1000 resultados para Italianos Rio Grande do Sul
Resumo:
Fibropapillomatosis (FP) is a benign tumoral disease that affects sea turtles, hampering movement, sight and feeding, ultimately leading to death. In Brazil, the disease was described for the first time in 1986. Research suggests the involvement of a herpesvirus in association with environmental and genetic factors as causal agents of FP. The objective of the present study was to detect and characterize this herpesvirus in sea turtles living in the coast of state Rio Grande do Sul (RS), Brazil. From October 2008 to July 2010, 14 turtles were observed between the beaches of Torres and Tavares, of which 11 were green turtles (Chelonia mydas) and 3 were loggerhead turtles (Caretta caretta). All turtles were young and mean curved carapace length was 37.71��7.82cm, and varied from 31 to 55cm. Only one green turtle presented a 1cm, papillary, pigmented fibropapilloma. Skin and fibropapilloma samples were analyzed by conventional and real time PCR assays to detect and quantify herpesvirus. All skin samples were negative, though the fibropapilloma specimen was positive in both tests. Viral load was 9,917.04 copies of viral genome per milligram of tissue. The DNA fragment amplified from the fibropapilloma sample was sequenced and allocated in the Atlantic phylogeographic group. This study reports the first molecular characterization of herpesvirus associated with fibropapilloma in turtles from the coast of RS.
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Foi realizado um estudo retrospectivo dos arquivos do LPV-UFSM e examinados os laudos de necropsias de caprinos realizadas num per��odo de 48 anos (1964 a 2011). Foram analisados 114 laudos de necropsias de caprinos. Deste total, 95 (83,33%) tinham diagn��stico conclusivo e 19 (19,66%) tinham diagn��stico inconclusivo. Dos 95 casos conclusivos, as doen��as infecciosas e parasit��rias foram as mais prevalentes, seguidas em ordem decrescente de preval��ncia, pelas doen��as metab��licas e nutricionais, intoxica����es e toxi-infec����es e altera����es do desenvolvimento. Outras altera����es de diferentes naturezas e etiologias que n��o se enquadravam nos grupos de doen��as acima afetaram cerca de 10% dos caprinos examinados. A hemoncose foi a principal causa de morte de caprinos na ��rea de abrang��ncia do LPV-UFSM. Eimeriose e listeriose tamb��m foram causas importantes de morte. Dentre as doen��as metab��licas e nutricionais, urolit��ase, osteoporose, toxemia da prenhez, desnutri����o e doen��a dos m��sculos brancos foram as mais prevalentes. Principalmente as doen��as infecciosas e parasit��rias e as metab��licas e nutricionais ocorreram muitas vezes na forma de surtos, acarretando maiores perdas econ��micas associadas.
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O objetivo deste estudo foi relatar a frequ��ncia das enfermidades que ocorrem em bovinos at�� um ano de idade na ��rea de influ��ncia do Laborat��rio Regional de Diagn��stico (LRD) da Faculdade de Veterin��ria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) estabelecendo os principais fatores epidemiol��gicos associados �� ocorr��ncia dessas enfermidades. Foram revisados os protocolos de necropsias realizadas e de materiais de bovinos at�� um ano de idade, encaminhados ao LRD/UFPel entre 2000 e 2011. Em 35,6% dos casos, os bezerros eram de ra��as leiteiras e em 33,98% eram animais de ra��as de corte, 18,3% dos bezerros n��o tinham ra��a definida e em 12,1% dos casos n��o constava a ra��a no protocolo de necropsia. Os sistemas mais afetados foram o sistema nervoso central (22,7%), o