999 resultados para Desnutrição - Fatores de risco
Resumo:
Trata-se de uma pesquisa qualitativa que buscou investigar a percepo de fatores de risco e de proteo sade em adolescentes usurios de redes sociais na internet, caracterizar as experincias emocionais dos adolescentes, usurios das redes sociais da internet e discutir a contribuio das experincias das amizades virtuais para o vnculo afetivo no mbito presencial. Esse trabalho foi realizado com 13 adolescentes, entre 16 e 18 anos, estudantes do Servio Nacional de Aprendizagem Comercial de So Paulo (SENAC So Paulo), no perodo de fevereiro a Julho de 2011, foi utilizado como instrumento para obteno dos dados o Grupo Focal e o contedo foi registrado por meio de um gravador de voz e transcrito posteriormente. A anlise dos dados foi realizada atravs da Grounded Theory. Durante esse estudo foi possvel investigar os fatores de risco e de proteo sade em adolescentes usurios das redes sociais na internet, destacamos alguns mecanismos importantes de proteo, como o bloqueio de suas informaes pessoais a desconhecidos para se protegerem de riscos decorrentes de uso indevido do material postado na rede.
Resumo:
A pesquisa aborda a violncia psicolgica tal como definida pela Organizao Mundial de Sade (KRUG, 2002) Usamos tambm a definio de violncia psicolgica utilizada por Straus e Sweet (1992). Nosso objetivo geral foi identificar a ocorrncia de violncia psicolgica conjugal entre estudantes universitrios, e a correlao desta com fatores de risco. E os especficos foram verificar sua correlao com a auto-estima, a ingesto de lcool, a faixa etria, o nmero de filhos e o rendimento familiar dos participantes. Tivemos respondentes de ambos os gneros, casados ou em unio estvel, com idades entre 16 e 60 anos e alunos da Universidade Metodista de So Paulo. A pesquisa de campo foi realizada na Universidade Metodista de So Paulo e abordou universitrios da graduao, graduao tecnolgica e cursos seqenciais. Esta pesquisa uma pesquisa descritiva e sua amostragem foi no-probabilstica de convenincia, responderam ao instrumento 246 pessoas, que foram escolhidas com base nos critrios de incluso e na sua disponibilidade imediata para responder pesquisa. Obtivemos mais respondentes do gnero feminino (145) do que do masculino (100). O instrumento foi composto por: Escala de Tticas de Conflito (CTS1), Escala de Auto-Estima e Autoconceito de Rosenberg e um Questionrio Scio-demogrfico Adaptado. A CTS 1 foi usada para medir a violncia familiar, a escala de auto-estima foi usada para verificar a atitude positiva ou negativa das pessoas e o questionrio foi usado para complementar dados sobre a histria pessoal e conjugal dos respondentes. Foram analisados 246 instrumentos atravs do Estatstico SPSS 13,0 for Windows. Os resultados demonstraram que aproximadamente 30% das pessoas de ambos os gneros e da amostra total apresentaram alto grau de violncia psicolgica. Verificamos que existe uma tendncia de que quanto menor a auto-estima dos respondentes maior o grau de violncia psicolgica. Constatamos tambm a inexistncia de correlao linear entre violncia psicolgica, costume de ingerir bebida alcolica e quantidade de bebida alcolica ingerida pelos respondentes. Este dado no corroborado pela literatura pesquisada. Portanto, percebemos que o lcool em si diz pouco enquanto fator de risco para a ocorrncia da violncia psicolgica. Sua articulao merece ser mais investigada e melhor delineada por meio da busca de conhecimentos e prticas que contribuam para a sade da populao. Conclumos que a violncia psicolgica conjugal muitas vezes banalizada e tida como natural
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A condio da deficincia observada ao longo da histria da humanidade. Informaes, da Organizao Mundial da Sade e do Brasil, mostram a existncia no pas de 3,6 milhes de pessoas com deficincias visuais, sendo 900 mil cegos e 2,7 milhes de pessoas com baixa viso. A evoluo da deficincia visual est relacionada s questes, como o crescimento populacional, dificuldades econmicas, aumento da expectativa de vida, escassez de servios especializados e falhas na preveno. Os participantes, deste estudo, foram adolescentes com deficincia visual, possuidores de baixa viso. Foram investigados os fatores de risco e de proteo a sade e a vida e a