112 resultados para ADENOSINA MONOFOSFATO
Resumo:
As plaquetas estão envolvidas em vários processos biológicos, desde o combate a agentes infecciosos até a coordenação do controle da permeabilidade vascular e angiogênese. Entretanto, o seu principal foco de ação consiste na modulação da cascata de coagulação. A intervenção coronariana percutânea é um procedimento com alto risco trombogênico, que induz a ativação plaquetária e de monócitos, devido à lesão direta do endotélio e pelo contato de estruturas trombogênicas com o sangue, levando ao aumento da atividade inflamatória, tanto no local do dano vascular coronariano como de forma sistêmica. Os receptores plaquetários P2Y12 desempenham papel central na amplificação da agregação induzida por todos os agonistas plaquetários, como a adenosina difosfato, o colágeno, tromboxano A2, adrenalina e serotonina. Por esse motivo, têm sido o principal alvo das drogas antiplaquetárias. Apesar de atuarem no mesmo receptor, características farmacocinéticas e farmacodinâmicas distintas conferem peculiaridades a cada agente.
O carvedilol potencializa o efeito antioxidante das vitaminas E e C na cardiopatia chagásica crônica
Resumo:
FUNDAMENTO: A doença de Chagas continua a ser uma importante doença endêmica no país, sendo o acometimento cardíaco a sua manifestação mais grave. OBJETIVO: Verificar se o uso concomitante de carvedilol potencializará o efeito antioxidante das vitaminas E e C na atenuação do estresse oxidativo sistêmico na cardiopatia chagásica crônica. MÉTODOS: Foram estudados 42 pacientes com cardiopatia chagásica, agrupados de acordo com a classificação modificada de Los Andes, em quatro grupos: 10 pacientes no grupo IA (eletrocardiograma e ecocardiograma normais: sem envolvimento do coração), 20 pacientes do grupo IB (eletrocardiograma normal e ecocardiograma anormal: ligeiro envolvimento cardíaco), oito pacientes no grupo II (eletrocardiograma e ecocardiograma anormais, sem insuficiência cardíaca: moderado envolvimento cardíaco) e quatro pacientes no grupo III (eletrocardiograma e ecocardiograma anormais com insuficiência cardíaca: grave envolvimento cardíaco). Os marcadores de estresse oxidativo foram medidos no sangue, antes e após um período de seis meses de tratamento com carvedilol e após seis meses de terapia combinada com vitaminas E e C. Os marcadores foram: atividades da superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase, glutationa S-transferase e redutase, mieloperoxidase e adenosina deaminase, e os níveis de glutationa reduzida, de espécies reativas do ácido tiobarbitúrico, proteína carbonilada, vitamina E e óxido nítrico. RESULTADOS: Após o tratamento com carvedilol, todos os grupos apresentaram diminuições significativas dos níveis de proteína carbonilada e glutationa reduzida, enquanto os níveis de óxido nítrico e atividade da adenosina aumentaram significativamente apenas no grupo menos acometido (IA). Além disso, a maioria das enzimas antioxidantes mostrou atividades diminuídas nos grupos menos acometidos (IA e IB). Com a adição das vitaminas ao carvedilol houve diminuição dos danos em proteínas, nos níveis de glutationa e na maior parte da atividade das enzimas antioxidantes. CONCLUSÕES: A queda dos níveis de estresse oxidativo, verificada pelos marcadores testados, foi mais acentuada quando da associação do fármaco carvedilol com as vitaminas antioxidantes. Os dados sugerem que tanto o carvedilol isoladamente como sua associação com as vitaminas foram eficazes em atenuar o dano oxidativo sistêmico em pacientes com CC, especialmente aqueles menos acometidos, sugerindo a possibilidade de sinergismo entre esses compostos.
Resumo:
Estudou-se a atividade da ceruloplasmina, adenosina desaminase (AD) e transaminases glutâmico oxalacética (TGO) e glutâmico pirúvica (TGP) na supra-renal de ratos normais e injetados previamente (24 horas antes) com uma injeção única, por via intraperitoneal, de ACTH em doses de 0,5 e 1,2 un. internacionais. observou-se uma elevação estatisticamente significativa das TGO e ceruloplasmina enquanto a AD sofria diminuição sensível em sua atividade.