digestivo (18,6%) e o respirat��rio (16,8%). Os diagn��sticos foram divididos por faixa et��ria sendo que 88 bezerros tinham 1-90 dias de idade; 42 casos corresponderam a animais de 4-6 meses; 32 casos corresponderam a bezerros com 7-9 meses e 44 eram bezerros com 10-12 meses de idade. As enfermidades mais frequentemente diagnosticadas nos bezerros de 1-90 dias foram pneumonias, malforma����es e encefalites/meningoencefalites com 19,3%, 15,9% e 11,3% dos casos, respectivamente. Nos bezerros com 4-6 meses de idade, as pneumonias ocorreram em 16,5% dos casos e o carb��nculo sintom��tico e as enterites representaram 7,1% dos diagn��sticos cada. Nos bezerros de 7-9 meses, as enfermidades mais frequentes foram pneumonias e t��tano com 9,3% dos casos e babesiose e parasitoses gastrintestinais com 6,2% cada. Nos bezerros de 10-12 meses a infec����o por BoHV-5 representou 13,6% dos casos e as pneumonias, a raiva e as parasitoses foram observadas em 9,% dos casos cada. Com base nos resultados deste trabalho pode-se concluir que as doen��as infecciosas relacionadas ao sistema respirat��rio foram importantes causas de mortalidade em bezerros de todas as faixas et��rias na ��rea de influ��ncia do LRD e sua ocorr��ncia pode ser influenciada por fatores ambientais e pelo manejo. As encefalites/meningoencefalites foram tamb��m importantes como causa de mortalidade em bezerros at�� os tr��s meses de idade.
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A preval��ncia e os aspectos epidemiol��gicos, anatomopatol��gicos e imuno-histoqu��micos dos tumores hep��ticos malignos prim��rios (THMP) em c��es foram estudados. De 7.373 c��es necropsiados em 48 anos (1965-2012), 64 morreram de THMP, o que corresponde a 0,9% do total de c��es que morreram por qualquer causa, 7,8% do total de c��es que morreram por tumores em geral e 33,5% do total de c��es que morreram por tumores hep��ticos. Desses 64 casos de THMP, 51 foram revistos histologicamente, avaliados imuno-histoquimicamente e reclassificados como carcinomas (colangiocarcinomas [n=36], carcinomas hepatocelulares [n=9] e hepatocolangiocarcinoma [n=1]) e sarcomas (hemangiossarcomas [n=5]). Dos c��es com colangiocarcinomas e carcinomas hepatocelulares em que a idade estava dispon��vel nos protocolos, 64,7% e 77,8% eram idosos, respectivamente. Na necropsia, colangiocarcinomas caracterizaram-se principalmente por ocorrerem em um padr��o multinodular (83,3%), enquanto carcinomas hepatocelulares ocorreram tanto de forma massiva (44,4%) quanto nodular (44,4%). Met��stases extra-hep��ticas foram vistas em 77,8% e 33,3% dos casos de colangiocarcinomas e carcinomas hepatocelulares, respectivamente, e em rela����o aos colangiocarcinomas afetaram principalmente pulm��es (52,8%), linfonodos (50%) e perit��nio (19,4%). Ascite (22,2%) e icter��cia (22,2%) foram achados associados ocasionalmente com ambos os tumores. Na histologia, a maior parte dos colangiocarcinomas (86,1%) e dos carcinomas hepatocelulares (55,6%) tinha padr��o tubular e trabecular, respectivamente. Na imuno-histoqu��mica, a maioria (63,9%) dos colangiocarcinomas demonstrou imunomarca����o para CK7 e nenhum imunomarcou para Hep Par 1. A maioria (55,6%) dos carcinomas hepatocelulares demonstrou imunomarca����o para Hep Par 1 e nenhum imunomarcou para CK7. Os resultados aqui apresentados demonstram uma alt��ssima preval��ncia de THMP, principalmente colangiocarcinomas, e servem para auxiliar, atrav��s dos achados de necropsia, histologia e imuno-histoqu��mica, patologistas veterin��rios no diagn��stico dessa t��o comum forma de c��ncer em c��es da Regi��o Central do RS, Brasil.
