,08 mm. O comprimento padro (CP) das larvas variou de 3,47 a 11,85 mm, com a maioria das medidas apresentando aumento proporcional ao longo do desenvolvimento. O nmero total de mimeros variou de 40 a 46 (pr-anal=15-17 e ps-anal=24-30). As larvas iniciais de H. platyrhynchos apresentam pigmentao na cabea e na regio ntero-ventral do corpo (anterior e posterior do saco vitelino). No estgio de ps-flexo, a pigmentao se intensifica, distribuindo-se na regio dorsal da cabea, formando uma faixa longitudinal que se estende do focinho ao oprculo, assim como uma faixa transversal, de um flanco a outro, passando pela regio anterior da nadadeira dorsal, com mculas distribudas ao longo do corpo nos juvenis (CP=19,5-49,09 mm). Nos primeiros estgios de desenvolvimento larval, a cabea e a cauda crescem muito mais rapidamente do que o tronco, o que indica prioridades relacionadas alimentao e natao, as quais posteriormente tendem isometria, com um crescimento rpido do tronco nos juvenis iniciais.
Resumo:
A alimentao de peixes e os padres ecomorfolgicos esto relacionados com vrios fatores como ontogenia. O presente trabalho foi realizado a fim de testar a hiptese de que a dieta e os padres ecomorfolgicos apresentam correlaes positivas entre os diferentes estgios de ontogenia de Plagioscion squamosissimus (Heckel, 1840), pois medida que a espcie passa da fase jovem para adulta altera a sua alimentao e morfologia. A pescada foi escolhida por ser a espcie mais abundante no reservatrio da Estao Ecolgica de Tapacur, Estado de Pernambuco. Os padres ecomorfolgicos foram avaliados e relacionados com a alimentao dos indivduos capturados no reservatrio no ms de abril de 2013. As medidas morfomtricas foram retiradas de todos os indivduos capturados e posteriormente recolhidos seus estmagos. Os peixes foram separados de acordo com a fase de desenvolvimento, juvenis e adultos. Tambm foram tomados seu peso total, comprimento padro e aferidas onze medidas lineares, utilizadas para obter os ndices que representam os atributos ecomorfolgicos. Os itens alimentares foram identificados e separados at menor nvel taxonmico possvel, sendo o mais frequente o camaro Macrobrachium amazonicum (Heller, 1862). Foi possvel observar que nos juvenis os itens ingeridos apresentavam maior amplitude no tamanho em comparao com os adultos. Dos dados morfomtricos observa-se que os valores de largura da cabea so maiores nos juvenis e os valores da altura do corpo so mais elevados nos adultos, sendo estes fatores importantes para determinar o tamanho da presa ingerida pelo peixe. Conclui-se que a espcie Plagioscion squamosissimus mostrou relao positiva entre a morfologia e alimentao ao longo do desenvolvimento ontogentico evidenciado pela variao de comprimento dos itens ingeridos entre juvenis e adultos, porm no houve distino em relao ao alimento ingerido entre eles.