avaliao da qualidade de vida. O mtodo de investigao exploratrio e descritivo, com abordagem qualitativa e quantitativa, uma obtida com a aplicao de uma escala de autopreenchimento, que aborda a percepo dos sujeitos sobre a qualidade de vida e a outra, a partir de entrevistas individuais. As anlises dos dados obtidos apresentam, que a Qualidade de Vida percebida e avaliada por eles, positivamente, pois, no existem indicadores negativos nesta questo. Os domnios com maior predominncia foram o fsico e o psicolgico, em que se sobressaiu em comparao aos domnios das relaes sociais e meio ambiente. Em relao aos riscos, observamos que existe maior vulnerabilidade em relao locomoo em espao pblico, o nvel de deficincia, a superproteo materna e familiar, a dificuldade no processo de ensino aprendizagem, isolamento, fazer escolhas, bebidas alcolicas e sexualidade. Relatam que lidam com esses riscos por meio da estimulao dos demaissentidos, pelo uso e estimulao da viso residual, boa, meio de uma boa sade, integrao grupal, utilizao dos discursos disponveis, como tecnologia e Braille e por meio da religiosidade. Revelam que a proteo ocorre a partir da auto-estima, do suporte social, por meio de amigos e familiares, pelos professores e um processo de ensino/aprendizagem adequado a esta condio, alm do lazer. As expectativas para o futuro envolvem trabalho e estudo, alm de questes de desenvolvimento pessoal, profissional e social. Os adolescentes, com deficincia visual, pesquisados, buscam mais autonomia e oportunidades para atravessar os desafios desta complexa etapa do ciclo vital da mesma forma que os demais adolescentes
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Objetivos: Estimar a prevalncia de alteraes do filme lacrimal e da doena do olho seco (DOS), comparar as mudanas na presso intraocular (PIO) e comparar as espessuras macular e da camada de fibras nervosas da retina (CFNR), entre mulheres com sndrome dos ovrios policsticos (SOP) e mulheres saudveis, estratificando-as em condies clnicas, metablicas e inflamatrias. Metodologia: O estudo incluiu 45 mulheres com SOP e 47 mulheres saudveis ovulatrias submetidas a avaliaes clnico-ginecolgicas e oftalmolgicas, incluindo propeduticas para a avaliao do filme lacrimal e medida da PIO, e medio da espessura macular, da CFNR e parmetros do disco ptico usando tomografia de coerncia ptica. Resultados: Tempo de ruptura do filme lacrimal (TRFL; p=0.001) e impregnao por fluorescena (p=0.006) apresentaram diferenas estatisticamente significantes entre os grupos estudados. A prevalncia de DOS foi de 44,4% nas portadoras de SOP. Houve reduo estatisticamente significativa do TRFL na presena de SOP (p=0.001). Alm disso, houve efeito estatisticamente significativo de intolerncia glicose e sndrome metablica/inflamao na impregnao por fluoresceina (p=0.004; p=0.015, respectivamente). A PIO encontrou-se estatisticamente mais elevada no grupo SOP que no grupo controle (p=0.011). Houve um aumento na mdia do IPC (ndice presso-crnea) com a associao entre SOP e da sndrome metablica (p = 0.005); A mdia da espessura da CNFR superior ao redor do nervo ptico foi estatisticamente mais espessa nas voluntrias com SOP que nas voluntrias saudveis (p=0.036); Aps estratificao pela presena de resistncia insulnica, as mdias dos subcampos das espessuras maculares macular interno temporal, macular interno inferior, macular interno nasal e macular externo nasal, foram mais espessas no grupo SOP que no grupo controle (p<0.05); Houve associao significativa entre obesidade e resistncia insulnica (p=0.037), e intolerncia glicose (p=0.001), com aumento mdio do componente principal 1 (CP1), e, na presena de sndrome metablica (p<0.0001), com aumento mdio do componente principal 2 (CP2), respectivamente, em relao espessura macular total. Na presena de obesidade e inflamao, houve reduo no escore mdio da CP2 (p=0.034), em relao espessura da CFNR na mcula. xviii Concluses: H uma associao da SOP, suas alteraes metablicas e inflamatrias com alteraes do filme lacrimal e com mudanas na PIO. A diminuio na espessura da CFNR macular e aumento da espessura total macular esto possivelmente associadas s alteraes metablicas, e, o aumento na espessura da CFNR ao redor do nervo ptico esto provavelmente associadas s alteraes hormonais, inerentes SOP.
