1000 resultados para Educação em saúde. Saúde da família. Prática profissional
Resumo:
O presente estudo aborda a alta incidência de gravidez na adolescência existente na comunidade ESF Abolição/Araxá/MG. Tem como objetivo analisar a produção científica, no período de 2004 a 2009, relacionada à gestação na adolescência. De posse do arcabouço teórico propõe delinear estratégias para enfrentamento do problema junto à equipe. Utilizou-se o portfólio confeccionado no Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família para a escolha do tema e os bancos de dados nacionais para a seleção da literatura - BIREME e SCIELO. O estudo aponta as repercussões sociais da maternidade na adolescência tais como: grande evasão escolar, trabalho precoce e aumento da desestruturação familiar. Analise o fato de as gestantes adolescentes iniciarem o pré-natal tardiamente, muitas vezes, por medo de assumirem esta condição junto aos seus familiares ou pelo desconhecimento de seu corpo. A gravidez na adolescência pode contribuir também para uma maior incidência de morbi-mortalidade perinatal e mortalidade materna. O trabalho aborda a preocupação da equipe da ESF Abolição com esta realidade e vontade de intensificar ações em saúde voltadas para o enfrentamento do problema. Os resultados do trabalho confirmam a necessidade de conhecer mais a realidade local e a importância do planejamento para trabalhar de forma consistente com os adolescentes da área de abrangência do ESF Abolição.
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Trata-se de um estudo de revisão de literatura que visa identificar a importância dos cuidadores de idosos institucionalizado e domiciliar no âmbito do Programa de Saúde da Família. Diante deste fato, observamos que o cuidar de um idoso no domicílio ou em uma instituição de longa permanência é uma tarefa árdua, estressante. O cuidado ao idoso normalmente é delegado, a uma pessoa que não possui apenas essa atividade e acaba conciliando-a com outras tarefas, que interfere nas atividades cotidianas do cuidador e em especial em sua vida pessoal. O exemplo no cuidado dos filhos, da casa, atividade profissional, dentre outras. Este acúmulo de atividades resulta em esgotamento, podendo levar o cuidador domiciliar ao adoecimento. Normalmente a instituição de Longa Permanência é indicada como local para o convívio da pessoa idosa com a justificativa de que a família não pode permanecer com o seu ente-querido a partir de uma determinada idade, justificando que não há que cuide do mesmo. A busca de fonte bibliográfica foi feita baseada nos descritores: Cuidador de idoso, Enfermagem, Instituição de Longa Permanência, preparo de Pessoal. Para isso, realizou-se uma busca avançada na base de dados eletrônicos SCIELO, BNDENF, Revista GOGITARE e REE Revista Eletrônica de Enfermagem, Vigilância Epidemiológica, Normas de Criação de Instituição de Longa Permanência, e em livros da Biblioteca da UFMG/MG. Após a busca, encontramos cerca de 81 artigos sendo que foram selecionados 24 periódicos nacionais, tendo sido pesquisado no SCIELO, BDENF, Revista COGITARE e Revista Eletrônica de Enfermagem, Vigilância Epidemiológica, Normas de Criação de Instituição de Longa Permanência e em livros da Biblioteca da UFMG/MG, os quais aproximaram melhor dos objetivos do trabalho. A apropriação do conhecimento advindo desse estudo, nos leva afirmar que a profissão Cuidador de Idoso já esta em nosso meio desde os primórdios da enfermagem e atualmente nos leva a refletir o significado desse novo profissional no mercado de trabalho. O envelhecimento populacional é real e todos estão buscando novas formas de envelhecer mais consciente e com dignidade, os familiares estão mais conscientes em relação ao cuidar do seu idoso e que no cotidiano necessitam de pessoas mais qualificadas para assistir melhor. As Instituições de Longa Permanência querem mudar a forma de serdes vistas como sendo um local de abandono. Assim, não basta apenas discutirmos sobre a importância do cuidador de idosos é preciso incentivá-los a buscas novos conhecimentos e futuramente esta profissão seja vista como indispensável. Finalmente, esperam-se oferecer a equipe do PSF subsídios sobre a importância dos cuidadores de idosos institucionalizado e domiciliar.