Resumo:
A Regio Neotropical possui um elevado nmero de espcies de peixes de gua doce, cujas adaptaes para explorar diferentes tipos de alimento particularmente evidente em reservatrios, refletindo numa considervel plasticidade alimentar. Characiformes a mais diversificada ordem de peixes da regio, tendo Anostomidae como uma das famlias mais especiosas, com destaque para Leporinus, com cerca de 80 espcies vlidas. Embora suas espcies sejam consideradas primordialmente onvoras, algumas apresentam dieta herbvora, e a plasticidade alimentar do gnero uma caracterstica comum em ambientes sujeitos a variao sazonal de nvel da gua. No presente trabalho, so analisadas a composio da dieta de Leporinus reinhardtii Ltken, 1875 no reservatrio de Sobradinho e a influncia da variao sazonal de seu nvel sobre a mesma ao longo de trs ciclos anuais (2006-2009). Dentre os 876 indivduos analisados, 302 foram coletados no perodo de seca e 574 no de cheia. A dieta foi composta por 47 itens, agrupados em nove categorias: Moluscos, Microcrustceos, Insetos, Insetos (partes), Chironomidae, Vegetais, Sementes, Sedimento e Outros. Chironomidae representou em mdia 60% do peso total das categorias alimentares, seguido de Sementes com 25% e as demais categorias com menos de 10%. No perodo de cheia, nos trechos lntico e de transio, predominaram Sementes na dieta, tendo Chironomidae sido mais representativa no trecho ltico, e as demais categorias no ultrapassando 20% de participao nos trs trechos neste perodo. No perodo de seca, houve diferena nos itens predominantes, com predominncia de Insetos no trecho lntico, principalmente Coleoptera, e de Vegetais no ltico, com maior participao de macrfitas aquticas, algas filamentosas, clorofceas e da diatomcea Oscillatoria. J no trecho de transio, Microcrustceos dominaram na dieta, diferindo dos demais trechos. A dieta de L. reinhardtii se caracterizou por baixos valores de frequncia de ocorrncia de todas as categorias alimentares (predominantemente inferiores a 50%) e elevada abundncia relativa (>80%) de diferentes categorias. A amplitude de nicho foi restrita nos diferentes trechos nos dois perodos, sendo ligeiramente mais elevada na cheia, devido maior diversidade de itens, em particular no trecho lntico. Leporinus reinhardtii possui hbito onvoro com comportamento especialista no reservatrio de Sobradinho, cujas categorias predominantes da dieta dependem do regime hidrolgico do reservatrio e das caractersticas ambientais de cada trecho, refletindo numa amplitude restrita de nicho trfico para a espcie.
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Este estudo teve como objetivo caracterizar e comparar a alimentao de 13 espcies de peixes em trs zonas (zona de influncia fluvial, zona de transio e zona lacustre) do reservatrio de Itupararanga. Foram analisados 436 estmagos, sendo encontrados 17 recursos alimentares, todos de origem autctone. As dietas predominantes das espcies foram: peixe, inseto, material vegetal e detritos na zona de influncia fluvial, peixe, sedimento e material vegetal na zona de transio e inseto, escama e peixe na zona lacustre. Atravs do ndice Alimentar, as espcies foram categorizadas nas guildas: piscvora, insetvora, detritvora e carcinfaga. O Cluster indicou separao da guilda insetvora em espcies generalistas (insetos diversos) e especialista (Chironomidae) o que aumenta para cinco guildas. Na zona fluvial foram verificadas quatro guildas; na zona de transio trs guildas e na zona lacustre duas guildas. Observou-se ainda uma dominncia de espcies piscvoras que pode estar relacionada idade do reservatrio. Este estudo ampliou o conhecimento dos hbitos alimentares dos peixes em reservatrios antigos e suas diferenas, comparando as zonas existentes.
Resumo:
RESUMO Apesar do crescente nmero de estudos sobre biologia de espcies de peixes de pequeno porte, o conhecimento dos aspectos bsicos da biologia da maioria das espcies ainda incipiente. Com isso, o objetivo desse estudo foi descrever alguns aspectos populacionais e reprodutivos de Corydoras aeneus (Gill, 1858) em riachos da bacia do rio Ivinhema, Alto rio Paran. As amostragens foram realizadas entre 2008 e 2011 em 57 riachos distribudos na bacia. Foram analisados 684 indivduos, sendo 213 fmeas e 190 machos, alm de 281 exemplares analisados apenas quanto aos dados de comprimento padro. O comprimento padro mximo da populao analisada foi de 50,19 mm para as fmeas e de 45,24 mm para machos; Desta forma, as fmeas foram maiores que os machos. A proporo sexual foi de 52,7% para fmeas e de 47,1% para os machos, sem variao significativa entre os sexos (Χ2= 1,313; p = 0,252). Quanto relao peso/comprimento ambos os sexos apresentaram a crescimento isomtrico. As maiores frequncias de fmeas maduras foram observadas nos meses de outubro a dezembro, embora tenham sido observadas fmeas maduras em outros meses do ano. Estimou-se que 50% das fmeas esto sexualmente maduras com 33,54 mm de comprimento padro. A fecundidade mdia foi estimada em 359,47 ocitos, sendo que a populao apresenta desova total. O padro de recrutamento no apresentou um padro unimodal, embora a maior intensidade tenha sido observada nos meses de outubro a dezembro. O comprimento assinttico foi estimado em 54,59 mm e a taxa de crescimento de 1,1 ano-1. O ndice de performance de crescimento foi estimado em 3,51; a longevidade de 2,72 anos e a mortalidade de 1,48 ano-1.
