992 resultados para FLUORESCENT ANTIBODY TECHNIQUE
Resumo:
In order to determine the prevalence of anti-Toxoplasma gondii antibodies, 2000 serum samples from female dairy cattle belonging to 50 farms in the southwest of Mato Grosso state were analyzed by the indirect fluorescent antibody test (IFAT >= 64). Serum samples from 61 dogs (IFAT >= 40) and 116 humans (IFAT = 40), all from the same farm, were also tested. Among these samples, 1420 (71.0%) cattle, 54 (88.5%) dogs, and 113 (97.4%) humans were seropositive for the infection. No significant differences (P >= 0.05) were observed for risk factors associated with the occurrence of toxoplasmosis in humans due to contaminated sources such as fresh milk, cheese/sausage, and contact with felines or other animals. The presence of felines can indicate the likelihood of a contaminated environment, posing a risk to the human population and other animals. The work presented herein is the first report to evaluate the seroprevalence of T gondii in bovines from the Southwest region of the Mato Grosso state, Brazil. (C) 2009 Elsevier B.V. All rights reserved.
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The aim of this study was to investigate the histopathological changes in reproductive system (testicles, epididymis, seminal vesicles, and prostate) of small male ruminants after Toxoplasma gondii infection. Eight sheep were inoculated with T. gondii: group I, four sheep (2.0 x 10(5) P-strain oocysts); group II, four sheep (1.0 x 10(6) RH-strain tachyzoites); and group III, two uninfected sheep maintained as control. Infection with T. gondii was confirmed by seroconversion (indirect fluorescent antibody test-IgG) in all the infected animals beginning on post-inoculation day (PID) 7. on PID 70, all the animals were euthanized and tissue samples (testicles, epididymis, seminal vesicles, and prostate) were collected and processed for histological analysis. The main changes detected were a focal mononuclear interstitial inflammatory infiltrate in the prostate and seminal vesicles; diffuse testicular degeneration associated with calcification foci and a multifocal mononuclear interstitial inflammatory infiltrate; and a mononuclear interstitial infiltrate and focal necrotic areas of the muscle fibers surrounding the seminal vesicles. The histopathological findings of this work, along with the detection of T. gondii in the examined parenchyma tissues (immunohistochemistry) and the results obtained by other authors examining different tissues, suggest that histological changes diagnosed in the reproductive system of rams infected with T. gondii are strongly suggestive of toxoplasmatic infection.
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O Vírus da leucemia felina (FeLV) pertence à família Retroviridae, gênero Gammaretrovirus. Diferentemente de outras retroviroses, uma parcela dos gatos jovens e adultos exposta ao FeLV não apresenta antigenemia/viremia, de acordo com as técnicas convencionais de detecção viral, como isolamento em cultivo celular, imunofluorescência direta e ELISA. O emprego de técnicas de maior sensibilidade para detecção e quantificação viral, como o PCR quantitativo, permitiu a identificação de animais positivos para a presença de DNA proviral e RNA na ausência de antigenemia/viremia e, com isso, um refinamento da análise das diferentes evoluções da infecção. Assim, reclassificou-se a patogenia do FeLV em 4 categorias: infecção abortiva, regressiva, latente e progressiva. Foi possível também detectar DNA proviral e RNA em animais considerados imunes ao FeLV após vacinação. Diante disso, os objetivos desta revisão de literatura foram demonstrar as implicações da utilização de técnicas sensíveis de detecção viral na interpretação e classificação da infecção do FeLV e rever as técnicas de detecção do vírus para fins de diagnóstico. Além disso, apresentar os resultados referentes à eficácia da vacinação contra o FeLV com a utilização dessas técnicas.