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O Programa Saúde da Família (PSF) é a estratégia para a reorientação do modelo assistencial, a partir da organização da atenção básica, apostando no estabelecimento de vínculos e a criação de laços de compromisso e de co-responsabilidade entre profissionais de saúde e a população. Para que isso ocorra é necessário um estabelecimento de uma relação solidária e de confiança, o acolhimento, possibilitando resolutividade e continuidade do tratamento do usuário. O acolhimento significa a humanização do atendimento com garantias de acesso a todas as pessoas dando-lhe sempre respostas positivas a resolução de seus problemas e é visto como uma forma de reorganizar o processo de trabalho da equipe e qualificar a relação trabalhador - usuário. É entendido como reformulador do processo de trabalho, pontua problemas e oferece soluções e respostas pela identificação das demandas dos usuários, rearticulando o serviço em torno delas. Deste modo, o presente estudo tem como objetivos descrever o acolhimento da unidade Saúde da Família Esperança 2, situada no município de Poços de Caldas- MG e propor ações para a qualificação do atendimento através de uma metodologia exploratória sobre o assunto. Foram analisados pontos dificultadores e facilitadores entre os quais a alta demanda de pessoas adscrita na área interferindo no atendimento e na resolução dos problemas de saúde, falta de treinamento e rotatividade dos funcionários influenciando no vínculo usuário-profissional e população com visão curativista voltada para consultas médicas prejudicando acolhimento por outros profissionais. Para que haja a qualificação do mesmo, é necessário a territoriliazação pela gestão municipal, divulgação na mídia e pelos agentes comunitários de saúde do atendimento através do acolhimento e treinamento dos profissionais. Assim, o acolhimento será eficaz e resolutivo na unidade saúde da família.
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Este estudo propõe a realização de um planejamento de intervenção voltada para população idosa frágil ou em situação de fragilidade atendida pela Estratégia Saúde da Família (ESF), observando o índice de idosos frágeis encontrados na área de abrangência da ESF da Matinha do Município de Teófilo Otoni - Minas Gerais. Envelhecimento populacional, torna-se cada vez mais freqüente a presença de idosos nos serviços de saúde, o que gera um impacto marcante naqueles serviços que não possuem estrutura suficiente para atender a esta demanda. Para isso é necessário um novo planejamento dos serviços voltados para assistência ao idoso, particularmente ao idoso frágil. Foi possível identificar os principais problemas de saúde e produzir informações que permitiram conhecer as causas e consequências da fragilidade no idoso nessa área de abrangência. Este levantamento foi realizado com indivíduos de ambos os sexos, na faixa etária a partir de 60 anos. A caracterização se deu de forma exploratória transversal, sob uma abordagem quantitativa. Os dados foram coletados por inquérito domiciliar utilizando formulário específico do Ministério da Saúde, Ficha de Cadastro e Identificação de Risco da Pessoa Idosa. Destacou-se a um percentual de 9,8% (n=406) de idosos, dos quais 44,6% foram classificados como frágeis. A diminuição da capacidade cognitiva e idade extrema (> 80 anos) foram os principais fatores de fragilidade neste grupo. A intervenção proposta incluiu ações efetivas para o cuidado do idoso, permitindo uma avaliação e educação de todos os membros da família em cada uma das fases do ciclo de vida e o meio no qual está inserido. Poderá assim proporcionar uma melhoria na qualidade de vida desse grupo populacional e contribuir para o cumprimento do exercício de cidadania dos idosos.
