993 resultados para pressão intraocular
Resumo:
Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2014
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Objetivos: Estimar a prevalência de alterações do filme lacrimal e da doença do olho seco (DOS), comparar as mudanças na pressão intraocular (PIO) e comparar as espessuras macular e da camada de fibras nervosas da retina (CFNR), entre mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) e mulheres saudáveis, estratificando-as em condições clínicas, metabólicas e inflamatórias. Metodologia: O estudo incluiu 45 mulheres com SOP e 47 mulheres saudáveis ovulatórias submetidas a avaliações clínico-ginecológicas e oftalmológicas, incluindo propedêuticas para a avaliação do filme lacrimal e medida da PIO, e medição da espessura macular, da CFNR e parâmetros do disco óptico usando tomografia de coerência óptica. Resultados: Tempo de ruptura do filme lacrimal (TRFL; p=0.001) e impregnação por fluoresceína (p=0.006) apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos estudados. A prevalência de DOS foi de 44,4% nas portadoras de SOP. Houve redução estatisticamente significativa do TRFL na presença de SOP (p=0.001). Além disso, houve efeito estatisticamente significativo de intolerância à glicose e síndrome metabólica/inflamação na impregnação por fluoresceina (p=0.004; p=0.015, respectivamente). A PIO encontrou-se estatisticamente mais elevada no grupo SOP que no grupo controle (p=0.011). Houve um aumento na média do IPC (índice pressão-córnea) com a associação entre SOP e da síndrome metabólica (p = 0.005); A média da espessura da CNFR superior ao redor do nervo óptico foi estatisticamente mais espessa nas voluntárias com SOP que nas voluntárias saudáveis (p=0.036); Após estratificação pela presença de resistência insulínica, as médias dos subcampos das espessuras maculares “macular interno temporal, macular interno inferior, macular interno nasal e macular externo nasal, foram mais espessas no grupo SOP que no grupo controle (p<0.05); Houve associação significativa entre obesidade e resistência insulínica (p=0.037), e intolerância à glicose (p=0.001), com aumento médio do componente principal 1 (CP1), e, na presença de síndrome metabólica (p<0.0001), com aumento médio do componente principal 2 (CP2), respectivamente, em relação à espessura macular total. Na presença de obesidade e inflamação, houve redução no escore médio da CP2 (p=0.034), em relação à espessura da CFNR na mácula. xviii Conclusões: Há uma associação da SOP, suas alterações metabólicas e inflamatórias com alterações do filme lacrimal e com mudanças na PIO. A diminuição na espessura da CFNR macular e aumento da espessura total macular estão possivelmente associadas às alterações metabólicas, e, o aumento na espessura da CFNR ao redor do nervo óptico estão provavelmente associadas às alterações hormonais, inerentes à SOP.
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Introdução: A alcaptonúria é uma doença rara do metabolismo da fenilalanina e tirosina. As manifestações oculares desta doença são comuns, afectam várias estruturas oculares e podem auxiliar no diagnóstico da doença. Métodos: Descrição clínica de um doente com alcaptonúria Resultados: Homem 70 anos, que recorreu ao serviço de urgência por queixa de baixa acuidade visual progressiva. Apresentava lesões hiperpigmentadas na conjuntiva, esclera e córnea perilímbica e pressão intraocular elevada. Como antecedentes pessoais referia o diagnóstico de artropatia ocronótica, litíase renal e lesões hiperpigmentadas na pele. Estabeleceu-se o diagnóstico de alcaptonúria e glaucoma secundário. Conclusōes:. Várias estruturas oculares são afectadas, sendo a hiperpigmentação da esclera, sobretudo na área interpalpebral, a principal manifestação ocular e a deposição de pigmento em “oil drop” na córnea perilímbica considerada patognomónica da doença. É fundamental conhecer esta patologia, seus achados clínicos e tê-la em consideração no diagnóstico diferencial de hiperpigmentação das estruturas oculares.
