995 resultados para Razão de Chances


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Numa revisitação do Proslogion anselmiano, busca-se tentar descodificar a sua complexidade em função das duas vertentes razão e mística, positividade e negatividade. Inserindo-se o texto numa linha de interioridade nítida, nele ressalta o significado da formulação do célebre argumento, encontrada a esse nível, para tentar expressar Deus e demonstrar lógica e rigorosamente, em toda a plenitude da razão, a sua necessária existência, como caso único e excepcional: aliquid quo nihil maius cogitare possit. Pode afirmar-se que o raciocínio no seu encadeamento racional se estrutura sem falhas, afastando qualquer confusão entre o nível do conceptual e do real, chegando a uma conclusão necessária e irrefutável, se se aceitarem os mesmos pontos de partida. A utilização dos termos aliquid e id impede que essa formulação possa ser considerada como definição ou conceito, fechados em si mesmos, tal como a sua expressão de negatividade, na sua indeterminação, desvela uma necessidade urgente e contínua do racional se ultrapassar a si mesmo, num caminho de algo apenas pressentido. Esta perspectiva, que se conexiona em última análise com a perspectiva dupla da própria Revelação como desocultação/ocultação, projecta-se no próprio texto, o qual como que se cinde a partir do capítulo XIII, na análise dos atributos de Deus, deixando de lado uma via de positividade que se esgota e abrindo-se à negatividade. Se a ratio pode argumentar, concluir e chegar à descoberta de um argumento estruturado e coerente, com amplitude universal, apercebe-se, igualmente, das suas limitações. O alargamento máximo das capacidades da razão para chegar a Deus, não basta a Anselmo, já que experiencia, paralelamente, o seu desespero em não conseguir ver a Sua face. É essa tensão subjacente a todo o texto do Proslogion e mais claro ainda nos últimos capítulos, que desvela a dialéctica da razão e da mística, interagindo, sem que se misturem os seus processos, os seus métodos e as suas linguagens, desencadeando, afinal, uma busca sempre inconclusa do Absoluto. Este dinamismo processual de forças em presença que, mergulhando as suas raízes nos Platonismos clássicos transmutados pela Patrística, virá a aflorar, claramente, na mística especulativa do século XII, marca fundamente o pensamento medieval. Com efeito, nele estão sempre presentes, um entendimento lúcido da razão e a confiança nas suas capacidades especulativas, e, paralelamente, o reconhecimento claro da sua relatividade e o apelo de uma Presença pressentida mais do que pensada. Assim a razão é impedida de se fechar em círculo, já que tenta, sempre, chegar ao Absoluto que não a determina, mas que a motiva incessantemente, para além do humano.

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Neste artigo pode encontrar-se a arguição de uma Tese de Doutoramento sobre a filosofia política de James Madison, bem como as respostas apresentadas pelo candidato a diversas observações críticas. São tratados temas variados, embora sempre em torno da obra daquele autor norte-americano: as características peculiares do seu federalismo, a relação entre a ideia de natureza humana e a formulação de modelos políticos, as polémicas político-constitucionais de Madison com interlocutores da época (nomeadamente Alexander Hamilton), o problema da “revisão judicial” e o lugar do “controlo da constitucionalidade” num quadro reflexivo e institucional, entre outros temas semelhantes.

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In order to celebrate the 20th anniversary of the establishment of European Union citizenship under the Maastricht Treaty in 1993, the year 2013 has been designated by the European Commission as the ‘European Year of Citizens’. The European Citizen’s Initiative (ECI) – labelled by the Commission as a ‘direct gateway through which citizens can make their voices heard in Brussels’ - may emerge in the European awareness as a new appealing platform for policy-shaping and communication. The ECI, through its transnational vox civilis character, figures among the most important novelties in the Lisbon Treaty and in the long run may facilitate and accelerate the bottom-up building of a European demos. The question is, however, whether the mechanism of pan-European signature collection is strong enough to face the democratic challenges present in the EU, especially during the ongoing financial crisis.

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From the Introduction. A common foreign and security policy for the European Union is an issue of the day. While most academic and many political observers believe that it would be in the interest of the Union to have a common policy, there is quite some disagreement as to how this is to be achieved and whether it should be accomplished in an assured and regular manner or whether it should come about on an ad hoc basis only when it is in the clear interest of all member states at any particular time. In other words, is a common foreign policy to be a fundamental characteristic of the Union or is it to be an occasional occurrence when advantageous and convenient, the ‘C’ in CFSP – as one observer has sarcastically commented – standing not for ‘Common’ but for ‘Convenient’?2

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Under Vladimir Putin's rule, Russia consistently and systematically expanded its activity in Asia, establishing closer political contacts with key countries in the region, rebuilding relations with former allies from Soviet times, and strengthening its presence in the Asian markets, in the energy sphere also. These activities were accompanied by intensive Russian propaganda, the message of which was that relations with the West can be restricted in favour of developing closer relations with Asian states. A justified question concerning the Russian Federation's realistic possibilities arises in this context: To what extent can it make Asia an alternative to theWest in geopolitical, economic and energy terms? Can Russia build an anti-Western alliance with Asian states? Is it able to reduce its dependence on the European market by developing its trade with Asia? Is it possible to redirect a substantial portion of Russian energy resource exports onto Asian markets? A presentation of the existing ties between Russia and theWest (here considered as the USA and the EU) will serve as a starting point for answering these questions. The following chapters will analyse Russia's opportunities in Asia in terms of geopolitical issues, the economy and energy

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Includes bibliographical references.

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"Errata" slip tipped in at v. 1, p. [1]; Addenda slip tipped in at v. 2, p. [413]

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