Resumo:
So estudadas as reaes qumicas e fisico-qumocas de uma proteina extraida do esperma de peixes dos gneros Carcharias, Raf. e Galeocerdo, Ranz. Parece tratar-se de histonas, tendo em vista os resultados obtidos.
Resumo:
Salientando os diversos aspectos a atender, para a soluo racional do problema da alimentao na Amaznia, alis j fixados em 1941 pela Comisso que traou as linhas gerais de um plano de saneamento dessa vasta regio, aludem os A.A. s realizaes j empreendidas dentro do programa traado, e que versaram apenas sbre os hbitos alimentares de um grande ncleo de populao e sbre o valor nutritivo de alguns elementos pouco conhecidos da fauna e da flora locais. Abordam, guisa de ensaio, neste trabalho, o ponto concernente ao planejamento de regimes adequados, que se adaptem tanto s exigncias, como as possibilidades regionais. Frisam, ento, de incio, as bases racionais a que devem eles obedecer respeito no s reduo do total de calorias, fornecidas, nos seus 2/3, por hidratos de carbono e ao qual se subordinam as cotas das trs principais vitaminas do complexo B,* como tambm a restrio, igualmente indicada, da taxa de protenas; respeito, ainda, as cotas recomendveis das vitaminas A e C e de clcio, dando a especial ateno ao detalhe da sua aproveitabilidade. Referem, de passagem, convenincia de no se descurar do problema do ferro alimentar, em face das endemias reinantes na regio e das dificuldades para fazer, artificialmente, o enriquecimento marcial dos regimes, j que, para institu-los, partem do principio de ser vantajoso lanar mo de recursos de produo local, sem ficar em marcada dependncia de grandes centres distribuidores regionais. Mostrando as dificuldades para a utilizao, na escala desejada, da carne e leite de vaca, como artigos bsicos de regime e apontam, entre os percalos, os inerentes ao transporte e conservao desses alimentos apresentam uma tabela bsica, para o adulto em trabalho moderado, a qual lhe fornece 2.600 calorias dirias e obedece aos pontos fundamentais j aludidos. Nela figuram: os peixes, cujas variedades de pequeno porte podero, com vantagem, ser consumidas fritas ou torradas, com espinhas; o amendoim; as verduras de produo econmica na Amaznia, includas na lista as ramas de batata doce, da mandioca e do inhame; essas razes e tubrculos feculentos, de parceria com o cara; a farinha de mandioca, de grande uso na regio; frutas, em que e, alias, rica a flora local; melado ou rapadura, como boa fonte de aucarados, clcio e ferro; gorduras de origem animal e vegetal. Detm-se, a propsito de cada um desses alimentos, sbre o seu valor nutritivo e as possibilidades reais de produo local ou regional. Enumeram, por fim, vrios outros, a que, similarmente, ser possvel recorrer, em maior ou menor escala criao de animais domsticos, caas, carne e ovos de tartaruga, arroz, razes, brotos de palmeiras, feijo de vara, castanhas de sapucaia, do caju e do Para numa demonstrao de ser possvel a Amaznia valer-se, de muito, a si prpria, no tocante alimentao das suas populaes.