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PURPOSE: To evaluate changes in retinal nerve fiber layer thickness as measured by scanning laser polarimetry (SLP) after the use of medication to reduce intraocular pressure (IOP) in glaucomatous or ocular hypertensive patients. METHODS: The authors prospectively enrolled 37 eyes of 37 patients in whom IOP was reduced by more than 25% after the use of medication. The images were obtained before and 15 to 30 days after the introduction of medication. The SLP parameters measured before and after the use of medication were compared using paired Student's t Test. RESULTS: The mean IOP was significantly reduced from 26.57±4.23 mmHg to 16.54 ±2.92 mmHg after the use of medication (p<0.05). None of the 10 SLP analyzed parameters was significantly affected by the reduction of IOP with medication (p>0.05). CONCLUSION: The retinal nerve fiber layer thickness, as measured by SLP, is not affected by the reduction of IOP with medication in patients with glaucoma or ocular hypertension.
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PURPOSE: 1. Identify differences in optic nerve sheath diameter (ONSD) as an indirect measure of intracranial pressure (ICP) in glaucoma patients and a healthy population. 2. Identify variables that may correlate with ONSD in primary open-angle glaucoma (POAG) and normal tension glaucoma (NTG) patients. METHODS: Patients with NTG (n = 46) and POAG (n = 61), and healthy controls (n = 42) underwent B-scan ultrasound measurement of ONSD by an observer masked to the patient diagnosis. Intraocular pressure (IOP) was measured in all groups, with additional central corneal thickness (CCT) and visual field defect measurements in glaucomatous patients. Only one eye per patient was selected. Kruskal-Wallis or Mann-Whitney were used to compare the different variables between the diagnostic groups. Spearman correlations were used to explore relationships among these variables. RESULTS: ONSD was not significantly different between healthy, NTG and POAG patients (6.09 ± 0.78, 6.03 ± 0.69, and 5.71 ± 0.83 respectively; p = 0.08). Visual field damage and CCT were not correlated with ONSD in either of the glaucoma groups (POAG, p = 0.31 and 0.44; NTG, p = 0.48 and 0.90 respectively). However, ONSD did correlate with IOP in NTG patients (r = 0.53, p < 0.001), while it did not in POAG patients and healthy controls (p = 0.86, p = 0.46 respectively). Patient's age did not relate to ONSD in any of the groups (p > 0.25 in all groups). CONCLUSIONS: Indirect measurements of ICP by ultrasound assessment of the ONSD may provide further insights into the retrolaminar pressure component in glaucoma. The correlation of ONSD with IOP solely in NTG patients suggests that the translaminar pressure gradient may be of particular importance in this type of glaucoma.
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O objetivo deste estudo foi o de avaliar uma associação anestésica com e sem a utilização de relaxante muscular não-despolarizante e seu efeito sobre a pressão intra-ocular de eqüinos. Também objetivou-se uma técnica anestésica sem efeitos adversos que possa ser utilizada em procedimentos e cirurgias oftálmicas nesta espécie animal. Para tanto, dezesseis eqüinos foram divididos aleatoriamente em dois grupos de oito animais cada. Os animais do grupo I foram pré-medicados com romifidina, induzidos com tiletamina/zolazepam e a anestesia foi mantida com halotano e vecurônio. Os animais do grupo II receberam a mesma associação anestésica, com exceção do vecurônio. No decorrer do experimento, a pressão intra-ocular, a pressão arterial e a freqüência cardíaca foram avaliadas em diferentes momentos. A associação anestésica composta pela romifidina, tiletamina/ zolazepam e halotano com e sem vecurônio não promoveu alterações estatisticamente significativas na pressão intra-ocular de eqüinos e o seu uso é exeqüível em procedimentos oftálmicos nesta espécie animal.