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Introduction. Guillain-Barr syndrome (GBS) is an immune-mediated polyneuropathy and the principal cause of acute neuromuscular paralysis. The most prominent GBS subtypes are: acute inflammatory demyelinating polyneuropathy (AIDP), acute motor axonal neuropathy (AMAN), acute motor-sensory axonal neuropathy (AMSAN) and Fisher syndrome (FS). Differences in geographical distribution of variants have been reported. In Brazil, there are few studies describing the characteristics of GBS, but none on the frequency of GBS variants and their clinical manifestations. Infection-induced aberrant immune response resulting from molecular mimicry and formation of cross-reacting antibodies, contribute to complement activation. Functional biallelic polymorphism in immunoglobulin receptors that influence the affinity of IgG subclasses and the type of immune response have been described, suggesting genetic susceptibility to developing disease. It remains unclear whether individuals carrying different FCGR alleles have differential risk for GBS andor disease severity. The goals of this study were: (1) To characterize GBS and describe the clinical findings in a cohort of patients with GBS from the state of Rio Grande do Norte, Brazil; (2) to determine whether polymorphism in FCGR were associated with development of GBS, and (3) to tease out whether the global gene expression studies could be a tool to identify pathways and transcriptional networks which could be regulated and decrease the time of disease. Methods. Clinical and laboratory data for 149 cases of GBS diagnosed from 1994 to 2013 were analyzed. Genomic DNA and total RNA were extracted from whole blood. Antigangliosides antibodies were determined in the sera. In addition, we also assessed whether FCGR polymorphism are present in GBS (n=141) and blood donors (n=364), and global gene expressions were determined for 12 participants with GBS. Blood samples were collected at the diagnosis and post-recovery. Results. AIDP was the most frequent variant (81.8%) of GBS, followed by AMAN (14.7%) and AMSAN (3.3%). The incidence of GBS was 0.3 100,000 people for the state of Rio Grande do Norte and cases occurred at a younger age. GBS was preceded by infections, with the axonal variant associated with episodes of diarrhea (P = 0.025). Proximal weakness was more frequent in AIDP, and distal weakness predominant in the axonal variant. Compared to 42.4% of cases with AIDP (P<0.0001), 84.6% of cases with the axonal variant had nadir in <10 days. Individuals with the axonal variant took longer to recover deambulation (P<0.0001). The mortality of GBS was 5.3%. A worse outcome was related to an axonal variant (OR17.063; P=0.03) and time required to improve one point in the Hughes functional scale (OR 1.028; P=0.03). The FCGR genotypes and allele frequencies did not differ significantly between the patients with GBS and the controls (FCGR2A p=0.367 and FCGR3A p=0.2430). Global gene expression using RNAseq showed variation in transcript coding for protein isoforms during acute phase of disease. Conclusions. The annual incidence of GBS was 0.3 per 100,00 and there was no seasonal pattern. A predominance of the AIDP variant was seen, and the incidence of the disease decreased with age. The distribution of weakness is a function of the clinical variants, and individuals with the axonal variant had a poorer prognosis. Early diagnosis and variant identification leads to proper intervention decreasing in long-term morbidity. FCGR polymorphisms do not seem to influence susceptibility to GBS in this population. This study found deregulated genes and signs of transcriptional network alterations during the acute and recovery phases in GBS. Identification of pathways altered during disease might be target for immune regulation and with potential to ameliorate symptoms.
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The aim of this cross-sectional study was to investigate the association of early childhood caries (ECC) with the Apgar score (AS) and other variables related to the child (conditions at birth and medical history) and related to the child and parents and / or guardians and family (demographic, socioeconomic and behavioral). One hundred and twenty healthy children aged between 3-5 years-old treated by Pediatric Dentistry Area of Dentistry College of the Federal University of Uberlandia during 2015 were selected. To obtain qualitative and quantitative variables a questionnaire was applied as an interview to the parents and/or guardians. The 5-minute AS (interest exposure) was obtained through the record in the Child Health Handbook. To assess the prevalence of caries (clinical dependent variable), a single calibrated researcher conducted the clinical examination, according to the criteria of the World Health Organization. Caries experience was measured using the indexes dmft and dmfs. The children were classified into three groups, according to age and dmfs index: no caries (NC), with ECC and with severe early childhood caries (S-ECC). Data were tabulated and submitted to statistical analysis using the SPSS software (IBM, Inc, Chicago, Illinois, USA) 17th version. Three logistics models were carried out having the following classifications: NC and ECC, NC and S-ECC, ECC and S-ECC (p<0.05). The overall ECC prevalence, considering children with ECC and S-ECC, was 55,8% (n= 67). The AS was not a statistically significant variable. The childs age, weaning age and recent hospitalization were variables associated with the ECC prevalence. The age of brush start and the educational level of the mother were variables associated with the S-ECC prevalence. Considering the ECC and the S-ECC groups, the child's age and the beginning of the use of fluoride toothpaste, recent hospitalization, the educational level of the mother and the father's income were associated with the S-ECC prevalence. Considering the methodology employed and the analysis of results, it was concluded that there was no association between the ECC with the AS in healthy children. However, an association was found of ECC and S-ECC with some variables related to birth and to medical history of the child (recent hospitalization), demographic (childs age), socioeconomic (educational level of the mother and father's income) and behavioral (age of brush start, weaning age and use of fluoride toothpaste) related to children and to the parents and/or guardians.