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Foram estudados 33 surtos de pneumonia em bovinos jovens na ��rea de influ��ncia do Laborat��rio Regional de Diagn��stico (LRD) da Faculdade de Veterin��ria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) entre os anos de 2000 e 2011. Foram diagnosticados 18 surtos de pneumonia (54,54%) em bovinos de ra��as leiteiras, Holand��s ou Jersey e 13 surtos (39,39%) em gado de corte ou cruzas de gado de corte. A morbidade variou entre 0,06%-100% e a mortalidade foi de 0,06%-34,6%. A doen��a ocorreu igualmente em todas as esta����es do ano e foi mais frequente em bezerros de 1-3 meses totalizando 13 surtos. Sete surtos ocorreram em bovinos entre 4-6 meses, sete entre 7-12 meses e seis surtos ocorreram em bezerros de 1-29 dias. Pneumonia enzo��tica pela infec����o pelo v��rus sincicial respirat��rio bovino (BRSV) com les��es histol��gicas de broncopneumonia, pneumonia intersticial e presen��a de c��lulas sinciciais foi mais frequente em bovinos de ra��as de corte com dez surtos (58,8%); seis surtos dessa enfermidade ocorreram em ra��as de leite (35,2%). O diagn��stico foi confirmado por imuno-histoqu��mica em sete casos. Os sinais cl��nicos da maioria dos casos de pneumonia observados caracterizaram-se por dispneia, emagrecimento, apatia, tremores, bruxismo, desidrata����o, respira����o ruidosa, tosse, corrimento nasal seroso ou mucopurulento, dec��bito e morte. As les��es macrosc��picas caracterizaram-se por presen��a de ��reas de consolida����o vermelho-escuras, edema e enfisema nas regi��es cr��nio-ventrais dos lobos pulmonares card��aco e apical ou pneumonia intersticial com distribui����o difusa, edema e enfisema. Histologicamente, as les��es pulmonares eram vari��veis. Broncopneumonia necrossupurativa difusa acentuada com hiperplasia de pneum��citos tipo II e edema intersticial e alveolar foi observada em 15 casos. Os resultados deste trabalho demonstram que as pneumonias s��o importantes causas de perdas econ��micas em bovinos jovens na regi��o de influ��ncia do LRD. Deve ser destacado que a pneumonia enzo��tica devido a infec����o pelo BRSV �� importante tanto em bovinos de corte como de leite independente da forma de cria����o.
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Descreve-se um surto de intoxica����o por Amaranthus hybridus ocorrido em bovinos em fevereiro/mar��o de 2013 na regi��o sul do Rio Grande do Sul. A morbidade foi de 48,33%, a mortalidade de 41,66% e a letalidade 86,20%. O diagn��stico da intoxica����o por A. hybridus foi baseado nos dados epidemiol��gicos, sinais cl��nicos, achados de necropsia e les��es histol��gicas caracter��sticas da intoxica����o por plantas nefrot��xicas e pela presen��a da planta em grande quantidade na ��rea onde estavam os bovinos. A invas��o da pastagem de Brachiaria sp. pela planta alerta para a possibilidade da ocorr��ncia da intoxica����o n��o somente em ��reas de resteva com car��ncia de forragem, uma vez que no surto relatado neste trabalho havia abundante disponibilidade de forragem nas ��reas onde os bovinos se intoxicaram. No presente caso provavelmente as boas condi����es clim��ticas e o solo fertilizado para a planta����o da pastagem favoreceram o crescimento da invasora.
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Descrevem-se 14 casos de condrodisplasia em bovinos. Os dados epidemiol��gicos e cl��nicos foram obtidos de protocolos de necropsia e o estudo histol��gico das les��es foi realizado em fragmentos de ossos longos e ossos da base do cr��nio dos 14 casos estudados. Onze casos eram de condrodisplasia tipo Telemark e tr��s, tipo bulldog (Dexter). Treze dos 14 bovinos afetados eram da ra��a Jersey e um era da ra��a Shorthorn. Concluiu-se que o gene transmissor das condrodisplasias encontra-se presente na popula����o Jersey da regi��o e medidas, como utiliza����o de reprodutores de outras regi��es e/ou com teste de prog��nie ou identifica����o de genes indesej��veis por meio de t��cnicas moleculares, devem contribuir para diminuir a ocorr��ncia destes casos na popula����o Jersey da regi��o.
