1000 resultados para Atividades de Investigação
Resumo:
Foi feito estudo para determinar os pontos falhos no preenchimento das fichas de investigação epidemiolgica em esquistossomose. Com base neste estudo, foi elaborado um roteiro para preenchimento correto das Fichas de Investigação Epidemiolgica em Esquistossomose (FE5) e foram desenvolvidas atividades nesse sentido. Os resultados obtidos mostram que no decorrer do treinamento houve queda sensvel de fichas preenchidas incorretamente, ou seja, incorrees que eram de 20% antes das orientaes caram para 8,3%, evidenciando a importncia do treinamento de pessoal para melhor rendimento das atividades.
Resumo:
Realizou-se investigação epidemiolgica de um surto de gastroenterite em um navio da marinha brasileira. Foram atingidos 184 indivduos, representando uma taxa de ataque de 72,7%. O quadro clnico prevalente foi febre, mal-estar, cefalia, nuseas, vomitse diarria. Realizou-se um inqurito alimentar para averiguar a possvel fonte de infeco. Foram isoladas Salmonellas do grupo C2 em 74 coproculturas (40,6%). No foi possvel estabelecer o veculo de transmisso do agente, ficando sob suspeio a gua e alguns dos alimentos consumidos.
Investigação epidemiolgica de casos de febre amarela na regio noroeste do Estado de So Paulo, Brasil
Resumo:
Descreve-se investigação epidemiolgica conduzida a partir da notificao de trs casos suspeitos de febre amarela em moradores da regio noroeste do Estado de So Paulo, Brasil, onde se identificou a presena de Aedes aegypti. Concluiu-se que se tratavam de casos de febre amarela silvestre adquirida em rea endmica do Estado vizinho de Mato Grosso. Apesar da presena de focos de Aedes aegypti nos locais de residncia dos doentes, no foram encontradas evidncias de transmisso do vrus amarlico nesses locais. O teste MAC ELISA mostrou-se de grande utilidade no rpido esclarecimento diagnstico dos casos suspeitos da molstia, ao lado das tcnicas tradicionais, e no inqurito sorolgico conduzido entre familiares, vizinhos e colegas de trabalho dos doentes.
Resumo:
Desde os anos oitenta que os avanos das cincias bsicas e das cincias da engenharia tm dado um impulso sem precedentes investigação mdica, o que criou as condies para a afirmao da Engenharia Biomdica como ramo autnomo da Engenharia. Este novo ramo da Engenharia imps-se em domnios que incluem a imagiologia biomdica, a bioinformtica, a biotecnologia, a biomecnica, os biomateriais, a engenharia de tecidos, prteses e orgos artificiais, a anlise e modelao de sinais fisiolgicos e a gesto de sistemas de sade. J no sculo XXI, o volume de saber acumulado e a motivao para acelerar desenvolvimentos cientficos e tecnolgicos, levou criao e organizao nas universidades de uma oferta de cursos de graduao e ps-graduao em Engenharia Biomdica. Apesar do espectro muito largo da Engenharia Biomdica e dos cursos criados, possvel, mesmo ao nvel de Mestrado ps-Bologna (licenciatura pr-Bologna), dar uma formao avanada que permita aos alunos realizar trabalhos de investigação complexos e com impacto clnico. Neste artigo apresentamos dois destes casos de sucesso, representativos do papel da investigação ao longo do ensino bem actual da Engenharia Biomdica. No primeiro, intitulado Caracterizao Tridimensional da Placa de Ateroma da Bifurcao Carotdea com Ultrasonografia 3D, apresentado um mtodo inovador de diagnstico da Aterosclerose, baseado na reconstruo e caracterizao tridimensional da leso aterosclertica ao nvel da bifurcao carotdea. O segundo trabalho, intitulado Reconstruo da Frente de Onda e Simulao da Acuidade Visual no Estudo do Impacto das Aberraes pticas em Olhos Submetidos a Cirurgia, apresenta uma ferramenta computacional que gera informao adicional sobre a medio da frente de onda obtida com aparelhos comerciais, permitindo estudar o impacto de aberraes pticas na acuidade visual de diferentes olhos. Este artigo est organizado em quatro partes. A primeira parte uma nota histrica introdutria Engenharia Biomdica em geral. A segunda parte apresenta o que do ponto de vista de ensino superior em Engenharia Biomdica, ao nvel de Mestrado Integrado de 1 e 2 ciclos, pode em geral viabilizar a fcil insero dos estudantes na Investigação, conduzindo-os de imediato a resultados de investigação concretos. A terceira parte constitui a parte central deste artigo onde se apresentam dois exemplos ilustrativos do sucesso da formao de 5 anos em Engenharia Biomdica e da insero da investigação, desde muito cedo, nessa formao. Por fim, na quarta seco apresentam-se as concluses.