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Este trabalho apresenta descrições e análises das intervenções de um programa de educação em saúde bucal na Escolinha Branca de Neve, em Santo Antônio do Retiro MG. O objetivo foi organizar a assistência em saúde bucal das crianças até cinco anos, promover saúde prevenindo as lesões de cárie e perda precoce dos dentes decíduos. Realizou-se um levantamento das condições de saúde bucal das crianças de quatro e cinco anos, orientações e questionamentos com as mães ou responsáveis sobre a percepção sobre saúde-doença bucal, a visão que os pais têm da presença ou ausência de cárie dentária em seus filhos, sua compreensão sobre a causalidade da cárie. Foram realizadas ações de evidenciação de placa bacteriana, escovação supervisionada, vídeos, desenhos e demonstração com macromodelos. Os resultados mostraram que antes da intervenção a maioria das crianças escovavam os dentes uma vez ao dia e sem a supervisão dos pais e que mais de 50% das crianças apresentaram dentes cariados, obturados ou extraídos. A orientação às mães atingiu o objetivo de esclarecimento e, acredita-se, alguns recursos didáticos visuais utilizados para abordar os temas ajudaram na aproximação da intervenção, sendo esta mais efetiva. As mães mostraram-se preocupadas com a situação de saúde de seus filhos e receptivas aos aconselhamentos e encaminhamentos recebidos. Espera-se que as informações obtidas possam ser utilizadas no planejamento de ações e programas de intervenção, por meio de medidas que atendam às mães e às educadoras que são, efetivamente, as responsáveis pelo cuidado das crianças, o que implica na melhoria ou não das suas condições de saúde.Palavras chaves: saúde da família, saúde bucal, odontologia preventiva, odontologia pediátrica, educação em saúde bucal.
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Diante da grande transição demográfica, aonde o equilíbrio das faixas etárias vêm transformando a pirâmide populacional, com a redução dos mais jovens e o aumento do número dos mais velhos, os direitos dos idosos devem ser garantidos, por meio da legislação e das políticas públicas, para um envelhecimento ativo e saudável. Pesquisou-se artigos sobre o tema com o objetivo de avaliar a saúde bucal dos idosos no Brasil sob seus aspectos legais, identificar as políticas públicas existentes para esta faixa etária, conhecer as ações existentes e verificar adesão dos idosos diante dos serviços públicos oferecidos. Pôde-se concluir que a assistência odontológica pública ao idoso ainda é precária no Brasil. Porém, com a execução da Política Nacional de Saúde Bucal (2004), com a efetivação do Programa Brasil Sorridente e o cumprimento da legislação, os idosos poderão ter uma melhor qualidade de saúde bucal, por meio de uma melhor estruturação dos serviços, com o aumento dos locais de atendimento do serviço público, uma efetiva educação em saúde para essa faixa etária que está sempre disposta e interessada em ter uma boa qualidade de vida.
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Este estudo aborda a realidade do cuidador de idosos dependentes que, por suas condições de trabalho e necessidade de resguardar sua própria saúde, se vê carente de uma orientação que propicie melhores condições de vida e trabalho. O objetivo foi analisar a visão da equipe do programa de saúde da família sobre a necessidade e relevância do cuidado pelos cuidadores de idosos dependentes e, especificamente, conceituar cuidado e cuidador; verificar as dificuldades encontradas pelos cuidadores na assistência diária aos idosos dependentes no domicílio; identificar a importância das políticas públicas na promoção da saúde desses cuidadores e a responsabilidade do enfermeiro na assistência à saúde dos idosos dependentes. Trata-se uma revisão de literatura desenvolvida através de fontes bibliográficas como periódicos, livros e bases de dados eletrônicos do período de 1990 a 2009. Foram identificadas 67 obras conforme os descritores que tratavam do assunto, disponíveis na base Scielo e algumas pertencentes a outros tipos de fontes bibliográficas, tais como livros e cartilhas. Destas 67 obras, 41 contribuíram para o desenvolvimento da pesquisa, tendo sido descartados 26 artigos que, apesar de falarem do assunto, abordavam mais especificamente outros temas que não foram objeto dessa pesquisa. Os resultados apontaram para a urgência de mudanças e inovação das políticas públicas de atenção à saúde do idoso, bem como de seu cuidador, na medida em que se vislumbra o crescimento acelerado do número de idosos na sociedade e esta se encontra totalmente despreparada para acompanhar essa evolução, inclusive os familiares de pessoas idosas, o que acaba incentivando a família à contratação de cuidadores de idosos. Concluiu-se, ainda, que a condição dos cuidadores deve ser contemplada pela equipe de enfermagem e pelos serviços de saúde tanto do ponto de vista de sua orientação para lidar com as incapacidades dos pacientes idosos que assistem, bem como para orientar a respeito do cuidado com sua própria saúde. Desse modo, tem-se entendido que a equipe de Saúde da Família pode contribuir com ações e atitudes no cuidado com o cuidador de idosos de sua área de abrangência, assim como se entende que haja necessidade de ações que norteiem políticas públicas de saúde buscando um enfoque para o cuidado dos próprios cuidadores.