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O diagnóstico laboratorial da raiva é realizado através de métodos de pesquisa do corpúsculo de Negri, imunofluorescência direta e inoculação em camundongos. Na maioria dos casos, quando a amostra é bem coletada, bem conservada e o profissional responsável possui experiência, verifica-se concordância entre as técnicas utilizadas. A Seção de Raiva e Encefalomielite do Instituto Biológico ao comparar a sensibilidade das três técnicas diagnósticas, em 3713 amostras (córtex cerebral, cerebelo e hipocampo) recebidas no período de 1980-1994, sendo 3010 da espécie bovina (983 positivas) e 703 da espécie eqüina (111 positivas), observou que, no caso da raiva eqüina, esta concordância não é mantida. Verificou-se, nesta espécie, que somente em algumas oportunidades foi possível identificar, pelo método histopatológico, o corpúsculo de Negri. em relação à prova de imunofluorescência pode-se afirmar que a mesma detectou uma porcentagem menor de amostras positivas, provenientes da espécie equina, em compração com as da espécie bovina, sendo esta diferença estatisticamente significativa. A prova biológica foi a mais sensível, porém houve uma diferença, também significativa, entre o período de incubação em camundongos das amostras de origem bovina e das de origem eqüina. A presença pouco frequente de corpúsculos de Negri e o período de incubação em camundongos mais prolongado, das amostras de origem eqüina, sugerem que devem ser intensificados os estudos da patogenia da raiva nesta espécie.
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Uma prova de imunoadsorção enzimática (ELISA) para detecção de anticorpos contra Babesia bovis foi desenvolvida e avaliada em comparação à imunofluorescência indireta (IFI). A sensibilidade e especificidade do ELISA, determinadas pela análise de 100 soros positivos de bovinos infectados experimentalmente com B. bovis e 108 soros negativos colhidos de bovinos livres de infecção por este hemoparasito, foram de 98,0% e 98,1%, respectivamente. Os valores preditivos positivo e negativo foram, respectivamente, 98,0% e 98,1% e a precisão do teste foi de 98,1%. Não foram detectadas reações cruzadas com 80 soros de bezerros experimentalmente inoculados com Babesia bigemina. O ELISA foi comparado à IFI usando 110 soros de rebanhos de área de estabilidade endêmica e 168 soros de rebanhos de áreas de instabilidade endêmica. em ambos os casos, houve concordância significativa (P=0,631 e 0,4725, respectivamente) entre os resultados demonstrados pelos dois testes. em um estudo epidemiológico realizado com o ELISA na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, com 1.365 soros de bovinos, 83,9% foram positivos para anticorpos contra B. bovis, caracterizando a região estudada como endemicamente estável.
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Um ensaio de imunoadsorção enzimática (ELISA) baseado em antígeno bruto foi avaliado na detecção de anticorpos contra Babesia bigemina. A sensibilidade e a especificidade do teste foram de 98,0% e 99,0%, respectivamente. Concordando com a alta especificidade do teste, não foram verificadas reações cruzadas com soros de bezerros inoculados três vezes com 10(7) merozoítos de Babesia bovis. Com relação à comparação do ELISA com a imunofluorescência indireta (IFAT) na detecção de anticorpos contra B. bigemina em bezerros experimentalmente infectados com cinco isolados brasileiros geograficamente distintos deste hemoparasito, o IFAT foi capaz de detectar anticorpos um dia antes do ELISA na maioria dos soros dos animais. Houve uma boa concordância entre os resultados encontrados no ELISA e no IFAT com soros de bovinos de região de estabilidade enzoótica (k=0.61). No entanto, não houve concordância entre os testes sorológicos com soros de animais de área de instabilidade enzoótica (k=0.33). O ELISA foi empregado em um inquérito epidemiológico com 1.367 soros de quatro municípios do Pantanal de Mato Grosso do Sul e caracterizou esta região como uma área de estabilidade enzoótica, uma vez que as prevalências variaram de 87,7 a 98,9%. Dessa forma, este ELISA, que apresentou alta sensibilidade, especificidade e desempenho similar ao IFAT, pode ser utilizado no diagnóstico sorológico de B. bigemina.
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Três animais de cada espécie (Bos indicus, Bos taurus e Bubalus bubalis) foram inoculados, via oral, com 2×10(5) oocistos de Toxoplasma gondii. Seis outros animais, dois de cada espécie, foram mantidos como testemunhas. A resposta de anticorpos avaliada por meio da reação de imunofluorescência indireta iniciou-se a partir do quinto dia pós-inoculação (DPI) nos zebuínos e bubalinos, e no sétimo DPI nos taurinos. Os títulos sorológicos nos taurinos permaneceram elevados até o final do experimento (70º DPI), alcançando níveis máximos (1:16.384) entre o 42º e 49º DPI. Nos zebuínos e bubalinos o maior título de anticorpos anti-Toxoplasma foi de 1:256. A resposta de anticorpos mais ou menos acentuada não está necessariamente relacionada à sensibilidade ao T. gondii.