Resumo:
O presente artigo terico apresenta e discute a relao entre a investigação e a prtica em interveno precoce. No domnio do desenvolvimento scio-emocional e da relao entre pais e filhos, surgem vrias linhas de investigação que podem conduzir a prticas suportadas empiricamente. Neste trabalho, partimos de duas histrias de vida encontradas no decurso de uma pesquisa cientfica para a apresentao do estado de arte. A literatura indica que prticas mais eficazes so centradas na reparao da base segura em todas as geraes. Uma aco de gabinete, exclusivamente centrada na criana, no s tende a ser pouco eficaz como pode fazer perigar a capacidade auto-protectiva da criana. Assim, analisamos as prticas de interveno sob vrios ngulos: da criana, dos pais, da famlia alargada, da comunidade, dos tcnicos e dos investigadores. A discusso sugere que as parcerias estabelecidas entre investigadores e tcnicos podem ser elementos chave para o sucesso da interveno.
Resumo:
Prope-se identificar determinadas caractersticas de natureza biolgica, demogrfica, social e institucional com base nas informaes registradas nas fichas de pronturio de 2.588 mulheres atendidas com complicaes de aborto em um hospital de Santo Andr, zona urbana e industrializada da Grande So Paulo (Brasil), no perodo de janeiro de 1978 a dezembro de 1982. Os dados revelaram uma duplicao no nmero de mulheres com complicaes de aborto no perodo estudado, elevando-se gradualmente de 302 em 1978 para 672 em 1982. O nmero de partos atendidos no mesmo hospital, no obstante, cresceu em apenas 14% no mesmo perodo, obtendo-se a mdia de relao aborto/parto: 1: 3,6 e 1: 1,8 em 1978 e 1982, respectivamente. A maioria da populao estudada (60%) possua ocupao assalariada no especializada. A idade (16,4% das mulheres estudadas eram menores de 20 anos) apresentou relao estatisticamente significativa com o estado marital, cor, ocupao e resultados gestacionais. Houve correlao significativa entre idade na menarca, idade na primeira relao sexual e idade na primeira gravidez, no grupo de mulheres primigestas.
Resumo:
Dada a importncia das taxas de prevalncia e incidncia de uma molstia para conhecimento de seu comportamento e planejamento de seu controle, em nvel do coletivo, procedeu-se a estudo na cidade de Taubat, Vale do Paraba, SP (Brasil) da ocorrncia da hansenase em clientela de agncias de sade com o objetivo de explorar o emprego desta metodologia para estimar o "iceberg" epidemiolgico da doena (i.e., o nmero total de casos, incluindo os existentes, mas no oficialmente registrados). Foram averiguados clientes com idade igual ou superior a quinze anos, independentemente de variveis pessoais ( como sexo, idade, condio social, estado civil), pois admitiu-se ser conhecida a distribuio populacional da doena e as caractersticas dos servios. Consideradas as peculiaridades locais (v.g. identidade das diferentes clientelas, disponibilidade de consultrios, horrios de maior fluxo), o processo de amostragem utilizado foi o da casualizao simples. Os doentes detectados em atividade, 40 em 10.013 pessoas examinadas, corresponderam ao ndice de prevalncia de 3,99/1.000, com intervalo de confiana (ao nvel de 5% de confiabilidade) variando de 3.365 a 4.625/1.000, o que significa que o acrscimo mnimo estimado da prevalncia da ordem de 52% e mximo de 109%. Houve predomnio, entre os doentes, da forma indeterminada (35,0%) mais explicitamente quando so eles estratificados em registrados os casos novos: nesta categoria, a forma indeterminada atingiu 56,5%. Sua distribuio por faixa etria no se distanciou da observada com os dados de registro oficial, segundo se constatou pelo cotejo dos casos observados e esperados, calculados a partir dos indicadores populacionais; quanto proporo sexual, registrou-se predomnio de elementos do sexo masculino.