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A associao entre fatores de risco cardiovascular (FRCV) na psmenopausa e o antecedente de irregularidade menstrual no menacme foi avaliado em estudo caso-controle envolvendo 414 mulheres na psmenopausa com idade de 60,4 5,5 anos e IMC de 25,3 4,7 kg/m2. As variveis consideradas foram: caracterizao do ciclo menstrual entre 20 e 35 anos (independente) e relato atual sobre ocorrncia de hipertenso arterial, dislipidemia, diabetes mellitus e doena arterial coronariana (dependentes). Utilizou-se o teste qui-quadrado e modelos de regresso logstica, ajustados para outras variveis implicadas no risco para doenas CV, com nvel de significncia 5%. Observou-se que mulheres que relataram irregularidade menstrual prvia estiveram associadas com risco aumentado para ocorrncia de algum FRCV [odds ratio ajustado (OR)= 2,14; IC-95%= 1,024,48], quando comparadas quelas com ciclos regulares. Anlise estratificada demonstrou as seguintes associaes significativas com o antecedente de irregularidade menstrual: hipertenso arterial (OR= 2,4; 95% IC= 1,395,41), hipercolesterolemia (OR= 2,32; 95% IC= 1,174,59), hipertrigliceridemia (OR= 2,09; 95% IC= 1,104,33) e angioplastia coronariana (OR= 6,82; 95% IC= 1,4432,18). Os dados sugerem que o antecedente de irregularidade menstrual, indicativo da ocorrncia da sndrome dos ovrios policsticos na idade reprodutiva, pode estar relacionado com aumento do risco para doenas CV na ps-menopausa __________________________________________________ABSTRACT Menstrual Cycle Irregularity as a Marker of Cardiovascular Risk Factors at Postmenopausal Years.To evaluate the association between cardiovascular risk factors (CVRF)during postmenopausal years and previous menstrual irregularity during reproductive years, we performed a case-control study in 414 postmenopausal women (mean age 60.4 5.5 years; BMI 25.3 4.7 kg/m2). The variables assessed were: menstrual cycle characteristics at age 2035y (independent) and records of arterial hypertension, dyslipidemia, diabetes mellitus, and coronary heart disease (dependent). Statistical analysis used the chi-square test and logistic regression, adjusting for potential confounders for cardiovascular risk, with significance set at 5%. Women reporting previous menstrual irregularity were associated with increased risk for some CVRF [adjusted odds ratio (OR) 2.14; CI-95%= 1.024.48], when compared with those reporting regular menstrual cycles. Stratified analysis demonstrated significant associations of previous menstrual irregularity with: arterial hypertension [OR= 2.74; CI-95%= 1.395.41), hypercholesterolemia (OR= 2.32; CI-95%= 1.174.59), hypertriglyceridemia (OR= 2.09; CI-95%=1.104.33), and coronary angioplasty (OR= 6.82; CI-95%= 1.4432.18). These data suggest that a prior history of menstrual irregularity, as indicative of polycystic ovary syndrome, may be related to increased risk for CVD during postmenopausal years
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Fundamento: A obesidade abdominal apresenta elevada prevalncia em mulheres com sndrome dos ovrios policsticos (SOP) e est associada a um aumento do risco cardiovascular. Objetivo: Verificar a acurcia da circunferncia da cintura (CC), da relao cintura-quadril (RCQ), da relao cinturaestatura (RCEST) e do ndice de conicidade (ndice C), no que se refere deteco de fatores de risco cardiovascular (FRCV) em mulheres com SOP. Mtodos: Por meio de estudo transversal, foram alocadas 102 mulheres (26,5 5 anos) com diagnstico de SOP, de acordo com o consenso de Rotterdam. O colesterol total (CT), os triglicerdeos (TG), o LDL-colesterol (LDL-C), o HDLcolesterol (HDL-C), a glicemia de jejum, a glicemia aps teste oral de tolerncia glicose (TOTG) e a presso arterial (PA) foram avaliados em todas as pacientes, alm das variveis antropomtricas. Resultados: A relao cintura-estatura foi o marcador que apresentou correlaes positivas significativas com o maior nmero de FRCV (PA, TG e glicemia aps TOTG), destacando-se ainda a correlao negativa com HDL-C. Todos os marcadores antropomtricos avaliados se correlacionaram positivamente com PA, enquanto CC e RCQ apresentaram correlao positiva tambm com TG. No tocante acurcia para deteco de FRCV, os indicadores antropomtricos considerados apresentaram taxas de sensibilidade superiores a 60%, com destaque para a RCEST, que apresentou sensibilidade superior a 70%. Concluso: A RCEST demonstrou ser o indicador antropomtrico com a melhor acurcia para a predio de FRCV. Nesse sentido, prope-se a incluso desse parmetro de fcil mensurao na avaliao clnica para o rastreamento de mulheres com SOP e FRCV----------------------ABSTRACT Background: Women with polycystic ovary syndrome (PCOS) present a high prevalence of abdominal obesity, which is associated with an increased cardiovascular risk. Objective: To verify the accuracy of the waist circumference (WC), waist-to-hip ratio (WHR), waist-to-height ratio (WHtR) and the conicity index (CI) in the detection of cardiovascular risk factors (CVRF) in women with PCOS. Methods: The present transversal study allocated 102 women (26.5 5 years) with a diagnosis of PCOS, according to the Rotterdam criteria. Total cholesterol (TC), triglycerides (TG), LDL-cholesterol (LDL-C), HDL-cholesterol (HDL-C), fasting glucose, glucose after the oral glucose tolerance test (OGTT) and blood pressure (BP) were evaluated in all patients, in addition to the anthropometric variables. Results: The WHtR was the marker that presented significant positive correlations with the highest number of CVRF (BP, TG and post-OGTT glucose), whereas there was a negative correlation with HDL-C. All the evaluated anthropometric markers were positively correlated with BP, whereas WC and WHR also presented a positive correlation with TG. Regarding the accuracy for the detection of CVRF, the anthropometric markers presented a sensibility > 60%, especially the WHtR, which had a sensibility > 70%. Conclusion: The WHtR showed to be the most accurate anthropometric indicator for the prediction of CVRF. In this sense, we propose the inclusion of this easily-measured parameter in the clinical assessment for the screening of women with PCOS and CVRF
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Estudar a incidncia e fatores de risco (tempo de doena e presena de hipertenso arterial sistmica) para retinopatia diabtica em 1002 pacientes encaminhados pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitrio Onofre Lopes no perodo de 1992 1995. Mtodos: Estudo retrospectivo de pacientes com diagnstico de diabetes mellitus encaminhados ao Setor de Retina do Departamento de Oftalmologia pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitrio e submetido, sob a superviso do autor, a exame oftalmolgico, incluindo medida da acuidade visual corrigida (tabela de Snellen), biomicroscopia do segmento anterior e posterior, tonometria de aplanao e oftalmoscopia binocular indireta sob midrase(tropicamida 1% + fenilefrina 10%). Foi realizada anlise dos pronturios referente ao tempo de doenas e diagnostico clnico de hipertenso arterial sistmica. Resultados: Dos 1002 diabticos examinados (em 24 deles a fundoscopia foi invivel), 978 foram separados em 4 grupos: sem retinopatia diabtica (SRD), 675 casos (69,01%); com retinopatia diabtica no proliferativa (RDNP), 207 casos (21,16%); com retinopatia diabtica proliferativa (RDP), 70 casos (7,15%); e pacientes j fotocoagulados (JFC), 26 casos (2,65%). Do total, 291 eram do sexo masculino (29%) e 711 do sexo feminino (71%). Os 4 grupos foram ainda avaliados quanto ao sexo, a faixa etria, a acuidade visual, tempo de doena, presena de catarata e hipertenso arterial sistmica e comparados entre si. Com relao ao tipo de diabetes, 95 eram do tipo I (9,4%), 870 pacientes eram do tipo II (86,8%), e em 37 casos(3,7%) o tipo de diabetes no foi determinado. Concluses: Comprovou-se que os pacientes com maior tempo de doena tinham maior probabilidade de desenvolver retinopatia diabtica, e que a hipertenso arterial sistmica no constituiu fator de risco em relao diminuio da acuidade visual nos pacientes hipertensos
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A associao entre fatores de risco cardiovascular (FRCV) na psmenopausa e o antecedente de irregularidade menstrual no menacme foi avaliado em estudo caso-controle envolvendo 414 mulheres na psmenopausa com idade de 60,4 5,5 anos e IMC de 25,3 4,7 kg/m2. As variveis consideradas foram: caracterizao do ciclo menstrual entre 20 e 35 anos (independente) e relato atual sobre ocorrncia de hipertenso arterial, dislipidemia, diabetes mellitus e doena arterial coronariana (dependentes). Utilizou-se o teste qui-quadrado e modelos de regresso logstica, ajustados para outras variveis implicadas no risco para doenas CV, com nvel de significncia 5%. Observou-se que mulheres que relataram irregularidade menstrual prvia estiveram associadas com risco aumentado para ocorrncia de algum FRCV [odds ratio ajustado (OR)= 2,14; IC-95%= 1,024,48], quando comparadas quelas com ciclos regulares. Anlise estratificada demonstrou as seguintes associaes significativas com o antecedente de irregularidade menstrual: hipertenso arterial (OR= 2,4; 95% IC= 1,395,41), hipercolesterolemia (OR= 2,32; 95% IC= 1,174,59), hipertrigliceridemia (OR= 2,09; 95% IC= 1,104,33) e angioplastia coronariana (OR= 