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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A doença de Chagas causada pelo T. cruzi é transmitida, principalmente, por insetos vetores e está distribuída na Argentina, no Chile, na Venezuela e no Brasil. O cão, além de ser um importante reservatório, também é vítima da doença e a única espécie capaz de desenvolver manifestações clínicas iguais a do homem. O presente trabalho teve como objetivo descrever as alterações clínicas encontradas em quatro cães infectados naturalmente pelo T. cruzi e alertar para a possibilidade de que a ocorrência dessa enfermidade em cães de Mato Grosso do Sul possa estar sendo subestimada. Os animais foram selecionados a partir de exames sorológicos de reação de imunofluorescência indireta (RIFI), ensaio imunossorvente ligado à enzima (ELISA) e immunoblotting com antígeno secretado e excretado da forma tripomastigota do T. cruzi (TESA-blot) e submetidos a xenodiagnóstico, exame físico, radiografia torácica, eletrocardiografia, ecocardiografia e bioquímica sérica. As alterações encontradas foram aumento de ventrículo direito, presença de arritmias do tipo bloqueio átrio ventricular, sinus arrest e bloqueio de ramo direito, além de disfunção sistólica e diastólica. Três animais apresentaram hiperproteinemia e as dosagens das enzimas CK e CK-MB revelaram valores indicativos de uma miocardite ativa. Esses são os primeiros casos descritos de cães com evidências consistentes de infecção natural pelo T. cruzi em Mato Grosso do Sul e ressalta-se o alerta aos médicos veterinários para a importância clínica e o papel dessa espécie como reservatório da doença.
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Descreve-se o isolamento e a identificação do vírus rábico em morcegos insetívoros Molossus ater, no Estado de São Paulo, nos municípios de Araçatuba, Penápolis e São José do Rio Preto. A maioria dos exemplares foi capturada ainda com vida, não havendo, porém, contato com pessoas ou animais. O diagnóstico foi realizado pelas provas de imunofluorescência direta e inoculação intracerebral em camundongos.
Resumo:
OBJETIVO: Os relatos sobre a ocorrência de raiva em morcegos no Brasil são esporádicos e isolados. Assim, o objetivo do estudo foi descrever a detecção do vírus da raiva em morcegos do Estado de São Paulo. MÉTODOS: Foram analisados 7.393 morcegos provenientes de 235 municípios do norte e noroeste do Estado de São Paulo, no período de 1997 a 2002 e identificados por meio de características morfológicas e morfométricas. Para a detecção do antígeno viral foi utilizada a técnica de imunofluorescência direta e o isolamento do vírus foi realizado por inoculação em camundongos. RESULTADOS: Das amostras examinadas, 1,3% foram positivas para raiva, com variação de 0,2% em 1997 a 1,6% em 2001. Foram encontrados 98 morcegos com o vírus, 87 deles em área urbana. O vírus da raiva foi detectado pela imunofluorescência direta em 77 do total de amostras positivas, enquanto 92 produziram doença em camundongos inoculados e o período de incubação variou entre 4-23 dias. em 43 municípios foi encontrado pelo menos um morcego positivo. Entre as espécies analisadas o vírus da raiva foi detectado com maior freqüência (33,7%) em Artibeus lituratus. Os vespertilionideos do gênero Eptesicus e Myotis totalizaram 24,5% dos morcegos positivos e as espécies do gênero Molossus (Molossus molossus e Molossus rufus), 14,3%. A distribuição do vírus da raiva foi semelhante entre fêmeas (33; 48,5%) e machos (35; 51,5%). CONCLUSÕES: Morcegos positivos para raiva foram encontrados em situações que colocam em risco tanto a população humana como animais de estimação, exigindo medidas voltadas para o manejo destas espécies e de educação da população.