Resumo:
As atividades antrpicas levadas a cabo em zona rural tm afetado o comportamento de mosquitos Culex (Culex), motivo pelo qual foi realizada investigação para observar seus abrigos naturais em rea de pastagem, margem e interior de matas primitivas ou residuais. Foram escolhidas trs localidades com caractersticas mesolgicas diferenciadas pelo tipo de atividade humana, todas situadas na regio do Vale do Ribeira, Estado de So Paulo, Brasil. As espcies mais abundantes foram Cx. mollis (28,0%), Cx. declarator (25,0%), Cx. lygrus (13,0%) e Cx. coronator (9,6%). O conjunto Cx. Bidens + Cx. dolosus + Cx. chidesteri, de hbito mais urbanizado, foi capturado em nmero muito reduzido. Com relao aos ambientes pesquisados, a mata contribuiu com 2.281 indivduos (71,4%), sugerindo ser local de abrigo preferido pelo grupo, exceto para Cx. quinquefasciatus. Avaliou-se o potencial de domiciliao de cada espcie e suas conseqncias para a populao humana.
Resumo:
Desafios do estudo: realizar e optimizar a tcnica para demonstrao de MN em linfcitos de sangue perifrico e clulas esfoliadas da mucosa bucal; screening de MN; estudo de polimorfismos. Objectivos do estudo: identificar efeitos para a sade; comparar a frequncia de MN em linfcitos do sangue perifrico e em clulas esfoliadas da mucosa bucal dos trabalhadores expostos a FA nos laboratrios de AP patologistas, tcnicos e auxiliares com controlos.
Resumo:
Realizou-se pesquisa com mdicos-chefe dos Postos de Assistncia Mdica (PAMs) da Prefeitura Municipal de So Paulo, Brasil, com o objetivo de investigar seus conhecimentos, expectativas e predisposies em participar e incentivar as programaes educativas nos PAMs. Utilizou-se questionrio, com questes abertas e fechadas que foi respondido por 88,6% dos mdicos-chefe dos PAMs. Os resultados demonstraram que o conceito de sade da maioria dos mdicos-chefe dos PAMS (66,3%) coincide com o emitido pela Organizao Mundial da Sade. Apenas 2,9% consideram que sade est relacionada a qualidade de vida. Educao em sade foi considerada por 70,0% como transmisso de informao; somente 6,7% reconheceram sua responsabilidade no processo de transformao social e de sade. Na viso de 68,2% as aes educativas so reconhecidas como teis para conscientizar o usurio sobre a importncia do tratamento de doenas. Essas aes, seu planejamento, execuo e avaliao so reconhecidas como responsabilidade de todos que trabalham nos PAMs mas, especialmente, das enfermeiras, assistentes sociais e educadores de sade pblica. Dificuldades foram mencionadas na execuo de atividades educativas, referentes falta de material suficiente e local adequado para sua realizao, falta do educador de sade pblica e, principalmente, falta de motivao de funcionrios e da prpria populao. A maioria dos mdicos-chefe reconhece a importncia das aes educativas, reconhece que so desenvolvidas por pelo menos parte de sua equipe embora, muitas vezes, precariamente, com dificuldades tcnicas e administrativas.
Resumo:
Levantamento sorolgico realizado em 200 estudantes da Universidade de So Paulo, nos anos de 1984 e 1985, demonstrou ampla prevalncia sorolgica do vrus da influenza tipos A e B. Os anticorpos dos indivduos foram detectados pela tcnica de Hemlise Radial Simples (HRS), cujas mdias aritmticas de ttulos foram maiores entre as cepas dos subtipos (H1N1) e (H3N2) do vrus da influenza tipo A, mais recentemente isoladas da populao. Porm, com relao ao tipo B, deste vrus, a situao foi inversa, pois apesar da cepa B/Engl./ 847/73 ser a mais antiga incidente, revelou melhor reatogenicidade sobre as demais cepas avaliadas e de acordo com a doutrina do "Pecado original antignico", suposto que tenha sido responsvel pela primo infeco na maioria do grupo investigado. A avaliao sorolgica dos subtipos do vrus influenza tipos A e B, desta populao, revelou ndices de anticorpos de baixos ttulos HRS (2,5 a 3,5 mm) e de altos ttulos (> 4,0 mm) que esto relacionadas ao menor e maior nvel de proteo infeco. Sendo que a capacidade individual da imunidade e da persistncia de anticorpos contra o vrus, dependeram da atualidade e freqncia de exposio influenza.
