978 resultados para analgesia obstétrica
Resumo:
Os autores fazem uma breve revisão da literatura sobre os métodos disponíveis para a analgesia durante o trabalho de parto: indicações, contraindicações, complicações e efeitos secundários.
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Introdução: A incidência de síndrome da cauda equina foi quantificada em <0,23: 10 000 na anestesia obstétrica. Apesar da raridade, as suas consequências podem ser geradoras de limitações importantes na qualidade de vida das pacientes, daí a pertinência da análise deste caso clínico. Grávida de 34 anos com antecedentes de VIH2, VHC e linfoma não Hodgkin em remissão desde há 5 anos submetida a bloqueio subaracnoideu e colocação de cateter epidural para cesariana. A abordagem do espaço epidural foi difícil. Administrou-se 7,5mg de levobupivacaína e 0,0025mg sufentanil no espaço subaracnoideu e a paciente queixou-se de dor tipo choques eléctricos e parestesias nos membros inferiores durante segundos. Após 1:30h, na UCPA, a paciente iniciou o mesmo tipo de dor na região sacrococcígea e coxas após administração morfina e metilprednisolona no espaço epidural, a qual foi debelada com paracetamol, cetorolac, dipirona e petidina. A remoção do cateter epidural foi difícil. No pós-operatório a paciente sentiu tremor ao nível da coxa esquerda e parestesias na coxa direita. Pela raridade do síndrome da cauda equina, a análise do ocorrido é pertinente contrapondo com descrições prévias, em virtude duma intervenção anestésica mais segura.
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As diversas manifestações clínicas do abuso de drogas combinadas com as alterações fisiológicas da gravidez e a fisiopatologia das doenças coexistentes específicas da gravidez, podem conduzir a complicações ameaçadoras da vida com impacto significativo na prática da anestesia obstétrica. As implicações anestésicas específicas são difíceis de predizer em doentes quimicamente dependentes, independentemente da droga consumida. A avaliação pré-anestésica cuidada e o interrogatório não recriminatório da grávida são fundamentais para a identificação do problema. Os anestesiologistas intervêm na prestação de cuidados a estas grávidas na analgesia do trabalho de parto e/ou parto cirúrgico, quer em situações programadas, quer em situações de emergência, com morbi-mortalidade significativas.
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Resumo: Por intermédio deste estudo, pretendeu-se verificar qual a realidade em termos de analgesia e anestesia obstétricas na Maternidade do Hospital D. Estefânia, ao longo de 4 anos. Para isso, foi realizado um estudo retrospectivo no período entre Janeiro de 2005 e Dezembro de 2008. Foram avaliados a classificação ASA das parturientes, o número total de partos, o número de parturientes submetidas a técnicas locorregionais e suas complicações, número de cesarianas e a necessidade de conversão de técnica regional para anestesia geral. No período do estudo, houve um total de 8291 partos, maioritariamente em mulheres ASA I, dos quais 2643 foram cesarianas. A maioria das parturientes (77%) foi submetida a uma técnica locorregional, para analgesia de trabalho de parto ou anestesia para cesariana, com baixa taxa de complicações (2,9%) e com rara necessidade de conversão para anestesia geral (3,5%). As autoras concluiram que, na Maternidade do Hospital D. Estefânia, a epidural continua a ser a técnica gold standard para analgesia do trabalho de parto, com raras complicações e permitindo a fácil conversão para anestesia para cesariana.
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BACKGROUND: Patient-controlled epidural analgesia with low concentrations of anesthetics is effective in reducing labor pain. The aim of this study was to assess and compare two ultra-low dose regimens of ropivacaine and sufentanil (0.1% ropivacaine plus 0.5 μg.ml-1 sufentanil vs. 0.06% ropivacaine plus 0.5 μg.ml-1 sufentanil) on the intervals between boluses and the duration of labor. MATERIAL AND METHODS: In this non-randomized prospective study, conducted between January and July 2010, two groups of parturients received patient-controlled epidural analgesia: Group I (n = 58; 1 mg.ml-1 ropivacaine + 0.5 μg.ml-1 sufentanil) and Group II (n = 57; 0.6 mg.ml-1 ropivacaine + 0.5 μg.ml-1 sufentanil). Rescue doses of ropivacaine at the concentration of the assigned group without sufentanil were administered as necessary. Pain, local anesthetic requirements, neuraxial blockade characteristics, labor and neonatal outcomes, and maternal satisfaction were recorded. RESULTS: The ropivacaine dose was greater in Group I (9.5 [7.7-12.7] mg.h-1 vs. 6.1 [5.1-9.8 mg.h-1], p < 0.001). A time increase between each bolus was observed in Group I (beta = 32.61 min, 95% CI [25.39; 39.82], p < 0.001), whereas a time decrease was observed in Group II (beta = -1.40 min, 95% CI [-2.44; -0.36], p = 0.009). The duration of the second stage of labor in Group I was significantly longer than that in Group II (78 min vs. 65 min, p < 0.001). CONCLUSIONS: Parturients receiving 0.06% ropivacaine exhibited less evidence of cumulative effects and exhibited faster second stage progression than those who received 0.1% ropivacaine.