Resumo:
ATM and PARP-1 are two of the most important players in the cell's response to DNA damage. PARP-1 and ATM recognize and bound to both single and double strand DNA breaks in response to different triggers. Here we report that ATM and PARP-1 form a molecular complex in vivo in undamaged cells and this association increases after gamma-irradiation. ATM is also modified by PARP-1 during DNA damage. We have also evaluated the impact of PARP-1 absence or inhibition on ATM-kinase activity and have found that while PARP-1 deficient cells display a defective ATM-kinase activity and reduced gamma-H2AX foci formation in response to gamma-irradiation, PARP inhibition on itself is able to activate ATM-kinase. PARP inhibition induced gamma H2AX foci accumulation, in an ATM-dependent manner. Inhibition of PARP also induces DNA double strand breaks which were dependent on the presence of ATM. As consequence ATM deficient cells display an increased sensitivity to PARP inhibition. In summary our results show that while PARP-1 is needed in the response of ATM to gamma irradiation, the inhibition of PARP induces DNA double strand breaks (which are resolved in and ATM-dependent pathway) and activates ATM kinase.
Resumo:
BACKGROUND Hereditary Spastic Paraplegias (HSP) are characterized by progressive spasticity and weakness of the lower limbs. At least 45 loci have been identified in families with autosomal dominant (AD), autosomal recessive (AR), or X-linked hereditary patterns. Mutations in the SPAST (SPG4) and ATL1 (SPG3A) genes would account for about 50% of the ADHSP cases. METHODS We defined the SPAST and ATL1 mutational spectrum in a total of 370 unrelated HSP index cases from Spain (83% with a pure phenotype). RESULTS We found 50 SPAST mutations (including two large deletions) in 54 patients and 7 ATL1 mutations in 11 patients. A total of 33 of the SPAST and 3 of the ATL1 were new mutations. A total of 141 (31%) were familial cases, and we found a higher frequency of mutation carriers among these compared to apparently sporadic cases (38% vs. 5%). Five of the SPAST mutations were predicted to affect the pre-mRNA splicing, and in 4 of them we demonstrated this effect at the cDNA level. In addition to large deletions, splicing, frameshifting, and missense mutations, we also found a nucleotide change in the stop codon that would result in a larger ORF. CONCLUSIONS In a large cohort of Spanish patients with spastic paraplegia, SPAST and ATL1 mutations were found in 15% of the cases. These mutations were more frequent in familial cases (compared to sporadic), and were associated with heterogeneous clinical manifestations.
Resumo:
Background Coronary microvascular dysfunction (CMD) is associated with cardiovascular events in type 2 diabetes mellitus (T2DM). Optimal glycaemic control does not always preclude future events. We sought to assess the effect of the current target of HBA1c level on the coronary microcirculatory function and identify predictive factors for CMD in T2DM patients. Methods We studied 100 patients with T2DM and 214 patients without T2DM. All of them with a history of chest pain, non-obstructive angiograms and a direct assessment of coronary blood flow increase in response to adenosine and acetylcholine coronary infusion, for evaluation of endothelial independent and dependent CMD. Patients with T2DM were categorized as having optimal (HbA1c < 7 %) vs. suboptimal (HbA1c ≥ 7 %) glycaemic control at the time of catheterization. Results Baseline characteristics and coronary endothelial function parameters differed significantly between T2DM patients and control group. The prevalence of endothelial independent CMD (29.8 vs. 39.6 %, p = 0.40) and dependent CMD (61.7 vs. 62.2 %, p = 1.00) were similar in patients with optimal vs. suboptimal glycaemic control. Age (OR 1.10; CI 95 % 1.04–1.18; p < 0.001) and female gender (OR 3.87; CI 95 % 1.45–11.4; p < 0.01) were significantly associated with endothelial independent CMD whereas glomerular filtrate (OR 0.97; CI 95 % 0.95–0.99; p < 0.05) was significantly associated with endothelial dependent CMD. The optimal glycaemic control was not associated with endothelial independent (OR 0.60, CI 95 % 0.23–1.46; p 0.26) or dependent CMD (OR 0.99, CI 95 % 0.43–2.24; p = 0.98). Conclusions The current target of HBA1c level does not predict a better coronary microcirculatory function in T2DM patients. The appropriate strategy for prevention of CMD in T2DM patients remains to be addressed. Keywords: Endothelial dysfunction; Diabetes mellitus; Coronary microcirculation
Resumo:
The cytoskeleton (CSK) is a nonequilibrium polymer network that uses hydrolyzable sources of free energy such as adenosine triphosphate (ATP) to remodel its internal structure. As in inert nonequilibrium soft materials, CSK remodeling has been associated with structural rearrangements driven by energy-activated processes. We carry out particle tracking and traction microscopy measurements of alveolar epithelial cells at various temperatures and ATP concentrations. We provide the first experimental evidence that the remodeling dynamics of the CSK is driven by structural rearrangements over free-energy barriers induced by thermally activated forces mediated by ATP. The measured activation energy of these forces is ~40kBTr (kB being the Boltzmann constant and Tr being the room temperature). Our experiments provide clues to understand the analogy between the dynamics of the living CSK and that of inert nonequilibrium soft materials.