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Comparamos os métodos de Imunofluorescência Indireta (IFI), Imunodifusão Radial Dupla e Aglutinação, para a pesquisa de anticorpos em soros, na tripanossomíase experimental por Trypanosoma evansi, em cobaias. Foram obtidas 20 amostras de soro correspondentes às 4 primeiras semanas de infecção. A IFI foi positiva em apenas 6 animais, com títulos variando de 1:4 a 1:16. Os títulos mais altos foram observados na 3ª semana pós-infecção. Anticorpos aglutinantes foram observados a partir da 1ª semana pós-infecção e, após a 2ª semana, todos os animais apresentaram reação de aglutinação positiva, com títulos variando de 1:8.000 a 1:250.000. O tratamento dos soros com 2-Mercapto-etanol inibiu a reação de aglutinação, sugerindo ser IgM a principal classe dos anticorpos presentes no soro dos animais infectados. Não se constatou a presença de anticorpos precipitantes durante todo o curso da infecção.
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The main purpose of the present study was to investigate the occurrence of antibodies against T gondii and N. caninum in captive maned wolves from Brazil, considering that little information is available at the literature about infections by these parasites in this wild animal. Serum samples were obtained from 59 maned wolves originated from six zoos and from one ecological reserve of the southeastern and midwestern regions of Brazil. To detect IgG antibodies against T gondii, an ELISA protocol was used and the results were expressed as ELISA reactivity indexes (131). Serology for N. caninum was carried out by indirect fluorescent antibody test (IFAT) and cut-off titers were established at 1:25 dilution. From the total of the analyzed samples, 44 (74.6%) were seropositive for T gondii and only 5 (8.5%) for N. caninum. Seropositivity for T gondii ranged from 0 to 100% in the seven different origin locals, with rates over 50% among the six zoos, whereas no positivity was found in the samples from ecological reserve. For N. caninum, seroprevalence varied from 0 to 50% in the different locals, with the highest rates also detected in zoos. Seroprevalence for T gondii was strongly related with age, with rates significantly higher among adult wolves (91.7%) when compared to newborn or young animals. Seropositive samples for N. caninum were found predominantly in adult wolves. For both parasites, seroprevalence did not show a significant distinction in relation to gender. Although seroprevalence for T gondii was significantly higher when compared to N. caninum in the Brazilian captive maned wolves tested, these findings reflect the great exposure of this species to T gondii and, in lower extension, to N. caninum. Also, the present study demonstrated for the first time the presence of antibodies to N. caninum in wild life from South America. (C) 2004 Elsevier B.V. All rights reserved.
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The water buffalo (Bubalus bubalis) is an important natural host for Neospora caninum. Serologic responses to N. caninum were studied in experimentally and naturally infected water buffaloes in Brazil. Antibodies were assayed by the indirect fluorescent antibody test (IFAT) using a cut off value of 1:25. Six buffaloes were each inoculated subcutaneously with 5 x 106 live culture-derived tachyzoites of the cattle Illinois strain of N. caninum, and two calves were kept as uninoculated controls. Post-inoculation (p.i.) blood samples were collected weekly for 8 weeks and then monthly until 1 year p.i. All inoculated buffaloes developed IFAT titers of 1:100 or more between 7 and 11 days p.i. and the titers remained elevated until 7 weeks p.i. Antibody titers peaked to 1:1600 in 1, 1:800 in 3 and 1:400 in 2, usually by 3 weeks p.i. Antibody titers declined to 1:25 or 1:50 in all the six buffaloes by 12 months p.i. IFAT titers to N. caninum remained at an undetectable level (< 1:25) in both control uninoculated buffaloes. To follow the dynamics of N. caninum antibodies, sera from 29 buffaloes and their calves were collected for 1 year and assayed for N. caninum antibodies; 23 of 29 calves were seropositive (IFAT of 1:100 or more) at 1-2 day of age. of these 23 calves, 17 remained seropositive during the study, while six became seronegative at four (two calves), six (one calf) seven (two calves) and eight (one calf) months of age. These findings suggest a high rate of neonatal transmission of N. caninum in buffaloes. Published by Elsevier B.V.
Resumo:
Sera collected from 447 dairy cattle on 14 dairy farms were tested for Neospora caninum antibodies by use of an immunofluorescent antibody technique. Positive reactions with titres greater than or equal to 1:200 were found in 63 (14.09%) of animals. Neospora positive sera were also tested for Toxoplasma gondii antibodies by using a commercial latex agglutination test. Antibodies to T. gondii were detected in 3 (4.76%) of 63 N. caninum positive sera. These results indicate that N. caninum infection is widespread among dairy cattle in Bahia state. (C) 1999 Elsevier B.V. B.V. All rights reserved.