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iv. La infiltració subfascial contínua d'anestèsic local a la ferida quirúrgica és una tècnica d'analgèsia postoperatòria. Objectius: Intentem valorar l'eficàcia analgèsica d'aquesta tècnica després d'una cesària. Material i Mètodes: Estudiem 44 pacients en les 48 hores següents a la cesària infiltrant bupivacaína 0'2% amb un catèter subfascial i una bomba d'infusió contínua. Resultats: Hi ha una correcta analgèsia amb un pic de dolor inicial. Discussió i Conclusions: La infiltració contínua d'un anestèsic local a nivell subfascial a la ferida quirúrgica és eficaç en la reducció del dolor postcesària però seria convenient reforçar-la inicialment.
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Introduction: The last twenty years has witnessed important changes in the field of obstetric analgesia and anesthesia. In 2007, we conducted a survey to obtain information regarding the clinical practice of obstetric anesthesia in our country. The main objective was to ascertain whether recent developments in obstetric anesthesia had been adequately implemented into current clinical practice. Methodology: A confidential questionnaire was sent to 391 identified wiss obstetric anesthetists. The questionnaire included 58 questions on 5 main topics: activity and organization of the obstetric unit, practice of labor analgesia, practice of anesthesia for caesarean section, prevention of aspiration syndrome, and pain treatment after cesarean section. Results: The response rate was 80% (311/391). 66% of the surveyed anesthetists worked in intermediate size obstetric units (500-1500 deliveries per year). An anesthetist was on site 24/24 hours in only 53% of the obstetric units. Epidural labor analgesia with low dose local anesthetics combined with opioids was used by 87% but only 30% used patient controlled epidural analgesia (PCEA). Spinal anesthesia was the first choice for elective and urgent cesarean section for 95% of the responders. Adequate prevention of aspiration syndrome was prescribed by 78%. After cesarean section, a multimodal analgesic regimen was prescribed by 74%. Conclusion: When comparing these results with those of the two previous Swiss surveys [1, 2], it clearly appears that Swiss obstetric anesthetists have progressively adapted their practice to current clinical recommendations. But this survey also revealed some insufficiencies: 1. Of the public health system: a. Insufficient number of obstetric anesthetists on site 24 hours/24. b. Lack of budget in some hospitals to purchase PCEA pumps. 2. Of individual medical practice: a. Frequent excessive dosage of hyperbaric bupivacaine during spinal anesthesia for cesarean section. b. Frequent use of cristalloid preload before spinal anesthesia for cesarean section. c. Frequent systematic use of opioids when inducing general anesthesia for cesarean section. d. Fentanyl as the first choice opioid during induction of general anesthesia for severe preeclampsia. In the future, wider and more systematic information campaigns by the mean of the Swiss Association of Obstetric Anesthesia (SAOA) should be able to correct these points.
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III. Estudio descriptivo prospectivo diseñado para evaluar la analgesia postoperatoria de los pacientes sometidos a artroplastia de rodilla. Se comparon dos técnicas analgésicas (epidural y bloqueo femoral) y se analizaron los efectos secundarios e incidencias asociadas a cada una de las técnicas. Los resultados mostraron un grado de satisfacción elevado en nuestros pacientes. Ambas técnicas ofrecieron un buen control analgésico tras ATR, aunque los valores de EVA recogidos fueron discretamente menores en el grupo que recibió analgesia epidural. El grupo epidural presentó mayor incidencia de retención urinaria. No se encontraron complicaciones graves, pero sí se recogieron incidencias asociadas al catéter epidural.