Resumo:
Striatal adenosine A2A receptors (A2ARs) are highly expressed in medium spiny neurons (MSNs) of the indirect efferent pathway, where they heteromerize with dopamine D2 receptors (D2Rs). A2ARs are also localized presynaptically in cortico-striatal glutamatergic terminals contacting MSNs of the direct efferent pathway, where they heteromerize with adenosine A1 receptors (A1Rs). It has been hypothesized that postsynaptic A2AR antagonists should be useful in Parkinson's disease, while presynaptic A2AR antagonists could be beneficial in dyskinetic disorders, such as Huntington's disease, obsessive-compulsive disorders and drug addiction. The aim or this work was to determine whether selective A2AR antagonists may be subdivided according to a preferential pre- versus postsynaptic mechanism of action. The potency at blocking the motor output and striatal glutamate release induced by cortical electrical stimulation and the potency at inducing locomotor activation were used as in vivo measures of pre- and postsynaptic activities, respectively. SCH-442416 and KW-6002 showed a significant preferential pre- and postsynaptic profile, respectively, while the other tested compounds (MSX-2, SCH-420814, ZM-241385 and SCH-58261) showed no clear preference. Radioligand-binding experiments were performed in cells expressing A2AR-D2R and A1R-A2AR heteromers to determine possible differences in the affinity of these compounds for different A2AR heteromers. Heteromerization played a key role in the presynaptic profile of SCH-442416, since it bound with much less affinity to A2AR when co-expressed with D2R than with A1R. KW-6002 showed the best relative affinity for A2AR co-expressed with D2R than co-expressed with A1R, which can at least partially explain the postsynaptic profile of this compound. Also, the in vitro pharmacological profile of MSX-2, SCH-420814, ZM-241385 and SCH-58261 was is in accordance with their mixed pre- and postsynaptic profile. On the basis of their preferential pre- versus postsynaptic actions, SCH-442416 and KW-6002 may be used as lead compounds to obtain more effective antidyskinetic and antiparkinsonian compounds, respectively.
Resumo:
Inflammation is a complex process that implies the interaction between cells and molecular mediators, which, when not properly 'tuned,' can lead to disease. When inflammation affects the eye, it can produce severe disorders affecting the superficial and internal parts of the visual organ. The nucleoside adenosine and nucleotides including adenine mononucleotides like ADP and ATP and dinucleotides such as P(1),P(4)-diadenosine tetraphosphate (Ap4A), and P(1),P(5)-diadenosine pentaphosphate (Ap5A) are present in different ocular locations and therefore they may contribute/modulate inflammatory processes. Adenosine receptors, in particular A2A adenosine receptors, present anti-inflammatory action in acute and chronic retinal inflammation. Regarding the A3 receptor, selective agonists like N(6)-(3-iodobenzyl)-5'-N-methylcarboxamidoadenosine (CF101) have been used for the treatment of inflammatory ophthalmic diseases such as dry eye and uveoretinitis. Sideways, diverse stimuli (sensory stimulation, large intraocular pressure increases) can produce a release of ATP from ocular sensory innervation or after injury to ocular tissues. Then, ATP will activate purinergic P2 receptors present in sensory nerve endings, the iris, the ciliary body, or other tissues surrounding the anterior chamber of the eye to produce uveitis/endophthalmitis. In summary, adenosine and nucleotides can activate receptors in ocular structures susceptible to suffer from inflammatory processes. This involvement suggests the possible use of purinergic agonists and antagonists as therapeutic targets for ocular inflammation.
Resumo:
Cocoa consumption began in America and in the mid sixteenth Century it quickly spread to Europe. Beyond being considered a pleasant habit due to its rich sweet lingering taste, chocolate was considered a good nutrient and even a medicine. Traditionally, health benefits of cocoa have been related with the high content of antioxidants of Theobroma cocoa beans. However, the direct psychoactive effect due to methylxanthines in cocoa is notable. Theobromine and caffeine, in the proportions found in cocoa, are responsible for the liking of the food/beverage. These compounds influence in a positive way our moods and our state of alertness. Theobromine, which is found in higher amounts than caffeine, seems to be behind several effects attributed to cocoa intake. The main mechanisms of action are inhibition of phosphodiesterases and blockade of adenosine receptors. Further mechanisms are being explored to better understand the health benefits associated to theobromine consumption. Unlike what happens in other mammals -pets- included, theobromine is safe for humans and has fewer unwanted effects than caffeine. Therefore, theobromine deserves attention as one of the most attractive molecules in cocoa.