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Visando-se determinar as caracter��sticas e frequ��ncia das doen��as na popula����o su��na na regi��o de abrang��ncia do Laborat��rio de Patologia Veterin��ria (LPV) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi realizado um estudo retrospectivo de todos os diagn��sticos de necropsias realizadas nesta esp��cie no per��odo de 1964 a 2011. Foram separados 564 casos com diagn��sticos conclusivos. A cria����o su��na na regi��o de abrang��ncia do estudo �� predominantemente familiar e as doen��as diagnosticadas, refletem esta realidade. As doen��as infecciosas e parasit��rias foram as mais prevalentes [380(68,1%)], seguidas, em ordem decrescente, das doen��as metab��licas e nutricionais [64(11,5%)], intoxica����es e toxi-infec����es [33(5,9%)], e dist��rbios do desenvolvimento [15(2,7%)]. Outras altera����es de diversas etiologias, sobretudo de trauma, foram causa de morte em pouco mais de 11% dos protocolos examinados. Doen��as bacterianas foram respons��veis por mais da metade das causas de morte ou raz��o para eutan��sia dos su��nos estudados, revelando a influ��ncia de fatores de manejo, ambientais e nutricionais regional de cria����o de su��nos. A principal doen��a diagnosticada em su��nos na regi��o de abrang��ncia do estudo foi a doen��a do edema e juntamente com outras formas de infec����o por Escherichia coli �� respons��vel por 23% das mortes. Doen��as de etiologia viral e neoplasia n��o s��o importantes causas de morte em su��nos na regi��o estudada. Hepatose nutricional e aflatoxicose s��o importantes doen��as da regi��o e se devem, sobretudo, a fatores de manejo nutricional.
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A ovinocultura sempre foi uma atividade de grande import��ncia econ��mica e de tradi����o para o Estado do Rio Grande do Sul (RS), mesmo com as crises da l�� ocorridas nas d��cadas de 80 e 90, o rebanho ovino Ga��cho continua sendo o maior a n��vel nacional. Com a escassez de dados sobre essa atividade, o presente estudo possui como objetivo caracterizar a ovinocultura do RS. Para isso, foi utilizada uma amostragem planejada, caracterizada pela aleatoriedade e estratifica����o da amostra pelas sete Mesorregi��es do Estado. Foram analisadas 705 propriedades rurais atrav��s de um question��rio epidemiol��gico, aplicado por 25 veterin��rios do Departamento de Defesa Animal, da Secretaria da Agricultura, Pecu��ria e Agroneg��cio do Estado do Rio Grande do Sul. Conforme os resultados obtidos, a ovinocultura ga��cha �� explorada extensivamente e baseada na produ����o conjunta de carne e l��, cuja principal finalidade �� a subsist��ncia. Assim, demonstrando que essa atividade ainda mant��m padr��es de sua origem, com pouca tecnifica����o, tanto em aspectos sanit��rios quanto reprodutivos, revelando, portanto, que a ovinocultura ga��cha ainda �� vista como uma produ����o secund��ria pelos produtores rurais ga��chos, o que pode ser explicado pelos baixos investimentos neste setor.