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Diante de um contexto histórico é nítido a adoção da prática do abandono do aleitamento materno, ou desmame precoce, fato este diretamente relacionado aos processos de industrialização e formação de grandes centros, bem como o aumento da incidência das mulheres no mercado de trabalho e mantenedoras de suas famílias, descaracterizando a concepção antiga dos chefes de família. Sem dúvida estes momentos geraram grandes impactos negativos para a sociedade, como as altas taxas de desnutrição e mortalidade infantil e mortalidade materna. O objetivo deste trabalho foi identificar os fatores que contribuem para o desmame precoce. A metodologia deste estudo concentra-se em uma revisão de literatura, nas bases de dados eletrônicos e governamentais, bem como trabalhos científicos e obras publicadas relevantes a entender o contexto desta temática através de estudos prévios que relatam os determinantes para o desmame precoce. A análise dos trabalhos sugeriu que o papel das equipes de Estratégia em Saúde da Família no enfrentamento ao desmame precoce vai muito além do foco em atividades educativas. Entender o contexto sócio-econômico característicos das gestantes, puérperas e lactentes é fundamental para o enfrentamento do desmame precoce, pois são fatores determinantes para a manutenção do aleitamento materno. Diante disto, as equipes de Saúde da Família, devem embasar seus projetos de processo de trabalho, no âmbito da promoção e manejo do aleitamento materno, a partir da análise de todo um perfil e das condicionalidades inerentes as lactentes, minimizando seus efeitos na continuidade da lactação.
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O leite materno é a primeira fonte alimentar da criança e traz inúmeros benefícios, por possuir componentes imunobiológicos, antimicrobianos e imunomodulares. Crianças em aleitamento materno têm menos infecções respiratórias, gastrointestinais, diarréias e alergias. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento bibliográfico sobre o aleitamento materno, com seus aspectos históricos, sociais, culturais e psicológicos; sobre a anátomo-fisiologia da mama e lactação; dificuldades, vantagens e leis da amamentação; técnicas de amamentação e desmame e atuação do enfermeiro na assistência ao aleitamento materno. Ao final, buscou-se dados secundários de um grupo de gestantes da Secretaria Municipal de Berilo - MG, a fim de analisar o aleitamento das puérperas. Os resultados indicam que além de fortalecer o sistema de defesa da criança, o leite do peito é sinal de amor incondicional. Mas, apesar dos claros benefícios, muitos profissionais e a população têm pouca informação sobre a amamentação, anatomo-fisiologia da mama, técnicas corretas de amamentar, entre outros. Uma parcela menor (26) de mães não realizaram aleitamento exclusivo até os seis meses de idade. Discute-se se a falta de orientações e de incentivo leve muitas mães a pararem de amamentar ou nem consigam iniciar, assim como problemas físicos, emocionais e sócio-econômicos não esclarecidos no período gestacional. Os profissionais enfermeiros e a equipe devem fazer todos os esforços para proteger, promover e apoiar o aleitamento materno, e para identificar as possíveis crenças que levam as puérperas a deixarem a amamentação ou não a fazerem exclusivamente pelos primeiros seis meses.