Resumo:
So apresentados os resultados da avaliao de processo das atividades de vigilncia epidemiolgica, realizada em 1985, em 948 unidades de sade situadas em 98 dos mais populosos municpios de cada Estado brasileiro. Foram analisados os seguintes aspectos: fluxo de informaes, anlise de dados e realizao de investigação epidemiolgica. Foram considerados potencialmente determinantes do desempenho: insero institucional, atividades de vacinao, aspectos gerenciais e capacitao em servio. A anlise estatstica baseou-se na anlise de correspondncia mltipla e na classificao hierrquica ascendente, disponveis no programa "Systeme Portable Pur L' Analise De Donnes -SPAD". As unidades avaliadas no apresentaram padro uniforme de desempenho, sendo classificadas em seis grupos segundo a atuao na vigilncia epidemiolgica. Em 53,7% das unidades foi observado desrespeito s normas mais elementares das atividades de vigilncia epidemiolgica. A presena de atividades de vacinao nas unidades estava relacionada com um melhor desempenho em vigilncia epidemiolgica. Foi apontada a necessidade de rever o modelo de vigilncia epidemiolgica ainda em uso no pas, pois no mais concebvel a reduo da epidemiologia dos servios de sade s doenas transmissveis ou o gerenciamento dos servios e programas sem a informao epidemiolgica.
Resumo:
O presente trabalho descreve dados colhidos entre 16.117 estudantes de primeiro e segundo graus, de quinze cidades brasileiras, sobre a prtica de algumas atividades no curriculares e o consumo de lcool e drogas. No foi encontrada, na ampla maioria dos casos, nenhuma associao entre praticar esportes, artes e atividades comunitrias e o consumo dessas substncias. Mas foi encontrada correlao negativa fraca, mas constante, entre consumo de lcool e drogas e freqncia a atividades religiosas. Os achados so discutidos luz de alguns preconceitos correntes na sociedade brasileira, que rotula o jovem sem ocupao definida como drogado em potencial. Discutem tambm as implicaes do fato de entre os jovens praticantes de atividades religiosas haver uma discreta diminuio do uso de lcool e drogas.
Resumo:
O sistema de vigilncia da doena de Chagas no Estado de So Paulo prope investigação minuciosa da presena de triatomneos nos domiclios, que inclui o controle sorolgico de populaes moradoras em unidades domiciliares associadas a focos potenciais de triatomneos vetores. Nos ltimos anos tem-se observado que os indivduos sorologicamente reagentes distribuem-se em faixas etrias acima de 19 anos, sendo que as investigaes de casos mostraram que estes adquiriram a infeco no Estado de So Paulo, no passado ou em outros Estados onde a endemia ainda ocorre. Recentemente, um caso de uma criana de oito anos de idade, residente na Regio de Sorocaba (SP), mostrou-se sorologicamente reagente (ttulo igual a 128 - IgG - por meio da Reao de Imunofluorescncia Indireta). Pela investigação epidemiolgica revelou tratar-se de caso transfusional, cujo doador, sorologicamente reagente, forneceu elementos suficientes para explicar a origem da infeco. Observou-se que este doador j havia doado sangue em mais de uma oportunidade, sem que se tivesse descoberto tratar-se de portador de infeco chagsica. Concluiu-se pela necessidade de implantao de sistema de atendimento de pacientes sorologicamente reagentes, tendo em vista horizontalizar atividades de sade pblica.
Resumo:
Extratos aquosos de larvas, pupas e ovos foram testados em relao sua influncia sobre o comportamento de oviposio de fmeas de Aedes (s) albopictus a concentraes de: 1 larva/3 ml; 1 pupa/3ml; 1 ovo/3ml. Extratos de larvas e pupas tiveram um efeito atrativo sobre as fmeas (alfa =0,05) e o extrato de ovos no exerceu influncia sobre o comportamento de oviposio.