6,82; 95% IC= 1,4432,18). Os dados sugerem que o antecedente de irregularidade menstrual, indicativo da ocorrncia da sndrome dos ovrios policsticos na idade reprodutiva, pode estar relacionado com aumento do risco para doenas CV na ps-menopausa __________________________________________________ABSTRACT Menstrual Cycle Irregularity as a Marker of Cardiovascular Risk Factors at Postmenopausal Years.To evaluate the association between cardiovascular risk factors (CVRF)during postmenopausal years and previous menstrual irregularity during reproductive years, we performed a case-control study in 414 postmenopausal women (mean age 60.4 5.5 years; BMI 25.3 4.7 kg/m2). The variables assessed were: menstrual cycle characteristics at age 2035y (independent) and records of arterial hypertension, dyslipidemia, diabetes mellitus, and coronary heart disease (dependent). Statistical analysis used the chi-square test and logistic regression, adjusting for potential confounders for cardiovascular risk, with significance set at 5%. Women reporting previous menstrual irregularity were associated with increased risk for some CVRF [adjusted odds ratio (OR) 2.14; CI-95%= 1.024.48], when compared with those reporting regular menstrual cycles. Stratified analysis demonstrated significant associations of previous menstrual irregularity with: arterial hypertension [OR= 2.74; CI-95%= 1.395.41), hypercholesterolemia (OR= 2.32; CI-95%= 1.174.59), hypertriglyceridemia (OR= 2.09; CI-95%=1.104.33), and coronary angioplasty (OR= 6.82; CI-95%= 1.4432.18). These data suggest that a prior history of menstrual irregularity, as indicative of polycystic ovary syndrome, may be related to increased risk for CVD during postmenopausal years
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Fundamento: A obesidade abdominal apresenta elevada prevalncia em mulheres com sndrome dos ovrios policsticos (SOP) e est associada a um aumento do risco cardiovascular. Objetivo: Verificar a acurcia da circunferncia da cintura (CC), da relao cintura-quadril (RCQ), da relao cinturaestatura (RCEST) e do ndice de conicidade (ndice C), no que se refere deteco de fatores de risco cardiovascular (FRCV) em mulheres com SOP. Mtodos: Por meio de estudo transversal, foram alocadas 102 mulheres (26,5 5 anos) com diagnstico de SOP, de acordo com o consenso de Rotterdam. O colesterol total (CT), os triglicerdeos (TG), o LDL-colesterol (LDL-C), o HDLcolesterol (HDL-C), a glicemia de jejum, a glicemia aps teste oral de tolerncia glicose (TOTG) e a presso arterial (PA) foram avaliados em todas as pacientes, alm das variveis antropomtricas. Resultados: A relao cintura-estatura foi o marcador que apresentou correlaes positivas significativas com o maior nmero de FRCV (PA, TG e glicemia aps TOTG), destacando-se ainda a correlao negativa com HDL-C. Todos os marcadores antropomtricos avaliados se correlacionaram positivamente com PA, enquanto CC e RCQ apresentaram correlao positiva tambm com TG. No tocante acurcia para deteco de FRCV, os indicadores antropomtricos considerados apresentaram taxas de sensibilidade superiores a 60%, com destaque para a RCEST, que apresentou sensibilidade superior a 70%. Concluso: A RCEST demonstrou ser o indicador antropomtrico com a melhor acurcia para a predio de FRCV. Nesse sentido, prope-se a incluso desse parmetro de fcil mensurao na avaliao clnica para o rastreamento de mulheres com SOP e FRCV----------------------ABSTRACT Background: Women with polycystic ovary syndrome (PCOS) present a high prevalence of abdominal obesity, which is associated with an increased cardiovascular risk. Objective: To verify the accuracy of the waist circumference (WC), waist-to-hip ratio (WHR), waist-to-height ratio (WHtR) and the conicity index (CI) in the detection of cardiovascular risk factors (CVRF) in women with PCOS. Methods: The present transversal study allocated 102 women (26.5 5 years) with a diagnosis of PCOS, according to the Rotterdam criteria. Total cholesterol (TC), triglycerides (TG), LDL-cholesterol (LDL-C), HDL-cholesterol (HDL-C), fasting glucose, glucose after the oral glucose tolerance test (OGTT) and blood pressure (BP) were evaluated in all patients, in addition to the anthropometric variables. Results: The WHtR was the marker that presented significant positive correlations with the highest number of CVRF (BP, TG and post-OGTT glucose), whereas there was a negative correlation with HDL-C. All the evaluated anthropometric markers were positively correlated with BP, whereas WC and WHR also presented a positive correlation with TG. Regarding the accuracy for the detection of CVRF, the anthropometric markers presented a sensibility > 60%, especially the WHtR, which had a sensibility > 70%. Conclusion: The WHtR showed to be the most accurate anthropometric indicator for the prediction of CVRF. In this sense, we propose the inclusion of this easily-measured parameter in the clinical assessment for the screening of women with PCOS and CVRF