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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Avaliou-se a pressão intra-ocular (PIO) e estimaram-se as correlações entre PIO e pressão de dióxido de carbono (PaCO2) e pH arterial de cinco caracarás (Caracara plancus), anestesiados com isofluorano (ISO) ou sevofluorano (SEV). Valores basais da PIO foram aferidos em ambos os olhos (M0). Cateterizou-se previamente a artéria braquial para obtenção de parâmetros hemogasométricos e cardiorrespiratórios. Anestesia foi induzida com ISO a 5V% e mantida por 40 minutos com 2,5V%. PIO e amostras de sangue foram avaliadas em diferentes momentos até o final do procedimento. Após recuperação, uma segunda anestesia foi realizada com SEV a 6% e mantida com 3,5%. Os parâmetros foram aferidos nos mesmos momentos estabelecidos previamente. A PIO decresceu significativamente (P=0,012) de M0 em todos os momentos e não houve diferença estatística entre ISO e SEV. Correlações significativas entre PIO e PaCO2 e entre PIO e pH sangüíneo foram observadas apenas para a anestesia com SEV. O pH sangüíneo decresceu paralelamente a PIO, enquanto a PaCO2 aumentou, em carcarás anestesiados com isofluorano e sevofluorano.
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INTRODUÇÃO: A pressão intra-ocular (Po) é o fator de risco isolado mais importante para o desenvolvimento do glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). O controle da Po é o objetivo principal da terapia antiglaucomatosa até o momento. A curva tensional diária (CTD) é de grande importância para o diagnóstico e seguimento do glaucoma primário de ângulo aberto. Métodos simplificados como a minicurva têm sido utilizados em seu lugar por serem mais práticos. OBJETIVO: Comparar curva tensional diária, minicurva e medida isolada às 6 horas quanto à detecção de picos pressóricos e verificar a influência da variação postural na medida das 6 horas da manhã. MÉTODOS: Sessenta e quatro pacientes (126 olhos) com glaucoma primário de ângulo aberto ou suspeita de glaucoma foram submetidos à curva tensional diária. A minicurva considerou as medidas das 9, 12, 15 e 18 horas da mesma curva tensional diária. A medida das 6 horas foi realizada no escuro, com o paciente deitado, utilizando o tonômetro de Perkins. Logo após, foi feita nova medida, com o paciente sentado, usando o tonômetro de Goldmann. A Po média e a ocorrência de picos (Po > 21 mmHg) da curva tensional diária e minicurva foram comparados, assim como o horário de ocorrência dos picos. RESULTADOS: A Po média foi maior no glaucoma primário de ângulo aberto do que nos suspeitos tanto na minicurva como na curva tensional diária Quando comparadas, a curva tensional diária apresentou médias de Po maiores que a minicurva. A medida das 6 horas foi maior quando feita com o paciente deitado. A minicurva não detectou 60,42% dos picos nos pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto e 88,24% dos picos nos suspeitos. CONCLUSÃO: 1. A curva tensional diária detectou mais picos pressóricos do que a minicurva; 2. A média de Po das 6 horas foi maior com o paciente deitado; 3. A Po das 6 horas com o paciente deitado foi maior do que a Po média da curva tensional diária e da minicurva.
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Avaliaram-se efeitos da dorzolamida do timolol e da combinação de ambos sobre pressão intra-ocular (PIO) de cães normais, além de alterações no olho contralateral, não-tratado. Foram utilizados 60 cães sadios, distribuídos em três grupos (G) de 20 animais. No primeiro grupo (GT), foi avaliada a ação do maleato de timolol 0,5% na PIO; no segundo (GD), a ação do cloridrato de dorzolamida 2%; e, no terceiro (GTD), o efeito da associação fixa timolol/dorzolamida. A PIO foi aferida utilizando-se tonômetro de aplanação (Tonopen®), uma hora antes e uma, duas, quatro, seis e oito horas após a instilação do colírio em análise no olho esquerdo. O efeito da associação timolol/dorzolamida foi mais intenso (27%) que os efeitos do timolol (21,9%) e da dorzolamida (22,4%) na redução da PIO. No olho contralateral, verificou-se redução de 7% no GT, 13,8% no GD e 13,6% no GTD, após quatro e duas horas da administração.