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This study aimed to describe the occurrence of Leptospira interrogans serovars Icterohaemorrhagiae and Canicola, in coastal zone and in southern grasslands of Rio Grande do Sul, Brazil. In each one of the four analyzed farms blood samples were collected from free-living wild animals, domestic animals and humans to perform serological testing for leptospirosis. The presence of antibodies was verified by microscopic agglutination test (MAT). The criterion adopted to consider a serum as agglutination reactant was at least 50% of leptospira for a microscopic field of 100x. From 17 blood samples collected at Chu��, five (29.41%) were positive, three (60.00%) for serovar Icterohaemorrhagiae and two (40.00%) for Canicola. From 21 samples collected in the County of Santana da Boa Vista, six (28.57%) were positive, four (66.67%) for serovar Canicola and two (33.33%) for serovar Icterohaemorrhagiae. From 32 samples collected at Alegrete, 10 (31.25%) were positive, seven (70.00%) for serovar Icterohaemorrhagiae and three (30.00%) foro serovar Canicola. From 17 blood samples collected in Cruz Alta, three (17.64%) were positive, two (66.67%) for serovar Icterohaemorrhagiae and one (33.33%) for Canicola. It is necessary to improve sanitary practices on farms in the state of Rio Grande do Sul, in order to achieve success in leptospirosis control programs.
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Descrevem-se os aspectos clinicopatol��gicos de casos de aflatoxicose em c��es no Sul do Rio Grande do Sul. Foi realizado um estudo retrospectivo dos casos diagnosticados como aflatoxicose em c��es necropsiados no Laborat��rio Regional de Diagn��stico (LRD) da Faculdade de Veterin��ria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no per��odo de 1978 a 2012. Em quatro casos o diagn��stico foi confirmado pela detec����o de n��veis de 89 a 191 ppb de aflatoxinas B1 e G1 no alimento dos c��es. De um total de 27 c��es com cirrose hep��tica, em seis havia suspeita de aflatoxicose pelas les��es macro e microsc��picas e pelo tipo de alimenta����o que os c��es recebiam. Os sinais cl��nicos nos casos confirmados e nos suspeitos caracterizaram-se por apatia, diarreia, icter��cia e ascite, com evolu����o para morte em 8 a 30 dias nos casos confirmados e em 15 a 60 dias nos casos suspeitos. A dieta era �� base de derivados de milho ou arroz, farelo de amendoim e, em um caso suspeito, a dieta era ra����o comercial. As altera����es macrosc��picas caracterizaram-se por ascite, icter��cia, f��gado aumentado de tamanho, com ou sem n��dulos, hemorragia nas serosas, conte��do intestinal hemorr��gico. Os casos foram classificados de acordo com o padr��o histol��gico principal, caracterizado por vacuoliza����o difusa no citoplasma de hepat��citos nos casos agudos, por prolifera����o de ductos biliares e discreta fibroplasia nos casos subagudos e por fibrose acentuada nos casos cr��nicos. Aparentemente, a enfermidade n��o �� importante como causa de morte em c��es na regi��o, no entanto, alerta-se para a possibilidade de casos com diagn��stico de cirrose hep��tica sem causa determinada serem causados por aflatoxicose.
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Foi realizado um estudo retrospectivo dos diagn��sticos de causas de morte e de les��es em equinos na regi��o Sul do Rio Grande do Sul entre 1978 e 2012. Foram revisados os protocolos de necropsia e materiais desta esp��cie encaminhados ao Laborat��rio Regional de Diagn��stico da Faculdade de Veterin��ria da Universidade Federal de Pelotas no per��odo. Foram recebidos 514 cad��veres de equinos e 1500 materiais (biopsias, ��rg��os, suabes, fezes, sangue e raspado de pele), totalizando 2026 materiais de equinos recebidos no per��odo. Dos 2026 casos 467 (23,05%) corresponderam a neoplasmas e les��es tumorifores, 168 (8,29%) a doen��as parasit��rias; 135 (6,66%) a doen��as bacterianas, 31 (1,53%) a doen��as virais, 86 (4,24%) a doen��as causadas por fungos e oomicetos, 50 (2,47%) a intoxica����es e micotoxicoses, nove (0,44%) a doen��as metab��licas, 60 (2,96%) a outras doen��as e 75 (3,70%) a doen��as n��o transmiss��veis do trato digestivo. Trezentos e vinte (15,79%) foram classificados como doen��as de etiologia indeterminada. Outros diagn��sticos representaram 489/2026 (24,14%) casos. Em 44/514 (8,56%) das necropsias e em 91/961 (9,47%) de biopsias e ��rg��os remetidos ao laborat��rio o diagn��stico foi inconclusivo, perfazendo um total de 135/1475 (9,15%) casos inclu��dos nesta categoria. Ficou evidenciado neste trabalho a import��ncia das les��es dermatol��gicas em equinos, sendo que 31,88% (642/2014) dos casos recebidos eram biopsias de les��es observadas na pele dos animais. Os principais tumores encontrados foram o sarcoide equino com 33,18% e o carcinoma de c��lulas escamosas com 7,94% das biopsias recebidas. Algumas causas de morte mais importantes diagnosticadas no per��odo foram a leucoencefalomalacia (7,59%), a raiva (3,70%), o tromboembolismo por Strongylus vulgaris (2,33%) e a erliquiose monoc��tica (1,75%).