Resumo:
Background:The direct-acting platelet P2Y receptor antagonist ticagrelor can reduce the incidence of major adverse cardiovascular events when administered at hospital admission to patients with ST-segment elevation myocardial infarction (STEMI). Whether prehospital administration of ticagrelor can improve coronary reperfusion and the clinical outcome is unknown. Methods: We conducted an international, multicenter, randomized, double-blind study involving 1862 patients with ongoing STEMI of less than 6 hours' duration, comparing prehospital (in the ambulance) versus in-hospital (in the catheterization laboratory) treatment with ticagrelor. The coprimary end points were the proportion of patients who did not have a 70% or greater resolution of ST-segment elevation before percutaneous coronary intervention (PCI) and the proportion of patients who did not have Thrombolysis in Myocardial Infarction flow grade 3 in the infarct-related artery at initial angiography. Secondary end points included the rates of major adverse cardiovascular events and definite stent thrombosis at 30 days. Results: The median time from randomization to angiography was 48 minutes, and the median time difference between the two treatment strategies was 31 minutes. The two coprimary end points did not differ significantly between the prehospital and in-hospital groups. The absence of ST-segment elevation resolution of 70% or greater after PCI (a secondary end point) was reported for 42.5% and 47.5% of the patients, respectively. The rates of major adverse cardiovascular events did not differ significantly between the two study groups. The rates of definite stent thrombosis were lower in the prehospital group than in the in-hospital group (0% vs. 0.8% in the first 24 hours; 0.2% vs. 1.2% at 30 days). Rates of major bleeding events were low and virtually identical in the two groups, regardless of the bleeding definition used
Resumo:
A aplicação de fertilizantes fosfatados, tais como superfosfofato simples, superfosfofato triplo e monofosfato de amônio, via gotejamento, pode apresentar incrustações nas canalizações e obstruções de emissores. No presente trabalho, realizado na UNESP/Jaboticabal - SP, estudaram-se a distribuição do fósforo e a sua influência sobre o pH e a umidade em Latossolo Vermelho, fertirrigado durante um mês, com cinco aplicações semanais de ácido fosfórico. Utilizaram-se quatro repetições e oito tratamentos, constituídos da combinação de doses de P2O5 (0 e 50 kg ha-1) e freqüências de aplicação de 1; 3; 5 e 7 dias. Pelos resultados obtidos, observou-se que a freqüência de irrigação ou de fertirrigação não influenciou na distribuição final da umidade no bulbo molhado; aplicando-se o ácido fosfórico, o pH do solo até 30 cm do gotejador e até 40 cm em profundidade foi reduzido, atingindo valor de 3,6, e o teor de fósforo foi maior nessa mesma porção do bulbo, ultrapassando 1.500 mg dm-3. Isso permite indicar que o ácido fosfórico pode ser utilizado em irrigação localizada, com controle do pH do solo, pois sua redução influencia no desenvolvimento das culturas e, conseqüentemente, na produtividade.
Resumo:
O superfosfato simples (SS) é uma alternativa aos adubos fosfatados que são utilizados via fertirrigação, como o ácido fosfórico, que provoca acidificação do bulbo úmido no solo, e o monofosfato de amônio purificado, que apresenta maior preço. No entanto, não se conhece o efeito de tal adubo no funcionamento de emissores, principalmente nos gotejadores, nem se é possível controlar o entupimento por SS por meio de aplicações de ácido. Assim, desenvolveu-se este trabalho com o objetivo de avaliar a possibilidade da utilização do superfosfato simples via gotejamento, como alternativa ao uso de outros adubos fosfatados, e a tentativa de controle do entupimento utilizando ácido nítrico. O trabalho foi desenvolvido em bancada de ensaios de gotejadores, localizada no Laboratório de Hidráulica da ESALQ/USP. Foram aplicadas doses de 50; 75 e 100% da solubilidade do superfosfato simples (SS), em 26 tubogotejadores de diferentes marcas comerciais, e ao fim de 360 horas de irrigação, foi aplicado ácido nítrico com pH 2, na tentativa de desentupir os gotejadores mais sensíveis. Diante dos resultados, foi possível inferir que o uso do superfosfato simples pode ser feito via fertirrigação, e o ácido nítrico, aplicado segundo esta metodologia, não proporcionou a desobstrução dos emissores.