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Les fractures de clavícula perinatals són una complicació impredictible i inevitable dels nounats i un percentatge presentarà paràlisi braquial (PBO) que freqüentment s'autoresolt. S'estudien els factors de risc de la fractura i és el primer treball que estudia la relació entre el tipus de fractura clavicular i la presència de PBO al naixement i la permanència d'aquesta complicació. L'afectació del terç proximal de clavícula i la distòcia d'espatlles són factors de risc per al desenvolupament de la PBO inicial, però no el desplaçament de la fractura. La permanència de la complicació no s'ha relacionat amb cap factor de risc.
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BACKGROUND: Prehospital oligoanalgesia is prevalent among trauma victims, even when the emergency medical services team includes a physician. We investigated if not only patients' characteristics but physicians' practice variations contributed to prehospital oligoanalgesia. METHODS: Patient records of conscious adult trauma victims transported by our air rescue helicopter service over 10 yr were reviewed retrospectively. Oligoanalgesia was defined as a numeric rating scale (NRS) >3 at hospital admission. Multilevel logistic regression analysis was used to predict oligoanalgesia, accounting first for patient case-mix, and then physician-level clustering. The intraclass correlation was expressed as the median odds ratio (MOR). RESULTS: A total of 1202 patients and 77 physicians were included in the study. NRS at the scene was 6.9 (1.9). The prevalence of oligoanalgesia was 43%. Physicians had a median of 5.7 yr (inter-quartile range: 4.2-7.5) of post-graduate training and 27% were female. In our multilevel analysis, significant predictors of oligoanalgesia were: no analgesia [odds ratio (OR) 8.8], National Advisory Committee for Aeronautics V on site (OR 4.4), NRS on site (OR 1.5 per additional NRS unit >4), female physician (OR 2.0), and years of post-graduate experience [>4.0 to ≤5.0 (OR 1.3), >3.0 to ≤4.0 (OR 1.6), >2.0 to ≤3.0 (OR 2.6), and ≤2.0 yr (OR 16.7)]. The MOR was 2.6, and was statistically significant. CONCLUSIONS: Physicians' practice variations contributed to oligoanalgesia, a factor often overlooked in analyses of prehospital pain management. Further exploration of the sources of these variations may provide innovative targets for quality improvement programmes to achieve consistent pain relief for trauma victims.
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Descreve-se a trajetória da prática de atenção ao parto na Inglaterra e Estados Unidos da América, privilegiando-se as relações entre a incipiente profissão de enfermeira e a tradicional profissão de parteira, ao longo dos séculos XVIII e XIX. Propõe-se o estudo dessas relações adotando as deusas da mitologia grega como figuras arquetípicas do comportamento feminino. Relaciona a enfermeira à, deusa Atenas , protetora das artes, das cidades, dos valores patriarcais, do status quo - a personificação do arquétipo da filha do pai - e a parteira tradicional à, Ártemis, deusa da caça e da lua, protetora dos ermos, dos fracos e dos jovens - a personificação do arquétipo da grande irmã. Sob esta perspectiva, trata do declínio da prática da parte ira tradicional naqueles países. Finalmente , equaciona a questão do paradigma da enfermagem obstetra como algo a ser constituído em consonância e cumplicidade com o movimento organizado de mulheres e suas reivindicações no campo da saúde.
Resumo:
A Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo estabeleceram uma proposta de capacitação de enfermeiras, através do Curso de Especialização, tendo como objetivos: analisar a problemática da assistência obstétrica à mulher, no contexto da família e do SUS, nas diversas fases do ciclo gravídico; capacitar a enfermeira para a assistência à gestante, parturiente, puérpera e neonato nas unidades de saúde, em bases clínicas, epidemiológicas e humanísticas; capacitar a enfermeira para realização do parto normal. O Curso foi concluído por 19 alunas, que realizaram uma média de 35 partos/enfermeira.
Resumo:
Estudo que analisou os registros de enfermagem sobre dor e analgesia em doentes internados em um hospital oncológico, de outubro a novembro de 1999, e os comparou ao relato dos doentes. Entrevistou-se 38 doentes com queixa dolorosa. O registro de enfermagem sobre a presença ou ausência de dor, ocorreu em 94,8% dos prontuários analisados. Ocorreu em 50% dos casos no período da manhã, em 79% à tarde e em 89% à noite. A caracterização da dor restringiu-se à descrição do local (71,1%) e da intensidade (44,7%). Satisfação com analgesia foi relatada por 68,4% dos doentes. Cerca de 33% dos doentes relataram algum grau de insatisfação com analgesia.