Resumo:
Observaes hidrobiolgicas do Lago de Braslia, em 1965, mostraram algas planctnicas Desmidiaceae predominantes, com espcies dos gneros Staurastrum, Micrasterias, Euastrum, Cosmarium Xanthidium, Bambusina, Closterium, Spondilosium, Penium, principalmente, de guas puras e naturais; conforme o texto, so sres comuns nas guas indgenas do Brasil Central. Mas a nova capital brasileira cresceu rpidamente, alcanando oerto de meio milho de habitantes: a influncia do homem se apresentou e, em 1968, j causava outro regime hidrobiolgico dentro das faixas de saprobidade, com planctos cosmopolitas indicadores de poluio. Encontramos guas j mesossaprbias com cianofceas indesejveis em quantidades macias, como as Aphanizomenon flos-aquae, a Anacystis cyanea (= Microcystis aeruginosa), Anabaenopsis, Gomphosphaeria e outras. O lago que era "Lago de Desmidiceas" passou a ser um "Lago de Cianofceas". Os ndices de eutrofizao dependem de eutrofizantes no numerador, divididos por desmidiceas no denominador. Quanto maior o nmero de algas eutrofizantes, tanto maior a eutrofizao; exatamente o que acontece no lago de Braslia. os autores chamam a ateno para os estudos de saprobidade das guas do lago, baseado na teoria que os moluscos Planorbidae se instalem dependentes do regime de poluio mesossaprbio; supe-se por isso a razo por que sses moluscos acompanham o homem nas suas migraes. Poder-se- determinar a faixa de saprobidade em que se instalam os moluscos, suspeitando-se entre os regimes A- e B- mesossaprbio. Propem medidas preventivas de carter hidrobiolgico para evitar a instalao de planorbdeos. Embora os esgotos sejam todos muito bem tratados sanitriamente e no h nenhum perigo ou queixa quanto a essa parte; mas o resultado do tratamento de esgotos e restos de guas usadas pelo homem que fornecem nutritivos s guas: N, P, Ca, Cl, K, etc. ... e que eutrofizam. A eutrofizao normal tima; o lago fica produtivo de bom plancto e timos peixes. Para eutrofia em excesso, os autores criaram o nvo trmo HIPEREUTROFIA, descrevem sses fenmenos, de ordem geral, com explosivo crescimento da populao planctnica e fitoplanto mesossaprbio causador de calamitosos problemas. Pode a "hipereutrofia" ser considerada uma nova e grave "praga das guas" que surgiu depois da 2 guerra mundial, devido rpida industralizao e exploso populacional do homem. Medidas preventivas contra a hipereutrofia podero ser conseguidas com planejamentos integrados das bacias dos rios, lagos e baas evitando despejos de excessos de nutrientes, em zonas que fiquem como reservas, preservando a biota aqutica natural e normal. possvel tal planejamento no Brasil, porque um dos poucos pases, com bacias de rios e lagos artificiais ainda no poludos.
Resumo:
Cr das guas de Sepetiba; as prpriamente martimas, pela Escala de Forel e as outras cres aparentes totais feitas por comparao com escalas de SGUY e com o Dicionrio de Cres de MAERZ & PAUL, 1950. Cr Forel n6 mostrava no litoral cirrpedes como a Tetraclita squamosa, nas rochas; guas com a cianofcea planctnica Trichodesmium erythraeum tinham cr de "flha de bananeira" ou alpine green. O verde esmeralda mais intenso no local 7, com plancto macio da diatomcea Coscinodiscus; a parte central da Baa com 150 [quilometros quadrados], cheia de larvas de camaro Penaeus schmidti, guas de cr de ferrugem nas superfcies das guas; os esturios cr caramelo, isabellinus e bistre. ste levantamento preliminar serve para comparaes futuras, pois a Baa de Sepetiba ainda no poluda. Futuramente haver um prto de minrios com 3.000.000 de toneladas anuais, cais do prto, siderrgicas e outras indstrias que a poluiro. Vrias cres de guas poludas da Baa de Guanabara, como guas negras, guas cr de asfalto e outras escurecidas no foram encontradas em Sepetiba. Tambm no foram encntradas "guas vermelhas" com plancto predominante de dinoflagelados do que j vimos na Baa de Guanabara seguidos de mortandadas de peixes. A fig. 3 mostra as curvas de transparncia, e a relao entre cr e transparncia dada para as cres totais aparentes. Foi marcado o coeficiente de extino da luz K, pelo clculo a partir do Disco de Secchi. Havendo poluies todos sses dados que apresentamos devero ser alterados.