Resumo:
Micotoxinas representam um vasto grupo de contaminantes químicos naturais originados a partir do metabolismo secundário de fungos filamentosos patogênicos. Elas são produzidas, principalmente, pelos gêneros Fusarium, Alternaria, Aspergillus e Penicillium, os quais podem contaminar grãos e cereais, como trigo, milho e soja. Conforme sua natureza e níveis de concentração, micotoxinas podem induzir efeitos tóxicos em animais de produção e humanos. Um estudo in vitro foi realizado para avaliar a susceptibilidade das células linfocitárias de frangos de corte a diferentes concentrações de ocratoxina A, deoxinivalenol e zearalenona. Cada micotoxina foi adicionada ao meio celular em diferentes concentrações (0,001; 0,01; 0,1 e 1μg/mL). A viabilidade celular e atividade de ecto-adenosina desaminase foram analisadas em 24, 48 e 72 horas através de ensaios colorimétricos. Para isso, foram utilizados 0,7x10(5) linfócitos/mL em meio RPMI 1640, suplementado com 10% de soro fetal bovino e 2,5 UI de penicilina/estreptomicina por mL, incubados em atmosfera de 5% de CO2 a 37 °C. Todos os experimentos foram realizados em triplicata e os resultados foram expressos como média e erro padrão da média. Os resultados obtidos demonstraram que tanto ocratoxina A como deoxinivalenol induziram proliferação linfocitária e baixa atividade enzimática in vitro (P<0,05), enquanto zearalenona também induziu proliferação (P<0,05), mas nenhuma alteração na atividade enzimática (P>0,05). Foi possível correlacionar os dados referentes à viabilidade celular e atividade de ecto-adenosina desaminase, sugerindo que, em concentrações mínimas, as micotoxinas testadas não estimularam a atividade da enzima, que possui ação pró-inflamatória e contribui para o processo de imunossupressão e, portanto, evitando um decréscimo na viabilidade celular. Este é o primeiro estudo feito com OCRA, DON e ZEA sobre linfócitos de frangos de corte em cultivos in vitro na avaliação desses parâmetros.
Resumo:
O mesotrione é um dos mais efetivos herbicidas desenvolvidos para o controle de uma ampla gama de plantas daninhas que infestam campos de milho (Zea mays). Todavia, as bases bioquímicas e moleculares da tolerância das plantas de milho a esse herbicida ainda não foram estabelecidas. Para compreender os mecanismos de desintoxicação do mesotrione em plantas de milho, foram analisadas as atividades dos principais sistemas primários de transporte de prótons (íons H+) das membranas plasmática e vacuolar (H+-ATPases do tipo P e V e H+-PPases) de células de diferentes tecidos de plantas tratadas após aplicação do herbicida em pós-emergência. Para isso, foram realizados procedimentos de fracionamento celular, de tecidos radiculares, foliares e do caule, por centrifugação diferencial e purificação de vesículas membranares em gradiente de densidade de sacarose. Os ensaios enzimáticos das atividades hidrolíticas das três bombas de H+ foram realizados aplicando-se um método colorimétrico para medir o fosfato liberado das hidrólises dos substratos: adenosina-5'-trifosfato (ATP) e pirofosfato (PPi). Parâmetros fotossintéticos foram analisados como marcadores fisiológicos dos diferentes estádios da desintoxicação das plantas. Essa análise demonstrou que o tratamento com mesotrione promoveu uma redução na taxa fotossintética e na relação Fv/Fm no terceiro dia após aplicação (DAA), mas não afetou significativamente a fotossíntese a partir do quinto DAA. Nos três tecidos analisados, raiz, folha e caule, aos 3 DAA, foi observado forte estímulo da atividade da H+-PPase vacuolar, a qual variou de cerca de 100 a 600%. Essa forte ativação foi reduzida significativamente aos 7 DAA, mas permaneceu pelo menos duas vezes maior com relação ao controle. Por sua vez, as H+-ATPases das membranas plasmática e vacuolar foram bem menos moduladas pelo tratamento com o herbicida, apresentando estimulações e inibições que não variaram mais do que 20 a 60% das atividades obtidas em vesículas de membranas oriundas de plantas não tratadas (controle). Os resultados demonstraram que o mesotrione promove uma ativação diferencial dos principais sistemas primários de transporte de H+, indicando que essas bombas iônicas são enzimas transportadoras essenciais aos mecanismos relacionados com o processo de desintoxicação das plantas de milho, possivelmente ao energizar a compartimentalização das moléculas do herbicida mesotrione no vacúolo ou a exceção celular através das membranas plasmáticas.