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Os objetivos do trabalho foram avaliar o perfil de sensibilidade a antimicrobianos e a efic��cia de tr��s sanitizantes frente a isolados de Salmonella spp. oriundos de carca��as na tecnologia de abate de su��nos. Avaliaram-se 120 amostras, das quais 39 foram positivas para Salmonella spp. Os princ��pios ativos testados foram penicilina G 10 U, amoxicilina + ��cido clavul��nico 30mcg, ampicilina 10mcg, cloranfenicol 30mcg, tetraciclina 30mcg, estreptomicina 10mcg, neomicina 30mcg, gentamicina 10mcg, enrofloxacina 5mcg, sulfazotrim 25mcg, sulfonamida 300mcg e trimetropima 5mcg. Nos testes com sanitizantes utilizaram-se clorexidina, am��nia quatern��ria e ��cido perac��tico com tempos de contato de um, cinco, 10 e 15 minutos. Os ��ndices de resist��ncia aos antimicrobianos foram de 100% para penicilina, 94,9% para tetraciclina, 89,7% para trimetropima e 87,2% para ampicilina. Nenhum dos princ��pios ativos foi 100% eficaz frente aos isolados testados, observando-se melhor a����o para amoxicilina+��cido clavul��nico (86,7%), neomicina (86,7%) e cloranfenicol (64,1%). Nos testes de efic��cia dos sanitizantes, o ��cido perac��tico a 0.5% foi efetivo a partir de 10 minutos (94,6%) e 15 minutos (97,3%) de contato; am��nia quatern��ria a 1% por 10 minutos (89,2%) e 15 minutos (97,3%) e clorexidina a 0.5% por 10 minutos (70,3%) e 15 minutos de contato (72,8%). Todas as amostras testadas apresentaram multirresist��ncia e seis (15,3%) apresentaram resist��ncia �� ampicilina, cloranfenicol, estreptomicina, sulfonamida e tetraciclina (denominado grupo ACSSuT), indicando a necessidade de monitorar a propaga����o da resist��ncia aos antimicrobianos em Salmonella spp. oriundas de su��nos. O sanitizante mais efetivo frente aos isolados testados foi o ��cido perac��tico a 0.5% por 15 minutos, refor��ando a necessidade de monitorar tamb��m a efetividade de produtos sanitizantes frente aos isolados de Salmonella spp.