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A prevenção do Câncer do Colo Uterino é problema de saúde pública, devido a sua incidência de mortalidade. Para seu enfrentamento, a reorganização da atenção à saúde pelo Programa Saúde da Família (PSF), têm se mostrado como estratégia efetiva, tanto na prática cotidiana, como diante aos preceitos legais que o norteiam. O diagnóstico situacional de saúde do município apresentou vulnerabilidades para ocorrência desse agravo como: baixas condições socioeconômicas, aspectos sanitários precários; elevada taxa de mortalidade em relação a Minas Gerais e ao Brasil. As potencialidades apresentadas nesse diagnóstico foram cerca de 100% de cobertura pelo PSF e Unidades Básicas de Saúde para cada 4.500 habitantes. O objetivo do trabalho foi descrever o perfil das mulheres que realizaram o exame de Papanicolau nas equipes da Estratégia Saúde da Família desse município. Trata-se de um estudo quantitativo, epidemiológico, transversal referente às características da população que realizaram exame de Papanicolau, no período de 2006 a 2009. Foram utilizados os dados disponíveis no DATASUS, referentes ao SISCOLO versão 4.0. A análise constitui-se de estatística descritiva por distribuição absoluta (n) freqüência (%), média (x), desvio padrão (S) e coeficiente de variação (CV), além dos indicadores de saúde. Os resultados apontaram: número de exames realizados maior que o número de exames esperados, 8281 exames de Papanicolau; prevalência média de 174 exames para cada 1.000 mulheres; proporção de 0,38 entre mulheres de 25 a 59 anos que realizaram o exame; faixa etária predominante de 20 a 49 anos (72,3%), com ensino fundamental incompleto (20,7%), seguida das mulheres analfabetas (9,53%). 75,1% declararam já terem realizado o exame, sendo que o tempo de coleta esteve entre 1 a 3 anos (82,62%). A qualidade das amostras coletadas foram 99,64% satisfatórias, entretanto 90,36% delas apresentaram anormalidades em seu resultado. As anormalidades foram distribuídas em alterações microbióticas com média de 1045, S= 1492,6; as alterações benignas a média foi de 2661, S=3028,8 e as alterações malignas obtiveram média de 22, S=32,8. Como propostas aos resultados apontam-se o fortalecimento das ações educativas e de mobilização comunitária, a fim de garantir a essas mulheres a saúde como direito.
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Trata-se de estudo retrospectivo, por meio de análise de prontuários de crianças nascidas vivas, em 2009, na área de abrangência da equipe de Saúde da Família do Centro de Saúde Jardim Filadélfia, Belo Horizonte, Minas Gerais. De acordo com os objetivos do estudo, foram detectadas 37 crianças nascidas vivas no ano, sendo realizado em todas as primeiras vacinações e o Teste do Pezinho - negativo em todas. Dessas 37 crianças, 21 (56) foram atendidas na ação "5º. Dia Saúde Integral". Das 21 que realizaram a ação, 13 não apresentaram nenhum fator de risco, 3 apresentaram dificuldades na realização do curativo umbilical, 4 apresentaram icterícia e 1 nasceu pequeno para a idade gestacional. Das 16 crianças que não receberam a ação, 11 o foram pela ausência do profissional enfermeiro e/ou por desinteresse dos responsáveis. Quatro recém-nascidos haviam sido retidos na maternidade por intercorrência de problemas no pré-parto, parto e pós-parto. Uma das crianças nascidas vivas não passou pela ação do 5º. dia porque no momento do nascimento e nos primeiros meses de vida não morava na área de abrangência. Na evolução clínica das 16 crianças que não receberam a ação do 5º dia perceberam-se 41 intercorrências: 11 atrasos e dificuldades no agendamento da puericultura, 11 - não-avaliação odontológica, oral adequada, 11 sem orientação de agendamento do "Teste da Orelhinha", 3 problemas respiratórios, 2 desmames precoces e perda de peso, 2 atrasos no cartão vacinal e 1 atraso no desenvolvimento. Entretanto, 13,51 (5) das crianças nascidas vivas no ano de 2009, que também não passaram pela "Ação do 5º. dia", evoluíram sem intercorrências e sem dificuldades no agendamento da puericultura. Oito crianças foram retidas na maternidade devidas a complicações no pré-parto, parto e pós-parto.