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Introduo: A violncia nas relaes de intimidade no tem idade, nem status social e/ou econmico. um fenmeno que est impregnado nas sociedades ao longo da histria. Tem uma face visvel que o dano individual e social e pode repercutir-se por vrias geraes. A preveno da violncia passa pelo estudo dos fatores de risco e de proteo, e de como atuam, constituindo este campo uma das prioridades mximas da investigao sobre a violncia (Organizao Mundial de Sade, OMS, 2011). Objetivos: Descrever os fatores de risco e de proteo para a violncia nas relaes de intimidade (VRI) a partir de olhar de adolescentes do 9 ano de escolaridade. Metodologia: Estudo descritivo e exploratrio, com abordagem qualitativa, que integra uma investigao quase experimental para validao de um Programa de Promoo de Relaes de Intimidade Saudveis (PRIS), realizada em 2016 com estudantes do 9 ano de um agrupamento de escolas de Portugal. Participaram 104 adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e 17 anos. Os dados foram colhidos aps a obteno do consentimento informado, atravs de um formulrio e observao dos participantes aps visualizao de um filme sobre a violncia no namoro. Os dados obtidos foram sujeitos a anlise de contedo. Resultados: Os adolescentes apresentaram como fatores de risco para ser vtima de VRI as caratersticas individuais e sociais, tais como o isolamento, a baixa autoestima, o medo, o "perdoar vrias vezes", o agressor, e o desconhecimento sobre as caratersticas da VRIs, o que dificulta a procura de ajuda. No mbito do agressor, consideram fatores de risco predominantemente aspetos individuais, incluindo a agressividade, o cime, o controlo e a manipulao da vtima. Os adolescentes tiveram dificuldade em descrever fatores de proteo para o agressor, referindo a ajuda psicolgica, a ajuda da famlia e dos amigos. Em relao vtima, referiram o apoio recebido dos pais, em especial a confiana na me, dos amigos e das linhas telefnicas e instituies de ajuda. Concluses: A conscientizao sobre os fatores de risco e de proteo da vtima e do agressor de extrema importncia para a preveno da VRI. A dificuldade expressa pelos adolescentes em identificar os fatores protetores do agressor (para evitar novas agresses) reflete a necessidade de um maior enfoque nos agressores no desenvolvimento de programas de preveno, integrando as estratgias e recursos a mobilizar para ajuda, podendo contribuir para interromper ou prevenir a violncia. Esta uma necessidade premente para colmatar as respostas existentes para o fenmeno da VRI que se tem centrado sobretudo na vtima.
Resumo:
As UPPs so internacionalmente definidas como uma leso localizada da pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminncia ssea, resultante de uma presso ou combinao desta com foras de toro. So das complicaes mais comuns experienciadas pelos doentes internados, os cirrgicos so dos mais suscetveis a desenvolver UPPs. Pretende-se com este estudo saber quais os fatores de risco de desenvolvimento de UPPs no doente cirrgico, fim de obter respostas formularam-se os seguintes objetivos: Identificar os fatores de risco para o desenvolvimento de UPPs no doente cirrgico; Analisar os fatores de risco para o desenvolvimento de UPPs no doente cirrgico; Identificar se existe influncia entre os fatores identificados e o desenvolvimento de UPPs no doente cirrgico; e Identificar a incidncia de UPPs em doentes cirrgicos. Consiste numa investigao quantitativa, de caracter descritivo-exploratrio. A colheita de dados foi realizada atravs da aplicao de um questionrio, a uma amostra de 94 doentes, submetidos a cirurgias de mdia e longa durao. Os resultados obtidos permitiram identificar 3 doentes com UPPs de categoria I: uma no trocnter esquerdo e duas nas cristas ilacas. Constatou-se que so vrios os fatores de risco que tero influenciado o desenvolvimento das feridas: sexo, estado nutricional, comorbilidades, classificao ASA, durao da cirurgia, tipo de cirurgia, posicionamento do doente, dispositivos de posicionamento, anestesia, utilizao de manta de aquecimento, hipotenso e imobilidade do doente no ps-operatrio. Identificou-se uma taxa de incidncia de UPPs de 3,19%, inferior s descritas na literatura. Pretende-se com este estudo um melhoramento na prestao de cuidados de enfermagem com impacto na qualidade dos cuidados e consequentemente ganhos em sade.