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A mastite bovina �� uma doen��a importante na bovinocultura de leite, devido �� sua alta incid��ncia e perdas econ��micas associadas principalmente com a produ����o de leite reduzida e aos custos do tratamento. O uso de antimicrobianos para o tratamento de casos cl��nicos e no per��odo seco tem levantado preocupa����es quanto �� sele����o de cepas bacterianas resistentes. Isso tamb��m pode refletir na sa��de p��blica, uma vez que bact��rias resistentes, como o Staphylococcus aureus meticilina-resistente (MRSA), podem ser transmitidas aos seres humanos por contato direto com animais infectados ou produtos l��cteos. A resist��ncia das bact��rias aos agentes antimicrobianos aumentou, em geral, devido a tratamentos ineficazes. Estudos realizados no Brasil com amostras n��o planejadas mostram aumento no padr��o de resist��ncia, principalmente em S. aureus. A exposi����o ao tratamento antimicrobiano repetido ao longo das lacta����es consecutivas de vacas pode ser um fator predisponente para o desenvolvimento da resist��ncia antimicrobiana em bact��rias que infectam o ��bere. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar a poss��vel associa����o causal entre resist��ncia antimicrobiana em bact��rias isoladas a partir do leite bovino e dados como idade e per��odo de lacta����o. As amostras de leite foram coletadas de 21 rebanhos leiteiros do Rio Grande do Sul, Brasil, selecionados aleatoriamente a partir da popula����o-alvo de 1.656 explora����es leiteiras semi-intensivas, estratificada por tamanho do rebanho. A bact��ria foi considerada a unidade amostral, e para a estimativa de preval��ncia foram utilizados os seguintes par��metros: uma frequ��ncia de 35% de Staphylococcus sp. resistentes �� penicilina; um n��vel de confian��a de 90%; e uma precis��o absoluta de 12%. As bact��rias foram isoladas de amostras de leite compostas de todos os quartos mam��rios de cada vaca ap��s descartar os primeiros tr��s ou quatro jatos de leite. Para acessar os potenciais fatores de risco, caracter��sticas dos animais foram obtidas atrav��s de uma entrevista com os produtores. Os exames laboratoriais foram realizados de acordo com as recomenda����es do National Mastitis Council. Um total de 242 isolados foi obtido de 195 vacas a partir da amostra do rebanho total (251 vacas). A preval��ncia de infec����es foi descrita em grupos de acordo com o perfil epidemiol��gico: bact��rias ambientais, contagiosas e outras. Estas perfizeram 57,3%, 26,3% e 11,2%, respectivamente, dos animais amostrados. Testes de suscetibilidade antimicrobiana contra 12 diferentes antimicrobianos foram realizados em 159 isolados. No total, 30% dos isolados testados mostraram resist��ncia a pelo menos tr��s grupos diferentes de antimicrobianos e foram classificados como multirresistentes. Foram observadas as freq����ncias mais elevadas de resist��ncia contra a ampicilina para os estafilococos coagulase-negativo, seguida de eritromicina para estafilococos coagulase-positivo e tetraciclina para estreptococos. A an��lise de regress��o log��stica mostrou uma rela����o significativa entre a idade das vacas e a presen��a de estafilococos coagulase-positivo multirresistentes e distribui����o de classes diferentes de bact��rias nos diferentes estratos et��rios, o que sugere uma concorr��ncia din��mica ao longo do tempo (p < 0,05). Animais com tr��s a quatro anos tiveram 13,7 vezes mais chances (IC95% 1,4 - 130,2, p = 0,02) de ter estafilococos coagulase-positivo multirresistentes em compara����o com aqueles com dois ou tr��s anos. O tempo de exposi����o a agentes infecciosos e consequentes terapias sugere uma maior chance de coloniza����o do ��bere por pat��genos resistentes devido �� press��o de sele����o repetida durante a vida.
Resumo:
Com o objetivo de determinar as causas para o s��bito aumento no n��mero de surtos de intoxica����o por organofosforados foram analisados nove surtos da intoxica����o diagnosticados em bovinos no Laborat��rio Regional de Diagn��stico da Faculdade de Veterin��ria da Universidade Federal de Pelotas (LRD/UFPel) entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014. Em todos os surtos os animais foram tratados com concentra����es entre duas e 151 vezes maiores que a concentra����o recomendada de diazinon para banho carrapaticida utilizado nas diferentes propriedades. Contribu��ram, ainda, para o grande n��mero de casos de intoxica����o a via de adminstra����o pour on n��o recomendada para os produtos utilizados e o intenso calor registrado na ��poca de ocorr��ncia dos surtos.