Acolhimento no Programa Saúde da Família: um caminho para o acesso, a integralização e a humanização
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Este trabalho trata-se de uma revisão de literatura, através da abordagem qualitativa de artigos de periódicos, livros e materiais disponibilizados na internet. Tem como objetivo compreender a prática do Acolhimento como um caminho para a Integralidade do Atendimento, a Humanização e a facilidade de Acesso aos serviços de saúde, especificamente aos serviços prestados pela Equipe de Saúde da Família, a qual, dia-a-dia vem transformando o processo de trabalho, de forma a estabelecer uma relação de empatia, confiança, compromisso e responsabilidade com o usuário. Nesta perspectiva, o Programa de Saúde da Família (PSF) consolida-se, utilizando novas tecnologias, como o Acolhimento, de forma a implementar e concretizar os princípios e diretrizes propostos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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A silicose é uma doença pulmonar fibrosante provocada pela inalação e deposição de partículas de sílica cristalina causando uma reação do pulmão. Apesar de poder ser prevenida é uma doença em que não há tratamento especifico, podendo provocar graves transtornos para a saúde do trabalhador. O objetivo deste trabalho é revisar conceitos e características sobre a silicose, além de apresentar formas de prevenção desta patologia entre os trabalhadores. Em termos clínicos, a importância e a gravidade da silicose advêm do fato de ser doença crônica, e que devido à componente fisiopatogênico auto-imune evolui irreversivelmente podendo levar ao desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão, tuberculose, micobacterioses não-tuberculosas, glomerulonefrite, artrite reumatóide, esclerodermia e outras doenças auto-imunes. A silicose pode apresentar-se de três formas distintas: aguda, acelerada ou crônica e o seu diagnostico é baseado na historia clinica e ocupacional, associada a achados radiológicos compatíveis. Até o momento, não existe tratamento específico para a silicose que seja eficaz e fundamentado em ensaios clínicos, cabendo o controle de suas complicações. Uma sugestão para a redução do numero de pacientes com silicose é a prevenção através da educação em saúde.
Resumo:
Este trabalho apresenta uma reflexão sobre as "Ações do Programa de Saúde da Família (PSF) direcionadas ao cuidador no contexto domiciliar", fruto de uma pesquisa feita durante o período em que atuei neste Programa com idosos dependentes, no bairro Serra Verde, em Belo Horizonte. O estudo discute a importância do papel do cuidador familiar de idosos dependentes e sua relação com a equipe que atua no PSF, e analisa as ações de suporte técnico e emocional de que ele necessita. A partir de uma análise da literatura brasileira sobre o assunto, publicada no período de 2000 a 2010, observou-se que a visita domiciliar consiste no principal instrumento de abordagem das equipes de PSF, seguida, com expressão menor, pelos grupos operativos e ações educativas. O grande desafio que se apresenta consiste em se realizar estratégias eficazes direcionadas para o suporte ao familiar cuidador - que se ressente de uma sobrecarga emocional, não raro afetando o próprio idoso que acaba se assumindo como um "peso" ou um "rejeitado" - aliadas à necessidade crescente de um programa de cursos e pesquisas voltado para os profissionais dessa área possibilitando o conhecimento de técnicas mais eficazes e um maior envolvimento com a realidade dominante nos domicílios. Cabe um programa de educação continuada, em que os profissionais se sintam valorizados e responsáveis, com oportunidade para uma reflexão imprescindível sobre sua própria velhice. Estudos sobre as formas de se atuar dentro deste contexto são necessários para o auxílio na formulação de estratégias e de políticas direcionadas a esta temática.
Resumo:
O presente estudo constitui-se de uma pesquisa bibliográfica, com enfoque na dificuldade da amamentação materna exclusiva e a atuação da equipe Saúde da Família. A discussão dessa temática se fez pertinente em razão da importância do aleitamento materno para o binômio mãe-filho e pelo aleitamento materno ser considerado hoje uma questão de saúde pública. Sendo assim, faz-se necessário algumas reflexões sobre seus benefícios e valores, e que os profissionais de saúde busquem conhecimentos para incentivar este ato de amor. Recomendações para a prática diária dos profissionais são feitas, considerando os conceitos pesquisados.