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Compararam-se os efeitos de duas doses de cetamina, administradas em infusão contínua, sobre a pressão intra-ocular (PIO) de 18 cães submetidos à hipovolemia e à anestesia com desflurano. Promoveu-se a hipovolemia em todos os cães, retirando-se 40 ml de sangue/kg de peso. A anestesia foi induzida com desflurano, através de máscara facial, até que a intubação orotraqueal fosse permitida. Decorridos 30 minutos, para estabilização dos parâmetros, iniciou-se a infusão contínua de cetamina. Os cães foram distribuídos, aleatoriamente, em três grupos (n= 6). O grupo I (controle) recebeu solução salina estéril; o grupo II (GII) recebeu cetamina, na dose de 100mig/kg/min, e o grupo III (GIII), cetamina na dose de 200mig/kg/min. A PIO foi medida por tonometria de aplanação. Foram mensurados freqüência cardíaca (FC), ritmo cardíaco, pressão arterial média (PAM), débito cardíaco (DC), pressão venosa central (PVC) e pressão parcial de CO2 no final da expiração (ETCO2). O desflurano não influenciou os resultados da PIO, porém observou-se discreta ação da cetamina em todos os grupos. Foi possível estabelecer relação direta entre os valores de PIO e de ETCO2. A PIO apresentou relação direta somente com a ETCO2.
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Estudaram-se e compararam-se os efeitos do levobunolol, da combinação fixa de dorzolamida 2%-timolol 0,5% e da associação de dorzolamida 2% com levobunolol 0,5% sobre a pressão intra-ocular (PIO), o diâmetro pupilar (DP), a freqüência cardíaca (FC) e a hiperemia conjuntival em 18 gatos saudáveis. PIO, DP, FC e hiperemia conjuntival foram aferidos diariamente, em três horários distintos (9h, 14h e 18h). Três grupos foram formados (n=6) e um olho de cada animal recebeu, aleatoriamente, uma gota de levobunolol (L), ou a combinação comercial à base de dorzolamida-timolol (DT), ou a associação de dorzolamida com levobunolol (DL). Parâmetros basais foram aferidos no primeiro dia (dia 0). Nos quatro dias consecutivos, os fármacos foram instilados às 8h e 20h e os parâmetros aferidos nos mesmos horários. Todos os parâmetros decresceram significativamente em relação aos valores basais (P<0,001) e não se observou hiperemia conjuntival. O levobunolol reduziu significativamente a PIO, o DP e a FC e o foi o fármaco que mais reduziu a FC. Não se observou efeito sinérgico na redução da PIO quando a dorzolamida foi adicionada ao levobulol.
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Purpose: To study the effects of two drugs (captopril and propranolol) used in the treatment of systemic hypertension, on the intraocular pressure (IOP) of anesthetized dogs. Methods: 24 dogs, divided into 3 groups of 8 each. In the first group, 1.5 mg/kg IV of captopril (an angiotensin converting enzyme inhibitor) was administered. In the second group, 1.5 mg/kg IV of propranolol (a beta-blocker) was administered. The third group was the control. IOP and blood pressure (BP) were measured by manometry. The perfusion pressure was calculated by the difference between BP and IOP (BP-IOP). The parameters were studied at 6 moments (0, 10, 30, 60, 90 and 120 minutes). Results: There was significant reduction of IOP (p<0.05) with captopril and propranolol, without difference between the drugs. With captopril the BP and PP decreased markedly at 10 and 30 minutes. With propranolol there was no reduction of BP or PP. Conclusions: Captopril and propranolol reduced IOP. However, the marked reduction of BP, and consequently of PP caused by captopril may be undesirable for irrigation of the optic nerve.
Resumo:
Pós-graduação em Bases Gerais da Cirurgia - FMB
Resumo:
Pós-graduação em Medicina Veterinária - FMVZ