Resumo:
Estudar a incidncia e fatores de risco (tempo de doena e presena de hipertenso arterial sistmica) para retinopatia diabtica em 1002 pacientes encaminhados pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitrio Onofre Lopes no perodo de 1992 1995. Mtodos: Estudo retrospectivo de pacientes com diagnstico de diabetes mellitus encaminhados ao Setor de Retina do Departamento de Oftalmologia pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitrio e submetido, sob a superviso do autor, a exame oftalmolgico, incluindo medida da acuidade visual corrigida (tabela de Snellen), biomicroscopia do segmento anterior e posterior, tonometria de aplanao e oftalmoscopia binocular indireta sob midrase(tropicamida 1% + fenilefrina 10%). Foi realizada anlise dos pronturios referente ao tempo de doenas e diagnostico clnico de hipertenso arterial sistmica. Resultados: Dos 1002 diabticos examinados (em 24 deles a fundoscopia foi invivel), 978 foram separados em 4 grupos: sem retinopatia diabtica (SRD), 675 casos (69,01%); com retinopatia diabtica no proliferativa (RDNP), 207 casos (21,16%); com retinopatia diabtica proliferativa (RDP), 70 casos (7,15%); e pacientes j fotocoagulados (JFC), 26 casos (2,65%). Do total, 291 eram do sexo masculino (29%) e 711 do sexo feminino (71%). Os 4 grupos foram ainda avaliados quanto ao sexo, a faixa etria, a acuidade visual, tempo de doena, presena de catarata e hipertenso arterial sistmica e comparados entre si. Com relao ao tipo de diabetes, 95 eram do tipo I (9,4%), 870 pacientes eram do tipo II (86,8%), e em 37 casos(3,7%) o tipo de diabetes no foi determinado. Concluses: Comprovou-se que os pacientes com maior tempo de doena tinham maior probabilidade de desenvolver retinopatia diabtica, e que a hipertenso arterial sistmica no constituiu fator de risco em relao diminuio da acuidade visual nos pacientes hipertensos
Resumo:
Objetivo: Associar fatores de risco para doenas crnicas no transmissveis (DCNT) com variveis sociodemogrficas de servidores de uma instituio pblica de ensino superior. Mtodos: Estudo transversal, realizado no perodo de 2012 a 2013. Utilizou-se um questionrio com variveis sociodemogrficas, fatores de risco para DCNT e aferio de peso e estatura. Classificou-se o estado nutricional de acordo com o ndice de massa corporal. Analisaram-se os dados pelos programas Epi-Info 3.2.1 e Bioestat 5.0. As associaes foram verificadas pelos testes qui-quadrado de Yates, de tendncia e exato de Fisher (p0,05). Resultados: Participaram 225 servidores, maioria de mulheres (64,4%), na faixa etria entre 45-54 anos (37,3%) e escolaridade superior a 12 anos de estudo (85,8%). O sexo associou-se ao excesso de peso (p=0,034), consumo dirio de leite integral (p=0,023), consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras - FLV (p=0,020) e consumo insuficiente de feijo (p=0,000), sendo mais frequentes entre mulheres. Entre os homens, foi mais frequente o consumo excessivo de bebida alcolica (p=0,000). O excesso de peso associou-se faixa etria (p=0,008). O hbito de fumar (p=0,004) e o consumo dirio de leite integral (p=0,016) apresentaram associao com a escolaridade. Concluso: Encontrou-se elevada prevalncia de fatores de risco para doenas crnicas no transmissveis na amostra estudada, com associao para sexo, faixa etria e escolaridade. O excesso de peso apresentou maior ocorrncia nas mulheres e nas idades acima de 45 anos, hbitos alimentares inadequados no sexo feminino, maior ingesto de bebida alcolica no masculino e hbito de fumar nos indivduos com maior escolaridade.